O Preço da liberdade livro 2
13 O Trato do Coração
O quarto nupcial estava imerso na luz suave de poucas velas e no perfume das pétalas de jasmim espalhadas sobre o dossel de seda. O silêncio da noite só era quebrado pelo som distante da festa que ainda ecoava nos jardins e pela respiração compassada dos dois.
Marcos fechou a porta dupla com um estalo suave e girou a chave. Quando se virou, encontrou Diana parada perto da cama, a luz da lua delineando sua silhueta através do tecido fino do vestido de noiva.
Marcos aproximou-se lentamente, desfazendo o nó de sua gravata de seda. Seus olhos não eram mais os do Conde calculista; eram os de um homem que finalmente chegara ao seu destino.
— Você está tão bonita que chega a doer olhar, Diana — ele sussurrou, parando logo atrás dela. Suas mãos subiram pelos braços dela, sentindo a pele arrepiar sob seu toque.
Diana inclinou a cabeça para trás, encostando-a no ombro dele. Ela sentia o coração martelar contra as costelas, uma mistura de expectativa e o medo natural do desconhecido.
— Eu esperei por este momento... mas sinto que minhas mãos estão tremendo, Marcos.
Ele sorriu contra o pescoço dela, depositando ali um beijo lento que a fez soltar um suspiro trêmulo.
— Não há pressa, meu amor. Temos a vida inteira. Esta noite é apenas sua e minha. Nada de reis, nada de sombras. Apenas nós.
Marcos começou a abrir os pequenos botões de pérola nas costas do vestido. Cada centímetro de pele revelado era como um território sagrado sendo descoberto. Quando o vestido finalmente deslizou pelo corpo dela, caindo aos seus pés, ele a virou delicadamente. Diana estava apenas com suas roupas íntimas de renda branca, a pele alva brilhando sob a luz das velas.
— Você é perfeita — ele murmurou, a voz rouca de desejo.
Ele a pegou no colo com uma facilidade impressionante e a deitou sobre os lençóis de linho. Marcos livrou-se do resto de suas roupas, revelando o corpo forte e marcado por cicatrizes que contavam a história de sua sobrevivência no exílio. Diana o observou, maravilhada e intimidada pela força que emanava dele.
Marcos subiu na cama, posicionando-se sobre ela, mas sustentando o peso nos cotovelos para não sufocá-la. Ele começou a beijá-la — primeiro os lábios, depois o queixo, descendo pela linha do pescoço até o vale dos seios. Suas mãos exploravam as curvas dela com uma reverência quase religiosa.
— Marcos... — ela arquejou, as mãos perdidas nos cabelos escuros dele, puxando-o para mais perto. — Eu não sei o que fazer.
— Você não precisa fazer nada além de sentir — ele respondeu, subindo novamente para encontrar os lábios dela em um beijo mais profundo, mais faminto. — Eu serei gentil, Diana. Eu prometo.
A exploração tornou-se mais intensa. O toque de Marcos era experiente, mas carregado de uma ternura que acalmava os nervos dela. Ele usou a boca e as mãos para despertar sensações que Diana nunca imaginara existirem, levando-a a um estado de entrega total. Quando sentiu que ela estava pronta, que o desejo superara o nervosismo, ele se posicionou entre as pernas dela.
Ele parou por um segundo, olhando-a nos olhos, pedindo permissão silenciosa. Diana assentiu, segurando os ombros dele com firmeza.
— Olhe para mim — ele pediu, a voz sendo um sussurro de comando e carinho. — Quero que a última coisa que você sinta como senhorita, e a primeira como minha mulher, seja o meu amor.
Houve uma pressão inicial, um momento de resistência que fez Diana morder o lábio e fechar os olhos. Marcos parou instantaneamente, beijando o topo da cabeça dela, esperando que a tensão passasse.
— Respire, Diana. Estou aqui — ele murmurou.
Quando ela relaxou sob ele, Marcos avançou com uma suavidade decidida, selando a união de forma completa. Diana soltou um gemido baixo, uma mistura de dor e uma nova e avassaladora plenitude. Ele começou a se mover lentamente, em um ritmo que buscava o prazer dela antes do seu próprio.
O calor entre eles aumentou, os movimentos tornando-se mais urgentes à medida que a paixão os consumia. Diana sentia-se flutuar, cada estocada de Marcos parecia preencher não apenas seu corpo, mas os vazios de sua alma. Ela se sentia viva, selvagem e, finalmente, pertencente a alguém.
Quando o ápice chegou, foi como uma explosão de luz. Eles se seguraram um ao outro como náufragos em uma tempestade, os nomes sussurrados entre espasmos de prazer puro.
Minutos depois, deitados lado a lado, com os corpos ainda suados e entrelaçados, Marcos a puxou para o seu peito, cobrindo-os com o lençol.
— Agora você é minha — ele sussurrou, beijando a testa dela. — Minha esposa. Minha vida.
Diana sorriu, exausta e radiante. — E você é meu, Marcos Delavga. Para sempre.
Naquela noite, Lucca Lâfrer morreu definitivamente. O homem que restava era apenas o marido de Diana. Mas, enquanto eles adormeciam, a lua continuava a brilhar sobre Aethelgard, indiferente ao fato de que o amor deles acabara de se tornar o laço mais forte — e o mais perigoso — do reino.
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