O Príncipe Solitário.

3 Capítulo 3- Explosão.


Capítulo 3

Explosão

Naquele mesmo instante em que rascunhava algumas idéias para futuros projetos, ouvi a repentina explosão vinda do jardim da minha casa. Dei um sobressalto da cama e sai correndo para varanda do meu quarto, logo vi os destroços da câmara que Vegeta treinava, inusitadamente meu coração bateu em um ritmo frenético e senti o sangue sair do meu rosto.

– Por Kami-Sama!

Rapidamente desci as escadas e corri para fora feito louca, meu único temor era de encontrar o insano do Vegeta sem vida, mas antes que eu pudesse chegar perto da câmara de gravidade toda em pedaços, Yamcha me segurou forte.

– Vegeta!!

– Deixe-o em paz, Bulma.

– Não, deixe-me em paz você! – conseguindo me desvencilhar das mãos dele, comecei a procurar de baixo de alguns destroços.

Abruptamente Vegeta ergueu-se e riu de modo fraco, seu corpo estava muito ferido, havia vários cortes em seu rosto e parecia que ele desmaiaria a qualquer instante.

– Vegeta, você está ficando louco? Está tentando se matar? – quase berrei de raiva e preocupação.

– Mulher insolente... como ousa falar ... ahhhh – ele cambaleou para trás. – Eu sou o príncipe dos Sayaji... jiiins... sou um guerreiro... – então ele desabou sobre os destroços.

– Vegeta!!

Bastante apreensiva, não pensei em mais nada a não ser em só socorrê-lo e apará-lo, e foi o que fiz de imediato, segurei Vegeta nos meus braços e antes dele desfalecer de vez, riu daquele jeito sombrio que somente ele possuía.

– Não... – prendi a respiração quando ele tombou a cabeça em meu peito. – Socorro!!! Socorro!!!

Naquele segundo esqueci de tudo, a única coisa que me importava era socorrer Vegeta e levá-lo para a enfermaria, não me importava nem mesmo com Yamcha parado e me olhando intrigado.

– O que está esperando? Me ajuda! — pedi quase suplicando.

– Não!

Aquela resposta me atingiu de cheio, eu não estava acreditando que ele não queria ajudar, então notei seu olhar de desprezo e sua raiva diante de mim.

– Certo.

Sem hesitar, Yamcha foi embora me deixando com Vegeta desmaiado em meus braços.


Eram duas e meia da madrugada, Vegeta continuava dormindo profundamente e com vários eletrodos pelo corpo, além da máscara de oxigênio, e por nenhum momento sai do seu lado, eu não queria, algo me prendia ali, mas não sabia bem o quê. Eu só poderia estar perdendo a sanidade, havia terminado meu namoro de anos com Yamcha e de repente estava velando pela vida daquele guerreiro sayajin, o qual não fora qualquer um. Em pensar que anos antes ele queria destruir o meu planeta e meus amigos. Sem dúvidas eu deveria estar louca, completamente louca. Mas eu sabia que não havia mais ninguém por Vegeta, era somente ele no universo e isso me entristecia. Ninguém deve ser sozinho na vida.

– Ahhh... Kakaroto... – disse o príncipe dos sayajins em delírio. – Eu te vencerei maldito Kakaroto... ah...

– Acalme-se Vegeta, você não deve se exaltar, está muito fraco – verifiquei os seus batimentos cardíacos no monitor do aparelho, eram estáveis. – Por sorte você é um sayajin, pois dificilmente uma pessoa normal sobreviveria àquela explosão.

– Eu preciso treinar... – acordando, teimosamente Vegeta tentou se levantar, mesmo ainda muito debilitado – não tenho tempo a perder...

– Você está surdo? Tem que ficar descansado, nada de treinamentos por enquanto.

Eu o reposicionei na cama e ajeitei seu travesseiro cuidadosamente, como uma boa enfermeira faria ou mesmo uma esposa. Enquanto arrumava seu cobertor, Vegeta me encarou intensamente e sem dizer nada. Ficamos assim por algum tempo até eu resolver quebrar o silêncio.

– Está querendo alguma coisa?

– Sim.

– Diga então – disse animada por estarmos conversando.

– Que saia daqui!

Sua frieza não deixava de me impressionar e me ofender, porém não me dei por vencida.

– Deveria me agradecer por está cuidando de você, afinal nem mesmo você parece estar preocupado com sua vida ou o bem dela.

– Sua voz me irrita, cale-se mulher!

– Seu grosso desalmado!

Infelizmente não poderia fugir da minha própria personalidade e não seria diferente naquela hora.

– Eu deveria matá-la por ser tão insolente, terráquea.

Em um surto ele agarrou tão forte meu pulso que quase pude ouvi-lo quebrar.

– Me solte! – tive muito medo, mas Vegeta me soltou ao ver meus olhos arregalados.

– Saia daqui, mulher! Deixe – me em paz!

– Eu deveria tê-lo deixado morrer!

Assim sai da enfermaria sem olhar para trás, com tanta raiva quanto medo. Como eu poderia dar atenção para um homem tão estúpido? Sua grosseria era algo extremamente irritante.

– Sayajin idiota!


Notas finais
Espero que gostem de como a história está seguindo.