O Príncipe Solitário.
8 Capítulo 8 - No Limite.
Capítulo 8
No limite
Quando cheguei à usina da costa leste, pude logo detectar o alarmante problema, pois a cidade ao redor estava completamente vazia, parecia mais uma cidade fantasma iguais as dos filmes. Um calafrio subiu minha espinha, eu não havia imaginado que estaria tão sozinha naquela delicada situação. Por outro lado, eu havia prometido minha ajuda custe o que custar, afinal naquele momento não tivera mais ninguém para tentar deter a possível explosão do reator.
– Vamos lá!
Assim entrei na usina termonuclear, não haviam pessoas ao redor, nem na entrada, nem nos infinitos corredores. Eu realmente estava sozinha nessa! Por onde passava, podia ver as coisas abandonadas, os equipamentos de última geração encontravam-se ligados, alguns estavam defeituosos, mas a maioria funcionava, demonstrando que foram deixados abruptamente.
Segui meu caminho como papai havia me dito naquela mesma manhã, mas também utilizava um rastreador específico, inclusive o detector de radioatividade. Por precaução, antes de prosseguir mais, vesti a roupa de proteção contra os elementos de radiação. Eu poderia até morrer, porém não facilitaria isso de jeito nenhum.
– Acho que estou chegando perto da sala de controle – eu observava os sensores e suas indicações.
Naquele momento papai entrou em contato comigo.
– Bulma?
– Papai! – coloquei os fones para liberar as minhas mãos.
– Já chegou à sala de controle do reator?
– Sim, eu acabo de entrar, mas não há sinal de ninguém aqui.
– O Dr. Hann deve estar em algum lugar.
– Pode ser, mas ainda não o vi.
Olhei ao redor da sala, haviam muitas tecnologias da Corporação Cápsula e me alegrei, não teria problemas em manuseá-las.
– Você está na sala de controle do lado norte, não é?
– Sim... aqui não há muita radiação e os computadores e máquinas parecem em perfeito estado – o informava sobre a situação já mexendo nos computadores. – Acho que posso começar por aqui.
– Veja se consegue acessar os sistemas da sala do lado oeste.
– Só um minuto.
Passaram dois minutos na verdade e consegui entrar nos sistemas sem muitos problemas, claro eu fora um gênio.
– Entrei! Acho que de lá eu poderei tentar parar o funcionamento do reator. – Eu digitava rapidamente. – Me oriente até a sala, papai.
– Está bem! Pegue o corredor leste e depois dobre a esquerda!
Ligeira, caminhei por onde papai me guiava, seguindo fielmente suas orientações.
– Ok e agora?
– Vá pelo corredor à sua direita e dobre para esquerda.
Foi que o detector de radioatividade apitou feito um alucinado.
– Por Kami- Sama! – aquilo me deixou muito impressionada.
– O que houve, Bulma? – papai preocupou-se.
– Acho que encontrei a sala!
Fitei boquiaberta aquele imenso reator nuclear ao entrar na sala, ele estava em um estado extremamente crítico.
– Saia daí! Vá para sala oeste!
– Está bem! – porém antes de sair olhei mais uma vez para aquele monstro chamado de reator.
Quando adentrei na sala oeste, vi um homem ao computador, vestindo uma roupa semelhante à minha.
– Dr. Hann? – chamei deduzindo ser o cientista que nos contatara. – Dr. Hann é o senhor?
Ele virou-se devagar e me encarou com um sorriso maroto.
– Srta, Briefs! – se ergueu da cadeira e veio ao meu encontro. – Muito obrigada por ter vindo, eu não tenho palavras para expressar o que sinto.
– É um prazer poder ajudar – apertei a sua mão, o cumprimentando.
– Creio que queira se interar da situação no momento?!
– Sim.
– Venha, afinal não temos muito tempo a perder.
Aproximamos-nos dos monitores e o Dr. Hann me mostrou o estado do reator, os erros de caçulos e análise, além dos sistemas de controle. Entretanto não conseguia compreender como aquele cientista não havia percebido “o problema”.
– Vejo que alguém... tentou sabotá-los! – fui direta e não escondi o que eu havia descoberto.
– Sabotagem? – ele tentou encontra algo que desse sinal de sabotagem.
– Esses cálculos foram errados de propositalmente, não havia como ter falhas como essas! Ao que tudo está me indicando... é que foi sabotagem de fato.
– Não posso crer! – Dr. Hann parecia estar arrasado. – Colocaram em risco milhares de pessoas, famílias inteiras, crianças por sabotagem no reator?!
– Eu lamento, mas acho melhor andarmos logo, pois como o senhor disse “não temos tempo a perder”!
Durante horas trabalhamos na construção de uma cúpula de isolamento para o reator, alguns robôs nos ajudavam na parte pesada. Eu soldava de um lado e o Dr. Hann encaixava de outro, tínhamos que correr contra o tempo!
– Você acha que isso vai solucionar o problema?
– Não, Dr. Hann! – respondi segurando algumas ferramentas. – Isso vai nos dá mais tempo e estabilidade para tentar solucionar o problema!
– Entendo.
Ele meneou a cabeça em positivo e voltou ao trabalho.
Papai continuava a me auxiliar nos processos, eu estava um pouco cansada, mas não podia parar mesmo sendo já madrugada, continuava a fazer tudo que era possível para parar o reator de uma vez por todas.
– Agora vou entrar no sistema.
Corri para os computadores e procurei ser o mais rápido que pude, afinal ao término da construção da cúpula possuíamos somente mais uma hora. E mesmo minhas mãos tremendo eu não ousava cessar minha tarefa. A cada minuto que se passava, minha respiração se tornava mais ofegante. Era a única chance!
– Srta. Briefs... acho que... não teremos tempo o suficiente!
– Temos que Dr, Hann! – digitava como uma louca.
– Nos restam menos de quarenta minutos e ainda não conseguimos nada!
– Dr. Hann cale-se!!! – meu estado de nervosismo aflorou-se. – Eu vou conseguir!
– O que está fazendo???
Imediatamente congelei, aquela voz era-me familiar. Virei bem devagar, então encarei seus olhos negros e severos.
– Vege... ta?
– Definitivamente você é uma mulher muito burra! – seu tom era de fúria misturada com uma estranha preocupação.
– O que está fazendo? O senhor não deveria estar aqui!! – Dr. Hann tentou impedi-lo de se aproximar de nós. – O senhor estar correndo um grave perigo se expondo à radiação assim!!
– Saia da minha frente, seu verme!
– Mas não pode estar aqui!!
– Cala boca! – ele com um movimento rápido, socou o estômago do cientista, fazendo-o desmaiar.
– O que você está fazendo? – fui ver se não tinha matado Dr. Hann. – Ele ainda está vivo, ainda bem.
– Vamos embora agora!
– Eu não vou a lugar nenhum!
Enfrentei seu olhar de raiva sem medo.
– Sua humana burra e frágil, não vê que pode morrer?!
– Eu não vou sair daqui enquanto não parar o reator, por tanto... vou ficar! – assim voltei para frente dos computadores. – Eu não tenho tempo, não tenho tempo...
– Por que se importar com essas pessoas que você nem conhece? – ele continuou o seu discurso.
No entanto, prossegui calada, a única coisa que me importava naquele instante era parar aquele maldito reator.
– O que você vai ganhar com isso, sua idiota?? – Vegeta segurou meus braços me forçando a parar minhas tarefas desesperadas.
– O que você está fazendo aqui afinal? – perguntei agressiva. – Eu não pedi que viesse, na verdade eu sequer pedi sua ajuda! Então... por que se importar comigo, “príncipe dos Sayajins”?
Minhas palavras foram repletas de ironias e mágoas e pela primeira vez desde que ele fora morar na minha casa, Vegeta pareceu possuir algum tipo de sentimentos nos olhos.
– Durante muito tempo eu fui uma egoísta, considerada aquela garota riquinha e fútil, mas depois de conviver muito tempo com Goku... aprendi que devemos ajudar as pessoas mesmo sem conhecê-las e não esperando ganhar algo em troca! – algumas lágrimas surgiram e escorreram por de baixo da máscara de proteção. – Goku é a pessoa mais “humana” que já conheci, mesmo sendo um Sayajin!
– Belas palavras, mas agora vamos...
Enquanto ele me pegava no colo, a primeira explosão aconteceu, era pequena, porém poderia ser devastadora se não tivesse a cúpula de proteção.
– Não!!! Me solte!!! – me debatia como uma insana.
– Eu não vou deixar você aqui!
Surpreendentemente Vegeta me soltou e me fitou com preocupação, segurando em meus ombros.
– Você nunca vai entender não é mesmo? – me afastei dele com raiva. – Você nunca vai entender porque nunca se importou com alguém a não ser consigo mesmo!!! Então não se importe agora!!!
E mais uma explosão aconteceu e me assustando gritei.
– Mulher burra!!!
Sem perder mais tempo com aquela discussão sem lógica, voltei para os computadores e tentei a todo custo evitar que uma catástrofe acontecesse.
– Vamos! Vamos! Vamos! – falava para mim mesma em extremo desespero.
– Eu vou destruir esse reator! – disse ele de súbito.
– O quê? Não! Se fizer isso pode piorar a situação, Vegeta!
– E você acha que pode fazer isso sozinha?
– Sim, eu acho! – estava decidida.
Uma terceira explosão acorreu quase destruindo toda a cúpula de isolamento e eu já não sabia o que fazer.
– Vamos!!! VAMOS!!! PÁRE AGORA, DESGRAÇADO!!! – bati nos controles e monitores.
– Como você pode ser tão idiota, Bulma??
Naquele segundo parei e o fitei atônita, ele me chamara pela primeira vez pelo meu nome.
– Então você é também...
Repentinamente os painéis de comando superaqueceram e explodiram bem na minha frente. Então tudo ficou branco!
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