O Professor
17 Capítulo 17 - Os fins justificam os meios?
Notas iniciais
O grupo Grint era um dos maiores grupos de advocacia do mundo. Estavam habilitando um empresarial de luxo em Londres e contratando jovens advogados promissores.
Hermione almejava ser parte deste grupo.
Por isso, e só por isso iria aquela festa. Sorriria para as câmeras e fingiria estar tudo bem. O fundador do Grupo era uma lenda. Conseguira firmar-se como um dos maiores nomes do direito com apenas 36 anos e era reconhecido por ser um homem inteiramente da lei. Implacável dentro e fora dos tribunais.
Mas Rupert Grint não compareceria a festa de sua empresa. Sua esposa Emma estava prestes a dar a Luz e sua reputação como pai de família era ainda maior do que a de Advogado. Em seu lugar estava o irreverente e igualmente brilhante James Grint, seu irmão mais novo. Este seguia os passos do irmão e estava indo muito bem. James estava liderando as contratações do grupo e como estaria pessoalmente no baile, seria uma chance e tanto para Hermione.
Ela passeava pelo salão no meio de pessoas importantíssimas. Deveria estar empolgada. Em menos de meia hora, seu chefe Alastor Moody, já a tinha apresentado aos maiores figurões da Advocacia mundial, entre eles o próprio James Grint, que garantiu estar impressionado com o talento dela e prometeu levar seu nome até Rupert, a fim de contratá-la.
Hermione praticamente garantira o contrato que mudaria sua vida, seu nome e sua carreira, mas isto não estava importando. A verdade é que não conseguia tirar Rony da cabeça. Sempre que se lembrava dele sentia-se quente. Era impossível esquecer tudo o que havia desfrutado em sua companhia. Com Rony conhecera o real significado da palavra prazer.
Aprendeu tudo sobre o próprio corpo e como alimentá-lo. Neste instante enrubesceu lembrando-se do dia em que se tocara ao telefone e em como Rony a fizera repetir os movimentos na sua frente numa das vezes em que fizeram amor. Não havia limites com ele. Tudo era extremo.
As mãos de Rony a levavam a loucura, os beijos dele tiravam sua sanidade. Ela estava desesperada. Desesperada de paixão, de desejo, de saudade, de amor.
Chegara várias vezes a quase desistir do orgulho e perdoá-lo. E aceitá-lo do jeito que fosse, com ou sem amantes. Mas seus princípios não aceitavam tal humilhação. Mas de qualquer forma ela estava dilacerada.
A taça de champagne nas mãos estava intocada. Tudo fazia lembrar aquele maldito ruivo e sua arte de amar. Lembrou-se do cassino e do champagne no corpo enquanto ele sugava cada ponto sensível do mesmo.
Seu estomago se revirou e ela sentiu uma pontada de cólica. Maldita menstruação!
Hermione quase derrubou a taça de champagne quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se rapidamente para dar de cara com Cormack.
“Está linda” – ele disse sem lhe dar chance de dizer qualquer coisa.
Ela suspirou e agradeceu baixo.
“Gostaria de dançar comigo Hermione?”
Se tudo isto estivesse acontecendo três meses antes, sim ela adoraria. Cormack estava muito bonito em seu terno italiano. Mas agora ela não sentia a menor vontade de ficar perto dele.
“Cormack eu…”
“Só uma dança. Por favor. Olha, eu fui um idiota. Sei que agi como um adolescente tomado pelos hormônios e eu mereci cada negativa sua Hermione. Eu a perdi, aceito isso. Mas depois do que tivemos, poderíamos pelo menos tentar ser amigos.”
Ela o olhou, ele sorria tranquilamente. Então lembrou do telefonema… A raiva cresceu dentro de si. Ela empinou o queixo, sorriu de leve.
“Certo Cormack, aceito uma dança.”
Hermione sentia-se como se estivesse assistindo uma irritante palestra há horas.
Cormack falava, falava, mas não conseguia prender sua atenção de nenhuma maneira. A mente dela vagava entre os momentos com Rony. Alternando as lembranças entre os momentos de prazer e os momentos de dor.
Seu estomago revirou em uma cólica violenta e ela sentiu um bolo ser formando em sua garganta. Não bebera, mas sentia-se enjoada. O perfume Francês que MacLaggen usava era totalmente detestável as suas narinas.
Hermione nunca imaginou que uma dança pudesse durar tanto tempo. Tudo o que queria era soltar-se daquele homem e ir embora para casa chorar sua dor sozinha.
Maldito Ronald que não saía da sua cabeça nem do seu coração.
Podia ouvir a voz rouca e sarcástica, podia sentir seu cheiro. Era como se ele estivesse ali, bem perto dela. Estava definitivamente ficando louca. Ou não?
“Tire as mãos de cima dela antes que perca os dedos.”
A voz rouca de Ronald realmente ecoara naquele salão. De maneira seca e ameaçadora, mas era ele.
Vestido num imponente terno preto, feito sobre medida, moldado perfeitamente o corpo generoso que ele tinha. Os cabelos ruivos tinham um tom escurecido, pois estavam molhados e penteados para trás.
Perfeição, era a palavra que ela usaria para a imagem que viu. Se não estivesse tonta demais com a situação.
Sem chamar a atenção dos convidados MacLaggen parou a dança e virou-se para ela, ainda segurando Hermione pela cintura. Ela estava atordoada demais para se soltar.
“Acho que tem problema de audição MacLaggen, então vou repetir. Tire as patas sujas de cima da minha mulher, ou eu irei arrancar seus dedos um a um com meus próprios dentes. E talvez eu queira levar seus dentes como bônus também.”
MacLaggen tremeu. Aprendera de maneira bastante dolorosa que Rony não era homem de promessas vãs, mas ainda assim, sentindo-se seguro pela multidão que os cercava, ele empinou o queixo.
“Pedi a dama educadamente que me cedesse uma dança e ela aceitou, não estou fazendo nada de errado.”
Rony aproximou-se mais e Hermione sentiu as pernas fraquejarem sob o olhar assassino que ele tinha.
“Você ter nascido foi o grande erro MacLaggen, agora quanto a sua educação, estou pouco me lixando para como você pediu e como ela aceitou. Quando a mulher é minha a permissão quem dá sou eu. E eu não me lembro de ter lhe deixado tocar na minha mulher. Agora vou repetir uma ultima vez. Largue-a.”
“Você pode ser bruto Weasley, mas não teria coragem de…”
Cormack não terminou a frase, pois neste momento sua boca estava tentando abafar um gemido de dor causado pela torção que Rony deu em sua mão. O ruivo havia puxado a mão que MacLaggen segurava a cintura de Hermione e torcido para trás.
“Vai pagar para ver?”
Ele disse ainda induzindo a dor no outro. Depois de alguns segundos ele o soltou.
“Três segundos para você sair. Um…”
MacLaggen hesitou, mas apenas um segundo.
“Acho melhor você levar a sério o que eu estou dizendo.” – O semblante de Rony era sombrio. Assustador. Hermione temeu pela integridade física de MacLaggen e pela cena que tudo aquilo poderia causar.
“Acha que eu vou obedecer ordens suas? Até onde eu sei, Hermione não tem nada com você.”
MacLaggen cometeu o erro de por a mão na cintura dela de novo.
O sangue de Rony gelou e ele perdeu o resto de noção que tinha. Com um gesto rápido, pôs-se atrás de MacLaggen e tirou a mão dele da cintura da morena com violência, dobrando-a nas costas do próprio homem. MacLaggen grunhiu de dor, reprimindo a muito custo um grito.
“Ronald não… por favor.” – Hermione pediu quando viu o rosto do outro contorcer numa careta.
Mas Rony não estava escutando
“Eu vou recomeçar a contar e quando eu terminar é melhor que você esteja bem longe daqui. Longe de mim e longe dela, principalmente dela, você me entendeu?”
Ele arqueou o braço e Cormack dobrou-se para a frente rangendo os dentes.
“Ronald…pare…pare já com isso.”
Hermione gaguejou. Queria se mostrar forte, mas estava tão assustada quanto Cormack.
“Não… Não machuque ele.”
A voz dela saiu mais firme e controlada embora um leve tremor pudesse ser notado. Aquele pedido simples, de proteção a MacLaggen foi o suficiente para aflorar o instinto que ele ainda conseguia manter dentro de si. Em vez de atender o pedido dela, ele forçou mais o braço do outro.
“Você tem amor aos seus membros McLanche? A todos eles?”
Hermione fez menção de se aproximar para tentar ajudar o outro, mas um olhar gélido de Rony foi o suficiente para detê-la.
“Proteger seu amigo não vai ajudar Hermione, pense bem, vai piorar a situação dele.”
Ela se deteve onde estava.
“Ouça, meu maior desejo agora é arrancar cada membro do seu maldito corpo, e eu o farei se você ficar mais dois segundos na minha frente, portanto eu vou contar e você vai sumir, do contrario, eu vou sumir com você. Entendeu?”
MacLaggen gemeu e Hermione fez uma careta.
Rony machucou mais o braço dele.
“Entendeu?”
“Por favor… Ronald” – Hermione pediu. – “Deixe-o ir…por favor.”
Ele a encarou. Por mais louco de ciúmes que estivesse não conseguia negar nada aquela mulher. Mesmo que ela estivesse pisando no seu ego com botas de ferro
“Está vendo isso seu desgraçado? Você está? Salvo por uma mulher. Por que se não fosse por isso, provavelmente você estaria com esta cabeça enorme debaixo do meu sapato. Agora vamos lá. Tem três segundo para desaparecer. Um.”
Rony começou a recontar, mas antes de largar o braço de Cormack ele ainda o machucou mais uma vez.
“Dois.”
“Você é um troglodita Weasley.” – ele disse afastando-se amedrontado.
Os olhos de Rony caíram sobre Hermione e eles digladiaram com um jogo de olhares que substituíam as palavras. Durou pouco, mas foi intenso. Hermione quebrou o silencio.
“Você não tem o direito de…”
“Tenho todos os direitos.” – ele a cortou – “Venha comigo.”
Ele tentou pegara mão dela, mas ela puxou.
Ele estreitou os olhos. Normalmente era um cavalheiro, mas não estava em sua sã consciência.
“Você tem duas escolhas. Vem comigo por bem e sem chamar a atenção. Ou vem carregada no meu ombro dando um show e tanto.”
Ela tremeu e ele começou a andar desafiador. Ela achou melhor segui-lo.
Rony levou Hermione até um banheiro nos fundos do salão e tratou de pendurar a placa de interditado no local. Puxou-a para dentro sem a menor delicadeza.
Iria arrepender-se de cada atitude machista e intimidadora que estava tendo agora, mas só depois. Agora não conseguia pensar. Tinha ido aquela festa na intenção de encontrar Hermione e convencê-la a ouvi-lo, mas ao chegar lá e deparar-se com as mãos de MacLaggen em volta da cintura fina e delgada dasua mulher despertou o animal primitivo e machista dentro de si.
Ele trancou a porta do banheiro quase com violência e depois a olhou.
“O que está fazendo Rony, por que me trouxe…”
Rony a interrompeu.
Simplesmente colou os lábios aos dela, fechando os braços em torno da cintura dela, com os braços presos entre os dele sem que ela pudesse reagir. Foi um beijo tenso. De dor e desespero, mas ela correspondeu como se estivesse alucinada.
Quando o beijo terminou Hermione estava tonta, ofegante e furiosa.
“O que está fazendo? Acha mesmo que pode me arrastar até aqui deste jeito.”
Mas ele estava tão furioso quanto ela.
“Sim. Não só acho como fiz.”
“Seu…seu…você é um bruto. Um homem das cavernas Ronald Weasley.”
Ele sorriu, mas não havia diversão em seu sorriso.
Os olhos de Rony soltavam faíscas de ódio. Ele sabia que estava sendo rude com ela e não era essa sua intenção inicial, mas agora que tinha começado não conseguia mais parar.
“Aproveite seu Neanderthal Hermione.”
Fale com o autor