O Preço da Volta
31 Capítulo 31 - Intimidade...
Notas iniciais
Quando o corpo desnudo entrou em contato com a água, Quinn soltou um barulho baixo de contentamento, aproveitando a temperatura agradável contra sua pele.
Rachel, por outro lado, soltou a respiração quando o corpo da namorada fora imerso na banheira, impossibilitando-a parcialmente de ver as partes que a deixavam quente em todos os sentidos.
A morena prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e sentou-se na beirada da banheira, segurando a esponja e despejando o sabonete líquido na mesma, passando-a pelas costas da loira calmamente.
Quinn praticamente ronronava, sentindo a maciez do objeto contra sua pele e a delicadeza com a qual Rachel fazia todo o processo. A baixinha sorriu e beijou o topo da cabeça da namorada, logo depois fisgando o shampoo e vertendo-o sobre a palma da sua mão, passando a esfregá-la contra os cabelos loiros.
A loira fechou os olhos e grunhia em satisfação, sentindo as unhas médias da morena raspando contra seu couro cabeludo, enquanto Rachel massageava com cuidado sem utilizar sua força. As madeixas claras foram enxaguadas após a lavagem com o shampoo e o condicionador e logo a esponja voltou para a pele pálida, lavando-a novamente.
A água fora trocada algumas vezes para concluir todo o processo e não deixar espuma e quando o banho fora finalizado, Rachel levantou-se e segurou em mãos o roupão da namorada, aproximando-se novamente e ajudando-a a levantar-se da banheira.
Ela prendeu novamente a respiração quando observou o corpo pálido, e quando seu ventre formigou, a morena logo envolveu a namorada no roupão.
...
Quinn sentou-se na cama calmamente e a morena passou a secar-lhe os cabelos com o secador, sempre fazendo carinho nos cabelos loiros. Quinn mantinha os olhos fechados, sentindo o vapor quente do objeto contra seu couro cabeludo. Não demorou muito para que os fios estivessem secos.
— Fique aqui enquanto eu tomo banho. Eu já volto. — Deu-lhe um selinho demorado.
— Eu posso me trocar. Não quero que fique o tempo todo fazendo tudo pra mim. — Retrucou.
Rachel revirou os olhos e segurou o rosto da namorada firmemente.
— Eu esqueci o quão cabeça dura você é. — Bufou. — Eu cuido de você porque eu te amo e é isso o que namoradas fazem. Eu amo cuidar de você e vou cuidar pelo resto das nossas vidas. — Beijou-lhe novamente os lábios. — Agora fique aqui e nem ouse levantar, ou sofrerá as consequências. — Finalizou, afastando-se e entrando no banheiro sem esperar uma resposta.
Quinn apenas sorriu e arrastou-se gradativamente até encostar-se contra a cabeceira da cama. Suspirou longamente e abriu a faixa do roupão, observando a pequena incisão fechada com poucos pontos. Cutucou em volta algumas vezes, sentindo um leve latejar, mas nada muito forte. Amarrou novamente a faixa e fechou os olhos, sentindo o corpo leve. Há muito tempo não se sentia assim. O cheiro dos produtos de higiene impregnavam-lhe o olfato, fazendo-a inspirar mais longamente.
Passou mais de trinta minutos naquela posição, apenas de olhos fechados, pensando nas coisas que aconteceram ao longo do mês, quando a porta fora aberta e sua atenção fora desviada rapidamente.
Rachel passou rapidamente para o closet e voltou alguns minutos depois segurando algumas roupas. O coração de Quinn praticamente saltou dentro do seu peito quando observou a namorada trajando o conjunto de peças íntimas de renda preta. A pele morena brilhava levemente pelo recente banho e a baixinha logo passou a secar os longos cabelos escuros com o secador.
O ventre da loira contraía e os olhos verdes não pestanejavam enquanto observava cada mínimo movimento que a morena fazia. A cintura fina, as coxas grossas, o quadril delgado, o traseiro levemente empinado naturalmente.
Seu corpo entrou em alerta quando sentiu sua ereção contra o tecido do roupão e xingou-se por isso. O membro semi-ereto estava visível devido a falta de roupas intimas para deixá-lo no lugar e Quinn jogou as mãos sobre o colo, tentando disfarçar e pôs os olhos em algum ponto específico, procurando ignorar a namorada de lingerie secando os cabelos a poucos metros de distância.
Sua mente vagou rapidamente para pensamentos repugnantes, mas a voz da namorada trouxe-a de volta para a realidade.
— Amor? — Sua atenção voltou para a morena, que aproximava-se com as roupas em mãos. — Demorei muito? — Pôs-se de joelhos sobre a cama.
Quinn abriu a boca levemente pela aproximação e em como seu corpo esquentava consideravelmente.
Maneou a cabeça em negação inúmeras vezes, tentando formular uma resposta.
— Não...não demorou...não. — Limpou a garganta, tentando manter a voz firme.
A morena franziu as sobrancelhas e passou a mão no rosto pálido.
— Está tudo bem, Quinnie? — Indagou preocupada.
Quinn assentiu freneticamente, sentindo a mão quente da namorada contra seu rosto.
— Tudo. Tudo ótimo. — Desviou o olhar.
Rachel passou alguns segundos analisando a face da namorada, antes de dar de ombros e mover as mãos até a faixa do roupão. Quinn rapidamente segurou os pulsos da namorada, impedindo-a de completar o ato.
— O que houve? — Rachel contorceu o rosto em confusão.
— Eu só acho que é mais confortável ficar assim. — Retrucou com a voz mais firme.
— Você pode pegar um resfriado. O roupão está um pouco úmido e entrando em contato com o ar condicionado do quarto pode não fazer bem. — Sorriu amorosa. — A roupa que eu peguei também é confortável. Agora pare com isso. — Tirou as mãos do aperto da namorada, movendo-as novamente para a faixa e desatando-a.
Quinn não retorquiu, porque o olhar de Rachel sendo direcionado instantaneamente para seu membro quando afastou os lados do roupão fizeram suas bochechas corarem.
A morena sentiu o quarto esquentando enquanto analisava as partes íntimas da namorada. O pênis estava com a ereção parcial causou formigamentos em Rachel. Os hormônios davam sinais de vida novamente.
A mão pequena e afoita agiu automaticamente e segurou o membro da namorada, fazendo Quinn engasgar-se e ofegar levemente. A morena sentia a maciez da pele e o calor que emanava daquela região e ela própria gemeu em contentamento. Como sentia saudade disso.
Movimentou minimamente a mão, observando a pele subir e cobrir a glande, logo descendo e expondo-a novamente. Quinn soltava gemidos baixos.
Rachel parou de repente.
— Eu não deveria fazer isso. — Murmurou ainda segurando o pênis da namorada. — Você deve estar cansada.
— Eu não estou. — Quinn assegurou. — Não pare. — Pediu, sentindo-se extremamente quente.
Rachel não estava em condições para retrucar. Ela não queria parar e muito menos ter que tocar-se no banheiro, deixando a namorada em uma situação nada boa também. Assentiu, passando a língua sobre os lábios.
— Me diga se sentir dor. — Pediu.
Quinn apenas assentiu, imersa demais nos movimentos iniciados novamente para falar alguma coisa. Ela com toda a certeza não proferiria se sentisse alguma coisa.
Rachel moveu-se até deitar sobre metade do corpo totalmente bom da mais alta, sem parar os movimentos contínuos. Os lábios grossos foram até a pele do pescoço e a morena iniciou uma trilha de beijos e sucções, subindo pelo maxilar e indo em direção à orelha, sugando-lhe e mordendo-lhe o lóbulo algumas vezes.
Quinn gemia roucamente e soltava suspiros prazerosos, sentindo seu membro ficar totalmente ereto nas mãos da namorada. Sua mão migrou até os seios médios, onde apertou os dois montes de cada vez, sentindo o mamilo rígido contra o sutiã escuro.
— Muita roupa, Rach. — Murmurou entre gemidos.
A morena parou os movimentos e ergueu-se na cama, retirando o sutiã rapidamente, juntamente com a calcinha, jogando-os em qualquer lugar.
Quinn ofegou levemente quando observou a intimidade da namorada, totalmente convidativa. A loira desejou jogá-la na cama e preenchê-la até o dia seguinte, matando a saudade que sentia de tê-la recebendo-lhe de todas as formas.
Ela com certeza o faria quando estivesse totalmente bem.
Rachel ajudou a namorada a retirar o roupão totalmente de seu corpo e em seguida voltou a posição anterior, segurando-lhe o membro rijo novamente e reiniciando os movimentos. A mão pálida foi de encontro aos montes perfeitos, apertando-lhes com lascividade, fazendo a morena gemer manhosamente.
Desceu mais um pouco para sentir o calor familiar entre as pernas da namorada, passando a ponta dos dedos superficialmente por toda a intimidade molhada.
— Oh, Deus. — Quinn gemeu, sentindo a namorada sugando a pele de seu ponto de pulso.
Seus dedos encontraram o clitóris duro e inchado, onde prendeu-o entre os dedos e logo depois esfregou levemente, fazendo Rachel gemer mais alto.
— Quinnie... — A voz da morena em forma de gemido em seu ouvido fez o corpo da loira arrepiar-se por completo e seu membro latejar consideravelmente.
Rachel ainda segurava o pênis, mas os movimentos haviam diminuído e ela desfrutava dos dedos mágicos da namorada raspando contra sua entrada e indo sempre até seu clitóris, onde estimulava-o com luxuria, fazendo-a revirar os olhos e gemer como uma gata manhosa.
— Pare de provocar. — Pediu em meio a gemidos, movendo os lábios até capturar os da loira.
O beijo foi libidinoso e cheio de línguas. O barulho dos estalos dos lábios descolando-se para logo depois encontrarem-se novamente era excitante e Rachel gemeu em meio ao beijo quando dois dedos invadiram-na de surpresa.
— Oh, porra. — A morena gemeu alto, sentindo os dedos longos de Quinn irem fundo em sua intimidade.
A loira sentia o quão encharcada a namorada estava. Seus dedos escorregavam com facilidade, mesmo a morena sendo tão apertada.
— Quinnie... — Rachel gemia sem pudores, inclinada sobre o corpo da namorada, recebendo os dedos maravilhosos que moviam-se rápidos e fortes.
A morena sentia o orgasmo chegando. Sua intimidade estava sensível pelos hormônios e pelo tempo sem contato íntimo. Tudo estava mais intenso e Rachel sentia-se quase na borda, pronta para explodir a qualquer momento.
Quando a loira curvou levemente os dedos, atingindo-lhe o ponto esponjoso, Rachel gritou alto o nome da namorada e desmanchou-se, sentindo o corpo tendo espasmos violentos e a leve camada de suor espalhando-se de seu corpo para o de Quinn. A morena fechou os olhos, tentando normalizar a respiração.
Quinn sentia o próprio orgasmos chegando apenas em presenciar a cena maravilhosa da namorada atingindo o clímax. A face levemente avermelhada, os cabelos grudados na testa e a respiração errática. Tudo era tão sexy que a loira poderia pintar aquela imagem e passar o resto da vida admirando-a.
Quando Rachel normalizou a respiração, não perdeu tempo e passou a distribuir beijos e mordidas pelo pescoço da namorada, descendo até o vão entre os seios e chupando-os levemente, ignorando a barriga para não causar algum tipo de dor na namorada e indo até o seu objetivo.
A mão pequena soltou o eixo do pênis e segurou-lhe apenas a base, dando sustentação para deixar-lhe do modo adequado para sua boca fazer o trabalho.
Quinn gemeu alto quando sentiu o calor da cavidade da namorada abocanhando de uma vez todo o seu comprimento, enquanto a mão pequena descia até seus testículos, apertando-os levemente e massageando-os, aumentando o prazer da loira.
Os olhos verdes encararam a visão que fazia seu ventre apertar-se de desejo. Rachel descia e subia a cabeça em movimentos rápidos e precisos, chupando cada pedaço de pele do pênis extenso e grosso com voracidade.
O quarto estava extremamente quente, combinando com os corpos de ambas e o suor que cobriam as peles.
Rachel desceu a boca até os testículos da namorada, chupando-os, enquanto movimentava a mão em todo o eixo do membro avermelhado com as veias visíveis e a glande inchada. Quinn gemia sem controle, soltando grunhidos de extrema satisfação, sentindo-se chegar ao ápice.
Os lábios fartos logo assumiram a posição anterior, levando o pênis de Quinn até o fundo de sua garganta e segundos depois sentindo o sêmen quente preencher o local, engolindo em seguida.
A loira gemeu alto o nome de Rachel enquanto sentia o corpo tendo os espasmos conhecidos e a respiração ofegante. Os olhos verdes fecharam-se com força, tentando normalizar seus sentidos e evitando se remexer na cama.
Rachel retirou o membro agora flácido da boca e o depositou com delicadeza sobre o ventre da namorada. Ergueu-se e escalou o corpo da maior com cuidado, deitando o corpo sobre metade do de Quinn, afastando os fios loiros da testa e beijando-lhe os lábios demoradamente, fazendo a loira sentir o próprio gosto.
O beijo foi calmo, cheio de amor e sem nenhuma urgência. Os lábios conhecidos apenas faziam carinho um no outro, mostrando que qualquer ato sexual sempre teria o sentimental. O amor sempre estaria presente, até mesmo em momentos como esse.
— Não sentiu dor? — A morena indagou levemente preocupada.
— Não. — Respondeu, movendo a mão até o rosto da namorada, afagando-o levemente. — Nenhuma.
Rachel ronronou com a carícia e deitou a cabeça no ombro da maior, afundando seu rosto no pescoço pálido.
Ambas aproveitavam o calor dos corpos unidos, como há algum tempo não sentiam. A intimidade novamente compartilhada. Era uma sensação indescritível sentir aquilo outra vez. Elas gostariam de permanecer assim para sempre. Apenas as duas e o amor que emanava de cada poro de seus corpos.
— Temos que tomar banho novamente. — Rachel murmurou sonolenta. — O lençol está sujo.
— Eu sei... — Quinn murmurou. — Podemos ir depois? — Indagou, alisando os fios escuros da namorada.
— Depois... — Rachel concordou.
— Rach... — A loira chamou.
— Sim? — A morena aconchegou-se mais contra o corpo pálido.
— Eu te amo.
— Eu amo mais. — Sorriu.
— Rach... — Chamou novamente.
— Sim?
— Eu ainda quero sexo selvagem. — Sorriu marota.
Rachel não segurou a risada e gargalhou.
— Vá dormir, Quinnie. — Beijou-lhe a pele alva.
Quinn apenas soltou uma risadinha e entregou-se ao sono.
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