O Primeiro Beijo De Clarisse La Rue

5 Capítulo 4 - Vamos para o La Bamba e... MONSTRO!


Notas iniciais
Desculpem a demora, glr. Espero que curtam o quase-final da fic. Muito obrigada pelos reviews, e, claro, vocês fizeram suposições. Não façam isso, fica sem graça. Enfim, aproveitem, bjos.

Comecei a me arrumar, tipo, 19h. Vasculhei meu guarda-roupa com muita preguiça. Decidi pegar uma blusa novinha do acampamento com uma calça escura e meus coturnos. Prendi meu cabelo deixando alguns fios soltos.

Me olhei no espelho e ele dizia que eu não estava boa. Não para a ocasião. Olhei no relógio e já eram quase sete e meia. Tirei todas as roupas do guarda-roupa e finalmente decidi usar o vestido que minha mãe comprou para mim. E eu disse que nunca usaria. Também calcei um sapatinho preto que me deixava mais feminina. Uau. Para completar peguei minha bolsinha e coloquei minha adaga e mais algumas coisas que talvez eu fosse precisar.

Decidi que já estava bom e radical o suficiente. E foi aí que o Rodriguez chegou.

Respirei fundo enquanto descia as escadas e abri a porta.

– Opa, cadê a La Rue? – ele me olhou dos pés a cabeça, avaliando.

– Cale a boca, Rodriguez – falei, dando um meio sorriso e um soco de brincadeira em seu ombro

Entramos no carro dele. Era impressionante, mas fiquei calada.

– Então, aonde vamos?

– Um restaurante de família, La Bamba. Ainda em que você resolveu colocar alguma roupa para dançar mesmo – ele me olhou de novo, mas com um pouco de malícia, deu para perceber.

– Apenas dirija.

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Chegamos ao La Bamba. Era um lugar majestoso, à exceção de alguns bonequinhos que faziam a propaganda do local, mas isso era o de menos. Por dentro, o ambiente era agitado, uma música bem dançante, que Chris depois me disse ser uma banda brasileira, mas que era apaixonada pelo idioma e formaram a banda.

Fui levada para uma sala reservada para nós. Depois daquelas portas parecia até nós estávamos isolados do mundo. Deuses! Não se escutava nenhum som!

Nos sentamos e conversamos um pouco, comemos de início enchildas de frango e piña colada. Como era bom!

O silêncio se instalou e tudo ficou um pouco desconfortável, mas logo que o garçom apareceu, Chris pediu em espanhol para pusessem alguma música. Só entendi as palavras "musica" e "nosotros".

Do nada ele começa a dançar, requebrando, e admito, era um charme vê-lo. Fiquei animada, mas minhas habilidades de dançarina se resumem a tropeçar nos pés. Nos meus pés, por isso eu raramente dançava alguma coisa. Eu raramente dançava.

Depois que o clima ficou mais descontraído ele me puxou para dançar El Dorado, do Capim Cubano. Era uma batida rápida, contagiante e... latina, definitivamente.

Só sei que depois da música, por falta de costume, eu estava meio assanhada, um "pouco" suada e completamente envolvida por Chris Rodriguez. Me ajeitei, ou pelo menos tentei. E em seguida ele fez mais um pedido. Pelas cuecas de Ares, se fosse mais comida eu ia explodir! E adivinhem só: pudim de café.

Eu nunca comi tanto na vida, especialmente comidas hispânicas, mas tudo estava valendo muito a pena.

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Às 10 p.m. a gente estava saindo do restaurante. Essa foi a noite mais agitada da minha vida. Em direção ao estacionamento, Chris não quis esperar que o "chofer", funcionário do restaurante, fosse buscar o carro para nós. Tudo bem, estou ficando tensa. Deuses!

Passos. Estávamos muito perto do carro. Muito perto. Tentei ficar calma. Respirei fundo. O.k.

– Então, ainda não entendi por que você está tão interessado em mim, Rodriguez. Acho que mereço uma explicação, não?

– Talvez, mas só depois disso — deuses, era agora!

Uma mão ele pôs na minha cintura e a outra, no meu rosto. Parecia até que tinha bebido fogo grego. Quando nossas bocas iam encostando uma na outra BOOOOOOOOOOM! Rugidos. Sons metálicos. MONSTROS AGORA!?

Notas finais
E então?! Toca a música de aleluia! E agora é só esperar o quinto cap.
Quero reviews!