O Primeiro Beijo De Clarisse La Rue
4 Capítulo 3 – Drakons, quer dizer... Ares.
Notas iniciais
Aproveitem o novo cap. Já tá quase no fim *.*
Não achava que sair com alguém fosse uma coisa tão boa, quer dizer, alguns vão para o cinema, mas para beijar. Sério, se você pagou para ir assistir um filme, por que não assiste? Existem tantos lugares para beijar! Só comentando...
No dia seguinte, assim que chego à aula de História da Grécia Antiga, sinto olhares sobre mim. Não sei se são das meninas com inveja ou só o de Chris mesmo. ESPERA! Desde quando ele tinha aulas de História da Grécia Antiga? Não é possível que ele tenha mudado seus horários por minha causa!
Enfim, fingi não ter percebido e continuei andando para o meu lugar. Essa era a única aula que eu nunca fui perturbada por um monstro. O que é muito irônico porque ali eu aprenderia como matar um deles sem a brutalidade. Ou devia ser muito respeito pela Era de Ouro deles. Também era a única aula que eu realmente tentava lutar contra a dislexia e o TDAH. Talvez porque houvesse termos gregos e eu sempre precisava corrigir o professor. Sempre.
Enquanto Sr. Lekkos – o professor era grego mesmo... e precisava sempre ser corrigido. Pfft, mortais – falava alguma coisa fora do assunto de hoje, me acomodei na terceira cadeira da terceira fila. Praticamente reservada para mim desde que eu arranquei Macy Flick pelos cabelos depois de ela ter debochado dos meus coturnos.
Página 216: Drakons. Ah, esses são meus preferidos. Sempre foram. Cada um tinha uma característica muito tentadora para mata-los. Por exemplo, o da Lídia tem escamas muito duras e secretam ácido, mas seu ponto fraco são seus olhos. De qualquer forma, corte a língua de todos e você fica livre daquela queimação, como é o nome... banho de ácido ou corpo carbonizado. Isso.
– Por último e não menos importante, existiu o Drakon de Tebas. Homero cita em suas obras que este é filho de um deus forte, violento e sem piedade. Alguém se arrisca a dizer quem é?
O tempo passava e metade da turma já estava quase dormindo. Tic, toc, tic, toc.
– Ares – alguém falou o nome do meu pai, mas claro que eu já sabia que era ele – o drakon morreu pela espada de Cadmo, na cidade de Tebas. E não foi Homero que citou, foi Pseudo-Apolodoro, autor da Biblioteca, um conjunto de textos sobre mitologia grega.
– Ora, ora, acho que a Srta. La Rue conseguiu um companheiro para fazer correções a mim – deu para ver que ele ficou sem jeito e tentou mudar de assunto, mas, na boa, aquele garoto só pode estar me perseguindo.
Triiiiiim! O toque dizia que a aula tinha acabado e nossa tortura para com o Sr. Lekkos também.
Saindo da sala fui direto para o meu armário.
– Clarisse!
– E aí – não pude evitar sorrir.
– Então, só vim te avisar que hoje a gente vai para um restaurante ás 20h. Te pego às 19:30h, ok? Pon algo para que puedas bailar, muchacha.
Tudo bem, entendi algumas coisas que ele falou, afinal, mesmo para alguém como eu, espanhol não é tão difícil.
Algumas meninas estavam indiscretamente olhando para nós e dando risadinhas como retardadas, o que elas eram mesmo?
– Tão olhando o quê? Nunca viram pessoas conversarem? – praticamente gritei. A velha Clarisse estava de volta.
– Estavam só conversando mesmo? – e riram entre si e se voltaram pra seu grupinho.
O que mais aquilo poderia ter sido: cabras berrando? Personagens de Nárnia ganhando vida? Passei por elas em direção à entediante aula de Geografia e enquanto empurrava as patricinhas de encontro àqueles armários enferrujados comecei a imaginar o que poderia acontecer nesse encontro, espero que ele acabe sem que eu esteja 1) drogada; 2) bêbada ou 3)lutando com algum monstro. Muito bacana ter meu primeiro encontro arruinado por monstros.
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