O QUE VOCÊ FEZ COMIGO!?
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Alejandra...
Ja se passaram um mês e eu simplesmente não consigo tirar o tonto do Luiz da minha cabeça, desde que ele chegou eu não sonho mais com o meu abusador e sim com Luiz me beijando tão gostosamente que peço pra ele me fazer sua e nesse momento eu acordo suada e molhada, então percebo que gozei so com os beijos que ganhei; cada dia que passava era mais torturante afinal Luiz ficava mais bonito e atraente ou talvez fosse só meus olhos ou os óculos que precisam ser reavaliados pelo meu oftalmologista, tah ele é moh gato e isso eu não vou esquecer por que minha amiga faz questão de lembrar a cada momento como ele é lindo e eu tenho que me segurar pra não dizer tudo que acho dele e de seus encantos... Deixando de lado tudo isso, como hoje é domingo decido chamar Julia para me fazer companhia no shopping e como ela não é nada fã de um shopping ela logo vai se arrumar me mandando ir também, alegando que eu demoro muito pra me arrumar e ela ta certíssima, na verdade não sei o que acontece comigo posso separar a roupa que logo que a visto tenho que trocar por achar não ta boa ou não está combinando, pode dizer que sou uma piada e que a pose de Delegada durona é so na delegacia ,vou me arrumar logo que me olho no espelho me acho linda e super confortável pra ir ao shopping, assim que saio do quarto vejo Julia ja arrumada me esperando.
—Ta munita mulher kkkkk. -da uma gargalhada gostosa de se ouvir.
—Vamos logo, agora é você que tá me atrasando. -falo e vejo ela me imitar.
Descemos e logo estávamos no carro ouvindo uma música que considero triste mais foi escolha de Julia e eu respeitei, quem canta é José algusto, mais o pior é quando ela começa a berrar no carro.
—Agora aguenta coração, pra que inventou essa paixão. -ela grita e para de cantar quando ouve minha risada que eu considero feia.
—Ainda bem que você não precisa cantar pra ganhar dinheiro, por que você ia morrer de fome. -continuo rindo e vejo seu olhar raivoso direcionado a mim.
—Você canta pior que eu amiga e pior ainda no chuveiro. -diz com deboche por que a um ano atrás meu namorado me viu cantando e terminou o namoro.
—Não tem nada haver, aquele safado ja queria terminar o namoro, isso foi só uma desculpa. -falo devolvendo o deboche.
—Que desculpa mais esfarrapada, ele sabia muito bem que não estava namorando uma cantora e sim uma delegada. -ela diz tomando minhas dores, uaauuuu que fofa.
—Eu nem sinto falta, ele não sabia fazer como eu gosto. -dou um sorriso malicioso que ela logo entende.
—Você é uma safada D. Alejandra. -diz e da uma gargalhada me fazendo acompanhá-la.
—So estou dizendo a verdade, se não for pra namorar quem me faça sentir mulher nem vale a pena, e eu não estou falando apenas na cama. -digo e a vejo de boca aberto, dou um sorriso.
—Nossa to no carro da esposa de Sócrates, só assim pra filosofar dessa maneira. -e ela faz mais uma piada, como sempre.
—Chega de falar merda, ja chegamos. -digo e saio do carro esperando por ela.
Assim que chegamos fomos tomar café e que café, não lembro quando foi que tomei um café tão perfeito com tudo que tinha direito, depois do café entramos em todas as lojas escolhidas por Julia e compramos roupas escolhidas por mim e por ela. Quando estávamos a caminho da saida eu escuto barulhos de tiros e vejo Julia tirar sua arma da bolsa assim como eu tiro a minha e tomamos posições e caminhos diferentes, ela ajuda as pessoas que ficam desesperadas e eu vou na direção dos tiros, parece meio estranho eu tentar impedir que algo aconteça sem tirar meus saltos que são médios mas não deixam de ser saltos; num movimento muito rápido eu atiro em um bandido que cai desacordado e entro numa luta corporal com um outro que logo leva um chute no saco e uma banda que o faz cair no chão e ser imobilizado por mim que nunca ando sem minhas algemas, vou andando devagar e verifico se tem mais bandidos mais percebo que os otários resolveram roubar o shopping sozinhos, mas alguém tropeça em mim e eu já estava pronta pra atirar mais o indivíduo cai no chão e faz com que eu caia encima dele; olho em seus olhos e não é ninguém mais que Luiz o causador dos meus "sonhos eróticos " que estão me enlouquecendo, ele se perde em meu olhar assim como eu me perco no dele e me beija, confesso que sentir seus lábios no meu me causa um desejo tão grande que eu devolvo o beijo com uma necessidade que é incontrolável e me entrego totalmente naquele beijo, sinto sua mãos nas minhas costas e puxo seus cabelos, MEU DEUS ESTOU LOUCA!
—Não Luiz, isso não pode acontecer. -digo me soltando dele e me levantando.
—Por que não? Você queria tanto quanto eu. -diz confuso com a atitude de Alejandra.
—Vocês homens são uma piada, agora vai dizer que eu te beijei. -mesmo que isso seja verdade eu não vou admitir
—Calma Alejandra! não precisa ficar assim ,afinal foi só um beijo. -diz fingindo não se importar com o que o beijo lhe causou.
—De agora em diante não existe mais beijos entre mim e você, não faça mais isso. -diz e sai ou choraria ali mesmo na frente de Luiz.
*Em outro lugar do shopping *
Alejandra chorava desconsolada pensando em como foi tola por achar que Luiz havia demonstrado amor naquele beijo e na verdade era tudo mentira, não passou de um beijo para ele quanto que para ela foi a chama da esperança de ser amada da forma que um homem pode amar uma mulher; Julia chega perto de Alê dizendo que estava tudo resolvido e que ja tinham pegado os bandidos mas para ao ver sua amiga tão forte e tão insensível como aparentava ser chorando como uma criança, abraçou a amiga que prontamente aceitou o abraço e chorou mais com o conforto que aquele abraço lhe trazia, a calma que a consumiu depois de um tempo fez as lágrimas cessarem, mais não fez com que o coração fosse construido novamente ;é meio clichê pensar que uma simples palavra fez isso tudo, mas para alguém que ja foi magoada um simples olhar pode botar tudo a perder, Alê sempre sofreu por achar que todos os homens são iguais ao covarde que a violentou e que e ainda a persegue com a cara de pau que tem aquele "bandido" como a mesma diz .
Uma semana depois...
Uma semana se passou e Alejandra passou a mesma sem trocar uma palavra sequer, todos perceberam o clima tenso entre Luiz e Alejandra que sempre se evitavam; era uma sexta -feira quando o comandante apareceu na delegacia convocando Luiz que foi nomeado o melhor entre os policiais que alí haviam sua mira perfeita o ajudou a ganhar aquele título, os dois entraram dentro da sala e ambos estavam com caras de poucos amigos, parece que ja até sabiam do que se tratava e então o comandante Nathan começou a falar.
—Bom dia senhor moreno! -o comprimenta com um aperto de mão.
—Bom dia senhor! -retribui.
—Delegada. -ambos acenaram com a cabeça. -Tenho um caso que precisarei dos meu dois melhores aqui dentro desta delegacia.
—Nos... Juntos... Não pode ta falando sério. -diz Alejandra séria.
—Não tenho tempo pra brincar delegada e você mais do que ninguém sabe que não brinco com coisas sérias. -diz um pouco zangado com a atitude de Alejandra.
—Me desculpe comandante, mas eu posso saber por que temos que trabalhar juntos? -diz altiva, não abaixava a cabeça facilmente.
—Achei que não ia perguntar... Bom você é a melhor delegada por aqui e tenho que te parabenizar por colocar muitos "detetives" -fez as aspas com as mãos. -no chinelo, Luiz é o melhor policial que tenho em vista, desde o dia que o mesmo chegou eu estou observando sua postura e ele é a pessoa perfeita para trabalhar com você. -diz calmo e sereno como sr nada estivesse acontecendo.
—Somos os melhores, agora nos diga qual é o caso que é tão grave que necessita os melhores para solucioná-lo. -diz Luiz firme em sua pose de indiferente a Alejandra.
—Neste caso vocês não estão lidando com um serial killer como no último, esse cara é um tanto estranho. -diz franzino o cenho.
—Por que diz isto comandante? -diz intrigada, aquilo despertou sua curiosidade ao extremo.
—O nosso assassino mata mulheres grávidas. -diz fitando a cara de espanto que Alejandra e Luiz fizeram.
—Co... Como é? -diz Alejandra não querendo acreditar no que ouvia.
—É isso mesmo que ouviu e eu não queria fazer essa pergunta mais tenho que saber antes de colocar você em um caso como esse. -diz mudando a expressão de calmo para sério.
—Pergunte comandante. -diz pegando um pouco de água e bebendo.
—Você ta grávida delegada? -foi direto como sempre costumava ser em suas conversas com Alejandra.
—Eu... Oque? -cospe a água e se engasga e é amparada por Luiz que da leves tapas em suas costas.
—Você está bem Alejandra? -pergunta se arrependendo de ser tão direto as vezes.
—Sim comandante e não, eu não estou grávida. -diz depois de se recompor e olhar bem fundo nos olhos de Luiz.
—Que bom, assim eu tenho a certeza de caso resolvido e não coloco nenhuma criança em risco. -diz um pouco duro mas sentia de verdade pois tinha um grande apreço por Alejandra.
—Quando começamos comandante? -diz com sua determinação de sempre, sabia que era perigoso como todos os outros, mas era seu trabalho oque mais amava fazer.
—Me desculpe senhor mas não me decide sobre o caso. -diz com os olhos sobre Alejandra, não era um olhar de afronta mas Alê entendeu assim.
—Você não.... -é interrompida por Luiz que fala com o comandante.
—Se me permite lhe darei a resposta hoje ainda senhor. -diz se mostrando firme.
—Tudo bem Luiz só uma coisa que eu preciso deixar claro, se você decidir que não o caso Alejandra também não ficará com ele. -diz e vê os olhos de Alejandra semi-cerrado para Luiz.
—Obrigado senhor e com licença. -sai da sala e vai para a sala de Alejandra pois sabia que ela o procuraria.
—Alejandra espero que... -Alejandra não o deixa terminar a frase.
—Me desculpe, mas com todo respeito você não tinha o direito de fazer isso. -diz e sai da sala ou poderia até perder seu cargo, logo que entra em sua sala e vê Luiz vai pra cima do mesmo aos tapas dizendo. -Você não tinha o direito de fazer isso Moreno.
—Te acalma mulher e para de me bater ta ouvindo? -diz segurando os braços de Alejandra.
—Que se vingar não é? Eu é que deveria me vingar de você seu cretino. -diz se mexendo e fazendo com que a segurasse firme aproximando mais os corpos.
—Ja falei pra não me bater e eu não quero me vingar, pelo menos não dessa forma. -diz com um ar maliciosos que não foi visto por Alejandra.
—Que? -diz sem entender oque aquli significava.
Luiz sem perca de tempo e como um homem prático que era segura na nuca de Alejandra e a trás pra um beijo, a mesma tenta o impedir de continuar mas ja era tarde e estava correspondendo ao beijo com a fome de uma vida,Luiz rapidamente segura Alejandra e a senta na mesa subindo a saia que a mesma usava naquele dia e ficando no meio de suas pernas; era mão pra lá e mão pra cá, até o momento em que o cabelo longo de Alejandra foi puxado e Luiz disse em seu ouvido com uma voz bem sexy.
—Eu te desejo desde o dia que nos beijamos. -em meio a toda paixão que havia ali Luiz viu Alejandra se arrepiar.
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