O Preço da Ambição
14 Capítulo 14
Meses passam é fim de ano, Natal e Ano Novo, os preparativos nas casas estão a mil, nos mercados só falam em festas, sorrisos, músicas e os parentes que virão de outras cidades, estados ou países para festejar junto com esses, Othon e Arianna são os únicos que não têm o que comemorar, com quem comemorar, pai e filha estão sozinhos nesse mundo de milhares de pessoas. Rúbia está no mercado com Beatriz e Ferraz, ambos grávidos, ela caminhava com a cabeça baixa para decidir qual doce compraria, quando esbarrou com alguém.
— Oh, perdão. — Diz Rúbia, assustada.
— Rúbia? — Othon parecia surpreso.
— Oi.- Ela olhou para frente.
— Nossa, você está diferente. — Ele a encarava.
— Diferente como? — Ela parecia estar curiosa.
— Não sei, seus olhos... sei lá, nem sei por que estou dizendo isso. — Ele desconversou.
Ele ia saindo, porém ela o segurou, ele sim parecia diferente, os olhos caídos, sem brilho, ele estava definitivamente acabado, Arianna estava um pouco melhor do que ele, porém ainda sim estava mal, Rúbia sem que ninguém pedisse, lhes deu um longo e apertado abraço. Eles estavam tão surpresos que choraram com tal ato de amor, ela então os convidou para irem na sua casa e passarem as festas de fim de ano com ela e os amigos, Arianna sorriu e aceitou, vendo a felicidade da filha, Othon também aceitou o convite e resolveu ajudar com as coisas, mesmo que ela diga ao contrário, ele fez questão de acompanhá-los. Beatriz e Ferraz os encontraram e se apresentaram aos dois, a menina logo se emocionou com a novidade que acabara de ouvir e disse que seu sonho era ter um irmãozinho. Othon abaixou a cabeça e Rúbia mudou de assunto, perguntando coisas banais e hilárias, dando uma de doida literalmente, enquanto caminhavam com três carrinhos lotados de coisas.
— Aí, muito obrigado de verdade, acho que depois de anos, finalmente passarei um fim de ano divertido. — Agradeceu Arianna abraçada a Rúbia. — Eu queria te pedir desculpas pelo modo que te tratei quando minha mãe voltou.
Rúbia não falou nada, apenas abraçou-a fortemente, ambos saíram do mercado e seguiram seu rumo para que a noite se encontrem novamente, todos estavam dispostos a terminar o ano em paz e iniciar o próximo com felicidade e alegria. Ohana estava passando em frente amo mercado e viu a cena, seu irmão sorrindo junto da filha e de alguns amigos que ela não reconhecera de longe, ela encosta a cabeça no banco e lágrimas caem de seus olhos, saudades de estar com seu irmão, se conversar com ele, pena que deve fazer tudo o que sua mãe manda, afinal, para saber onde está seu filho que ela têm certeza que está vivo, pois é meus caros, nem sempre nossa linda e diva Ohana Fernandez foi desse jeito, ao sentir que Othon a olhava, ela desviou os olhos e seu com o carro, ele respirou fundo e balançou a cabeça, entrando no carro, ao lado de Arianna.
— Pai.... Já vi que vou amar esse natal. — Dizia ela animada e batendo palmas. — Papai, o que foi?
— Eu vi sua tia, ela parecia estar... chorando. — Ele ainda estava com a cabeça na irmã.
— Sério? A Ohana chorando? Essa é nova. — A menina ressaltou um pouco assustada.
— Sabe filha, sua tia não foi sempre assim. — Revelou ele para Arianna.
— Nossa pai, se bem que, nos meus livros sempre me mostram que as pessoas se tornam más por algum motivo, até mesmo a "Malévola" nunca foi tão má. — Ela se embaralhou para falar.
— Pessoas como a sua avó nascem pobres de sentimentos, mas a sua tia, foi diferente, arrancaram a sua felicidade a força. — Othon parecia lembrar de algo.
— E se a gente ajudar a tia? Ela poderia voltar a sorrir, vamos chamar a SR para ajudar. — Ela falava de forma misteriosa, como se tivesse planejando algo.
— SR ? — Pergunta Othon segurando o riso.
— Sim, a Super Rúbia, libertadora dos Fernandez. — Ela riu no final da frase e seu pai a acompanhou.
— Ai filha, só você mesmo, mais por que libertadora? — Ele estava perdido.
— Mais é tolinho mesmo, papai, ela te libertou, o senhor não é mais chato. — Disse a menina totalmente sincera. — Está até combinando festas, coisa que achei que fosse impossível.
— Filha, vamos embora, essa coisa de mercado afetou seu cérebro. — Ele ainda ria da empolgação dela.
Pai e filha seguiam pelas ruas daquela cidade que já estava em seu clima de natal, toda cheia de luzes, neve e muita, mais muita alegria, diferentemente de outras épocas do ano. No outro carro estavam os três amigos voltando para casa, Ferraz e Bia não paravam de falar do quanto Othon era diferente de como eles pensavam, também elogiaram muito a beleza e a educação da menina, que apesar de viver no meio de tanta gente rica e metida, é muito humilde e as coisas simples para todos.
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