O Príncipe e A Plebéia
24 Capítulo 24
Resolvi voltar pra casa, após não ter conseguido ligar pra ela. Na porta do hospital, fui abordada por uma multidão de fotógrafos e repórteres que começaram a me fazer tantas perguntas que, a única coisa que eu consegui dizer foi "Sai da minha frente, porra", isso é, eu gritei!
Mais tarde, chegando em casa (e envergonhada do eu tinha feito), avistei Lola no portão, andando de um lado, mexendo no cabelo como de costume.
- Lola! — Gritei.
Ela veio até o meu encontro e me abraçou tão forte que eu já estava começando a pensar que a intuição da minha mãe estava certa.
- Amiga, senti tanta saudade. Soube o que aconteceu com a mãe do Nate.
- Pois é, nem diz isso. Está todo mundo estressado e apreensivo, algumas coisas se complicaram nas gravações, a mãe do Nate no hospital, e minha mãe achando que voc... — Parei no momento em que ela me encarou séria. Droga, falei de mais, de novo.
- Como assim, complicações nas gravações?
- Eu não sei direito, estava tão preocupada e ao mesmo tempo distraída por causa do que aconteceu ontem...
- O que aconteceu ontem, mocinha? — Ela perguntou me olhando maliciosamente. Eu sorri e mordi o lábio.
- Oh... Meu... Deus! Vocês...
Eu não disse nada, apenas continuei sorrindo. Ela gritou.
- Não acredito Alex... Finalmente... — Disse ela me puxando para dentro de casa.
- Me conta tudo, agora!
- Ok, calma aê! Tudo bem vou contar.
- Doeu?
- Lola...
- Tudo bem. Ele te machucou?
- Lola!
- Como assim, Lola? Eu quero saber tudo!
- Ok, tudo bem. Não, ele não me machucou. Na verdade ele foi muito carinhoso comigo, ele é muito carinhoso... — Ruborizei.
- Alex, você está com a bochecha rosada! — Ela gargalhou.
- Pare de rir!
- Desculpa amiga, mas é que, eu estava esperando esse dia chegar para você poder me contar tudo. Mas, e aí? Como aconteceu?
- Ah, aconteceu daquele jeito que você sabe... Beijos, toques, e quando dei por mim... Já foi.
- Mas, assim? Já foi? Só isso?
- Já está querendo saber de mais...
- Você é que não quer me contar!
Eu respirei fundo.
- Tudo bem. Começou a chover, e o carro dele parou. Aí tivemos que ir até o apartamento dele a pé. Chegando lá, aconteceu o que eu disse que aconteceu.
- E... Como você se sentiu?
Como eu me senti? Fiquei surpresa de ela ter me feito essa pergunta, talvez por eu não souber o que responder.
- Eu... Não sei. Por um momento eu fiquei com medo e me senti insegura, mas depois que as coisas começaram a acontecer, percebi que o que estava sentindo era besteira. Senti-me tão amada, e a maneira que ele me amava me fez sentir o que ele estava sentindo. Ele me ama, e o corpo dele ficou tão próximo de mim, e eu me senti tão próxima a ele, como se eu estivesse me unindo a ele em uma só carne, sabe? É como eu me sinto agora, me sinto uma com ele. É estranho, e ao mesmo tempo bom e ruim. É bom porque me sinto completa, e é ruim porque, se acabar, vou me sentir vazia.
- Nossa... – Lola suspirou – Isso que você disse foi... Lindo. E isso é porque você não sabe expressar seus sentimentos.
Eu ri.
- Eu nunca me senti assim antes. Será que isso é bom?
- Alex, isso é ótimo. Isso que você está sentindo é amor, pelo que percebo é um amor muito intenso.
- Acho que sim. – Tive que concordar com ela. Realmente eu estava totalmente apaixonada por ele, cada vez que eu pensava nele era como se meu coração fosse atravessar meu peito e ir correndo até ele. E depois da noite que passamos juntos, era como se eu e ele tivéssemos nos tornado um só. Era estranho, mas eu estava gostando disso.
- Mas, e você?
- Eu, o quê? – Lola perguntou fazendo careta.
- Você está bem? Sabe?
- Ah, sim... Por quê? – Percebi que ela não estava entendendo nada, então eu decidi ficar quieta.
- Alex, me conta!
- OK. É que minha mãe me disse que você havia chegado ontem e... Estava passando mal...
- Ah, sim... Verdade, eu passei muito mal, não devia ter comido guisado antes de pegar o avião. A propósito, vomitei na sua cama, desculpa.
“Argh, obrigada pelo aviso Lola” Pensei.
- Não, tudo bem. – Eu disse.
- Bom, agora você não parece bem.
- Por quê?
Ela ligou a televisão e estava dando a notícia da minha suposta agressão contra um paparazzi.
- Mas... Eu não fiz isso!
- Calma Alex, eu sei que não fez. Acredito em você, e sua mãe também.
- Não sei se o Nate vai acreditar em mim, eu só gritei com ele...
- Calma amiga, ele vai acreditar em você também, ele sabe como são essas coisas.
Ela me abraçou, e eu suspirei até minha mãe entrar na porta de casa bufando.
- Vish...
- Mãe, me deixa explicar...
- Ah, oi querida. – Ela parecia distraída. – Oi Lola, sente-se melhor?
- Sim, estou muito melhor, graças aquele remédio que a senhora me deu. Obrigada.
- De nada querida. E, diga Alex, o que quer me explicar?
- Ah... – Antes que eu pudesse falar, minha mãe dirigiu os olhos até a televisão, e, numa fração de segundos, gargalhou com a notícia.
- Esses repórteres, não têm o que inventar. – Disse ela desligando a TV.
Eu suspirei de alívio. Conhecendo a mãe que eu tinha, pensei que iria receber uma bofetada capaz de perder todos os meus dentes.
- Ah, somente isso para arrancar um sorriso meu.
- O que houve mãe?
- O filme... – Ela rolou os olhos. – Vamos adiar a gravação.
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