O Príncipe E A Plebeia.

10 No caminho da felicidade


Notas iniciais
Me desculpem pela demora :/

Eles estavam no quarto dele, ela reconhecia aquele cômodo pois faziam vários dias que ela estava instalada ali, era obscuro, com cores sombrias e objetos fortes, mas seus olhos sempre se recaiam para a cama, era enorme, macia e ali era o local ontem Bruce Wayne sempre ficara mais vulnerável.

Ela piscou e o sentiu próximo a si, sua boca se abriu e ela soube que queria ele ali, mas não podia. As mãos dele estavam agora na frente da camisa dela, desabotoando os dois primeiros botões. As mãos dela, sem ela perceber, seguiam para os ombros dele.

Ela não sabia o que estava fazendo, mas sabia que se começasse não conseguiria parar.

"Quero sentir seu corpo tremer quando meus lábios beijam seu pescoço. Seus ombros." – ele trilhou beijos até o ombro dela, à medida que afastava o tecido da camisa ligeiramente, mas sem tirá-la do corpo dela, mas fazendo com que ela suspirasse cada vez mais alto – "Quero que você sinta minhas mãos no seu corpo e antecipe as sensações."

Diana suspirou longamente. Os lábios dele em sua pele faziam-na jogar os pensamentos para um canto escuro e substituí-los por mais suspiros, ela tinha medo, sempre teve, mas não quando estava nos braços do homem que povoava seus pensamento faziam meses.

Quando os lábios dele se afastaram de sua pele por mais de dez segundos ela resolveu abrir os olhos novamente. E encontrou-o olhando para ela, com aquele olhar escuro de profundo deleite. E mais do que isso: desejo.

Ela precisava olhas nos olhos dele, abriu os olhos e viu que ele apenas a encarava agora, com aquelas duas esferas cinzas, estava meio tenso, meio contorcido. Os músculos numa expectativa que ela podia ler apenas pela expressão dele.

Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele. Bruce virou levemente a face até que sua boca beijasse a palma da mão dela. Diana passou a mão por todo o rosto dele. Sentindo a pele e a barba por fazer. Passou as pontas dos dedos pelo nariz e pelos lábios dele, e sentiu-o prender a respiração. Então ela retraiu a mão por alguns segundos, em que ele permaneceu com a respiração presa e com os olhos fechados.

Então ela espalmou a mão sobre o peito dele, por cima da camisa, do lado esquerdo.Tum. Tum. Tum.Repetidas vezes. Muito rápido. Ela baixou a cabeça, olhou para a própria mão.

"Faça." – ela sussurrou, com a voz tão baixa que só quem estivesse tão perto dela, como Bruce estava, ouviria. E então ela ouviu-o soltar a respiração.

E quando ele abriu os olhos e colocou o indicador no queixo dela, fazendo-a olhar para ele, Diana viu o brilho mais fantástico e mais escuro possível nos olhos dele. Havia desejo. Um desejo puro, quase primal. E uma sombra ainda mais intensa, que ela não pôde identificar o que era.

O que ela estava fazendo, ela não sabia, mas não conseguia parar, não conseguia raciocinar, não com ele tão próximo, beijando sua cravícula e lhe tirando suspiros longos e altos.

Ele não podia seduzi-la daquele modo com tanta facilidade, podia? Ele não podia ser capaz de fazer isso com um olhar e um sorriso. Simplesmente não podia.

Ela sentia seu corpo tremer apenas com o olhar dele. E havia a antecipação, de um próximo gesto, uma próxima palavra. Qualquer coisa. E quando ela não conseguiu mais esperar por isso, ela passou os braços pelo pescoço dele e colou seus lábios nos dele. Assim, sem amarras, Diana estava se entregando ao único homem que um dia ela poderia amar, um homem tão obscuro e fascinante que deixava até mesmo uma moça brilhante como ela de pernas bambas só de olhar para ele e se sentir protegida.

Ela queria saber mais. Queria tocá-lo mais. Queria sentir a pele dele sob os seus dedos. Ela não sabia se estava flutuando ou se estava caindo. Sentia aquele friozinho peculiar no estômago, como se houvesse milhares de borboletas voando, suas pernas tremiam, seu coração acelerava mais a cada segundo, e ela tentava aprofundar o beijo, enquanto, inconscientemente, desabotoava a camisa dele.

Passou os dedos na barriga dele, sentindo os músculos se retraírem e algumas marcas profundas, talvez cicatrizes, ela não soube dizer, só queria explorar, sentir, tocar, ferver, e ele rir e suspirar baixinho contra os seus lábios, enquanto as mãos dele agarravam-se à cintura e ao pescoço dela, trazendo-a para mais perto dele.

E ela pôde passar as mãos ainda mais no corpo dele, tentando tirar a camisa, mas sem sucesso, e então levando os dedos ao cinto dele. E foi quando tudo, de repente, parou.

Ele se afastou dela, mas sem quebrar o contato visual, nunca.

- Eu tenho uma fantasia para realizar com você! – Ele disse aquilo em voz baixa, e ela sentiu vergonha, mas ele não deixou ela se intimidar e se afastar, ao invés disso, segurou a mão dela e a levou consigo para a porta principal do quarto.

Ela ia falar algo. Mas Bruce não deixou. Ele fechou a porta do quarto e encostou Diana nela e colocou uma mão de cada lado da cabeça dela. Separou seu corpo do dela e inclinou a cabeça, deixando seus lábios a milímetros dos dela. Ele podia sentir a respiração dela. Colou os lábios brevemente, para depois separá-los e deixá-los quase colados, como antes. Os olhos dela brilhavam.

Então ele colou novamente os lábios. O contato físico entre eles se resumia ao beijo. Lento, retraído. Um toque de lábios quase inocente. Até que ele passou a língua pelos lábios dela, fazendo-os abrir-se para ele. Bruce fechou os olhos tão logo a viu fechar os dela. E sentiu a língua dela encontrar a sua no toque mais suave possível. O mais lento. O toque que fez o coração dela bater tão rápido como o dele. Era o toque mais intenso que ela experimentara na vida. E era apenas um beijo.

Ele a estava provocando. Queria que ela suportasse apenas um beijo deles. Sem nenhum outro contato entre os corpos. Ele abriu ligeiramente mais a boca e aprofundou o beijo. E ele quase teve certeza de ter ouvido um suspiro longo dela, de alívio, e excitação.

As línguas se engalfinhavam mais ligeiramente agora. Buscavam-se. Tocavam-se. Retraíam-se. Para tocarem-se novamente. Ele podia sentir o corpo dela tremer, mesmo sem tocá-la. E ele sabia disso, porque o seu próprio corpo estava tremendo, implorando por algo mais físico.

Então ele deixou que seus dedos tocassem a mão dela. Houve um choque de antecipação. Uma das mãos dele ainda estava na porta, do lado da cabeça dela, a outra, que descera e encontrara a mão dela, agora se movia pela camisa dela, desabotoando os botões que ele não desabotoara anteriormente. Ele estava com olhos fixos nos dela, os lábios ainda bastante próximos, o suficiente para deixá-los na expectativa de um próximo beijo.

Quando ele desabotoou toda a camisa, ele subiu a mão pelo corpo dela. O toque era leve, quase inexistente, com as pontas dos dedos, num ritmo lento, que passou pela barriga dela e por entre os seios, sem tocá-los realmente sobre o tecido do sutiã, mas Bruce sentiu o corpo dela tremer ligeiramente quando ele passou os dedos naquele local específico. Então, suas mãos alcançaram o pescoço dela. Ele deixou sua mão por baixo do colarinho da camisa, fazendo com que o tecido caísse pelos ombros dela e ficasse esquecido no chão.

A mão dele estava no ombro dela, e desceu lentamente pelas costas dela. Dessa vez, o toque pesado, com a mão inteira. Os olhos ainda vidrados um no outro.

Quando a mão de Bruce chegou à cintura dela, ele deu um passo para trás, trazendo-a consigo e colando os corpos. A mão que antes estava na parede, pousou nas costas dela, segurando-a ainda mais perto.

Ele beijou a curva do pescoço dela, a mão dele tocou-a novamente. A pele dela era macia e fria. Ela contraiu a barriga ao primeiro toque, mas deixou que ele subisse os dedos e tocasse o limite de seu sutiã. E antes que subissem um pouco mais, ele desviou e foi até o fecho do tecido, abrindo-o com agilidade.

As mãos dele flanquearam o corpo dela. Ela tremeu e suspirou profundamente entre um beijo e outro. Ele encostou-a na porta e deixou apenas um pequeno espaço entre eles.

Bruce dedilhou as costas dela até chegar ao cós da calça. Guiou a sua mão até o botão da calça. A outra mão subiu pesadamente pela barriga de Diana, e seus dedos apenas tocaram a curva de seus seios.

Ele parou de beijá-la e olhou-a. Ela estava com os olhos fechados. A expressão relaxada e expectativa como ele nunca tinha visto antes. E quando ela abriu os olhos ele viu o brilho que precisava ver para poder seguir em frente. Ele sorriu o sorriso charmoso.

Sem tirar os olhos dos dela, ele levou sua mão até que tocasse o seio de Diana. Com a palma inteira, mas com gentileza. Um toque que poderia ser suave, se não estivesse tão carregado de desejo.

Diana fechou os olhos quase que imediatamente e respirou profundamente diante do toque tão intenso e repentino. E não pôde evitar gemer. E quando ela olhou nos olhos de Bruce novamente, ela viu o brilho de triunfo que havia neles. Triunfo, deleite e prazer. E algo que ela não pôde identificar, como da primeira vez que vira.

Ele tocou os lábios dela, num beijo simples e rápido. Beijou o canto da boca de Diana e desceu pelo pescoço, pelo colo, até encontrarem o seio direito. A língua dele era quente, e fez com que ambos os mamilos ficassem enrijecidos. Ela gemeu, novamente. Ele estava extasiado pelo som que ela fazia, pelos pequenos gestos involuntários do corpo dela diante de suas carícias.

Então ele parou o beijo e olhou intensamente para os seios dela. Os mamilos eram rosados e quase imploravam por um pouco mais de atenção.Oh, perfeitos!Atenção que ele fez questão de dar ao beijá-los novamente. Deixou que sua língua sentisse o gosto deles, explorassem, enquanto ele atentava-se ao menos dos gestos dela, ao corpo trêmulo, aos pequenos suspiros e gemidos.

E enquanto uma das mãos dele envolvia um de seus seios e sua boca atentava-se a outro, a outra mão de Bruce desabotoou a calça dela. Ele ergueu-se até encontrar o olhar dela e beijar sua boca novamente. Ele sentiu as mãos de Diana nos botões de sua camisa e, segundos depois, viu o tecido no chão. Ela curvou a cabeça para beijá-la e colar o os seios dela no peito dele.

A sensação inicial pareceu um pequeno choque. De excitação. De desejo. E isso foi o suficiente para que ele colasse seu corpo inteiramente contra o dela contra a porta, e a fizesse sentir como ele estava de verdade. Por causa dela.

As mãos dele foram direto para a calça dela, que caiu ao chão com certa facilidade. Então ele tocou a lateral da calcinha dela. Parou o beijo e olhou para ela. O olhar intenso.

" Ela mordeu o lábio inferior quando sentiu a mão dele, mas não foi capaz de impedir o gemido. E ela, por instinto, abriu ligeiramente as pernas, dando mais espaço para ele.

E ela gemia, e o começaram a surgir sons diferentes dos quais ela não conseguia distinguir. O prazer era maravilho e ela se agarrou mais a ele.

Diana sentiu a mão livre de Bruce sobre a sua e olhou para ele, que sorria, extasiado pela reação dela, pelas reações do corpo dela. Bruce guiou a mão dela até ficar sobre a sua, entre as pernas dela.

Ela gemeu. Seu corpo tremeu junto ao dele. E a mão dela, sobre a dele, pressionou mais uma vez, e outra. E ela teve uma sensação maravilhosa. Sentir a mão de Bruce entre as suas pernas, de um modo tão íntimo, tão prazeroso, e a mão dela guiando o ritmo era algo melhor do que ela poderia imaginar. E ela mal podia controlar os gemidos e suspiros. Era fantástico.

E então ela ouviu um choro de bebê, ao longe, baixo, mas muito forte, mas ela não conseguia parar...

A mão livre de Bruce apoiou-se nas costas dela, e ele afundou o rosto em seu pescoço. Céus, aquele cheiro dela era fascinante. A sensação dela nos dedos dele era maravilhosa. Mas o que o deixava louco era a mão dela, guiando o ritmo para ele. Ora mais rápido, ora mais devagar. Ora tão frenético que ele precisava se controlar para que aquilo não terminasse cedo demais. E os sons que ela fazia. Os gemidos, os suspiros, o corpo dela tremendo junto ao seu, arrepiado. E quando o ritmo dela ficou rápido demais, ele sentiu o corpo de Diana ficar tenso. Tenso demais.

O corpo dela estava tão trêmulo junto ao dele que ela sentiu que se ele não a estivesse segurando ela poderia cair. Por isso, com a mão livre ela se apoiou ainda mais nele e respirou fundo, diversas vezes, num ritmo descompassado.

Ela abriu e fechou a boca algumas vezes, quando ele não falou nada e apenas permaneceu olhando para ela. E quando ela formulou algo para falar –que nem mesmo ela sabia se fazia sentido ou não- ele sussurrou em seu ouvido.

Mas o choro do bebê era forte demais, e estava cada vez mais próximo, ela queria continuar ali, sentindo Bruce, sentindo-se amada, sentindo os dedos dele provocarem sensações nunca antes sentidas por ela, mas estava claro agora e o bebê chorava então ela abriu os e Bruce ainda estava ali, sorrindo para ela, mas o bebê não parava de chorar e ela quis voltar para seu sonho, para os beijos de Bruce, para suas mãos quentes, para as sensações maravilhosas, mas era tarde demais.

- Diana, me desculpa invadir seu quarto assim, no meio da noite, mas você poderia me ajudar com o bebê ele não para de chorar. – Ele ainda sussurrava, mas o Bruce que estava ali era outro, trajando uma calça de moletom cinza e uma camiseta preta, ele segurava um bebê que não aparentava ter mais de um mês de vida. – Está tudo bem com você? – Ele fez a pergunta por que Diana estava quieta demais.

- Está sim Bruce... Desculpa. –Ele tentou se recompor. — Me dá esse bebezinho lindo aqui que eu tomo conta dele...

Ela se sentou na cama e colocou o bebezinho no colo.

- Pode voltar a dormir, ele agora esta bem, logo logo ele vai parar de chorar. – Disse ela evitando de olhar nos olhos dele.

Mas mesmo assim, ele se sentou ao seu lado na casa e ficou ouvindo ela cantar uma canção que ele não conhecia e pode ver que o bebê já parava de chorar e começava a fechar os olhos.

- Você é realmente mágica! – Disse ele num sussurro.

Mas ela não olhava para ele. Lentamente Diana se levantou da cama e caminhou com a criança até o quarto dele. E Bruce não deixou de admirar as belas formas da morena que usava apenas uma blusinha que acabava no umbigo e um short de dormir que acabava um pouco abaixo das nadegas.

- Você vem Bruce? – Ela perguntou quando já estava na porta do quarto com o bebê que agora dormia em seus braços.

Por um momento, Bruce ainda não havia se tocado que Diana estava olhando para ele, mas no momento seguinte, ele se levantou da cama e foi com ela para o quarto do pequeno Alex para o quarto.

- Seu papai é muito estranho. – Disse Diana para o bebê que estava com os olhos incrivelmente azuis olhando para ela. – Mas a mamãe ama vocês mesmo assim. – Ela disse sorrindo em sua voz calma e baixa, você é o bebê mais lindo do mundo, é sim... é sim. – E o pequeno continuava a olhar para ela.

Diana sorriu ao lembrar como sua vida havia mudado no ultimo mês, com tantas reviravoltas, medos e esperanças, ela agora era mãe do pequeno Alexander Prince Wayne, estava casada com Bruce e morando na mansão com ele, seu espaço para os animais estava quase pronto e tudo o que ela mais queria era poder ser feliz com Bruce, mas sabia que logo, seu sonho acabaria. Faltando agora 5 meses para o contrato acabar. Ela tinha tanta coisa, não queria abrir mão de nada, não queria ter que se afastar do seu filho, de Bruce ou da vida que estavam construindo juntos, mas ela sabia que nada daquilo iria durar muito tempo, ela sentia que algo muito ruim estava prestes a acontecer, afinal, ela nunca foi fadada a felicidade...

Continua...

Notas finais
No próximo ep. eu vou falar sobre o casamento deles, eu juro. E também, um homem muito mal retorna para acabar com a felicidade do nosso casal amadíssimo! Não me odeiem :(