Notas iniciais
Este é o ultimo capítulo por hj, algo vai acontecer de muito importante e quero que prestem atenção e depois quero que digam o que acharam, bjs.

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Gina, preocupada e nervosa, bebeu o chá, perguntando-se o que podia fazer. As mentiras a incomodavam, embora fossem temporárias, e se a mãe de Brady seguia com a mesma atitude durante o jantar, a situação ia ser muito incômoda.

Serviria de algo soltar a verdade de supetão? Não, não podia fazê-lo. Embora tudo fosse culpa de Brady, devia-lhe certa consideração. Possivelmente o melhor seria falar o menos possível e lhe deixar a tarefa de explicar-se quando ela tivesse partido.

Alguém tinha subido sua mala, assim que colocou um singelo vestido de coquetel de cor dourado com faixas preta e, muito a contragosto, as sete e quinze desceu para sala. Brady a recebeu com entusiasmo, mas seus olhos denotavam preocupação.

Roupa da Gina: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=117874561&.locale=pt-br

— O que quer beber, querida?

— Um xerez seco, por favor.

— Charles, meu segundo marido, sempre opinou que o xerez era um aperitivo muito civilizado para antes de jantar — aprovou Heather. — Claro que, como estava no serviço diplomático, viajava com frequência, e quando éramos recém-casados passamos muito tempo na Inglaterra e no continente. Embora havia uma grande diferença de idade entre seu filho e o meu, os dois meninos... — interrompeu-se ao ver que abria a porta. — Ah, aqui vem meu enteado. Jake veem conhecer a namorada de Brady.

Gina deu a volta e se encontrou olhando diretamente aos verdes olhos de Jake Arkeman. O choque foi enorme, e mútuo.

Jake foi o primeiro em recuperar-se, mas passaram vários segundos antes que aceitasse a mão que ela tinha estendido automaticamente.

— Encantado, senhorita...

— Augustin — apontou Brady, Gina estava muda e paralisada. — Gina Augustin.

— Muito prazer, senhorita Augustin.

— Estou segura de que não é necessária tanta formalidade -interveio Heather. — Gina logo será parte da família — como se tivesse notado a tensão existente, apressou-se a continuar. — Passou um bocado para chegar até aqui. Primeiro ela e o casal com quem viajava ficaram isolados pela neve, depois o carro estragou e tiveram que passar a noite em um desagradável motel...

Ninguém fez nenhum comentário, e, sem saber o que fazer. Heather decidiu optar pelo prático.

— Temos tempo para tomar uma taça antes do jantar...

— Vou jantar fora — replicou Jake abruptamente. — Se me perdoarem, tenho que ir me trocar.

— O que lhe aconteceu? — perguntou Brady, sem dirigir-se a ninguém em particular, quando a porta se fechou atrás de seu irmão.

— Pode ser que a reunião no banco não foi tão bem assim — aventurou Heather. — Embora não está acostumado a deixar que essas coisas lhe afetem — voltou-se para Gina e lhe pediu desculpas. — Lamento que Jake tenha sido um pouco seco. Mas, por favor, não deixe que isso te incomode. Está pálida como uma morta — falou, preocupada.

Era uma descrição muito adequada, Gina se sentia como se lhe tivessem atravessado o coração com uma adaga.

— Estou bastante cansada — conseguiu murmurar.

— Não é de estranhar! E amanhã tem outra viagem pela frente. Pobrezinha. Assim que jantarmos deve se deitar.

Durante o jantar, Gina comeu como um autômato, ainda, em estado de choque. Embora tentasse atuar com normalidade e participar da conversação, depois não recordava nem do que tinham falado. Desesperada para ficar a sós, tentava aguentar, fosse como fosse, até poder retirar-se a seu dormitório. Assim que retiraram o café, Heather, obviamente preocupada com ela, foi em sua ajuda.

— Se quiser subir já, faça-o, querida. Já teremos tempo para nos conhecer e falar sobre o casamento na próxima vez que vier — abraçou-a. — Agora que já temos quebrado o gelo, espero que venha viver conosco quando se mudar para à cidade. Assim Brady e você poderiam estar juntos. Mas falaremos em outro momento, quando não estiver tão esgotada. Boa noite, querida.

— Boa noite — respondeu Gina com voz forçada, — e muito obrigado. É muito amável.

— Boa noite, anjo — disse Brady com cautela, vendo que seguia zangada, e lhe deu um beijo na bochecha.

— Não vai acompanhar Gina até o dormitório? — sugeriu sua mãe.

— Não é preciso, de verdade — protestou Gina e, despedindo-se de novo, saiu apressada.

Já no dormitório, sentou-se sobre a cama, esmagada de desespero. Como podia ter arriscado sua sorte nesse caso? Tinha sido uma estúpida ao não dizer toda a verdade a Jake. Se lhe tivesse falado de Brady, nada daquilo teria ocorrido.

Mas agora era muito tarde. Ele acreditava que Brady e ela estavam comprometidos e que tinha enganado a seu noivo deliberadamente. Quando se tinham olhado, tinha percebido o frio desprezo e a amarga condenação nos seus olhos..

Movendo-se como se fosse uma velha, tomou banho e se deitou. Embora o dormitório tivesse calefação central, ela aconchegada sob o edredom, tremia, dominada por um frio intenso e uma desolação tão profunda que não lhe permitia nem sequer chorar. O ansiado sono se negava a chegar e seguia acordada, olhando cegamente a escuridão quando a porta se abriu e fechou brandamente.

— Quem está aí? — sentou-se de repente e procurou o interruptor do abajur de noite.

Antes que o encontrasse, a luz se acendeu. Piscou e viu Jake de pé, apoiado na porta. Ainda usava terno e gravata borboleta, mas, apesar de seu elegante traje, parecia perigoso, tinha os lábios esbranquiçados e estava furioso. Sentou-se na beira da cama e ela, assustada, ficou sem respiração.

— Não tem nada que temer — disse, com um desprezo fulminante. — Agora que sei que tipo de mulher é, não sujaria as mãos com você.

— Por favor, Jake, me escute...

— Com quem dormiu ontem à noite? — cuspiu.

Ela fez uma careta de dor.

— Não te culpo por pensar o pior. Sinto muito...

— Nem a metade do que eu sinto — interrompeu ele grosseiramente. — É uma excelente atriz, Gina. Enganou-me por completo com seu ar de inocência. Cheguei a pensar que tinha encontrado a mulher que procurava — com os olhos frios como o gelo, acrescentou. — Grande impressão descobrir que não é mais que uma vagabunda.

— Não sou! — engasgou-se ela.

— Que outra coisa se pode chamar uma mulher que se deita com um homem ao qual acaba de conhecer enquanto está de viagem para encontrar-se com seu noivo?

— Mas não foi assim! Se me deixasse te explicar...

— Não vim para ouvir desculpas. Vim para deixar algo muito claro. Não te casará com Brady.

— Já lhe disse que não vou casar-me com ele.

— Alegra-me saber que ainda fica um pouco de vergonha. Ou é simplesmente porque descobri?

— Disse antes de saber que eram parentes — desesperada, continuou. — Pediu-me muitas vezes que me casasse com ele, ou que ao menos me comprometesse, mas nunca aceitei. Quando me suplicou que devia conhecer a sua mãe, concordei, mas lhe deixei muito claro que isso não significava que fosse dar o sim... Ainda não estava segura e depois de te conhecer, compreendi que não podia me casar com ele; disse assim que cheguei.

— Então, por que Heather te apresentou como sua noiva?

Com uma sufocante sensação de impotência, Gina tentou explicar.

— Porque, apesar do que lhe disse, Brady fez-lhe pensar que estávamos comprometidos. Quando me dei conta, zanguei-me com ele. Mas me suplicou que não dissesse nada que a desgostasse... Suponho que tinha a esperança de que mudasse de opinião.

A cínica expressão de Jake deixou bem claro que não acreditava em uma palavra.

— Quero que saia desta casa na primeira hora da amanhã — disse com suavidade letal. — Não quero voltar a te ver nunca mais. E a partir de agora, deixe Brady em paz. Se não o fizer, verei-me forçado a lhe contar o que ocorreu entre nós. E outra advertência mais. Eu sou quem controla o dinheiro. Se pensava se casar por dinheiro, esqueça. Nem Heather nem Brady têm dinheiro próprio; ele depende de mim para ter casa e trabalho... — ameaçou.

Não era estranho que às vezes Brady parecesse ressentido com seu irmão, pensou Gina vagamente.

— Acaba de encontrar o rumo nas Empresas Arkeman — continuou Jake — e me desgostaria ter que despedi-lo — resmungou. Deu-lhe as costas e abandonou a suíte, fechando a porta atrás de si.

Consciente de que era incapaz de permanecer ali um minuto mais, Gina saltou da cama. Soluçando, soluços secos e incontroláveis que lhe apertavam a garganta, vestiu-se e refez a mala tão rapidamente como pôde. Continuando, arrancou uma página de seu diário e rabiscou uma nota para Brady.

Querido Brady,

Tudo acabou entre nós. Tem que aceitar que não posso me casar com você, e recorda que nuca disse que o faria.

Sinto muito se feri a ti ou a sua mãe. Por favor, não tente entrar em contato comigo. Me esqueça.

Apoiou o pedaço de papel sobre o abajur, colocou o casaco, apagou a luz e, com a mala na mão, desceu as escadas sigilosamente. Iluminada pelo fraco e esverdeado resplendor da luz de segurança do vestíbulo, abriu a tranca da porta principal com as mãos tremulas e saiu à fria noite.

Quando chegou à calçada, um táxi passou ante a porta. Antes que levantasse a mão, o taxista a viu e parou imediatamente. Entrou no carro, tremendo como uma folha.

— Está doente? — perguntou o taxista, olhando por cima do ombro.

— Só tenho frio.

— Aonde vamos?

— Por favor, me leve a um hotel econômico mais próximo — os dentes lhe batiam com tal força que lhe resultou difícil articular as palavras.

Notas finais
De quem vcs acham que é a culpa?