O Professor
18 Capítulo 18 - Explosão de Prazer
Havia loucura e desejo em seus olhos quando ele a prensou contra a parede num gesto de puro domínio.
Ela tremeu quando ele prendeu suas mãos no alto da cabeça impedindo-a de se mover.
Mas não tremeu de medo e sim de excitação. Hermione ficava fora de si apenas com a mínima proximidade do ruivo e ele estava muito, muito perto.
Ele queria falar, dizer que a amava e que estava louco de ciúmes, mas em vez de palavras o que saiu de si foi ação. Ele a beijou com uma determinação tão grande que a fez amolecer.
Mas Hermione estava determinada a ditar ela mesma os passos de sua própria vida, por isso debateu-se contra ele quando o beijo foi ficando mais suave.
Era uma guerra de gênios ali, e Rony não estava nem um pouco disposto a perder.
Impôs toda sua força para paralisá-la, mas ele sabia que não poderia continuar acariciando-a enquanto ela debatesse como uma onça brava. Por isso soltou-a e se afastou.
Hermione respirou fundo, de decepção, não alivio. No fundo queria aquilo mais que tudo, mas seus olhos arregalaram quando ela olhou os movimentos que ele fazia com as mãos.
Ele acabara de tirar o cinto.
“O que… O que está fazendo?” – ela balbuciou enquanto ele caminhava em sua direção com a tira de couro dobrada nas mãos.
Em seu intimo Hermione sabia que ele jamais a machucaria, mas Rony estava tão transtornado que ela temeu.
“Com medo de ganhar umas boas palmadas Hermione? Você tem sido uma menina muito má sabia?”
“O que pensa… Rony… afaste-se.”
Ela disse tremendo mais a cada passo que ele dava adiante.
Rony divertiu-se com o medo dela, embora no fundo, sentisse um pouco ofendido por ela crer na possibilidade de ele machucá-la. Mas sabia que estava agindo como um maluco e resolveu tirar proveito da situação.
“Sabe o que eu acho? Eu acho que você merece uma bela punição por deixar aquele desgraçado te tocar sabia?”
Ele agora estava a centímetros dela, com um brilho louco nos olhos e um sorriso voraz. Hermione podia sentir sua respiração e aquilo a deixava tão amedrontada quanto excitada.
“Você… Você…”
Ela não encontrava as palavras.
“Eu? Eu vou punir você Hermione. Vou tirar cada vestígio do toque nojento daquele advogadozinho de merda de você.”
Ele a agarrou pelos ombros e a trouxe para mais um beijo violento e excitante. Ela correspondeu nos primeiros minutos, mas tentou debater-se novamente e ele a prensou entre os braços.
“Achou que eu ia te bater? Achou?” – ele sussurrou no ouvido dela, mantendo-a presa e fazendo-a se arrepiar dos pés a cabeça. – “Você merecia sabia? Mas a surra que eu vou te dar é outra Hermione.”
Ela sentiu-se derreter como mel quente, mas quis lutar.
“Não… Não pode…”
“Ah posso. Posso e vou. Vou fazer amor com você Hermione e vou fazer você tremer, gritar e gozar tanto nos meus braços que nunca mais vai pronunciar o nome MacLaggen, imagine deixá-lo tocá-la.”
Ela sentiu um arrepio fino e diferente traspassá-la.
“Não vou… Não vou fazer isso… não quero…”
Ela tentou negar o desejo que estava claro em seus olhos.
“Não perguntei o que quer Hermione, eu lhe disse o que vou fazer. Você é minha.”
E sem dar tempo para que ela protestasse, ele a virou de costas e a prensou na pia fazendo-a curvar-se. Sem qualquer obstáculo, subiu suas mãos no alto da cabeça.
“Veja para que serve o cinto.”
Ele disse prendendo as mãos dela com a tira de couro e depois amarrando-as a haste de ferro que segurava toalhas.
Estava presa e subjugada, e impressionantemente excitada por isso.
“Solte-me, Rony…”
Ele riu.
“Negue. Negue que me quer por que quanto mais você nega, mais prazer eu vou ter em mostrar que está mentindo.”
Ele a agarrou por trás, fazendo sentir seu desejo nas costas. Começou a beijar seu pescoço mantendo os cabelos dela preso nas mãos, com mais força do que deveria.
Ela tentou protestar. Debateu e reclamou em protesto, mas quando ameaçou gritar ele colocou a mão em sua boca mostrando a camisa que já estava fora do seu corpo.
“Se gritar, eu a amordaçarei.”
“Sou doente, só posso ser” – ela pensou quando sentiu tudo palpitar pela ameaça da mordaça. Mas jamais diria a ele. Jamais.
Ele tirou o vestido com reverencia e calma, dizendo-lhe que aquele caro pedaço de pano só estava se salvando por que ela precisaria de roupas para voltar para casa, mas a lingerie não teve a mesma sorte.
Em segundos estava completamente exposta para o homem que tanto amava.
Rony mostrou que não estava mentindo quando disse que a enlouqueceria, pois não tardou em castigar seu corpo com os toques mágicos que só ele parecia ter. Ela se contorceu, as mãos agarradas ao cinto, os lábios presos entre os dentes, estava quase em desespero.
Ele a beijou e tocou com gana, parecia disposto a redescobrir e marcar cada centímetro de pele. Hermione estava tão louca e fora de si que chegou ao primeiro clímax apenas com o roçar dos corpos e os beijos dele em seus seios sensíveis, mais sensíveis que nunca.
Ele sentiu os tremores e ouviu os leves sons que ela produziu, mas não parou, as mãos continuaram vagando e ele se posicionou em suas costas, voltando a beijar seu pescoço. As mãos desceram pela cintura e encontraram o ventre tremulo. Desceram mais ainda.
Chegando ao destino, ele lhe tocou com maestria, mostrando a ela o que queria. Tudo, absolutamente tudo.
Separou os grandes lábios e tocou-os. Seu elo rosado, brilhante, quente. O lugar que enlouquecia e lhe tirava dos prumos há meses. O lugar onde estaria conectado a ela em alguns minutos. Tocou-a e instigou-a até senti-la tremer mais uma vez.
Colou o corpo no dela e levou a boca ao ouvido.
“Minha pele te deu um orgasmo, meus dedos outro. Experimenta minha boca agora.”
Ouvia-a gemer em desespero quando baixou-se, mesmo nas costas dela e empinou-a dando espaço para o que queria.
Meteu-lhe a língua entre as dobras, achando deliciosos os tremores que vinham dela e a força que ela fazia para conter os gemidos. Hermione rebolava sem querer sobre sua língua e contorcia o rosto em agonia.
Precisou segura-la firmemente no lugar que estava, o fato de ela estar de pé e ficar debatendo-se impedia que ele realizasse aquilo que queria. Começou a sua pequena tortura saboreando-a lentamente. A língua passeava por cima dos grandes lábios sem aprofundar o contato, apenas sondando em movimentos lentos e ritmados.
Ela se contorcia sentindo que as pernas perdiam a força e que em breve não conseguiria ficar ereta.
Ele continuou apenas brincando, ameaçando, mas não ia além.
Hermione começou a ficar irritada. Apesar de ter acabado de sentir os efeitos de dois orgasmos fabulosos, seu corpo ainda não estava satisfeito, por que Rony lhe fizera o favor de despertar a primitividade dos seus desejos.
Então, subitamente, Rony parou. Parou e ficou olhando-a de baixo para cima, esperando uma reação, esperando um pedido.
Hermione sentiu o corpo tremer em decepção pela perda do contato e protestou.
“Rony…”
O corpo ardia em chamas e ela acreditava estar entrando em combustão espontânea.
“O que?” – ele perguntou cinicamente, com um sorriso lascivo nos lábios.
Ela trincou os dentes para evitar um palavrão. E também para tentar controlar a sensação deliciosa que crescia dentro de si ao sentir os dedos dele passearem preguiçosamente na parte interna de suas coxas.
“O que quer Hermione?” – Ele perguntou de novo – “Quer que eu continue? “
O brilho nos olhos dela respondeu a pergunta.
Ele sorriu.
“Vai ter que pedir Hermione.” – A voz de Rony estava tão rouca que estava quase irreconhecível.
Ela estreitou os olhos, a raiva inflamando. Misturando-se com o desejo. Resultando numa combinação que se tornava mais perigosa que nitroglicerina.
“Rony…” – Ela tentou mais uma vez.
Ele deu um beijo casto, um selinho em seu sexo e aquele gesto simples a fez delirar.
“Peça.”
“Não.” – Ela enfatizou, mostrando a ele que queria lutar. Mas ele era o algoz e ela a prisioneira. Rony queria e iria dobrá-la.
Por isso, ele lambeu lenta e firmemente seus grades lábios sem aprofundar o contato, apenas uma caricia para reacender o fogo.
“Seu… Desgraçado… filho… da…” – Ela se deteve no ultimo instante mordendo fortemente os lábios, evitando prolongar o vocabulário de baixo calão.
Ele sorriu. Seu plano ia dando muito certo. Estava abalando todas as estruturas defensivas da impecável Hermione Granger. Ele sabia que em sã consciência ela não pediria nada, mas enlouquecida, a historia era outra.
“Sou o filho da puta que você quer. Sou o filho da puta que você deseja. Peça Hermione.”
“Eu…Não vooooouuuuu”
A ultima palavra se perdeu num longo e feroz gemido. Pois assim que ela deu a negativa Rony mostrou que não ia lhe dar alternativa.
Agarrou seu quadris e empinou-a mais uma vez dando-lhe um chupão preciso em seu broto excitado e exposto.
Ela sentiu os tremores do corpo se estenderem e o baixo ventre contraiu-se com violência por repetidas vezes. Estava à beira de um novo orgasmo, mas ele parou antes que ela pudesse atingir o cume.
“Rony…” – A voz saiu baixa e sussurrada.
“Peça” – Ele disse com a voz ameaçadora.
“Por favor…” – Ela tentou ser evasiva outra vez.
“Por favor o que?” – Ele mostrou que não aceitava menos que tudo.
Hermione sabia que estaria indo direto ao fundo do poço, que estaria entregando a vitoria e o que sobrou da sua alma nas mãos daquele homem, mas o desejo venceu a razão.
“Por favor Rony, eu quero… Eu preciso…”
“O que você precisa Hermione… Me diga, o que precisa?”
“Quero…” – Ela choramingou baixo – “Eu…”
Ele sorriu. Aquilo era o suficiente, até por que ele mesmo não estava mais suportando a espera.
“Quer? Precisa? De mim?”
“S-sim…” – A voz saiu entrecortada, suplicante.
“Quer gozar Hermione? Quer que eu faça você gozar?”
Ela tremeu.
“Q-quero… A-agora… Agora Rony…”
Rony sorriu. Ela estava em suas mãos, como ele queria.
Rony se abaixou e fez o que ela pediu.
Primeiro preparou o terreno com lambidas longas e fortes. Hermione fechou os olhos e gemeu. Já tinha se jogado do precipício então agora era hora de aproveitar o vôo antes da queda.
Afastou mais as pernas para que ele tivesse mais acesso e prendeu as mãos no cinto que amarrava-as. Os pulsos estavam levemente avermelhados por causa do couro, mas ela não se importava.
Rony segurou suas nádegas e empinou-a mais para trás, deixando-a aberta e exposta para ele. Chupou-lhe com vontade. Sugou o prazer que escorria dela. Prazer que ele estava lhe dando e depois penetrou-a com a língua em movimentos firmes, as vezes guiando a língua para cima, sobre o monte teso que aparecia em seu vértice íntimo.
Ela se eriçava e se contorcia sob sua língua, falava palavras desordenadas e murmurava palavrões que não se permitiria dizer se o juízo estivesse no lugar. Ele se deliciou com sua loucura e esfregou o clitóris com mais força.
Rony abriu os olhos e a visão que tinha era, no mínimo, enlouquecedora.
Hermione estava com as nádegas empinadas para ele dando-lhe uma visão mais que privilegiada de toda a sua intimidade. Ele não resistiu. Moveu as mãos, e usou dois dedos para sondá-la até tocar o ponto mais sensível, o anel avermelhado e apertado no meio das nádegas.
Ela teve um sobressalto com o toque novo, mas estava presa, sem qualquer possibilidade de reação e se fosse bem sincera, nem ia querer reagir. O toque era deliciosamente invasivo. Sedutoramente obsceno e encantadoramente bem vindo.
Hermione rebolou involuntariamente, querendo mais daquele prazer novo que sentia. Sentiu-o afundar um pouco o dedo polegar na região sensível e gemeu com força. Isso foi o sinal que ele queria para continuar.
As reações dela quase fizeram-no abandonar-se ao próprio orgasmo, mas Rony se forçou a controlar seus desejos e continuou devorando-a com a língua em sua feminilidade enquanto o dedo brincava, penetrando levemente em seu anel sensível.
Ela debateu-se com mais força, ofegando, tentando a todo custo evitar que um grito saísse de sua garganta. Ele já estava enlouquecido. Queria possuí-la, mas não o faria antes de levá-la ao clímax mais uma vez, por isso aumentou o ritmo da própria língua e fechou os lábios em seu sexo chupando seu clitóris com força até que seus gritos angustiados lhe mostraram que ela havia encontrado seu céu particular.
Hermione sentiu-se amolecer.
Seu corpo inteiro pareceu esvaziar. Formigava em todos os lugares. Sentiu Rony levantar e agarrar sua cintura. Agradeceu em pensamento pelo apoio do corpo másculo, pois sozinha ela não conseguiria se segurar.
Fechou os olhos, desfrutando do calor do corpo do homem que amava com tanta loucura. De olhos fechados, sentiu-o desamarrar suas mãos e movê-la de lugar.
Depois sentiu que as amarras voltaram para seus pulsos, porém mais macias que o couro do cinto. Abriu os olhos para descobrir que ele havia levado-a para o outro lado do banheiro e amarrado suas mãos numa outra haste de ferro, mais próxima da parede. Havia também substituído o cinto pela gravara. O nó também havia afrouxado.
Não que o anterior a tivesse machucado, mas Rony preferira lhe dar mais conforto, apesar de mantê-la ainda como prisioneira.
No inicio a prendera para fazê-la ficar quieta. Agora não era mais necessário, ela estava mole e entregue, porém ele quis manter o fetiche. Era excitante demais tê-la sob seu poder.
Ele a encostou na parede e abriu suas pernas trazendo-as para envolver seus quadris. A ereção potente brincou com a região mais intima do corpo dela, fazendo-a gemer com uma nova onda de desejo que lhe corroia.
Depois de três orgasmos explosivos, será que ela agüentava mais um?
Ele a beijou, fazendo o corpo roçar no dela e o gosto do prazer que sentira minutos atrás banhou sua boca. Ela o prensou com as pernas, esfregando-se mais, deixando o desejo devorá-la.
Ele beijou seu pescoço e desceu para os seios.
Ela gemeu mais alto.
“Oh… Céus…”
Ele voltou para a boca e após outro beijo longo posicionou-se, as pernas afastadas, para tomá-la, mas antes ele segurou seu queixo e sussurrou:
“Abra os olhos Hermione” – Ordenou com a voz quase falha de tanto tesão.
Ela obedeceu na hora e os olhos de mel que ele tanto amava chocaram-se com os olhos azuis.
“Quero que me veja entrar em você. Quero que saiba quem está com você agora. Olhe para mim.” – Ele sussurrou outra vez. Ela manteve o olhar preso no dele, como se estivesse hipnotizada.
“Quem está com você Hermione, quem é seu amante?”
Ela lambeu os lábios secos.
“V-Você…” – respondeu fraca.
“Quem sou eu Hermione?”
“Rony…” – ela disse com a voz arrastada.
Ele sorriu.
“Prometa…”
“O que?” – ela perguntou confusa.
“Nunca mais vai deixar MacLaggen tocar em você. Prometa isso.”
Ela balançou a cabeça como se quisesse organizar os pensamentos.
“Que MacLaggen?”
Ele quase gargalhou. Ela era perfeita. Ele a beijou mais uma vez. A ponta de sua ereção na entrada do sexo molhado fez com que ela arfasse em expectativa.
“Quem é o único que pode lhe tocar Hermione. Quem é o único que pode lhe amar?”
Ela agarrou os ombros dele, fincando as unhas na carne, respirando com dificuldade contra o seu rosto.
“Você… Você Rony…Só você…Meu Rony…Meu professor…”
As palavras dela com aquele tom de súplica o levaram até o limite e ele achou que chegara a hora do fim daquela tortura. Invadiu-a com lentidão. Hermione gemeu alto e longo quando o sentiu dentro, fundo, tão fundo que poderia transpassá-la.
Ela amaldiçoou-se por estar tão vulnerável, mas ele não parecia incomodado com sua raiva. Começou os movimentos rápidos e fortes, quase enlouquecido. Estava sendo egoísta, pensou, mal compreendendo que Hermione estava no mesmo nível de tensão que ele.
Ela estava numa posição desfavorável, mas que era incrivelmente excitante. Agarrou Rony com as pernas e fincou os dentes em seu ombro quando um clímax a cortou apenas um minuto depois que ele a penetrou. Seu ventre esticou-se e depois explodiu. Seu sexo palpitou com violência, apertando-o tanto que Rony teve que fazer um esforço heróico para não gozar junto com ela.
“Mais um…” – Ele sussurrou no ouvido dela.
“Não posso…” – Ela gemeu – “Não consigo…”
“Sim, você pode.” – Ele rebateu sedutoramente ao seu pé do ouvido – “Esta é sua ultima lição Hermione…” – Ele disse baixinho – “Não há mais nada que você precise aprender a não ser que…” – Ele falava enquanto se movimentava lentamente, até para seu próprio controle. – “Você pode ter prazer, quantas vezes quiser… Basta que queira…”
“Rony…”
Ele continuou os movimentos lentos e deslizou uma das mãos entre os corpos, para que seu dedo auxiliasse na tarefa de conduzi-la para o ultimo clímax.
Ela sentiu o toque e estremeceu. Aquele homem a transformara numa ninfomaníaca devassa e sem vergonha, mas no momento, não queria saber disso.
Agarrou a gravata que prendia seus pulsos, recostou-se na parede e apertou-o com as pernas. Depois começou a movimentar-se junto com ele, estabelecendo um ritmo frenético e alucinante. O dedo dele raspava o monte sensível e úmido e ela sentiu de novo as mesmas sensações enlouquecedoras segundos antes de explodir ainda mais violentamente, naquele que foi o melhor e mais intenso orgasmo que já se lembrava de ter sentido.
Momentos depois, sentiu-o jorrar todo o prazer contido dentro de dela e isso fez com que seu clímax se prolongasse junto ao dele.
Gemeram juntos, alto e longamente enquanto os corpos tremiam em espasmos rítmicos.
Ele jogou a cabeça para trás enquanto a apertava e ela enterrou a cabeça em seu ombro, enquanto o sentia arremeter ainda com força como se quisesse esvaziar até a alma dentro dela.
Foram necessários vários minutos, até que ambos conseguissem restabelecer o ritmo da respiração.
Ela estava de olhos fechados novamente quando sentiu Rony soltá-la e carregá-la nos braços até a bancada da pia, onde gentilmente ele a limpou com um cuidado que a fez lutar contra as lagrimas. Depois vestiu-lhe o vestido de festa. A Lingerie estava destruída. Calçou-lhe os sapatos.
Sentiu Rony acariciar beijar docemente seu pulso vermelho antes que ele lhe largasse para vestir as próprias roupas. Quando ela teve coragem para abrir os olhos, ele já estava vestido e arrumava o cabelo.
Agora que a explosão de paixão havia desanuviado, ela estava envergonhada e enraivecida. Sentiu necessidade de atacá-lo.
“Isso… Foi…”
Ele a encarou enquanto ela procurava a palavra certa.
“Foi…”
“Sujo? Terrível? Desonroso?” – Ele falou por ela – “Você não queria? Foi forçada?”
Ela o encarou com o rosto em chamas pela raiva.
Apesar de tê-la possuído com tanto ímpeto, Rony ainda estava ferido e enraivecido pelo ciúme.
“Não quero saber o que pensa Hermione, eu não me arrependo de nada do que fiz. Faria de novo.”
“Você me prendeu.”
Ele sorriu.
“Sim, prendi. Você mereceu.”
“Você é…”
“Um troglodita?” – Ele disse com o sorriso cínico – “Mesmo?”
Ele chegou bem próximo dela. Ela ainda estava sentada na bancada o que fez com que ele ficasse entre suas pernas e lhe desse um beijo de tirar seu fôlego.
“Não faça isso…” – Ela choramingou.
“Por que não? Você gosta.”
“Você não pode simplesmente me fazer de idiota e achar que eu vou cair nos seus braços…”
“Quantas vezes eu vou ter que repetir que eu não fiz nada?” – Ele falou um pouco mais alto e a raiva acabou voltando ao estado máximo. Se havia algo que ele não admitia, era ser culpado de algo que não fez.
E, ela sabia do que ele estava falando. E aquilo lhe enfureceu mais do que tudo o que ele fizera até então.
“E o que significou aquele telefonema?”
“Hermione eu já disse que…”
“Você a chamou de Olhos de Mel, Rony…”
Ele a olhou e viu lágrimas nos olhos. Viu dor naquelas lágrimas e algo se rompeu dentro dele. De repente o banheiro ficou apertado e o ar rarefeito. Ele sentiu dificuldade para respirar e seu peito doeu.
Não queria que ela sofresse por algo que não existiu.
“Eu não…”
“Afaste-se de mim…” – Ela disse de repente. A raiva substituindo a dor, empurrando fracamente com as mãos espalmadas, tentando descer da pia – “E para seu governo, eu danço com quem quiser, saio com que quiser e transo com quem quiser.”
Ele sentiu aquelas palavras reverberarem em seu íntimo, não deixou que ela o empurrasse.
“É mesmo? Vamos ver Hermione.”
Ele levou seus lábios aos dela mais uma vez, agarrando-se a ela como se dependesse desse beijo para sobreviver. E, embora Hermione correspondesse ao beijo com igual desespero suas mãos ainda o empurravam, seu corpo ainda tentava descer da pia, tentava ficar o mais longe possível dele.
Hermione tinha medo de perder a cabeça outra vez, de perder o rumo, de se entregar a ele, porque sabia que isso aconteceria se continuassem. Mas, Rony não interpretou dessa maneira, a resistência dela, que antes estava excitando-o, agora machucava-o.
“Volte para os braços do MacLaggen” – Ele vociferou, se distanciando dela – “Se for capaz de fazer isso.”
Rony saiu do banheiro batendo a porta com força, sem lhe dar tempo para réplicas, deixando-a sozinha, confusa e contrariada.
Hermione deixou as lágrima caírem e de repente sentiu um enjôo horrível, precisou vomitar.
Era raiva. – Ela disse a si mesma – Maldito Rony.
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