O Psicopata
4 Capítulo 4
O delegado Stilt estava sentado em sua mesa. Com a cabeça baixa, contemplava o que havia feito. Torturou um homem que não fez nada. Foi ingênuo. Aquilo sairia no jornal certo. Ele não podia correr esse risco.
Luke Badwill voltou mais tarde à sala dele, após um chamado. Ouviu atentamente as ordens de seu chefe e saiu de lá com um sorriso de orelha a orelha. Seus cabelos crespos puderam ser identificados após tirar o chapéu de policial. Ele vestiu uma capa negra e uma máscara, com símbolos desconhecidos emdiferentes locais. Colocou também uma calça preta, com listas vermelhas dos lados e saiu pela porta dos fundos. Já era noite em Hangleton City. O relógio da cidade indicava 21h20min.
– Foi o que ele me falou, foi o que ele falou... – murmurava ele, com as mãos próximas a cabeça. Nessemomento estava preocupado, não com seu trabalho, mas com o assassino a solta.
Ao chegar à rua principal da cidade, logo se deparou com um prédio, onde estava escrito o nome do jornal da cidade. \" Hangleton News \". Ele andou se esgueirando pelas paredes da rua, até chegar ao prédio. Ao lado, um muro se erguia não tão alto, mas com cercas de arame farpado.
Foi fácil demais. Tirando um enorme facão de seu bolso, Luke Badwill cortou a cerca e um pedaço de metal separou os pedaços, assim conseguindo escalar o muro e caminhar entre duas paredes, a do prédio e outro muro da casa ao lado. Os dois eram cinzas e muitos sujos.
O homem caminhava destemidamente entre os muros. Guardou o facão e pegou algo que parecia ser uma chave. Então, ao ver que os muros dobravam para a esquerda, ele fez o mesmo, dando de cara com a porta dos fundos do prédio. Ali seria a saída de emergência, mas para Luke aquela era a porta principal de entrada.
A chave demorou a ser posta no buraco da porta. Ele tentou no mínimo umas três vezes até conseguir o feito. Estava um tanto nervoso, mas logo passou, apenas preocupando-se em entrar no local desejado.
– Essa será a mais fácil! – e com uma forte virada de mão para a direita, a porta se destrancou.A chave fazia pressão para voltar onde estava antigamente, a dois segundos. Antes que a pressão da chave fosse mais forte que seus músculos, o policial, com ordens de Stilt, entrou.
Haviam vários corredores, escadas e salas. Mas quase ninguém se encontrava no local, por ser mais de vinte e uma horas naquela noite enluarada. Ele estava com um sorriso, parecia brincar com o perigo de invadir o jornal. Para a sorte do senhor Stilt e de Luke, havia apenas três pessoas ali. O segurança, na porta central e as duas pessoas que escreviam colunas sobre a corrupção da polícia e sobre o pobre Sr. Muller, torturando pelos militares.
O infiltrado subia o primeiro lance de escadas quando se deparou com duas salas no primeiro andar. No final do corredor pequeno, uma escada levava as pessoas para mais um ambiente, o segundo andar. Abriu sem hesitar a porta da sala mais próxima, mas para sua surpresa ela estava trancada. A chave não funcionou para abri-la, mas ele não desistiu. Tentou abrir à segunda.
\"Consegui...\" pensou ao ver ela se abrir devagar e sem barulhos. Uma mulher trabalhava em um artigo sobre a polícia de Hangleton City. Não dava para ver muita coisa e silenciosamente ele entrou, nas pontas dos pés. Ficou atrás da mulher que não percebera nada.
– Morra! –
O facão se posicionou em frente ao pescoço da jovem. Com um rápido movimento, o jovem Luke Badwill matou a mulher, puxando o facão para trás e cortando o pescoço dela, até onde chegava o osso. Não queria cortar toda a cabeça dela, então resolveu parar. O sangue o sujou um pouco nos braços e pernas e ainda no tórax.
– Desculpe-me, linda moça... – disse ele. Deu para reconhecer a mulher que havia feito perguntas para Stilt.
---Flashback:
– Todos nós já sabemos senhor Stilt. Você está torturando alguém que não fez nenhum crime! – disse uma jornalista com raiva, olhando nos olhos do delegado,que está com o cabelo em pé. ---
Depois ele escondeu o corpo dentro de um armário e fechou a porta, trancando-a, pois usou a chave que estava do lado de dentro. Luke subiu no segundo andar correndo. Ele parou quando ouviu barulhos de alguém caminhando em sua direção. Era uma mulher que desciaas escadas, em direção ao segundo andar. Luke escondeu-se. Ele ficou nas escadas esperando a mulher chegar e deu o bote.
A moça ia descer as escadas e foi surpreendida por um salto de Luke, cravando a faca no pescoço da jovem, a tradutora! Ele quase caiu no chão econtemplou a moça caída, sangrando. Não ia esconder aquele corpo. Ninguém saberia que fora ele.
– Acabou... – e pegou os papéis da mão da mulher. Com certeza o homem com sotaque irlandês já estava morto a essas alturas. O delegado Stiltnão havia mandado apenas Badwill para os assassinatos, mas sim outro agente, que fora especialmente para matar o outro homem.
Luke saiu do prédio pelos fundos e foi comunicar a Stilt o que havia feito. O relógio mostrava exatamente 22h00min
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