O Preço do Amor
6 Quem é você, Caroline?
Notas iniciais
Depois de horas de analise e muita discussões finalmente haviam chegado a um acordo. O disfarce de Caroline precisava ser minuciosamente analisado, não poderia haver nenhuma falha. Nem mesmo um pequeno buraco, onde Klaus pudesse perceber e suspeitar de algo ou dela. Tudo tinha que estar perfeito para que ela pudesse colocar o plano que todos haviam trabalhado em pratica.
Katerine como uma ótima hacker que era conseguiu mudar muitas coisas e apagar diversas outras do histórico de vida da loira.
Caroline Forbes agora era uma mulher de vinte e quatro anos, solteira, órfã de pai e mãe e formada em Evento e Publicidade. Havia saído de sua cidade Natal para vir trabalhar em uma das melhores Empresas de Evento em Nova Orleans, o que no fim não dera certo e estava desempregada. Porém, não quis voltar a sua cidade natal, porque as lembranças de sua mãe em fase terminal de câncer não era agradável. Seu histórico na policia havia sido apagado definitivamente, os documentos que comprovavam que ela era formada em Pericia de Cenas de crimes também, seus cursos extra curriculares de Agente Especial e tiros simplesmente nunca existiram. Tinha a ficha limpa e tudo que ele conseguiria dela, era saber o que ela gostaria que ele soubesse. E a partir de agora ela estava sozinha para lhe dar com a Máfia. A loira simplesmente não poderia contatar ninguém da Policia, afinal Klaus tinha olhos em todos os lugares e era muito arriscado.
Eles simplesmente não poderiam usar os métodos tradicionais com Klaus, afinal ele era o homem mais poderosos e inteligente, então simplesmente eles tinha que deixar Caroline entrar para Mafia. Não poderia ser apenas um disfarce qualquer a loira teria que mergulhar de cabeça em uma vida extremamente arriscada. Nada de câmeras ou escutas, nada. Porque Klaus simplesmente entenderia. A loira tinha que conquistar a confiança dele e ser capaz de qualquer coisa para que pudesse obter informações precisas e definitivas para coloca-lo na cadeia de uma vez por todos e destruir essa facção criminosa.
Em outras palavras, Caroline teria que virar uma mafiosa para isso. Mesmo depois de ter noção de todos os riscos que sabia, mesmo sabendo tudo que poderia ter que fazer para conseguir conquistar seu objetivo ela não recuou. Caroline estava disposta a fazer tudo que era necessário para ser sucedida em sua missão.
Então, depois de uma semana de preparamento e muita correria, ela finalmente coloria o plano em pratica. Como Caroline havia dito, ela deixaria que Klaus se aproximasse dela, então ela não poderia simplesmente ligar para ele. O homem era esperto e sabia ser estrategista então, a loira precisava sempre estar um passo a frente.
Por isso naquela noite ela estava perfeitamente impecável. Vestia uma calça de couro apertada, demarcando todas as suas curvas e uma blusa branca de chifom larguinha, um decote generoso e, como estava frio havia colocado uma jaqueta de couro por cima. Usava saltos altos, seus cabelos estavam escovados e impecáveis e seus olhos verdes estavam realçados por uma sombra esfumaçada preta.
Incrivelmente bonita e sexy. E foi assim que Caroline saiu do seu apartamento a caminho do centro.
Ao contrario da semana passada hoje ela não conseguia admirar as obras de arte. Simplesmente sentia-se nervosa e ansiosa demais para isso. Tudo que ela queria era que seu plano funcionasse.
Tinha que funcionar. Ela tinha que encontra-lo mais uma vez.
Suspirou, balançando a cabeça e entrando no mesmo bar que estivera quando se viram pela primeira vez. Pode sentir os olhos de alguns homens a observarem muito atentamente e sentiu-se um pouco desconfortável com isso, mesmo assim continuou andando em direção ao balcão de forma despreocupada.
Sentou-se no mesmo banco que estivera antes. O mesmo homem se aproximara com um sorriso amarelo no rosto para lhe atender.
Kol Mikaelson. Irmão de Klaus, a Policia não sabia ao certo no que o homem se encaixava na Máfia. Isso seria Caroline que iria descobrir se seu plano funcionasse.
– O que vai querer essa noite, loira? — Ele sorriu ao olhar nos olhos da moça. Caroline deu de ombros e sorriu amigavelmente.
– Vodca. Pura.
Kol sorriu e virou-se em direção as pratilheiras pegando uma garrafa, virou-se novamente e sorriu depositando a mesma sobre o balcão, pegou um copo e entregou a ela.
Caroline soltou um sorrisinho e pegou a garrafa despejando um pouco do liquido no copo. Virou o mesmo rapidamente, deixando uma pequena careta surgiu ao sentir o álcool queimar sua garganta.
– Noite ruim? — Kol atreveu-se a perguntar. Ele percebera a agitação explicita na mulher.
– Semana ruim. — Deu de ombros, voltando a encher seu copo. Seu olhar atento divagava ora o outra pelo bar a procura de dois pares de olhos azuis do mau. Suspirou frustada depois de duas horas de espera. Nem sinal dele.
A loira já havia entornado metade da garrafa de vodca e nada de Klaus aparecer. Talvez, Katerine estivesse certa.
Talvez fosse idiotice esperar que ele fosse aparecer. Caroline deu de ombros a contra gosto e voltou a tomar sua bebida com afinco.
– Você deveria ir com calma... — Kol havia desaparecido das vista de Caroline a algum tempo consideravelmente longo. Ela sorriu dando de ombros. — Diga Caroline quem foi o idiota que quebrou seu coração?
A loira sorriu arqueando a sobrancelha levemente.
– O que te leva a crer que alguém quebrou meu coração?
Kol soltou um sorriso encantador e fitou os olhos dela por algum segundos.
– Só a dois motivos que fazem uma mulher bebe tanta vodca em uma unica noite, loira. — Ele deu uma pausa dramática, obtendo um sorriso de incentivo dela. — Um: um cara a magoou e quebrou seu coração ou Dois: Ela levou um bolo.
A loira soltou um sorriso alegre e fitou os olhos de Kol. Ele era um rapaz muito bonito. Quem o olhasse assim, trabalhando atras de um balcão de bar sendo até simpático jamais poderia imaginar que ele era da Máfia.
– Não tem uma terceira opção? — Ela perguntou sorridente, enquanto Kol pensava durante algum tempo.
– Viciada?! — Ele deu de ombro. — Se quer saber minha opinião, eu acho que você se encaixa na segunda opção, sabe.
Caroline fitou o homem com atenção nesse momento esperando que ele continuasse a falar.
– Embora, eu suponha que o cara nem imagina que o fizera. — Ele sorriu abertamente, enquanto a loira sentia o medo surgir aos poucos em suas estranhas. Será que ela fora descoberta?
– Ei, relaxa. — Ele disse calmamente, enquanto enchia um copo com a bebida da loira. — Se você quer saber, a maioria das noites que ele esta livre, ele vem aqui. Só que você foi infeliz no dia, ele viajou a negócios. Afinal, antes que pense besteira, Klaus é meu irmão.
Caroline suspirou mandando o nervosismo embora.
– O que te leva a pensar que vim atras do teu irmão? — Ela perguntou rapidamente, enquanto batuca com os dedos no balcão.
– Eu vi como você olhou pra ele outro dia... — Ele deu de ombros com um sorriso malicioso nos lábios. — Você é uma garota esperta, não queria ligar para não dar o braço a torcer, então, simplesmente arriscou voltar ao lugar que o encontrará. Acertei?
– Talvez. — Ela respondeu brevemente, terminando de tomar sua bebida. — De qualquer forma eu preciso ir embora.
– Claro. — Kol sorriu e retirou o copo do balcão, quando a loira fez menção de pagar a conta o mesmo recusou fielmente.
– E por conta da casa. — Pela milésima vez o homem falava, Caroline bufou contrariada e desistiu de insistir.
Durante cinco dias sua rotina se tornara a mesma. Acordava tarde por conta da hora que ia dormi, tomava aspirinas para controlar a dor de cabeça, conversava brevemente com Elena e Ian ao telefone, e ficava presa em tarde longas e exaustivas em seu pequeno apartamento. Durante a noite arrasava na produção e ia ao mesmo Bar beber sozinha.
E pela sexta noite consecutiva lá estava ela, com uma garrafa de vodca no fim e com suas esperanças se esvaindo lentamente pelo visível fracasso que tudo aquilo se tornara. Meia- noite e meia e nada de olhos azuis intensos do mal, a loira suspirou profundamente e deu de ombros cansada. Deixou algumas notas que pagariam sua bebida, já que se ela pedisse a conta Kol lhe negaria novamente e saiu do Bar porta a fora.
A loira caminhava lentamente por entre a Praça Principal do Centro observando as belezas daquela cidade. Os artistas empolgado traçando suas obras com afinco, as barraquinhas com artesanatos cheia de peças interessantes e de personalidade.
Caroline parou em frente ao um jovem pintor que traçava traços perfeitos de um rosto de uma bela mulher, algum tempo se passou e ela nem ao menos se dera conta do mesmo. Um homem parou atras da mulher e ela sentiu um formigamento conhecido se espalhar lentamente pelo seu corpo. Klaus.
– Boa noite, sweet. — Sua voz rouca e intensa soou próximo a ela, fazendo com que seu coração batesse descompassado em seu peito. Ela vinha esperando ouvir sua voz a alguns dias. — Você deve imaginar a minha frustração ao chegar no Bar e não vê-la lá. Já que claramente você tem se tornado uma cliente fiel.
Um sorriso brotou nos lábios rosados de Caroline e ela virou-se lentamente para Klaus. Havia um sorriso inocente brincando em seus lábios finos.
– Olá estranho. — Ela sorriu dando de ombros e voltando a fixar seus olhos no pintor que continuava a pintar tranquilamente.
– Você gosta de arte, amor? — Klaus deu alguns passos a frente ficando ao seu lado. Seus olhos acompanhava os traços perfeccionistas do pintor.
– Não entendo nada, embora, saiba apreciar algo bonito. — Deu de ombros. — Acho que é perigoso ficar perto de artistas com olhos tão atentos sabe...
– Perigoso? — Ele arqueou levemente as sobrancelhas curioso.
– Sim. Eu acho que eles conseguem enxergar coisas ocultas... Pintores são conhecedores de almas alheias. Eles vêem o que olhos normais não enxergam, Klaus.
O homem sorriu abertamente ao ouvir seu nome sair da boca dela.
– Afinal, quem é você, Caroline?
A loira deu de ombros e sorriu de canto de lábios.
– Isso eu te desafio a descobrir. — Ela riu enquanto se perdia na imensidão azul assombrosa que seus olhos eram.
– Estou ansioso para isso, sweet.
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