O Professor

3 Capítulo 3 - Primeira Noite


A semana se passou e cada dia Hermione ficava mais intrigada. Rony não fazia nada além de beijá-la. Certo que os beijos estavam cada vez mais intensos, e ele sempre a levava as alturas com os lábios, mas não passavam de beijos.

Ele não a tocava ou tentava tocar, não insinuava nada, não a convidava para a casa dele, nada que indicasse que teriam sexo.

Ela ficava cada vez mais tensa sobre quando iniciariam de fato as aulas sobre as quais falaram.

Era domingo, estavam voltando de uma boate. Hermione estava meio alta pelo vinho que tomara. Ronald era uma companhia adorável, sabia fazer rir como também sabia ouvir nos momentos certos.

Hermione falara de sua vida com ele abertamente, falara de Cormack, da raiva que sentia e da falta de amor no relacionamento.

Rony a questionara sobre esta falta de amor e o empenho dela em provar a Cormack seu erro e ela lhe assegurou que era apenas vingança.

“Quero que ele veja o que perdeu e remoa isso para o resto da vida. Quero mostrar a ele que o homem certo desabrocha uma mulher e o homem errado faz dela uma frígida".

Rony apenas riu com a frase.

“Sou o homem certo"?

"Provavelmente. – ela disse – Pelo menos parece ser um homem que sabe desabrochar uma mulher".

Hermione percebera que o carro não seguia o curso normal para o caminho de sua casa. Viu Rony seguir para o sul e o questionou:

“Onde está me levando?”

“A regra numero dois diz: Confie em mim”

"Não disse que não confiava em você, apenas quero saber para onde vou".

"Vai para o céu".

Foi tudo o que ele disse.

Hermione não o questionou mais, apenas recostou o rosto ao vidro do carro e observou a paisagem.

O carro de Ronald diminuiu a velocidade e entrou no estacionamento de um prédio.

"Onde estamos?"

Ela indagou.

"É hora de minha namorada conhecer minha casa".

"Conheço sua casa, e não é essa".

"Esta é minha outra casa". – Ele disse.

"Seria esta a casa onde você leva sua 'namoradas' para encontros nada inocentes?” – Ela perguntou alfinetando-o.

“Não – ele foi firme – Não costumo namorar Hermione. Minhas conquistas eu prefiro levar a motéis. Este lugar é muito intimo e eu gosto de tratá-lo como meu santuário. Esta casa foi de meus pais.” – ele continuou – “Como ambos estão morando nos Estados Unidos agora, ficou para mim. Venho aqui quando quero paz".

Ela ficou vermelha com a resposta dele.

"E o que estou fazendo aqui".

"Está me conhecendo. Conhecendo todas as partes que me compõem. Quero que você seja capaz de me traduzir Hermione. Entre nós deve prevalecer o máximo da intimidade, Só assim funcionará."

"Ronald eu gostaria de saber o que você preten...”

Mas a frase foi suspensa e esquecida quando ele encostou o dedo indicador em seus lábios.

“Agora chega Hermione, é hora de se calar. Estamos aqui por um bom motivo. Teremos nosso primeiro contato intimo. Queria que as coisas fluíssem, mas você não é nada fácil de lhe dar".

“Você quer dizer que vamos...”

“Vamos”. – Ele disse "Mas não há necessidade de nomearmos isso, ainda não sabemos qual será o desfecho. Preciso que entenda que há muitas maneiras de se fazer sexo". – Ele disse isso e se dirigiu ao bar da sala servindo-se de Whisky – "Aceita"?

Ela afirmou, já estava bastante nervosa.

“Existem linguagens de baixo e alto calão para denominar o ato sexual, o fato é que todas elas o definem bem, dependendo da situação." – Ele entregou a bebida a ela – "Podemos fazer amor, se o ato for calmo e gentil, podemos transar se ele for sensual e intenso se for carnal. Sexo romântico, sexo selvagem, não importa. Apenas o denominamos no fim, quando finalmente entendermos o que fizemos. Compreendeu?”

Ela afirmou. A respiração cada vez mais desregrada com as palavras que ele proferia.

"A primeira coisa que vou fazer é mostrar a você o que eu costumo chamar de ritual de reconhecimento. Irei reconhecer seu corpo, assim como você reconhecerá o meu. Vou explorar você, com minhas mãos, minha boca e minha pele.” – Ele dizia cada palavra olhando nos olhos dela – “E você tentará se libertar de seus pudores e recatos e fará o mesmo em mim".

Ela continuou parada. Ele se aproximava cada vez mais. Já podia sentir o doce aroma do seu hálito, mas Ronald recuou. Ela não compreendeu, mas logo o viu baixar a luz do quarto.

“Vamos tornar tudo mais interessante Hermione. Vamos brincar com os sentidos. O ato sexual tem tudo haver com exploração de sentidos".

Ele voltou-se para ela, mas antes se deteve em uma escrivaninha pegando algo de dentro. Quando já estava próximo o bastante, mostrou-se a venda preta que trazia na mão. Ela recuou dois passos.

“Não". – Ele disse simplesmente e ela voltou para o lugar.

Ronald prostrou-se em frente dela, com o semblante sério e carregado.

“Esta é sua chance de desistir olhos de mel.” – ele disse com suavidade apesar da dureza em sua face – Se não quiser prosseguir, pare e recue agora. Mas adiante não a deixarei me deter, se persistir nas... aulas... Terá que seguir até o final disto. O que me diz".

A respiração dela era irregular e pesada.
Sempre imaginara Rony como um amante quente e sensual, mas agora que estava diante dele, e conhecia a verdade, soube que ele era muito mais que isso.

"Continuo".

Foi tudo o que ela disse e ele simplesmente lhe sorriu antes de vendar-lhe os olhos.

Impossibilitada de enxergar qualquer coisa, Hermione sentiu que seu coração disparara. Ficou imaginando como acabou presa naquela teia de sedução e perguntou-se o que sobraria dela no fim de tudo isto.

Sentiu Ronald recostá-la na escrivaninha de forma que ela ficou quase sentada. Usada um vestido preto, simples que lhe chegava ao meio das coxas. Ele não lhe tocou, mas ela pôde sentir o nariz dele roçando a pele de seu pescoço, como um animal cheirando sua presa.

Ele deslizou os dedos em seus braços desnudos e acariciou-os de cima abaixo.
Sentiu que ela tremia. Encostou os lábios em seu ouvido.

“Te deixo com medo?”

Ela suspirou, os lábios trêmulos mostravam-lhe a resposta.

“Sim".

Ele passou a língua por seu pescoço e ela apertou as mãos na escrivaninha.

“Te deixo excitada?" – perguntou de novo com quase um sopro de voz.

Ela lambeu os lábios e ofegou.

“Sim".

“Perfeito". – ele disse e tomou seus lábios calmamente.

Ela sentiu as mãos dele subindo seu vestido, deslizando em sua pele. As mãos se apertaram mais à borda da escrivaninha.
Sentiu que era apenas uma marionete nas mãos dele, quando viu que levantava os braços para facilitar-lhe a tarefa de despi-la.
Sentiu uma brisa suave acalentar seu corpo seminu que agora era adornado apenas por um conjunto de lingerie delicado na cor preta.
Rony deslizou o dedo pela renda do soutien, depois deixou este mesmo dedo escorregar entre o vale dos seus seios, atingindo o ventre levando-a a mais tremores.

Ele viu quando ela sufocou um gemido.

"Não se contenha” – ele disse – “Seu corpo é meu, deixe que ele me responda".

Ela arfou.

Ele ainda não a tocava e isso era quase a morte para ela. Seu corpo pedia que ele a atacasse, como um animal que espreita sua presa e depois a converte em carne morta.

Se Ronald a estava deixando louca sem tocá-la, imaginava o que aconteceria quando ele a tomasse.

Sentiu-o pegar em sua mão e lhe guiar para algum lugar. Depois, ainda guiada por ele, foi deitada em algo de madeira, que parecia grande o suficiente para acomodar metade do seu corpo.

Ronald começou a tocá-la.

Fazia gentilmente com as pontas dos dedos, apenas instigando a pele quente.

evitando qualquer zona erógena e sexual.

Lentamente o ruivo tomou-a pela mão e a fez sentar. Sentiu sua mão ser erguida até o tórax musculoso, agora devidamente despido.
Hermione sentiu cargas elétricas perpassarem seu corpo ao tocá-lo. Ele a incentivou a caminhar com as mãos por seu peito e ela pôde sentir a rigidez da carne.

O tronco do homem era forte e bem definido, os músculos eram rígidos e robustos. Ela não podia ver, mas podia imaginar a beleza anatômica pelos toques dos dedos.

“Isso Hermione, toque-me. Não há nada mais agradável do que o toque de mãos delicadas como as suas".

Isto a encorajou e ela juntou a outra mão ao trabalho.

Durante um bom tempo, aquilo se tornou um jogo de mãos. Apenas toques furtivos de reconhecimento. Enquanto Rony conseguia manter movimentos lentos e aleatórios, Hermione já ia com mais intensidade e desespero. Os toques dela eram exigentes, ela o apertava, o buscava com ânsia. Quando suas mãos chegaram à barra da calça dele ele a segurou.

“Calma" – ele disse apenas.

“Não posso vê-lo, e você pode me ver. Não acha uma injustiça?".

“Abster-se de alguns sentidos pode lhe proporcionar mais prazer no ato. Tente. Abstenha-se de todos os sentidos que puder".

Ela calou-se.

Ronald a deitou de novo e ela o sentiu se afastar. Achou os poucos minutos que ele se afastou muito longos, mas esperou quieta.

Quando sentiu a presença máscula perto dela novamente foi surpreendida por um toque novo.

Os dedos dele agora estavam gelados.

“Ah!" – ela não conteve um gemido mais intenso ao toque.

“Sentir... é a alma de tudo. Apenas sinta e reaja".

Hermione retesou o corpo quando sentiu Rony brincar com uma pedra de gelo em seu colo, deslizando-a levemente pelas bordas do soutien, depois levou a pedra aos lábios dela e contornou-os, ela abriu a boca e ele retirou a pedra como num jogo de gato e rato.

Depois, ainda de maneira lenta ele abriu o soutien, revelando-lhe os seios firmes e delicados. Deslizou novamente a pedra no vale entre eles e em seguida cobriu os mamilos com o ar gelado e ela gemeu mais alto, em seguida mordeu os lábios tentando sufocar mais uma vez.

"Solte-se Hermione".

"Ah Rony...eu..."

"Apenas se deixe levar. Eu quero ouvir você".

Em seguida, Rony levou a pedra de gelo a boca e levou novamente aos mamilos ouvindo dela mais um gemido deliciado.

Ele roçou o gelo em seus seios e depois acariciou-os com a língua.

Ele mesmo já estava excitado ao extremo, mas queria que ela experimentasse todo o doce sabor das preliminares.

Desceu o gelo até a barra da calcinha e brincou ali com ele, ameaçando cobrir sua intimidade frágil com o ar frio.

Hermione arqueou duas vezes gemendo intensamente, perdeu os sentidos naquela tortura deliciosa por alguns segundos e logo depois viu-se completamente nua e entregue às vontades daquele amante incomum.

"Quero beijá-la Hermione" – ele disse e ela fez menção de levantar para alcançar-lhe a boca. Mas ele a fez deitar-se novo. – "Quero beijá-la em outro lugar".

E sem avisos nem pedidos, abriu-lhe as pernas jogando-as sob seus ombros e mergulhou a língua ainda gelada em sua intimidade.

Ela não conseguiu conter um grito.

Hermione agarrou por instinto os cabelos vermelhos e pressionou o ventre contra a cabeça dele.

Ela estava irrevogavelmente excitada e beirava o ápice enquanto ele lhe presenteava com beijos e lambidas cada vez mais intensas.

“Oh meu Deus...”

Ela disse quando sentiu o ventre apontar níveis alarmantes..

"Rony...eu vou..."

"É isso que quero. Quero que goze, e faça isso sem pudores... " – Ele disse sem entre um beijo e outro. E assim introduziu um dos dedos na intimidade quente dela substituindo sua boca, com a outra mão ele a livrou da venda e ela tinha os olhos fechados. Ele sorriu com a bela visão da mulher mergulhada no desejo. – "Você é incrível, mostre-me o quanto está gostando disso. Seu prazer é meu prazer".
Ele cobriu novamente seus seios com a boca enquanto os dedos trabalhavam em sua área intima com força.

“Ah... meu... Deus... eu...”

E com mais algumas investidas dos dedos dele ela arqueou-se com mais desespero, suas coxas se fecharam e abriram freneticamente buscando mais intensidade, anunciando que ela fora brindada com um orgasmo intenso.

Ele deliciou-se com a forma como ela se entregou ao clímax.
Arqueando-se, oferecendo-se, Gemendo e mostrando como seu parceiro sabia satisfazê-la.
Ele havia recebido ainda tão pouco dela, ficou imagino o que raios tinha MacLaggen na cabeça, para sequer insinuar que aquela mulher não era capaz de satisfazer um homem.

O fato de ele tê-la trocado por uma atriz de filmes pornô sugeria que talvez ele fosse obsceno em demasia. Só aquilo justificava sua insatisfação com uma mulher tão bonita e tão quente.

No fim de tudo, a culpa era toda dele. Uma mulher não desabrocha quando o homem não sabe como tocá-la. No fim de tudo MacLaggen era apenas mais um bundão metido a garanhão.

Ele esperou que os espasmos cedessem e a contemplou, largada na mesa, com a boca entreaberta, a respiração pesada, os olhos fechados.

Então salivou.

Aquele corpo quente e nu estendido ao seu bel prazer era uma visão e tanto.

Chegara a hora de saciar sua luxuria.

Sem palavras, ele a puxou delicadamente de modo a deixá-la sentada e a beijou.

Hermione agarrou-se a ele correspondendo o beijo sedenta por mais daquele toque de fogo.

Ele mordeu a orelha dela, depois o queixo, e quando passou para a outra orelha ele sussurrou:

“Você é deliciosa, eu te quero".

Ela gemeu em resposta e então ele sentiu as mãos pequenas abrindo os botões de sua calça.

Deixou que o pano escorregasse e livrou-se também da cueca.

Ela se abriu para que ele a possuísse, mas se surpreendeu quando ele apenas passou os braços por baixo de suas pernas e a levantou da mesa.

“Vai experimentar minha cama agora".

Quando Rony a deitou na cama macia estava transformado, não era mais lento e paciente. Ele já havia levado-a a loucura das preliminares e agora precisava saciar a si mesmo.

Hermione agradeceu aos céus que ele não recomeçasse aquela doce tortura, pois seu corpo reclamava por ele, clamava por ser preenchido e tomado por ele.

Rony abriu-lhe as pernas e ainda cariciou seu sexo por algumas vezes seguidas antes de posicionar-se e penetrá-la lentamente.

Ela arqueou e soltou um gemido longo de satisfação.

Nunca havia sido tão preenchida na vida, Rony parecia ter sido feito para estar dentro dela.

Quando sentiu chegar ao limite ele saiu de dentro dela por completo e novamente se introduziu lentamente.

“Rony...”

Ela chamava e mais parecia um pedido, um pedido que ela não conseguia completar.

Ele repetiu os movimentos lentos cinco vezes. O suor lavava-lhe o rosto, mas ele queria se esforçar, queria levá-la ao limite, queria entender qual era seu limite. Estava quase perdendo seu auto controle e então ela choramingou.

"Por favor...por favor..."

Então ele cedeu.

Com um movimento firme e preciso Rony deixou-a sentir a primeira estocada e gritar seu nome em resposta. Depois os movimentos começaram a produzir um único ritmo, estocadas fortes e intensas. Ambos gemiam saboreando o máximo da perfeição que era aqueles corpos juntos.

Rony não pôde deixar de confessar a si mesmo que apesar da experiência, nunca havia compartilhado algo tão intenso com alguém.

Os movimentos ficaram mais frenéticos, mais fortes, até que ao ouvi-la gritar seu nome e sentir que os músculos vaginais dela se contraiam com força e ele se deixou gozar.

Hermione havia implodido num clímax forte, mas ao sentir o prazer quente dele jorrado em seu ventre a sensação aumentou e ela se entregou a um orgasmo alucinante e completo.

Após alguns minutos mudos e ofegantes ela conseguiu articular algo em sua mente.

“Deus...” – ela disse perdida – “Isso foi..."

Mas não concluiu.

Ele apenas riu.

"Você foi maravilhosa nesta primeira lição Hermione, estou muito satisfeito".

Ela deixou um sorriso brindar seu rosto.

“Tem alguma idéia de que é ultrajante achar que precisa ser ensinada? Depois desta performance incrível eu diria que..."

"Está me dispensando?” – ela fingiu-se irritada – “Se não quiser continuar as aulas eu posso..."

"De jeito nenhum". – ele foi veemente, mas tinha de admitir para si mesmo, o fato dela sequer mencionar a possibilidade de dividir aquilo com outro lhe deixou zangado.

Ela riu.

“Acho que devo ir agora".

Ele negou de novo.

“Passará a noite aqui comigo, e amanhã pela manhã, mostrarei a você o que um homem gosta para as refeições matinais".

Ela sorriu alto e deixou-se puxar por ele. Apoiou a cabeça no peito forte e nu e resvalou para o sono.