O quarto nupcial estava imerso na luz suave de poucas velas e no perfume das pétalas de jasmim espalhadas sobre o dossel de seda. O silêncio da noite só era quebrado pelo som distante da festa que ainda ecoava nos jardins e pela respiração compassada dos dois.

​Marcos fechou a porta dupla com um estalo suave e girou a chave. Quando se virou, encontrou Diana parada perto da cama, a luz da lua delineando sua silhueta através do tecido fino do vestido de noiva.


​Marcos aproximou-se lentamente, desfazendo o nó de sua gravata de seda. Seus olhos não eram mais os do Conde calculista; eram os de um homem que finalmente chegara ao seu destino.

​— Você está tão bonita que chega a doer olhar, Diana — ele sussurrou, parando logo atrás dela. Suas mãos subiram pelos braços dela, sentindo a pele arrepiar sob seu toque.

​Diana inclinou a cabeça para trás, encostando-a no ombro dele. Ela sentia o coração martelar contra as costelas, uma mistura de expectativa e o medo natural do desconhecido.

— Eu esperei por este momento... mas sinto que minhas mãos estão tremendo, Marcos.

​Ele sorriu contra o pescoço dela, depositando ali um beijo lento que a fez soltar um suspiro trêmulo.

— Não há pressa, meu amor. Temos a vida inteira. Esta noite é apenas sua e minha. Nada de reis, nada de sombras. Apenas nós.

​Marcos começou a abrir os pequenos botões de pérola nas costas do vestido. Cada centímetro de pele revelado era como um território sagrado sendo descoberto. Quando o vestido finalmente deslizou pelo corpo dela, caindo aos seus pés, ele a virou delicadamente. Diana estava apenas com suas roupas íntimas de renda branca, a pele alva brilhando sob a luz das velas.

​— Você é perfeita — ele murmurou, a voz rouca de desejo.

​Ele a pegou no colo com uma facilidade impressionante e a deitou sobre os lençóis de linho. Marcos livrou-se do resto de suas roupas, revelando o corpo forte e marcado por cicatrizes que contavam a história de sua sobrevivência no exílio. Diana o observou, maravilhada e intimidada pela força que emanava dele.

​Marcos subiu na cama, posicionando-se sobre ela, mas sustentando o peso nos cotovelos para não sufocá-la. Ele começou a beijá-la — primeiro os lábios, depois o queixo, descendo pela linha do pescoço até o vale dos seios. Suas mãos exploravam as curvas dela com uma reverência quase religiosa.

​— Marcos... — ela arquejou, as mãos perdidas nos cabelos escuros dele, puxando-o para mais perto. — Eu não sei o que fazer.

​— Você não precisa fazer nada além de sentir — ele respondeu, subindo novamente para encontrar os lábios dela em um beijo mais profundo, mais faminto. — Eu serei gentil, Diana. Eu prometo.

​A exploração tornou-se mais intensa. O toque de Marcos era experiente, mas carregado de uma ternura que acalmava os nervos dela. Ele usou a boca e as mãos para despertar sensações que Diana nunca imaginara existirem, levando-a a um estado de entrega total. Quando sentiu que ela estava pronta, que o desejo superara o nervosismo, ele se posicionou entre as pernas dela.

​Ele parou por um segundo, olhando-a nos olhos, pedindo permissão silenciosa. Diana assentiu, segurando os ombros dele com firmeza.

​— Olhe para mim — ele pediu, a voz sendo um sussurro de comando e carinho. — Quero que a última coisa que você sinta como senhorita, e a primeira como minha mulher, seja o meu amor.

​Houve uma pressão inicial, um momento de resistência que fez Diana morder o lábio e fechar os olhos. Marcos parou instantaneamente, beijando o topo da cabeça dela, esperando que a tensão passasse.

​— Respire, Diana. Estou aqui — ele murmurou.

​Quando ela relaxou sob ele, Marcos avançou com uma suavidade decidida, selando a união de forma completa. Diana soltou um gemido baixo, uma mistura de dor e uma nova e avassaladora plenitude. Ele começou a se mover lentamente, em um ritmo que buscava o prazer dela antes do seu próprio.

​O calor entre eles aumentou, os movimentos tornando-se mais urgentes à medida que a paixão os consumia. Diana sentia-se flutuar, cada estocada de Marcos parecia preencher não apenas seu corpo, mas os vazios de sua alma. Ela se sentia viva, selvagem e, finalmente, pertencente a alguém.

​Quando o ápice chegou, foi como uma explosão de luz. Eles se seguraram um ao outro como náufragos em uma tempestade, os nomes sussurrados entre espasmos de prazer puro.

​Minutos depois, deitados lado a lado, com os corpos ainda suados e entrelaçados, Marcos a puxou para o seu peito, cobrindo-os com o lençol.

​— Agora você é minha — ele sussurrou, beijando a testa dela. — Minha esposa. Minha vida.

​Diana sorriu, exausta e radiante. — E você é meu, Marcos Delavga. Para sempre.

​Naquela noite, Lucca Lâfrer morreu definitivamente. O homem que restava era apenas o marido de Diana. Mas, enquanto eles adormeciam, a lua continuava a brilhar sobre Aethelgard, indiferente ao fato de que o amor deles acabara de se tornar o laço mais forte — e o mais perigoso — do reino.