Notas iniciais
Oi lindinhos! *-* Nesse capitulo vocês vão saber um pouco mais sobre a infância sofrida da Diana. Aguardo reviews :)

Ele era perfeito, com dez dedinhos nos pés e dez dedinhos nas mãos, o pequeno bebê se movimentava freneticamente no bercinho ao lado da mãe.

- Você precisa entrega-lo ao pai, sua carreira estará desmoronada com uma criança pequena nos braços. Ele é rico, está para se casar e irá dar um ótimo futuro para ele.

Julia Sainffild era uma mulher linda, morena dos cabelos lisos e olhos expressivos e verdes, alta, maravilhosa e muito jovem. Havia se envolvido com muitos homens para estar onde estava agora e se arrependia daquilo profundamente. Mas nunca de ter se entregado a Bruce Wayne, um homem maravilhoso, amante perfeito e rico que há havia ajudado a estar na revista ‘’Vogue’’ e conseguido um teste para um filme com James Cameron.

Bruce há havia ajudado de todas as formas possíveis, mas quando havia se cansado dela, simplesmente deixou de aparecer em seu apartamento no meio da noite para fazer sexo. E assim, logo após ele, ela se envolveu com Leonardo DiCaprio e alguns mais, até descobrir que estava grávida.

E ela soube, assim que o bebê se mexeu pela primeira vez dentro de si, que Bruce era o pai.

Enquanto as duas mulheres decidiam o futuro do bebê, ele chorou. Um choro forte, agudo, vencedor.

- Mamãe apenas me ajude à pega-lo, sim. Depois conversaremos sobre isso!

Quando a criança foi colocada em seus braços com a ajuda de sua mãe, ela desejou estar sozinha com ele no momento, acariciar aquela cabecinha rala e dizer o quanto o amava, e que ele não era um estorvo em sua vida, mas sim o seu único motivo de sorrir.

- Você ainda está no começo da carreira filha, não pode se dar ao luxo de criar um bebê agora, livre-se dele, o entregue ao pai e vamos voltar para Manhattah.

Ela queria explodir.

- A senhora poderia, por favor, pegar algo para eu comer? – Era queria privacidade.

- Ele é lindo filha, mas agora não foi realmente o momento, você ainda poderá ter outros mais, mas não agora, entregue – o ao...

- Mãe, por favor! Saia... – Ela queria gritar com a mãe.

E assim a senhora, rabugenta e ainda jovem saiu, deixando a filha a sós com o neto.

- Me perdoe filho, a mamãe te ama tanto, mas ainda não tenho condições materiais nem emocionais para te criar, me perdoe! Eu te amo tanto. – Ela dizia aquelas palavras em um sussurrou enquanto alisava os cabelos do bebê e ele sugava o leite em seu seio. Pegou o celular e discou um número.

- Bruce? Sou eu – Aguardou a resposta. – Preciso te ver! – Aguardou novamente a resposta do outro lado da linha. – Não Bruce, amanhã não dá. Estou no hospital principal de Gothan... Na ala da maternidade, acabei de dar a luz ao seu filho.

***

Ele não cansava de olhar para ela, toda sorridente e confiante enquanto procuravam um imóvel bastante grande com um enorme terreno no centro da cidade onde seriam o lar de mais de 80 cães e 12 gatos e um centro cirúrgico para animais abandonados e carentes. Um sonho realizado, tudo isso com a ajuda de Bruce. E ela estava tão feliz, tão realizada!

- Que tal pararmos por hoje e tomarmos sorvete? – Ele estava relaxado de uma maneira que ela nunca tinha visto antes.

- Adorei a ideia! – Ela estava dirigindo o velho scort vermelho da irmã e estava bastante feliz e satisfeita com os barulhos que ele estava fazendo, assustando Bruce. – Não se preucupe, ele é bem devagar e hoje mesmo, ele já andou muito, vamos para o parque.

Ela era um terror no volante, fazendo o carro já antigo ficar cada vez mais cansado em todas as vezes em que paravam em um sinal de pare e ela deixava o carro morrer. Não ocorreu a Bruce que aquilo o divertia, mas ela percebia. O som da risada dele era único, leve e divertido, alto o suficiente para ela deixar a raiva e frustração de lado e sorrir também.

- Se continuarmos assim, seremos multados por falta de velocidade. – Ele disse isso enquanto fazia cara feia para um carro chique que estava buzinando para eles havia alguns minutos e depois de muito sofrimento havia conseguindo ultrapassar o carro antigo, ruidoso e vermelho chamativo.

- Chegamos onde eu queria! – Disse ela parando o carro meio torno em uma vaga para motos.

- ‘’The Barbie ice cream Facture’’? Ta de sacanagem? Isso é o mundo rosa da Barbie! – Disse ele tirando os óculos escuros de aviador e sorrindo em resposta para ela.

Ambos já estavam fora do carro e do lado um do outro. Ele se vestia estonteantemente bem e simples. Calça jeans escura e blusa simples de manga comprida, tênis claro e óculos de sol. Ela estava com uma calça jeans clara justa e velha, botas de cano baixo e blusa de baby look de alcinhas com cardigã azul escuro, os cabelos grandes e negros estavam transados e o rosto sem maquiagem.

- Sim, é mesmo! E você, hoje pode brincar de ser o Ken! – Ela ria quando o puxou para dentro do local.

A área era ampla, com paredes rosas e moças sorridentes e felizes, havia muito barulho, muitas crianças e mães fazendo fofocas sobre suas vidas, se sentaram em uma mesa afastada e pegaram o menu.

- Barbie da Califórnia? – Ele lia incrédulo sobre os nomes dos sorvetes. – Barbie Secretária... Essa é a melhor! Barbia e Ken – amor de verão – Ele sussurrou a próxima frase. – Que tal você me levar para tosar, colocar presilhinhas no meu cabelo e uma coleira! Fala sério!

Ele estava bravo agora.

- Pare de ser incrivelmente chato, vou escolher um sorvete para você e você vai amar... Apesar que eu gostei da sua ideia de fazer você meu cãozinho, agora se comporte se não eu mesma te castro no meu novo hospital veterinário.

Ela riu com gosto e ela fez cara de mumuxo. Uma moça jovem, de aparentemente 17 anos se aproximou deles.

- Boa tarde, meu nome é Liz, posso anotar seus pedidos?

- Sim, Por favor, uma Barbie vet com 3 bolas duplas de mouse de uva, banana picante e algodão do céu, com cobertura de felicidade instantânea, sorriso e amoras silvestres e chantilly e doce de flocos e uma Barbie e Ken em paris, com sabores de chocostars, morangorock e mouse de amor. – Disse ela enquanto ainda examinava o menu.

- Qual cobertura você quer? – Disse ela agora olhando para ele.

- Hmm... Pode ser de caramelo. – Ele estava abobalhado com a quantidade de sorvete que ela havia pedido.

- E cobertura de caramelhos crocantes do amor! – Disse ela sorrindo para a moça – E para beber dois sucos naturais de maracujá com leite e gelo, já adoçados.

- Certo... hmm... Mais alguma coisa? – A moça continuava a sorrir.

- Não, por enquanto é só.

***

Ela estava relaxada, com certeza Paolo era ótimo para fazer massagens em suas costas, melhor ainda para o sexo, mas era hora de ele ir, ela precisava se arrumar e sair.

Selina Kyle era uma mulher ardilosa e incrivelmente bonita que sempre tinha tudo o que queria.

- Gata, que tal fasermos mas um polco de amorr? – Ele era quente, jovem e muito sexy e estava deitado nu a espera de mais sexo fantástico com a morena deslumbrante a sua frente.

- Sabe Paolo, desta vez quero mais forte, eu sempre prefiro quando o sexo é selvagem.

Disse ela rindo e retirando o roupão enquanto era puxada novamente para os braços jovens do seu guarda-costas.

***

- Vai me dizer que não gostou desse sorvete? – Disse ela rindo enquanto ainda terminava sua montanha caramelizada.

- É... Até que é gostoso, mas só um pouquinho. – Disse ele sorrindo e morrendo de vontade de beijar aqueles lábios macios e cheios de sorvete. – Você se superou, sempre vou deixar você escolher o local para nossos lanches da tarde, apesar desse sorvete não ser nada nutritivo e saudável!

- Besteira! Você...

O barulho do celular o distraiu.

- Um momento, por favor. — Era Julia, droga! O que será que ela queria? Bem agora que tudo estava ficando bem entre ele e Diana.

- Alô? – Ele aguardou a resposta do outro lado da linha. – Julia, como vai? – Ele estava desesperada do outro lado da linha e isso o assustou, seu bebê estava com ela. – Tudo bem, nos vemos amanhã a tarde, no meu escritório. – Ela continuava a falar.

Ele desligou o telefone, estava branco igual papel e suas pálpebras estavam dilatadas.

- Aconteceu algo Bruce? – Diana estava preocupada com ele.

- Meu filho nasceu, precisamos ir até o hospital agora... Do modo como ela falou, acho que aconteceu algo com o bebê, não sei, eu... Eu nunca comprei nada para o bebê! E agora...

- Bruce? Bruce! Calma, por favor, me deixe só pagar a conta e vamos juntos para o hospital, tudo bem? – Ela precisava acalmar as coisas.

- Ok... Acho que sim.

***

Ela detestava hospitais, o cheiro de morte estava impregnado neles, a dor, a esperança, o medo. Sentimentos mesclados de perda e ganho, de vida e morte e pavor, era isso o que ela sentia toda a vez que colocava os pés ali e se lembrava da primeira vez que estivera em um hospital em sua vida.

Era madrugada e sua mãe estava muito machucada, ela sabia que havia sido muito amada pela mãe, mas era tão pequena quando a havia perdido que não se lembrava de seu rosto e não tinha nenhuma fotografia dela, apenas memórias.

Sua mãe sempre fora muito bonita, muito jovem, muito maltratada pelo marido folgado e ameaçador com quem morava, Ele a especava dia sim e outro não e a dor era tamanha que mãe e filha dormiam sujeitas aos mãos tratos.

O pai era um demônio, o pai o mesmo que estivera ao lado de sua mãe na hora de seu nascimento, que cortou seu cordão umbilical, que trocou suas primeiras fraldas, que a havia ajudado a aprender a andar de bicicleta que havia dado seu primeiro soutien. O pai que havia da filha pequena, matado a mãe de desgosto e espancado a menina até o desmaio.

Ela não se lembrava do nome deles, e era melhor assim, menos rancor dos pais, menos medo.

- Diana, vamos?

- Sim – Ela conseguira sair do transe.

Como se aquilo fosse comum e ela havia percebido que ele precisava de apoio, ela entrelaçou seus dedos nos dele.

Quando a porta do apartamento 303 foi aberta, tudo o que eles puderam ver foi uma cama arrumada e uma enfermeira trocando um bebê.

- Boa noite, eu procuro Julia Sainffild. – Bruce estava nervoso.

- Boa noite, o senhor deve ser Bruce Wayne, certo? – A voz da enfermeira era doce e baixa.

- Sim, eu mesmo.

- Ela deixou isso para o senhor.

Era uma carta, simples pequena e ele a tomou, com voracidade, medo...

‘’ BRUCE, SINTO MUITO, MAS EU NÃO TIVE OUTRA ESCOLHA.

EU NÃO PODERIA CONTINUAR MINHA CARREIRA COM UM BEBÊ NOS BRAÇOS, E COMO SABEMOS QUE VOCÊ É O PAI, PEÇO QUE CUIDE DELE ATÉ QUE EU ESTEJA NOVAMENTE ESTABILIZADA E VOLTE PARA BUSCA-LO.

NUNCA DEIXE ELE SABER QUE EU SOU A MÃE DELE.

POR FAVOR, NÃO NUTRA ÓDIO POR MIM, EU ESTIVE COM ELE DURANTE 9 MESES NA BARRIGA, ENQUANTO VOCÊ NUNCA SE IMPORTOU COMIGOU OU COM ELE.

EU SEI QUE VOCÊ NUNCA DEIXARÁ QUE NADA FALTE A ELE.

EU O AMO MUITO, E POR FAVOR, REGISTRE-O COMO SEU FILHO E FILHO DE SUA NOIVA! ELE AGORA É SEU.’’

- Ela o abandonou! – Ele estava inconformado e com raiva. Como uma mulher como Julia poderia fazer aquilo com um filho. Ele sabia que era arrogante e pretensioso, mas jamais deixaria a mãe de seu filho na miséria, iria cuidar dos dois tanto quanto cuidaria de Diana pelo resto de suas vidas.

Mas Diana já não ouvia, estava envolvida demais com o pequeno no colo.

- Ele é tão lindo Bruce. – Disse Diana sorrindo para ele. – Tão parecido com você. Vem ver seu filho.

CONTINUA...

Notas finais
Galera estão gostando da história? :(