O Psicopata
5 Capítulo 5
Luke Badwill estava parado, em frente à porta dos fundos da delegacia. Sua mão lentamente tocou a maçaneta prateada e brilhante da porta que realçou seus enormes dedos. Ele olhou desconfiado para o lado e entrou na delegacia. Seus olhos reviravam-se nas órbitas a procura da sala do delegado Stilt. Sem procurar muito, ele logo achou uma porta com o nome da pessoa procurada e antes que pudesse abri-la, ela se escancarou para dentro da sala.Um homem estava de pé, vestindo uma roupa policial e uma estrela dourada no peito, lado esquerdo. Estava escrito um nome com letras cor de cobre, era Stilt.– Sente-se, Luke – disse ele apontando a cadeira, a frente de sua mesa e após ver que o policial fez o que mandou começou a balbuciar algumas palavras, – creio que sangue foi derramado hoje...
– Sim, senhor... – começou Luke, fixando os olhos na barba medonha de Stilt que balançava enquanto ele falava, – os três. Mas senhor...– Muito bem! – disse satisfeito o delegado, ajeitando-se na cadeira, por sinal muito confortável, – agora, preciso falar de outro assunto com você, Luke. Sabe aquele homem, que está na solitária? – perguntou o delegado, franzindo as sobrancelhas e olhou profundo nos olhos do Sr. Badwill.– Sei senhor, – falou ele, rapidamente, – desculpe, mas… o que tem ele? –– Todos já sabem do assassinato… –– Pelo jornal! – exclamou Luke interrompendo seu chefe que lhe fez sinal com a cabeça, confirmando.– E estão perguntando se o Sr Muller é o verdadeiro assassino, pois está preso e os assassinatos continuam. Então tive uma idéia…A luz enfraquecida da sala escondeu o Sr. Stilt e um pedaço da mesa. Ele deu uma risada abafada e entregou um papel importante para Luke que fez esforço para ler o que estava escrito nele. Seus olhos arregalaram-se, mas ele aceitou fazer parte do plano.Duas batidas na porta fizeram os dois saltarem das cadeiras e olharem para o local. O rosto do delegado voltou a se iluminar e ele levantou-se da cadeira, impaciente, para abri-la porta. Com uma cara amarrada ele abriu-a e deu de cara com uma mulher, de estatura mediana e com os cabelos loiros presos em um rabo-de-cavalo. Ela tinha um jornal na mão e usava óculos redondos e brancos. – Senhor Stilt, eu peço permissão para entregar um jornal ao assassino! – pediu ela. Stilt percebeu que era uma mulher lindíssima. Ele olhou para ela e depois respondeu, quase babando.– Espere um momento, – e apontou o dedo para Luke, – saia, depois conversamos.Em alguns segundos Luke levantou-se da cadeira e saiu da sala. Ele ficou irritado com seu chefe, mas foi obrigado a obedecer. Stilt fez sinal para que a garota de mais ou menos 30 anos entrasse. – Sente-se! – disse ele. A mulher se sentou na cadeira e esperou o senhor Stilt falar.– Eu deixo você entregar o jornal a ele, mas terá que fazer algum serviço, como um pagamento! – exclamou ele sorrindo. A garota aceitou um pouco contrariada. – Poderia ser daqui a uns 20 minutos? – perguntou.– Tudo bem... – respondeu ela, com o rosto pálido, – posso ir entregar o jornal a ele? –– Vá! – mandou Stilt sem paciência. Seu rosto se iluminou com a luz e logo ele voltou para a escuridão.O delegado explicou para a inda moça como chegar à solitária onde estava o Sr Muller. Pediu para olhar o jornal. Apenas pegou-o na mão e viu não tinha nada, apenas papel com escritos sobre a cidade.Depois a mulher de estatura mediana saiu da sala com passos rápidos. Estava preocupada. Segurava forte o jornal nas mãos. Ela desceu algumas escadas e chegou ao corredor onde o Sr. Muller ficava.James estava sentado, quieto. Algumas baratas já estavam mortas e também alguns escorpiões. Ele comera uma barata, por estar faminto e a polícia não lhe dar muita comida. Ele ficava atento a cada barulhinho que ouvia e logo virava a cabeça para ver o que era.– Sr. Muller! – sussurrou a moça, por uma portinha onde dava para se colocar cartas e comida. Ela destrancou-a para poder falar com James, – você está bem, está acordado? –– Sim! Mas quem é você? – perguntou ele, franzindo a testa e colocando o ouvido na fresta.– Olhe, meu nome é Lindsey e trabalho no jornal de Hangleton City. Eu sei que você não assassinou ninguém e quero te ajudar a fugir dessa prisão… – sussurrou ela, cuidando sempre para que alguém não a ouvisse. Não havia nenhum policial no corredor e prisioneiro algum conseguiria ouvir.– Mas como? – perguntou rapidamente o Sr Muller com a voz rouca e fraca agora. Ele estava suando muito.– Pegue este jornal, eu tenho que ir, mas fique sabendo que quando sair vá ao endereço que está na última página, entendeu? – – Sim, obrigado! – disse ele sorrindo. Continuava com uma voz fraca e rouca. Ele então pegou o jornal da fresta e passou as folhas até chegar a uma página com um desenho muito perfeito. Era uma planta, na verdade duas. Uma de toda a delegacia e outra, mostrando um local com um xis. Ele leu algumas coisas escritas no papel e sabia o que fazer. A moça voltou pelas escadas e encontrou o Sr. Stilt esperando-a na porta.
– Vamos lá, minha linda! –E passou o braço pelo pescoço da jovem. Quando os dois entraram a porta foi trancada. Luke Badwill observava a cena da porta de sua sala. Conseguia ouvir alguns barulhos estranhos vindos da sala ao lado. Às vezes escutava um ranger da mesa arrastando um pouco. Depois de alguns minutos ele sussurrou:– Stilt imbecil… –
Notas finais
Final do Capítulo 5
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