Depois de um fim de semana sob as provocações de sua tia e os "comandos" de Paco, por fim ela está livre dos dois, já que seu pai está de volta, assim pensa Arianna ao ir até o aeroporto encontrá-lo, ela já havia recebido a notícia do novo relacionamento do pai e estava radiante, enquanto os outros morriam de inveja, ao voltarem para casa, ambos se assustaram ao ver uma pessoa amarrada diante da porta, era uma mulher, uma mulher muito bem conhecida por Othon e Arianna, o homem apesar de cansado, encontrou forças para correr até Sirena, enquanto a menina estava em choque sem saber como agir, ela estava ao lado de Rúbia que também admirava chocada, realmente ela não sabia o que fazer, assim como os outros, ela podia jurar que a moça estava morta.

— O que é isso? Quem fez isso com você? O que faz aqui? — O homem enche Sirena de perguntas, a mulher mostra-se traumatizada e chora desesperada.

— Calma Othon, não é assim que se faz, Arianna abra a porta, eu levo as coisas e seu pai a pega no colo, precisamos que ela se acalme em primeiro lugar. — Rúbia tomou a frente da situação e arrumou a solução.

Assim fizeram, ao entrar na casa ele já a colocou no quarto de hóspedes, enquanto Rúbia e Arianna preparavam um banho relaxante para Sirena, Othon estava atordoado com tudo o que se estava acontecendo ali diante de seus olhos, ele não tinha ninguém, vivia sozinho corroído pelas lembranças de um momento triste, no qual ele podia jurar ter perdido a sua mulher, por onde ela andou durante esses anos todos em que estava sumida, por que só apareceu agora, essas e muitas outras perguntas rondavam sua cabeça, ele deixa tudo ali parado e sai para o jardim e se senta no banco, olhando as águas calmas do córrego que passa por trás de sua casa.

— Hey! — Rúbia chama a sua atenção.

— Oi — Ele responde ainda olhando para o nada.

Ela senta ao seu lado e o faz olhá-la em nos olhos, a expressão de pensamentos inacabados estão destacados em seu cenho franzido, ela acaricia seu rosto, mas logo para, algo dentro dela, está dizendo para que ela se vá e deixe-os ali, Sirena voltou, já não tem mais lugar pra ela naquela família, ao se levantar para sair, Othon segura seu braço e em um leve puxão ele a faz voltar, porém agora ela senta em seu colo, aos poucos ele vai mudando seu humor e logo ele está calmo novamente, assim pode dizer a ela tudo o que está sentindo no momento, o homem estava por começar a falar, o casal foi interrompido por Arianna, o jantar estava pronto, a moça os chamou e entrou, ela parecia incomodada com a relação do pai com Rúbia, enquanto sua mãe estava ali precisando de ajuda, no jantar a cena foi um pouco tensa, todos calados, ouve-se apenas o barulho dos talheres se chocando com os pratos.

— AAAAAAAAAAAAAAAAH... AAAAAAAAAHHHH — Assim de repente Sirena começa a gritar, era um grito de dor, algo que não podia suportar.

Assustados com os gritos altos os três subiram correndo para o quarto onde ela estava deitada, a mesma agora limpa e sem nenhuma corda ou algo que a torture,as marcas de violência eram evidentes pelo corpo da mesma, essas marcas eram profundas e muitas vezes sobre outros hematomas mal cuidados, Rúbia então teve uma ideia, pediu para que Arianna fizesse uma mistura caseira e ótima para colocar sob os machucados, enquanto isso Othon e ela ficaram com a mulher.

— Rúbia, será que posso tentar falar com ela a sós? — Pergunta Othon.

— Claro. — Ela sai do quarto.

— É parece que você.... Foi deixada de lado. — Disse Arianna.

— Sim, parece. Eu vou embora, passe isso em cima dos machucados, é refrescante e cicatrizante, vai alivia-la. — Explicou a assistente.

Ela abraçou a menina e agradeceu pelo apoio, porém não podia competir com Sirena, além da mulher estar sofrendo por estar machucada, ela aquela era a casa, a família dela, aquele mundo era de Sirena e não seu, por isso deixou a casa e entrou em um táxi seguindo para o próprio apartamento, parece que tudo voltaria como era antes, ela uma simples assistente e ele seu chefe.