O Preço da Volta
8 Capítulo 8 - A proteção de quem nos ama...
Notas iniciais
Frannie ajustava os punhos de sua camisa social azul-marinho quando um ser pequenino adentrou seu quarto como um foguete.
— Bom dia, mamãe. — A loirinha pulou na grande cama de casal.
— Bom dia, minha princesinha. — Caminhou até a cama. — Tomou banho? — Sentou-se ao lado da filha e a viu assentir animada. — Então deixe-me ver se está cheirosa. — Sorriu sapeca, agarrando o pequeno corpo de quatro anos e cheirando o pescoço branco, ouvindo a filha gargalhar.
— Para, mamãe, faz cócegas! — A garotinha mexia as perninhas enquanto ria e segurava com suas mãos pequenas os ombros de Frannie.
— Desse jeito você vai acabar amarrotando o vestido que Kate escolheu. — Cassandra adentrou o cômodo sorrindo abertamente.
— Está bem. — Frannie afastou a cabeça do pescoço cheiroso da filha. — Mas me dê um beijo antes. — Pediu fazendo um biquinho.
— Só porque eu te amo. — Kate segurou o rosto de Frannie e beijou-lhe a ponta do nariz e em seguida suas bochechas.
— Está animada para conhecer sua tia? — Cassandra perguntou enquanto sentava ao lado da esposa, deixando Kate no meio de ambas.
— Estou. — A loirinha sorriu largamente. — Ela é loira como nós?
— É bem provável meu amor. Nossos pais são loiros. — Alisou o rosto delicado.
— E será que ela vai gostar de mim? — Perguntou receosa.
— Ela vai amar você. — Cassandra sorriu amorosa. — Você é linda, inteligente e muito carinhosa. — Beijou os cabelos dourados. — Agora vamos tomar café. Em breve ela chegará aqui.
— Vamos! — Kate saltou da cama, passando as mãozinhas no vestido branco com estampa floral e ajeitando a tiara de lacinho na cabeça.
Frannie olhou para a esposa e beijou-lhe os lábios demoradamente.
— Estou com medo. — Sussurrou.
— Você está aqui. Eu estou aqui. Judy não fará mal à Lucy. — Cassandra garantiu, beijando a mão de Frannie com devoção.
— Eu espero. — Murmurou pensativa, beijando a esposa novamente e levantando-se, saindo do quarto com a esposa e filha.
...
Quinn ressonava tranquilamente na cama de casal que possuía nos fundos do jatinho. Depois de Rachel insistir que a namorada estava com a aparência cansada e praticamente arrastar a loira para deitar-se, Quinn dormiu quase no mesmo minuto.
A morena velou o sono da namorada por quase uma hora, antes de levantar-se com cuidado, beijar-lhe a cabeça e ir para o lobby, onde todos estavam.
A morena ainda estava encantada com o design do lugar. As poltronas eram de um couro branco e Rachel tinha certeza que poderia passar a vida toda sentada nelas.
O piso era de uma madeira polida clara e as paredes em tom neutro.
— Como ela está? — A latina questionou preocupada, assim que Rachel apareceu em seu campo de visão.
— Dormiu assim que deitou. — Suspirou e sentou-se na poltrona ao lado de Puck.
— É muita pressão para uma garota da idade dela. Para todos vocês que estão envolvidos. — Emma comentou calmamente. A mulher era simplesmente simpática e acolhedora em seu modo de falar.
— Essa situação mal começou e eu já quero que acabe. — Rachel retrucou.
— Vai demorar um pouco. — William manifestou-se. — A morte do presidente e patriarca da família Fabray está em todos os jornais e noticiários. Não me comuniquei muito com Judy, mas Frannie disse-me que ela não está normal.
— Como não está normal? — A latina perguntou.
— Judy é egoísta, soberba e a pessoa mais ambiciosa que já conheci. Passou sua vida casada com Russel e não herdou nada no testamento de seu marido. Ela depende da filha mais velha que nunca recebeu amor de verdade e da filha caçula que ela repeliu desde o nascimento. — William explicava. — Judy teve uma síncope no dia da abertura do testamento. Passou um dia inteiro trancada em seus aposentos e quando saiu, parecia que nada havia acontecido. Frannie não está entendendo a atitude da mãe. — William suspirou.
— Quem sabe se alguém matasse aquela velha, ela não daria paz para todos. — A latina comentou, recebendo um aperto no braço de Brittany.
— Pare de falar assim! — A loira ralhou.
— Eu estou apenas falando a verdade. — Santana alisava o braço emburrada. — Ela é uma...
— Vaca. — Rachel completou.
— Uma megera. — Puck manifestou-se.
— Uma mulher louca pelo dinheiro. — Emma corrigiu.
— Ou seja, uma vaca e uma megera que merece morrer. — A latina completou e esquivou-se da mão de Brittany.
— Quinn possui vocês. — William sorriu. — Estejam sempre por perto e nada de mal acontecerá com ela. — Aconselhou.
— Eu mato se for preciso. — Puck sorriu.
— É isso aí. — Santana levantou-se e bateu um high five com o amigo.
Rachel, Brittany e os adultos apenas riram com o comportamento dos dois.
...
— Q... — Rachel beijou-lhe a testa. — Q, acorde. — Afagou o rosto alvo. — Já chegamos.
— Hum... — A loira abriu os olhos e deparou-se com as orbes castanhas olhando para si com amor. — Que horas são? — Indagou com a voz rouca, sentando-se na cama.
— São quase três da tarde. — Passou as mãos nos cabelos totalmente revoltos da namorada, arrumando-os como pôde. — Você dormiu por quase seis horas.
— Eu simplesmente apaguei. — Comentou enquanto calçava as botas.
— Você precisava disso. — Beijou-lhe os lábios. — Vamos. Está na hora.
— Vamos. — Respirou fundo e levantou, segurando na mão da morena.
As duas andaram até a porta do jatinho e o sol quente de Lima atingiram seus rostos.
— Nossa... — A loira observava o céu quase sem nuvens.
— Isso é muito diferente de Londres. — A morena murmurou.
— Você está bem? — A latina apareceu ao seu lado com Brittany.
— Na medida do possível, sim. — Quinn assentiu.
— Estamos aqui. — Brittany beijou o rosto de Quinn e Rachel com carinho e a latina apertou os ombros de ambas, descendo as escadas com a namorada e parando ao lado de Puck, William e Emma.
— Chegou a hora. — Rachel suspirou.
— Eu amo você. — A loira olhou para a baixinha.
— Eu amo você muito mais. — Beijou os lábios finos. — Para sempre.
— Para sempre. — A loira repetiu, sorrindo mais confiante.
Ambas entrelaçaram os dedos e desceram os degraus, observando o aeroporto Lima Allen County.
Um carro parecido com o que utilizaram em Londres estava parado logo a frente. William entrou no banco do motorista com Emma no carona.
Santana e Brittany sentaram com Puck na parte de trás, e quando Quinn e Rachel iam entrar, avistaram alguns fotógrafos ao longe, tirando fotos incessantemente.
— Entrem logo! Eu sabia que logo eles apareceriam. — William chamou.
As meninas rapidamente adentraram no carro e sentaram-se nos bancos do meio do veículo, fechando a porta.
— Isso é só o começo. — Rachel murmurou, suspirando.
— Ao menos na mansão eles não poderão nem sonhar em entrar. — Emma confortou.
O carro logo deu partida e todos observavam a cidade. Não era como Londres. Movimentada e grande. Era uma cidade pequena, mas com casas bastante luxuosas.
O veículo adentrou um condomínio fechado e os jovens olhavam encantados as mansões, mas novamente o queixo de todos caíram quando seus olhos voltaram-se para a última construção do final da rua larga e luxuosa.
De longe era a maior. Os portões duplos de ferro possuíam um F moldado em suas grades escuras. A câmera acima do interfone logo passou a observar o carro e William tocou o botão do aparelho.
— Chegamos. — Avisou.
Não demorou cinco minutos e os portões abriram-se, dando passagem para o carro, que adentrou o local.
— Chegamos no inferno. — A latina murmurou olhando o lugar grandioso e imponente.
O caminho de pedras era extenso e o jardim era vultoso e a grama verde impecavelmente aparada.
A fonte redonda tornava tudo mais elegante e as paredes pintadas de um bege claro contrastavam com a porta de uma madeira quase preta. As janelas grandes de vidro estavam cobertas por dentro com cortinas brancas.
O carro parou em frente à fonte e todos saíram.
— Isso é...— Quinn tentava formular uma frase.
— Muito, muito fora da realidade. — Rachel completou, segurando a mão alva.
A porta foi aberta em seguida e as atenções foram voltadas para as pessoas que saíram da mansão.
Dois homens de meia-idade. Um rapaz que Quinn jurou ter dois metros de altura, junto com um mais novo de traços delicados. Todos usavam ternos elegantes.
Rachel apertou forte a mão da loira.
— São eles...— Sussurrou.
— Seus pais. — Quinn completou, olhando os dois homens.
Todos observaram quando as três mulheres loiras saíram. As duas mais novas de mãos dadas e sorrisos sinceros, e a mais velha...Judy Fabray.
Quinn observou a feição da mulher de meia-idade trajando um vestido preto e os cabelos presos em um coque impecável. O mesmo colar de pérolas da fotografia que William mostrou-lhe habitava em seu pescoço.
Lembrou imediatamente do vídeo de Russel e apertou a mão de Rachel com força, sentindo os olhos verdes marejarem.
De repente uma garotinha loira saiu correndo porta a fora e parou diante de Quinn. Rachel foi a primeira a sorrir para a pequenina, que logo retribuiu.
— Tia Lucy? — A loirinha olhava para Quinn com curiosidade.
— É...sim, sou eu. — Quinn respondeu encabulada, dando um pequeno sorriso e abaixando-se para encarar os olhos azuis da garotinha.
— Meu nome é Katherine July-Fabray, mas pode me chamar de Kate. — Sorriu mostrando a fileira de dentes incompletos.
— Bom...É um prazer conhecê-la, Kate. — Quinn sorriu mais largamente. — Você já sabe meu nome, pelo visto, não?
— Sim. — Assentiu animada. — Mamãe me falou tudo sobre você. — Aproximou-se mais, enlaçando os bracinhos no pescoço de Quinn e beijando-lhe o nariz e as bochechas.
A loira sentiu o coração derreter com o gesto e levantou-se segurando Kate em seu colo. A garotinha olhou para Rachel que sorria docemente e em seguida para as garotas e Puck.
— Quem são esses? — Sussurrou para Quinn.
— Essa é minha namorada, Rachel. — Quinn falou, apontando para a baixinha. — Aquela loirinha alta é Brittany. — Apontou para a amiga que acenou com a mão, sendo retribuída por Kate. — Aquela morena ao lado dela é Santana. E aquele rapaz com cabelo estranho é Noah. — Finalizou.
— Pode me chamar de Puck. — O rapaz sorriu para Kate, que sorriu de volta.
— Oh Deus! — A voz de Hiram preencheu o ambiente. — É a nossa menininha. — O homem aproximou-se de Rachel e abraçou a baixinha apertado, que retribuiu de imediato. — Olhe como ela é pequena, Leroy. — Olhou para o marido, que aproximou-se e abraçou Rachel firmemente.
— Você é linda. — Leroy sorriu emocionado. — Dezesseis anos longe de todos nós. — Beijou-lhe a testa.
— Kurt. — Hiram chamou. — Venha.
O rapaz de traços delicados aproximou-se com cautela, analisando Rachel dos pés à cabeça e abrindo um sorriso calculado logo depois.
— Olá, Rachel. — Abraçou a morena, que retribuiu. — Meu nome é Kurt e sou filho adotivo dos Berry. — Comentou após separar-se do abraço.
— Oh! — Rachel sorriu surpresa. — Então somos irmãos?
— Exatamente. — Sorriu. — Seremos muito amigos, irmã. — Beijou a bochecha de Rachel.
Quinn franziu as sobrancelhas observando aquele garoto, dirigindo o olhar para Santana que mantinha a mesma expressão no rosto.
— Mama Cassie e mamãe Frann disseram que ele é falso. — Kate sussurrou no ouvido de Quinn, fazendo-a segurar a risada.
— Lucy! — Frannie aproximou-se com Cassandra, sorrindo com carinho.
Quinn sorriu timidamente e colocou Kate no chão, que foi para junto da mãe.
— Olá. — Saudou. — Francine, não é?
— Frannie. — Corrigiu. — Francine é para as formalidades. — Aproximou-se ainda mais, segurando o rosto de Quinn entre as mãos delicadas. — Você é tão parecida com papai. — Sorriu tristemente. — Seus olhos. — Afagou o rosto da irmã, abraçando-a em seguida fortemente.
Quinn sentiu o amor da irmã naquele abraço. O carinho de família que nunca sentiu. Retribuiu, apertando Frannie e a mais velha beijou-lhe o topo da cabeça demoradamente com afeto.
— Muito prazer, Lucy. — A outra mulher manifestou-se. — Me chamo Cassandra. — Sorriu sincera, abraçando Quinn, que retribuiu.
— O prazer é todo meu. — Quinn sorriu.
— E essa é sua namorada, certo? — Frannie olhou para Rachel, que assentiu ao lado dos pais e irmão. — Esse mundo é tão pequeno. — Abraçou Rachel carinhosamente. — A filha desaparecida dos Berry e a caçula dos Fabray. — Afastou-se para olhar a morena. — Você é linda. — Sorriu.
— Obrigada. — Rachel sorriu corada. — Você também é. Se parece muito com Quinnie.
— E esses são os seus amigos? — Frannie olhou para os três jovens mais atrás.
— São sim. — Quinn sorriu. — Santana, Brittany e Noah. — Apontou para os três.
— É um prazer conhecê-los. — Frannie abraçou-os. — Ficarão aqui conosco, certo?
— Sim. — Quinn assentiu. — Eles são minha família.
— Tudo bem... — Sorriu. — Então...
— Olá, Lucy Quinn. — A voz firme de Judy cortou a fala de Frannie.
A mulher caminhava até Quinn com o braço enlaçado no rapaz alto.
Rachel saiu de perto dos pais e segurou a mão de Quinn no mesmo minuto, entrelaçando os dedos nos da namorada.
Santana, Brittany e Puck aproximaram-se ao lado da loira como se pudessem atacar a qualquer momento.
Judy mantinha um sorriso frio no rosto fino.
— Meu nome é Finn. — O rapaz alto manifestou-se, tentando dissipar a tensão. — Russel e Judy adotaram-me quando eu era uma criança.
— Papai estava devastado e tentou suprir a culpa adotando Finn, mas acho que pelo testamento não adiantou muito. — Frannie alfinetou, recebendo um olhar irado de Judy, retribuindo na mesma intensidade.
— O que Francine está querendo dizer, é que Russel sempre quis um filho homem e ao adotar Finn, esse rapaz maravilhoso, ele cumpriu essa necessidade. — Judy sorriu em deboche.
— Eu duvido muito disso. — Santana manifestou-se.
— O que você quis dizer? — Finn perguntou, parcialmente raivoso.
— Você entendeu, cara de feto. — A latina cruzou os braços.
— Escuta aqui sua... — O rapaz alto soltou-se do aperto de Judy e andou um passo, quando sentiu Puck empurrar-lhe os ombros, com um olhar mortal.
— Escuta aqui você. — Quinn entrou na frente do amigo. — Se eu entendi Frannie e eu somos donas disso aqui e Russel não mencionou você como herdeiro de algo, então acho melhor calar a droga da boca antes que eu faça você sair daqui junto com essa mulher miserável que chama de mãe apenas com a roupa que possuem em seus aposentos. — A loira proferiu tão firmemente que todos encararam-na surpresos.
— Quem você pensa que é para falar assim comigo? — Judy aproximou-se de Quinn. — Eu sou a sua...
— Mãe? — Quinn completou, perguntando em deboche. — Você apenas me carregou nove meses, mas não é minha mãe. Eu não tenho mãe. — Encarava os olhos azuis de Judy com ódio. — Você carrega o sobrenome de Russel, mas os bens dessa família quem carrega sou eu e Frannie, e eu não deixarei que você e nem esse babaca gigante falem qualquer coisa que machuque meus amigos ou minha namorada. — Quinn finalizou, respirando pesadamente.
Rachel apertou a mão de Quinn, fazendo a mesma virar para encarar os olhos castanhos cobertos por preocupação e admiração.
— Está tudo bem. — Rachel murmurou, afagando o rosto alvo com a outra mão. — Eu amo você. Eu estou aqui. — Acalmou a loira vagarosamente.
— Bom... — Hiram pronunciou-se. — Acho que já vamos, não é, Rach? — Sorriu para a filha. — Temos muito o que conversar.
— Vamos para onde? — A baixinha franziu o cenho.
— Para nossa casa, meu amor. — Leroy aproximou-se. — Você morará conosco.
— Eu acho que não. — Rachel beijou a bochecha de Quinn. — Eu morarei onde minha namorada ficará. — Sorriu para a loira, que retribuiu.
— Mas Rachel, nós precisamos conversar e matar as saudades. Você é nossa filha! — Leroy exaltou-se.
— Vocês poderão vir aqui quando quiser. — Quinn manifestou-se.
— Ouviram? Podem vir quando desejarem, mas do lado da minha namorada eu não sairei nem um minuto sequer. — Beijou os lábios finos com amor, o que fez os homens ficarem mais irados, tentando todo custo controlarem-se.
— Então vamos. — Frannie chamou. — Vamos conhecer a mansão e onde ficarão. — Encaminhou-se à porta, sendo seguida por todos, exceto pelos homens Berry, Judy e os dois rapazes.
— Sobre o que eu disse para Judy... — Quinn chamou a atenção da irmã. — Eu não quis parecer orgulhosa, eu só...
— Judy é uma mulher má, Lucy. — Frannie sorriu confortante. — Nunca me deu amor e eu vi o vídeo de papai. William mostrou-me e o que você disse à ela, não é nem perto do que ela merece. — Beijou a bochecha de Quinn. — Você é minha irmã. Herdeira disso tudo e pode fazer e falar o que quiser. Você é uma Fabray. — Sorriu amorosa.
— Obrigada. — Sorriu tímida.
— Venha conhecer seu novo lar. — Segurou no braço de Quinn e entrou na mansão.
— Vai ser mais difícil do que eu achei que seria. — Leroy murmurou irado.
— Eu achei que viriam sozinhas e agora possuem três cães de guarda. — Hiram massageou as têmporas.
— Vamos com calma. — Judy pronunciou-se. — Não podemos mais nos exaltar. Precisamos calcular tudo e agir delicadamente. Hoje foi um erro. Em breve Rachel largará a anormal da minha filha e casará com Finn. — Sorriu para o rapaz, que retribuiu.
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