O Professor

4 Capítulo 4 - Brigas e sexo


Treze horas mais tarde, em seu apartamento, Hermione revivia nos pensamentos cada detalhe do seu encontro amoroso com Rony, absolutamente nada do que imaginara antes de convidá-lo à ser seu "professor" haviam preparado-a para o que recebeu.

Tentou lembrar-se quando Cormack a fez sentir daquela maneira. Se já houve alguma vez em que o ato sexual com seu ex noivo tenha sido tão intenso e satisfatório.

Então ela gargalhou.

Nunca. Esta era a resposta.

Cormack nunca lhe dera um orgasmo tão fabuloso, se é que o que sentia com seu ex-noivo, comparado aquela torrente de sensações mágicas que experimentara com Rony, podia mesmo ser chamado de orgasmo.

Agora a opinião de Cormack era tão insignificante que lhe dava vontade de gargalhar.

Como alguém como ele, que nunca conseguira nem arranhar aquela sensação que ela recebeu, poderia classificá-la como ruim de cama? O que era Cormack perto de Ronald?

Bela tinha sido a idéia de chamá-lo para tal atividade.

Conhecia Rony há cinco anos, quando ele ainda estava na faculdade, cursando engenharia com seu irmão Harry. Logo Hermione tornou-se amiga de Gina, a irmã do russo e assim eles se aproximaram.

Ela lembrava-se de ter tido uma queda enorme por ele, antes de namorar Cormack, mas ele nunca lhe dera sequer uma olhadela que indicasse interesse. Sempre achou-o charmoso e envolvente, mas nunca imaginara que o homem fosse tão quente.

O homem tinha sangue quente nas veias e parecia que sexo era seu nome do meio.

Há poucas horas atrás ele lhe brindou no café da manhã com mais uma sessão de êxtase fenomenal, e deixou-a em casa, num gesto de puro cavalheirismo, deixando-lhe promessas doces no ouvido para o próximo encontro.

"Será inesquecível". Ele disse.

Ela não duvidou um só instante.

Passaram mais uma semana sem se verem. Rony, como cavalheiro que era sempre lhe telefonava e lhe dava uma desculpa, mas Hermione já estava começando a achar que ele não gostara da noite que passaram juntos, ela acreditava que ele estaria arrumando uma maneira de se livrar de tudo aquilo.

Ele havia proferido apenas dois meses de "aulas" Já se passaram duas semanas e eles só haviam ido para a cama uma única vez.

No sábado, ela estava entediada, sentada no sofá de sua sala quando ele ligou, avisando que não poderia vê-la neste fim de semana, pois estaria muito ocupado num projeto que estava desenvolvendo.

Hermione ficou muito chateada, mas não disse nada, nem poderia dizer, ele era apenas contratado por ela, não lhe devia satisfações de sua vida.

O fato é que ela não conseguia tirar a noite de amor que compartilharam de sua cabeça.

Hermione aproveitou os dias sem Rony para tentar colocar sua vida de nova solteira em orbita.

Recolheu tudo o que pertencia a Cormack em seu apartamento, a fim de lhe mandar devolver. Também retirou fotos de porta retratos e guardou algumas lembranças de seu antigo noivado numa pequena caixa. Ainda não havia decidido se jogaria fora ou não.

Estava no meio da faxina quando Gina chegou à sua casa no domingo.

"To entrando". – a ruiva gritou.

Hermione sobressaltou-se um pouco, mas já estava costumada aos desatinos de Gina.

"Bom dia pra você também Gina."

A garota ruiva apenas sorriu.

"Faxina?"

"Sim. Estou juntando as tralhas do Cormack, mandarei devolver tudo."

"Então acabou mesmo Mione?"

"Sim. Acabou. Não quero nem vê-lo. Creio que ele também não queira mais me ver, aposto que a namoradinha dele não gostaria disto."

"Ora Mione, você tem o motivo perfeito para vê-lo. Devolver as coisas dele. Vai lá como quem não quer nada, devolve as coisas, se insinua, dorme com ele e bingo! Estarão juntos de novo."

Hermione sorriu fraco. Talvez há alguns dias atrás realmente pensasse em reconquistar Cormack, mas agora... Depois de Ronald... Definitivamente não queria mais saber do ex noivo. Não sentia falta dele.

“Existe chances para "ex" após Ronald?” Ela perguntou a si mesma fazendo paródia da famosa frase e a resposta de sua mente não lhe surpreendeu. "Não, não há sequer um pingo de chance para Cormack ou qualquer outro após Ronald.”

"Não Gina, realmente não quero mais saber do Cormack, acabou pra mim".

Gina fez cara de surpresa.

"Qual o nome dele?"

"Como é?" perguntou confusa.

"Como é o nome do garanhão que tirou aquele robocop sem cérebro da sua cabeça?"

Hermione sorriu, era tão obvio assim.

"Creio que vai ficar surpresa se eu lhe disser".

Gina espalmou as mãos.

"Então tem um garanhão na jogada?"

A morena afirmou com a cabeça.

"Está apaixonada Mione? Nem me disse nada, quando aconteceu?"

"Não estou apaixonada Gina, estamos saindo ha uma semana e... Bom foi algo inesperado (nem tanto, concluiu seu pensamento) O fato é que apenas aconteceu, eu estou gostando e deixando rolar entende?"

Gina confirmou.

"Quem é Mione?"

"Qualquer dia destes eu te conto."

Gina fez careta, mas deixou passar.

"O gostoso do seu irmão está em casa?"

Hermione gargalhou.

"Este teu lance com Harry vai pra frente Gina?"

"Se ele quiser querida, vai pra qualquer direção.

Ambas riram juntas.

"Você é louca, mas sabe, eu acho que Harry gosta de você. Mas creio que ele tenha medo. “O Harry é todo tímido e você toda atirada".

Gina sorriu.

"Bem que ele gosta".

"Todos Gostam. Mas me diga, veio aqui atrás do gostoso do meu irmão ou veio fazer algo mais importante".

"Vim te chamar para irmos ao shopping".

"Compras... Seria legal".

"Ótimo! Então põe uma roupa bem bonita e vamos, quem sabe no caminho eu não consigo te chantagear e fazer você falar quem é o garanhão misterioso, e talvez você até me fale como agarrar o seu irmão, aquele pedaço de mal caminho."

Passaram o dia fazendo compras.

Inevitavelmente Hermione comprou lingeries novas, todas pensando se Rony gostaria. Teve vontade de perguntar a Gina algo, mas conteve-se por vergonha.
Alcançou algumas peças de modelo muito sensual, não conseguia parar de associar aquelas peças intimas ao próximo encontro que tivesse com o ruivo.

Gina notou, fez varias piadinhas em torno do assunto, mas Hermione não contou absolutamente nada.

Andaram um pouco mais pelo shopping, estava se divertindo muito, mas em momento algum conseguiu livrar-se da ansiedade que tomava conta dela.

Hermione estava tão absorta na conversa com Gina que acabou trombando com alguém e quando já virara para pedir desculpas viu que era Cormack.

"Desculpe me eu..."

Ela parou a frase no meio quando olhou nos olhos do seu ex noivo. Gina fez uma careta.

"Hermione". – ele disse.

"Oi Cormack". – ela respondeu com educação.

"Passeando?" – ele ensaiou um sorriso.

"Sim." – ela respondeu sem corresponder.

"Eu gostaria de falar com você sobre algumas coisas que deixei em seu apartamento e..."

"Claro – ela o cortou – Já embalei tudo, mandarei entregar em sua casa amanhã de manhã".

Ele ia falar algo, mas foi cortado pela sua namorada.

"Mande entregar em minha casa, Cormack está morando comigo".

Disse Padma Patil abraçando o namorado por trás e encarando Hermione.

"Claro" – Hermione respondeu apenas. Gina assistia o embate, incrédula com o controle de Hermione.

"Vamos querido, temos coisas muito interessantes para fazer. Deixe que Hermione continue a se divertir" – ela sorriu – " Vai encontrar alguém esta noite Hermione? Ou continuará apenas como vela da ruiva e do seu irmão?”

Hermione inchou no mesmo momento assumindo uma expressão carrancuda de quem ia revidar, mas parou ao sentir braços quentes envolvendo-a pela cintura e um beijo molhado sendo depositado em seu pescoço, antes de ouvir a voz grossa e cheia de sotaque de Rony atrás de si.

"Hoje não, hoje a vela será Gina". – ele disse com tom brincalhão.

A reação de Gina e Cormack foi à mesma. Arregalaram os olhos assustados com a cena enquanto Padma parecia em choque.

Rony apenas sorria enquanto Hermione o olhava confusa.

"Gostou da surpresa meu amor?" – ele perguntou sorrindo.

"Rony"... – ela começou – "O que..."

"Senti sua falta. Desculpe-me por ontem, realmente não pude lhe ver".

Hermione esqueceu das demais pessoas a sua volta e virou-se buscando os ouvidos do ruivo para sussurrar.

"Era mesmo para tornar isso publico?"

"Não tenho nada contra isso". – ele disse com bom humor.

"Vocês estão juntos?" – Perguntou Padma e antes que Hermione respondesse Rony confirmou.

"Desde quando?" – desta vez foi Cormack que perguntou.

"Desde a semana passada" – Rony respondeu de novo.

"Tão rápido Hermione?" – Cormack perguntou indignado esquecendo a presença de Padma.
Hermione torceu-se em raiva.

"Não que eu lhe deva alguma satisfação Cormack, mas sim, tão cedo. Não tem o mínimo direito de me cobrar nada já que você foi quem me abandonou as vésperas do casamento. Não que seja algo do qual eu tenha algum ressentimento, afinal você acabou me fazendo um grande favor".

Rony apenas alargou mais o sorriso.

"Vamos Hermione, temos coisas bem interessantes para fazer hoje. Com licença". – Ele a tomou pela mãe, depois fez o mesmo com Gina e saiu de lá.

Sem uma palavra sequer Rony levou Hermione ao seu carro, abriu a porta para ela. Com cuidado a colocou dentro do carro depois virou-se para Gina abrindo a carteira.

"Toma ruiva, pega um táxi. Depois a gente conversa".

Gina nada disse, apenas assentiu.

Hermione ainda estava meio que em choque quando Rony entrou no carro no banco do motorista e ligou a maquina ganhando as ruas.

Já estavam a uma certa distancia do shopping quando ela falou.

"Esse é meu carro sabia?"

"Hum hum".

Ele disse.

"Então supõe-se que eu devia estar no banco do motorista".

Ele nada disse.

"O que significou aquela cena dentro do shopping?"

"Pra você eu não sei, pra mim eu estava acabando com aquele sorriso idiota na cara da Padma e deixando meu recado pro paspalho do MacLaggen".

Eles chegaram ao prédio dela, Rony dirigiu até um canto longe no estacionamento e subiu os vidros Fumê.

" Como assim “deixando recado para o MacLaggen”?"

Enquanto ela perguntava viu Rony travar as portas do carro e soltar ambos os cintos de segurança. Ele afastou um pouco o banco do motorista para trás e a olhou.

"Deixando claro para ele que você é minha agora".

Ela o encarou incrédula.

"Como disse?"

"Deixei bem claro pra você ao iniciarmos isso que durante este tempo que estivéssemos juntos você seria minha assim como eu seria seu. Era este o recado que eu estava passando para ele".

"Rony..."

"Cale a boca Hermione".

Ele disse isso e inclinou-se para beijá-la com ardor.

O beijo foi furioso, efervescente e intenso.

Hermione amoleceu os músculos rígidos em segundos depois que sentiu os lábios dele colando nos seus.

A boca quente dissipou qualquer questionamento que ela tivesse e a ânsia de ser tocada de novo por ele, aflorou dando vazão aos desejos reprimidos.

ela agarrou-o retribuindo a caricia com a mesma força e a mesma vontade.

Beijavam-se com fúria, tentando cada um aplacar sua próprias tensões nos lábios do outro.

O ar faltou e eles se separaram, com a distância, a consciência de Hermione voltou.

Ofegante ela disse: "O que pensa que está fazendo? Acha que pode falar comigo desta maneira?"

Ele riu anasalado.

"Ouça-me Hermione, isto é algo que você deve aprender a respeito dos homens, é algo muito importante. Todo e qualquer homem é possessivo. Não importa o quão dócil ele pareça, no fundo há um animal dominador. Existem homens que controlam isso e homens que não controlam. É instintivo".

"Suponho que você seja parte dos homens que não controlam". – ela disse com deboche.

"Errado. Controlo sim e controlo muito bem, porém é muito difícil fazê-lo com um imbecil babando em cima de sua mulher descaradamente".

Ela engoliu as palavras dele junto com um bolo que se formou em sua garganta.

"Não sou um objeto para ter dono".

"Não falo de possuir você como objeto. Falo de possuir sua atenção, seus desejos, seus sentimentos. Estou certo que me entende. Não é tão diferente assim com as mulheres".

"Isso pode ser até normal, mas não entre nós. Não sou sua mulher".

Ele a encarou com intensidade.

"Sim você é, e será minha mulher por dois meses. Será a mulher a quem eu possuirei com minha alma, a única mulher que levarei para minha cama, a única que dormirá nos meus braços. Mesmo que sejam apenas dois meses, você será minha mulher e será tratada como tal".

"Você está levando isso a sério demais Rony" – ela disse trêmula pelo efeito das palavras dele.

"Sempre levo meus relacionamentos a sério Hermione, não sou um homem desonrado. Se é para ter você comigo, não importa por quanto tempo ou sob quais circunstancias, será intenso e será pra valer. Também não creio que você seja dada a aventuras".

Ela engoliu em seco.

"Se eu não fosse dada a aventuras, não teria proposto o que propus a você".

Ele riu.

" Ora vamos Hermione, conheço você antes mesmo daquele bundão bater os olhos em você. Não é dada a aventuras não. É uma romântica que resolveu vingar as feridas. E assim como eu sempre te olhei com outros olhos, sei que já teve uma queda por mim, apenas uniu o útil ao agradável".

"Você é convencido demais". – ela disse brava.

"Não é convencimento é constatação de fatos."

" Procurei você apenas por que..."

"Sei exatamente por que me procurou, e foi simplesmente por que você me quer, mas se você não consegue admitir para si mesma eu posso provar".

"Provar o que?"

"Posso provar que você me quer tanto quanto eu quero você e também que você adora meu jeito possessivo".

"Não eu não gosto Rony eu acho..."

"Admita Hermione, vamos, não é feio admitir as fraquezas".

"Petulante".

"Teimosa".

"Arrogante".

"Chega de conversa, se você quer na marra, vai ser na marra".

"Ronald Weasley o que você está..."

Mas o resto da frase foi abafado pela boca dele que novamente a buscou com fúria.

Rony estava incrivelmente quase todo por cima dela no banco do carona. Era incrível tal feito, pois ele era grande, muito grande.
Eles se beijavam com raiva e desejo, desejo muito aparente por sinal.

Cansado da posição na qual se encontrava, Rony puxou Hermione para cima de si e não encontrou grandes dificuldades em suspendê-la, fazendo com que ela se encaixasse em seu colo.

Foi por instinto, Hermione abriu as pernas e sentou no colo dele, acomodando-se sobre a ereção já aparente.

Rony a segurou no rosto e a beijou com mais força ainda. Sentiu vontade de rir quando viu as mãos dela buscando sua camisa tencionando abri-la.

Ele desceu as mãos pelas costas dela, levando até as nádegas e comprimiu mais ainda a ereção já completamente no auge contra seu sexo frágil.

Ela gemeu com gosto.

Então ele usou as mãos para afastar o rosto dela quebrando o beijo.

"Negue agora que me quer. Vamos Hermione, olhe nos meus olhos e negue".

Ele tinha um brilho bastante malicioso nos olhos.

"Vá se ferrar Ronald".

Ele gargalhou, segundos antes de senti-la comprimir os lábios nos seus de novo.

Rony inclinou o banco do carro mais pra trás e deixou que Hermione jogasse o peso do corpo no dele. O contato dos sexos ficara mais forte.

Ela ofegou.

Com urgência e impaciência ela arrancou a camisa dele, tirando-a com violência e tremeu quando o sentiu chupar seu pescoço com avidez.

"Rony..."

Ela gemeu quando sentiu as mãos dele mergulhando por baixo da sua blusa e alcançando a pele quente.

"Homens gostam de achar que tem poder Hermione. Gostam de sentir que estão no comando. Deixe que eu me sinta no comando, ainda que você determine meus passos nas sombras, ainda que seja você que sussurre as decisões que eu vou tomar no meu ouvido, me deixe possuí-la. Deixe-me sentir-me como seu homem".

"Ah Rony..."

Ela gemeu de novo.

Ele subiu a saia dela e com precisão levou as duas mãos à fina calcinha que ainda a cobria. Rasgou-a sem dificuldades.

"Meu Deus...não podemos fazer isso aqui Rony...” – ela disse vacilante – “É perigoso".

"Não! É excitante, e você gosta".

Ele tomou de novo os lábios dela enquanto a sentia abrir sua calça e liberar seu membro pulsante.

"Agora Hermione, venha pra mim".

Ela nem pestanejou. Acomodou-se como podia no aperto do banco e sentou-se sobre ele permitindo ser penetrada.

Gemeram juntos.

Da maneira como foi possível eles se fundiram, o cheiro de sexo entorpecia suas mentes, o desejo extrapolando os limites.

Hermione iniciou uma dança louca no colo dele, completamente dominada pelo desejo que havia se obrigado a refrear durante a semana toda.

Rony a ajudava, segurando seus quadris, mexendo-se o pouco que podia e beijando-a como era permitido.

Hermione gemia descontroladamente, agarrou os cabelos ruivos dele e aumentou a pressão.

Rony repetiu seu gesto, embrenhando uma das mãos nos cachos castanhos e puxando-os fazendo com que ela descobrisse o significado da expressão "prazer e dor".

Com mais alguns movimentos precisos, Hermione deixou a cabeça arriar no ombro dele e mordeu o local abafando o grito quando o orgasmo a atingiu.

Tremeu quando sentiu Rony gozar como um louco dentro dela.

"Ah Rony..." – o gemido saiu abafado junto com um arquear de dor de Rony pela mordida.

Ela ficou ali, por vários minutos, sentindo a respiração dele falha, tentando se reencontrar.

Quando finalmente conseguiu levantar a cabeça e olhar nos olhos dele argumentou:

"Quer mesmo me dar momentos memoráveis para que eu nunca esqueça não é?"

Ele riu.

"Não era isso que eu tinha em mente quando me referi a algo inesquecível, porém, caiu muito bem."

"Convencido". – ela disse agora em tom de gracejo.

"Quanto aos momentos memoráveis... Sim, farei de tudo para marcar você como se fosse um ferro em brasa".

Ele a olhava intensamente.

"Será que alguém nos ouviu?"

"Bem provável” – ele riu – “Você não geme, você grita".

Levou um tapa.

"Seu filho da..."

“Olha a boca minha loba selvagem.”

"Palhaço".

Ele riu de novo.

"Posso subir com você? Minha camisa está estragada".

Ela fez uma careta para ele.

"Pode sim, mas só se...”

Ele arqueou a sobrancelha.

"Só se o que?"

"Só se me der mais alguns destes momentos memoráveis."

"As ordens, minha linda pervertida."