Notas iniciais
Olá meninas, como vão? Espero que bem, pretendo postar mais um capítulo hj... Obrigada por lerem e deixarem recados sobre o capítulo...aqui vai mais um capítulo, está explicando o que aconteceu quando Jake e Gina se conhecem pela primeira vez...

Na sexta-feira seguinte iam para São Francisco. O senhor Wallace, diretor do hotel, e sua esposa, a gerente de Recursos Humanos, iam visitar seu filho, e se ofereceram para levá-la.

Estavam no fim de março, mas o inverno tinha sido especialmente rigoroso e ainda fazia muito frio. A viagem foi muito boa até que começou a nevar copiosamente. Levantou-se um forte vento e em questão de minutos se encontraram no meio de uma tormenta. Quase tinha escurecido, e as luzes do carro não chegavam a penetrar a densa cortina de neve. De repente, o senhor Wallace se desviou para a direita.

— Acredito que esta é a estrada que leva a centro termal de The Little Nell — explicou, interrompendo o protesto de sua esposa. — Se o for, pode ser que encontremos uma suíte para passar a noite.

— E se não for? — perguntou à senhora Wallace com voz tremente.

Ninguém respondeu.

Tinham avançado ao redor de um quilômetro quando viram luzes através da neve e todos suspiraram aliviados ao chegar à entrada do que parecia o edifício principal. Tiraram a bagagem e entraram. A área da recepção era imensa; o chão estava atapetado, havia inumeráveis tigelas cheias de flores frescas, móveis opulentos e vários lustres.

O senhor Wallace explicou a situação a elegante mulher que se encontrava atrás do balcão circular da recepção.

— Assim, se você tivesse uma suíte para a senhorita Augustin e outra para nós...

— Posso lhe oferecer uma suíte dupla para você e para sua esposa, senhor Wallace, mas temo que não temos nada livre para você, senhorita Augustin. Mas, por certo, pode utilizar um sofá de uma das salas de estar.

Gina estava a ponto de lhe agradecer e aceitar; quando ouviu uma voz grave e categórica a suas costas que se dirigia a recepcionista.

— Acredito que poderemos lhe oferecer algo melhor, senhorita Deering.

Gina deu a volta e viu um homem alto, de costas largas, vestido com roupa informal de bom corte. Tinha o cabelo castanho claro e seus olhos, beirados por espessos cílios, eram de uma assombrosa cor verde dourada. A rigor, não podia dizer-se que era bonito, mas a dureza de suas feições fazia que seu rosto fosse extremamente atraente, tanto que Gina não podia deixar de olhá-lo fascinada.

Além de ser de aparência agradável, tinha um ar de poder e autoridade inata que, como ela não demorou a comprovar, atuava como um potente afrodisíaco.

— Sou Jake Arkeman — apresentou-se, e se voltou para a recepcionista. — Por favor, se encarregue de que alguém leve o senhor e a senhora Wallace a sua suíte.

— Você me acompanha, senhorita Augustin? — sugeriu. Agachou-se para recolher sua mala e quando se ergueu seus olhos se encontraram e sorriu.

O feitiço foi instantâneo, parecia coisa de bruxa. Se o era, ele também tinha caído sob seu feitiço; ela o notou nos olhos.

Confundida e enrubescida, seguiu-o até uma porta que, ao abrir-se, deu passagem a uma luxuosa suíte. Entraram em uma elegante sala de estar, e Gina reconheceu um dos quadros, um Monet.

— Isto parece um apartamento particular.

— Sim é.

— Seu? — adivinhou.

— Correto — disse ele com um grande sorriso que quase a derreteu.

A razão a preveniu de que, sentindo uma atração passageira, Jake Arkeman não poderia interessar-se por ela; uma gordinha e sem nenhum atrativo, que viesse a despertar algo nele. Repreendeu-se duramente por estar comportando-se como uma tola e tentou recuperar o controle. Em primeiro lugar, ele devia ter quase trinta anos, assim era muito provável que estivesse casado. Era uma idéia francamente desagradável, mas que não podia ignorar.

— Sua esposa não se incomodará de receber uma hóspede inesperada? — disse, sem poder evitá-lo.

— Não sou casado — respondeu ele, movendo a cabeça de lado a lado.

— Suponho que é o diretor do centro, não? — perguntou rapidamente, para ocultar o alívio que lhe produziu sua resposta.

— Sou o dono — replicou com simplicidade.

— Ah — exclamou.

Devia ser muito rico. Isso o situava por completo fora de seu nível. Escondendo a desilusão, Gina decidiu que era melhor sabê-lo. Assim não se faria falsas ilusões de chegar a conhecê-lo melhor.

Ele abriu uma porta que dava a um dormitório muito bem mobiliado, com banheiro.

— Acredito que se sentirá cômoda aqui.

— Não me estará cedendo sua própria suíte? — perguntou ela incômoda.

— Não. Meu dormitório é o que está à direita — com um brilho nos olhos, acrescentou. — Mas o seu tem uma boa tranca.

— Não acredito que precise utilizá-lo — replicou ela com calma, ao compreender que tentava tocar o seu cabelo.

— Tens sotaque irlandês não?

— Sim, nasci na Irlanda, mas vivo nos Estados Unidos há alguns anos.

— Imagino que o temporal lhes pegou desprevenidos. De onde vêm?

— De Condado Pitkin, íamos a São Francisco. Mas teria sido impossível chegar esta noite.

— E também amanhã, temo. Teremos um temporal. Acabo de ouvir que há muitas estradas fechadas e algumas linhas telefônicas não funcionam. Tudo vai ficar paralisado ao menos vinte e quatro horas.

Seus patrões deveriam sentir-se incomodados, zangados que aquele temporal estragar seu fim de semana. Mas ela, sentiu uma agradável excitação ao pensar que poderia ficar no luxuoso apartamento de Jake um dia mais.

— Então é uma sorte que não nos tenhamos ficado presos no carro — comentou atropeladamente, ao notar que ele a olhava.

— Todos os invernos ocorre que alguém fique gravemente ferido. Se as pessoas tiverem tomado às precauções adequadas, dá tempo de serem resgatados a tempo — com o rosto sério acrescentou, — mas geralmente a ajuda está acostumada chegar muito tarde para os pouco precavidos.

— Acredito que o senhor Wallace está acostumado a viajar no inverno — Gina estremeceu. — Mesmo assim, tivemos muita sorte de estar perto daqui.

— Certamente que sim — assentiu ele. — Agora, se me perdoar, tenho alguns assuntos pendentes, assim deixarei que se instale — foi para a porta e uma vez ali se voltou. — Quer jantar comigo esta noite?

— Obrigado, eu gostaria — disse ela, com o coração acelerado.

— Enquanto isso, pode utilizar as instalações do centro. Possivelmente gostaria de relaxar no salão de beleza: uma sessão de aromaterapia ou uma massagem?

— Bom, não sei...

— Se não lhe atraem esse tipo de coisas e preferir fazer um pouco de exercício, há uma academia muito bem equipada e várias piscinas.

— Nadar um pouco seria maravilhoso, mas não trouxe traje de banho — lamentou-se ela.

— Verei o que posso fazer — sorriu, e saiu da suíte.

Foi como se apagasse a luz. Mas iam jantar juntos. Só essa idéia a consolou e a encheu de júbilo.

Notas finais
Muitas coisas ainda estão para acontecer e espero que gostem.