Notas iniciais
Olá meninas como vão? Estou muito feliz, está semana apesar de ter provas todos os dias, consegui passar no exame prático o Detran e agora é só pegar a minha carteira de habilitação. Gostaria de saber o que estão achando da fic, os seus comentários são muito importantes para mim, e assim eu sei o que devo escrever, e que tem que ser melhorado e etc. Mesmo assim obrigada por lerem.

Quando chegaram à cascata, não havia um só carro à vista. O céu parecia ainda mais ameaçador e a estrada estava coberta com uma capa de neve recém-caída. Mas, inclusive através da neve, que caía com força, Bright Angel estava espetacular. Gina, sob o guarda-chuva que Jake tirou do carro, ficou ensimesmada.

— Ficaria aqui durante horas, mas deve ser tarde e estou começando a ficar com frio — disse, e começaram a lhe bater os dentes.

— Sim, acredito que é hora de descermos — Jake abriu a porta do carro e a ajudou a subir, depois fechou o guarda-chuva e o jogou no porta-malas.

O caminho se fez muito comprido, o vento se converteu em uma tempestade de neve. Multidão de flocos revoavam ante as luzes do carro e o limpador de para-brisas, rápido e potente, não podia manter o vidro limpo.

— Acredito que está piorando — Gina não podia ocultar seu desgosto.

— É verdade — Jake estalou a língua. — Mas não há razão para preocupar-se.

Ele soava completamente despreocupado.

— Não seria mais seguro parar? — insistiu ela, recordando o precipício de mil e oitocentos metros que ladeava a estrada.

— Não na estrada. Se a tormenta continuar, poderíamos ficar presos no carro e morrer congelados.

— Não podemos nos refugiar em algum lugar?

— É isso que eu pretendo. Quase chegamos.

— No Sky Windows?

— Não. Fecham todo o complexo durante a noite.

— Oh... Há um hotel na estrada?

— Temo que não seja nada tão adequado.

— Onde então?

— Recorda que te contei que tinha comprado uma casa nesta região? E que a estava reformando...? Sim, aqui estamos...

O carro abandonou a estrada e começou a subir. Gina não via mais que neve, mas depois de percorrer uns cem metros, Jake girou e parou o carro. Não se via nenhuma luz.

— Quer dizer que não há ninguém? — a voz de Gina soou estridente e assustada.

— De momento não. Contratei a governanta anterior e a seu marido, mas estão de viagem, vão passar o Natal e Ano Novo com seus familiares. Tinha operários até ontem; estão instalando um sistema de calefação novo, assim que o lugar parecerá um caos. Mas ao menos estaremos resguardados durante a noite.

— Mas, o que acontecerá com Suzannah? — perguntou Gina preocupada. Não pôde evitar que sua voz refletisse o pânico que lhe produzia ficar isolada com Jake em uma casa vazia.

— Não se preocupe; cuidarão bem dela. Deixei instruções para que, se parecesse que íamos chegar tarde, a babá de mais experiência, Gladys, a deitasse e ficasse com ela até a nossa volta.

Saiu do carro, ajudou Gina a descer e, rodeando-a com um braço, a conduziu até o alpendre. Ouviu-se o barulho de uma chave, acendeu uma luz e entraram em um amplo vestíbulo. A casa, que parecia bastante grande, era de um só piso.

— Por aqui — a guiou.

Chegaram a uma espaçosa sala com cozinha, comodamente equipado. Ao fundo havia um aquecedor a lenha. Apesar de que se notava que estavam fazendo obras, a primeira impressão era muito acolhedora.

Jake se aproximou do aquecedor, acendeu um fósforo e começou a alimentar o fogo. Ela ficou parada, indecisa, e ele se voltou e a olhou.

— Logo se aquecerá, pode tirar o casaco — disse. Ela obedeceu, e ele aproximou uma poltrona do aquecedor. — Sente aqui — sugeriu. — Enquanto vejo quais dormitórios estão habitáveis prepararei uma bebida quente. Está com cara de quem precisa de uma.

Gina sentiu-se presa e indefesa. Tiritando, considerou que o mais estranho era que, apesar do passar do tempo e de quanto ela havia mudado fisicamente, seguia existindo uma forte química sexual entre eles. Teve desde o primeiro momento; intensa e irresistível, havia perdido a razão, e todas as reservas. Mas enquanto ele só sentiu desejo, ela o olhou e se apaixonou perdidamente.

Por Brady, em troca, nunca conseguiu sentir mais que afeto e certa pena. Havia tentado não recordar o passado, mas de repente não pode mais, suas recordações a invadiram como uma maré...

*************

Recordou sua graduação, e sua solidão depois da morte de seus pais. Saiu da universidade sem ter um lar e quase sem dinheiro, mas convencida de que desejava ser babá.

Desde menina sempre a haviam chamado de Gina e seu nome completo, Gina Suzannah Kurt-Augustin, lhe pareceu muito comprido quando começou buscar trabalho. Decidiu esquecer o Kurt, o sobrenome de solteira de sua mãe, e chamar-se Gina Augustin.

Gina descobriu muito cedo que não era fácil encontrar trabalho. Embora muitas famílias solicitavam uma babá, todas queriam alguém com experiência. Uma amiga da faculdade lhe ofereceu alojamento temporário, mas, como se sentia em dívida e o apartamento era minúsculo, no final decidiu aceitar algo que lhe convinha.

Ofereceram-lhe um posto como administradora no Hotel Gresham, em Pitkin, um condado ao norte de The Little Nell, e Gina se mudou para lá. Ali, uma manhã de novembro, tropeçou-se com o homem mais bonito e romântico que já tinha conhecido.

[Brady]

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Magro, com o cabelo castanho e encaracolado, olhos cor de avelã, e um rosto fino e sensível, parecia um poeta. Apresentou-se como Brady Newman e a convidou para almoçar. Deram-se muito bem e nessa noite, quando ela terminou de trabalhar, levou-a ao teatro. Esse foi o primeiro dia de muitos. Embora ele vivesse e trabalhasse na cidade de São Francisco, viajava para Aspen quase todos os fins de semana, porque gostava de escapar da cidade.

Logo descobriu que era veemente e nervoso, e que tinha uma veia profundamente melancólica, que ocultava sob seu encanto superficial. Isso fazia que fosse ainda mais fascinante e misterioso.

Quando chegaram as férias natalinas, Brady reservou um quarto no hotel para que pudessem passar juntos o maior tempo possível; em janeiro lhe pediu que se casasse com ele. Ela o rechaçou com a desculpa de que era muito cedo para formalizar a relação, mas ele continuou pressionando-a por carta e por telefone, cada vez com mais insistência. Durante sua visita seguinte lhe deixou claro que não gostava que a importunasse.

— Sinto muito, Gina, tentei ser paciente, de verdade... — desculpou-se ele.

Em um sentido, ao menos, era verdade e o aborrecimento de Gina desapareceu. Além de ser uma agradável companhia, era amável, carinhoso e a respeitava. Tinha-a abraçado e beijado muitas vezes, mas, a diferença de muitos dos homens que tinha conhecido, nunca tinha tentado levá-la para cama. Estava muito agradecida por isso; porque, depois de uma experiência muito desagradável quando só tinha dezessete anos, receava os homens.

— Se ao menos concordasse a se comprometer comigo — suplicou Brady. Tinham mais ou menos a mesma altura e Brady apoiou a testa contra a dela. Ela sentiu uma ternura quase maternal, mas não estava disposta a aceitar enquanto a insegurança a dominasse.

— Prefiro não me comprometer até estar segura de meus sentimentos.

— Se depois decidir mudar de idéia, entenderei.

— Acredito que é melhor esperar. Entre outras coisas, mal nos conhecemos — objetou ela, movendo brandamente a cabeça de lado a lado.

— Como podemos nos conhecer melhor quando vivemos tão longe um do outro? — queixou-se ele. — Se viesse a São Francisco... Uma vez me disse que você gostava de São Francisco.

— Eu gosto. Mas necessito de um trabalho e um lugar onde viver.

— Escuta. Grandalhão, meu irmão mais velho, é construtor, e suas posses na cidade são consideráveis... — Brady, que dava a impressão de estar ressentido com seu irmão e de reverenciá-lo ao mesmo tempo, sempre o chamava de Grandalhão. — E se lhe pedir que encontre um trabalho para você em um de seus hotéis ou em seus escritórios? Eu trabalho para ele, inclusive poderíamos conseguir trabalhar juntos se ele...

— Não, não me parece bem — interrompeu ela com decisão. — Se voltar à Califórnia, eu gostaria de encontrar algo eu mesma.

— Quando terá o próximo fim de semana livre? — perguntou Brady depois de dar um suspiro.

— O final de semana que vem.

— Então vem para conhecer a minha mãe — disse, tomando-a pela mão. — Grandalhão está viajando, assim que é uma oportunidade ideal. Pode ficar dois ou três dias e assim os conhecerá.

— Mas, sua mãe...?

— Minha mãe ficará encantada! Desde que acabei a universidade está me chateando para que eu encontre uma noiva — apressou-se a contestar. Gina o olhou em dúvida. — Verdade, é como a maioria das mães. Está desejando que me case e lhe dê netos. Veem, por favor. Te receberá com os braços abertos.

— Tudo bem — concordou Gina, sem convicção. — Mas não deixe que ela faça uma idéia equivocada. É só uma visita amistosa. Não prometo nada.

Notas finais
Vai começar a contar o que aconteceu no passado de Gina, então vcs vão descobrir o que aconteceu com ela... att.