O Príncipe Solitário.

9 Capítulo 9 - Entrega.


Capítulo 9

Entrega

— Venha Bulma!... Vamos logo atrás das “Esferas do Dragão”!...

Ouvia aquela voz ao longe, como se uma brisa fraca a trouxesse em minha direção.

— Venha Bulma!

Era uma voz meio infantil de um menino que me chamava como se me conhecesse.

— Quem me chama? – levantei e notei que estava no campo. – Quem é você?

Então o menino começou a rir descontraidamente e logo soube de quem se tratava.

— Goku!!

Fora Goku garoto, na mesma idade a qual o vi pela primeira vez.

— Bulma bateu a cabeça? Não se lembra de mim?

Ele apareceu bem na minha frente sobre a Nuvem Voadora e estava exatamente como eu podia me recordar, pequenino e com a calda de macaco. Emocionada, sorri.

— Goku! O que estou fazendo aqui? – olhei ao redor e não vi mais ninguém.

— Ora... Estamos em busca das Esferas do Dragão! Você está tão estranha hoje.

— Mas isso não é possível!

A última coisa da qual me lembrava era do painel de controle explodir bem na minha cara e depois... E depois, estava ali com Goku garoto novamente. Nossa já haviam passado tantos anos.

— Do que está falando, Bulma? – ele riu de novo após analisar meu rosto. – Está mais estranha do que o normal.

— Eu... estou morta, Goku? – perguntei temendo a resposta.

— Você queria estar morta? – sua expressão tornou-se mais séria, perdendo aquele ar de criança.

— Não... Acho que não.

— Eu já morri, Yamcha, Piccolo, Caus e Thenshi-Rann também já morreram, mas você não!

— Então porque estou aqui? – tentava compreender suas palavras, mas elas eram tão turvas.

— Porque você tem que encontrar as esferas para nos reviver!

Goku sorriu coçando a cabeça e por fim me disse:

— Você é a amiga que encontra as esferas, seu papel é fundamental... E “ele” precisa de você!

— Ele quem, Goku?

— Volte, Bulma!

De repente Goku atirou uma bola de energia na minha direção me deixando apavorada.

— Não morra! Não morra, mulher!

Ouvi uma outra voz ao longe, no entanto daquela eu me lembrava bem, fora a voz de Vegeta.

— Volte, Bulma!... Não morra... “por favor”!

Eu podia sentir que ele me segurava nos braços e me abraçava com força.

— Eu não posso vê-la morrer...

Então do modo mais surpreendente possível, Vegeta me beijou carinhosamente nos lábios.

— “Você também é uma idiota”! – fraca falei após abrir os olhos.

Ele me encarou com um alívio e um pouco de emoção talvez e naquele momento único, vi uma lágrima descer pela face do poderoso Príncipe dos Sayajins.

— Está... chorando?

— Eu... eu... – mas Vegeta não conseguiu se explicar.

— Está bem... Eu entendi... Obrigada por se importar.

Ergui minha cabeça para ver onde estávamos.

— O reator? – em um sobressalto me lembrei. – O que aconteceu?

— Você conseguiu!

— Eu consegui?! – ainda em seus braços analisei devagar aquela resposta. – Eu consegui parar o reator??

— Foi o que eu disse não foi?

Assim me dei conta de que não estava mais com a roupa de proteção, vestia somente uma camiseta branca e uma bermuda preta, as mesmas roupas que estava usando por de baixo.

— Então quer dizer que o perigo de explosão já não existe! O superaquecimento dos controles deve ter ocorrido por uma sobrecarga nos sistemas, mas eu devo ter conseguido parar as atividades do reator a tempo de...

Eu fiquei falando, analisando os fatos, tentando entendê-los, que não havia percebido que Vegeta me fitava com um meio sorriso, logo parei.

— Aquele tal Dr. está ali.

Observei o Dr. Hann ainda inconsciente, deitado no chão da entrada da usina termonuclear, onde nos encontrávamos.

— Preciso chamar ajuda! Por favor, me coloque no chão.

Ele não hesitou em fazer o que pedi, de alguma forma era esquisito conversarmos sem atritos ou sem raiva.

— Eu preciso me certificar que estamos limpos, que não fomos afetados pela radiação.

Abaixei o olhar para pegar algumas cápsulas no bolso nas quais obtinha os equipamentos que iria precisar, mas ao erguer a cabeça Vegeta já não estava.

Poder deitar novamente na minha cama era um dos poucos privilégios que jamais imaginei perder, não fazia idéia de como era bom sentir a maciez dos meus lençóis e travesseiros após um maravilhoso e longo banho. Eu estava exausta por completo, nunca na vida passara por uma situação de risco dessa maneira, pelo menos não sozinha. Aquela madrugada havia sido a mais longa de todas e a única coisa que desejava era dormir tranquilamente, esquecendo de tudo por umas horas.

— Vegeta!

Abruptamente ele surgiu na janela do meu quarto como um vulto. Não havia tranqüilidade quando se tratava de estar apaixonada por Vegeta.

— O que está fazendo aqui?

Pus-me sentada na cama e o vi se aproximar com um olhar lânguido.

— Como você está? – ele perguntou sentado-se na cama de frente para mim.

— Eu estou bem... acho que devo isso a você. Porque mesmo que eu tenha parado o reator, não poderia escapar da explosão do painel, assim como o Dr. Hann.

— Eu só não quis vê-la morrer... daquele modo.

— Por quê?... Ainda tem vontade de me matar? – sorri para descontrair um pouco.

— Eu desisti disso.

— Por quê?

Vegeta demorou algum tempo para responder e somente me olhou de um jeito incomum.

— Eu... – ele se aproximou mais – ... você de uma maneira muito estranha e completamente errada me atrai... Não é comum um sayajin se sentir atraído por uma humana, principalmente um príncipe como eu.

— Goku se casou com uma humana – enquanto falava eu me hipnotizava por seus olhos negros.

— Kakaroto não sabia que era um sayajin antes da chegada de Raditz e mesmo... ele é anormal.

— Então... por isso que quer me matar? – abaixei meu lençol revelando minha camisola quase transparente. – Porque eu o atraio?!

Seguindo seu olhar até as curvas dos meus seios, Vegeta me segurou forte pelo pescoço e o beijou com avidez.

— Sim... eu deveria matá-la por isso – falava entre seus beijos cálidos. – “Nenhuma plebéia deve atrair um príncipe sayajin”, essa era uma das leis do meu planeta... “Nenhum membro da realeza deve se envolver com outras raças, pois implicaria em seu exílio”.

— Mas... seu planeta já não existe... ahn...

Então ele me beijou na boca com tanta sede, agarrando-me pela cintura e colocando-me em seu colo.

— Você não tem mais que seguir essas leis... ahn...

Vegeta segurou meus cabelos com uma mão e com a outra acariciou minha coxa, enquanto beijava meu queixo de um modo provocante demais. Sua respiração estava pesada e eu podia sentir sua excitação acontecer.

— Por que está fazendo isso comigo, Vegeta? – perguntei arfante. – Quer me torturar?

— Você que sempre me torturou... com seu corpo e suas formas vulgares.

— Eu nunca me insinuei para você...

E me beijou profunda e demoradamente, deixando-me sem ar e quase fraca por completo, meus lábios latejavam e pareciam inchados quando me soltou. Como era maravilhoso seu beijo voraz!

— Mas... eu a desejo!

Em um movimento rápido, Vegeta me jogou na cama e ficou olhando meu corpo. Eu vestia somente uma camisola e uma calçinha, seu olhar era de puro desejo e isso me deixou arrepiada.

— Mesmo sendo errado, eu a desejo e às vezes me odeio por isso.

Desse modo ele tirou sua camisa, mostrando seu peito forte e seus músculos rijos e antes de terminar de tirar as calças, rasgou minha camisola com audácia e de uma vez só. Ao abrir a boca para reclamar, notei os olhos fulgurantes de Vegeta vislumbrando meus seios e minhas formas como se nunca tivesse visto algo semelhante antes. Lascivo, tirou minha calçinha também, porém com cuidado passando-a pelas minhas pernas e meus pés. Meus músculos estavam todos retesados e não sabia onde aquilo iria parar, mas eu queria muito que ele não desistisse no último minuto, por isso fiquei calada.

Assim ele tirou suas calças e deitou-se ao meu lado completamente sem roupas e ficamos desse jeito por algum tempo, sem fazer mais nada, somente nos fitando com desejo.

— Por que voltou, Vegeta? – quis saber naquele momento.

— Você foi a primeira pessoa que me veio à mente... eu poderia ter ido para qualquer outro lugar, mas de alguma maneira... você “me chamou”!

— Pensei que considerasse a Terra um mundo asqueroso?

— Considero, mas tem uma humana asquerosa aqui que muito me atrai.

Sorri meio sem graça e me ergui para beijá-lo, então Vegeta me empurrou deitando-se sobre meu corpo. Segurou meus braços para cima com uma das mãos e com a outra acariciou meus seios e mamilos até chegar à parte entre minhas coxas, fazendo-me gemer e meu corpo arquear de prazer. Não imaginava que Vegeta pudesse ser surpreendente na cama.

— Você quer isso, Bulma? – sussurrou ao meu ouvido.

— Sim...

Como podia dizer “não” àquilo?

— Fale para mim...

— Eu quero você... Vegeta!

Vegeta me encarou por alguns minutos e depois me beijou de leve nos lábios, devagar afastou minhas pernas e me penetrou com cuidado. Arquei meus quadris para recebê-lo melhor e abracei seu pescoço me aproximando mais dele, nossos corpos se comunicaram de uma forma que nunca me comuniquei com Yamcha, nossas respirações estava em uníssono, nossos movimentos frenéticos eram sincronizados e nossos desejos sedentos por mais e mais. Enquanto eu soltava gemidos altos e prazerosos, Vegeta somente respirava pesadamente, seus músculos estavam todos retesados e cheios de suor.

— Vegeta... – eu sussurrava seu nome de modo lânguido e fechando meus olhos.

E quando voltei a abri-los, estávamos flutuando literalmente, fazíamos amor no ar e ao chegar no ápice do prazer, cravei as unhas nas costas dele e também senti suas mãos me apertarem, sinal de que havia se entregado por completo. Agora não havia mais volta, éramos um do outro.

Notas finais
Está meio difícil postar um capítulo por dia, mas estou tentando o possível para continuar postando. Espero que compreendam, aproveitem e gostem desse episódio!!!