O Preço da Volta
21 Capítulo 21 - Pânico...
Notas iniciais
A mão pálida girou a maçaneta vagarosamente, tomando todo o devido cuidado para não emitir nenhum barulho.
O corpo esguio logo adentrou o quarto e fechou a porta atras de si, caminhando sorrateiramente até a cama de casal, parando para observar o corpo moreno sob as cobertas.
Os longos cabelos estavam espalhados pelo colchão, e apertado contra o próprio peito estava o travesseiro do lado da cama pertencente à Quinn.
A loira sorriu e observou como Rachel parecia uma obra de arte pintada à mão. A respiração tranquila e os lábios carnudos deliciosos. A morena era o seu alicerce e o seu mundo. Seu império pessoal e sua maior fraqueza.
A grossa coberta foi puxada vagarosamente para fora do corpo pequeno, e Quinn novamente parou para observar as longas pernas descobertas.
Os dedos pálidos subiram a grande camisa cinza de algodão que também lhe pertencia até obter a visão da calcinha preta rendada. A boca da loira praticamente salivou ao ver a peça marcando a intimidade da namorada.
Delicadamente, Quinn afastou as pernas de Rachel, pondo-se no meio delas. A morena mexeu-se minimamente e soltou um suspiro baixo quando os lábios finos passaram a distribuir beijos languidos na barriga lisa.
A calcinha foi puxada para baixo lentamente até ir de encontro ao chão e Quinn beijou-lhe a virilha, descendo a boca até a parte interna das coxas grossas, dando pequenos chupões e mordidas, causando baixos gemidos involuntários em Rachel.
Os dedos delicados passaram suavemente pelas dobras da intimidade da namorada, abrindo-as para dar acesso ao ponto de prazer da morena e logo deram lugar para a sua língua, que passeou por toda a extensão daquele lugar quente, e mais gemidos e suspiros saíam dos lábios carnudos.
— Quinnie... — A menor sussurrou inconscientemente e Quinn sorriu enquanto continuava a saborear aquele lugar que causava-lhe tesão apenas em olhar.
A loira distribuiu pequenos chupões pela intimidade da namorada, apenas sentindo o gosto do líquido que saía com mais intensidade.
De repente uma mão pequena adentrou os cabelos loiros e Quinn ergueu o rosto, observando os olhos castanhos dilatados de prazer.
— O que está fazendo? — Rachel indagou entre um suspiro, sentindo o dedo da namorada brincar entre suas dobras.
— Estou apenas provando o quanto estou arrependida. — Sorriu.
— Eu disse nada de sexo. — Proferiu com a mínima sanidade que restava em sua cabeça.
— Em tese, não estamos fazendo sexo. — Beijou-lhe a virilha novamente sem desviar os olhos dos castanhos quase pretos. — Eu estou chupando você.
— Mas isso estava incluído no...oh, Deus! — Rachel soltou um gemido alto quando a o dedo penetrou-a sem aviso prévio.
A baixinha jogou o corpo para trás e agarrou firmemente os fios curtos, puxando-os fortemente.
A loira logo moveu a língua até o clitóris da namorada, lambendo-o vagarosamente.
Rachel soltava gemidos manhosos e sensuais. Quinn simplesmente adorava esse som, e não conseguiria viver sem ele. Não conseguiria viver sem Rachel. A maior sentia o membro endurecer dentro da cueca apenas em ouvir aquele som magnífico.
Quinn continuou o que fazia, ao tempo em que inseria mais um dedo dentro da mais baixa. Ambos estavam encharcados pela lubrificação natural que escorria da intimidade apertada.
Os gemidos tornaram-se mais altos, enquanto a mão pequena maltratava o couro cabeludo da namorada com os fortes apertos. Espasmos possuíram o corpo pequeno minutos depois, causando o conhecido formigamento em seu ventre, antes de atingir o clímax gemendo o nome de Quinn, que engoliu todo o líquido de Rachel com adoração.
— Eu amo tanto o seu gosto. — A loira murmurou enquanto plantava beijos na barriga da morena, subindo até o rosto suado e vermelho. — Eu amo o seu corpo. — Afastou os fios que grudaram na testa da baixinha. — Eu amo você. — Beijou-lhe os lábios demoradamente.
— Eu também amo você. — A respiração de Rachel ia normalizando-se aos poucos. — Mas ainda não vamos fazer sexo.
Quinn grunhiu em frustração e escondeu o rosto no pescoço moreno, mantendo-se ali.
— Eu estou frustrada, mas eu não vim aqui para fazer sexo. — A voz saiu rouca. — Eu vim porque não consigo dormir sem você. — Ergueu o rosto, observando os castanhos brilhosos. — Me deixe ficar aqui. Vamos apenas dormir. — Pediu.
Rachel poderia negar, sim, e então demoraria mais duas horas para entregar-se a um sono que estava longe de ser agradável longe de Quinn. Ambas dormiam juntas antes mesmo de começarem um relacionamento. A morena odiava os trovões e a loira sempre estava ali para abrigá-la em sua cama e abraçá-la até que conseguisse dormir. Era impossível dormir sem Quinn. Sem o toque e o calor do corpo pálido.
— Tudo bem. — Tentou parecer indiferente, mas esboçou um sorriso. — Agora vamos dormir. Amanhã temos que acordar cedo e você sempre fica com olheiras quando dorme muito tarde. — Deu-lhe um selinho.
Quinn sorriu largamente e puxou a coberta, enquanto observava a namorada vestir a calcinha novamente. Logo ambas foram cobertas e a loira enlaçou a cintura de Rachel com o braço, afundando o rosto entre os fios escuros.
A pequena ereção ainda continuava, todavia, a maior não iria estragar o momento. Tinha Rachel em seus braços e era tudo o que importava.
— Quinnie... — A morena sussurrou.
— Sim? — Indagou, sentindo as unhas da namorada passarem por seus braços.
— Ainda estou brava. — Puxou o braço pálido para apertá-la ainda mais. — Mas eu senti saudade. — Fechou os olhos.
A loira sorriu e beijou-lhe a nuca amorosamente.
— Eu também senti, meu amor. — Bocejou ligeiramente. — Para sempre, Rach.
— Para sempre, Quinnie. — Murmurou, entregando-se ao sono.
...
— Então vocês duas entraram no quarto delas e fizeram isso? — Os olhos azuis de Frannie arregalaram-se.
— Corrigindo: o quarto é nosso. E sim, nós fizemos isso e mandamos bem. — A latina bateu um high five com Quinn.
— Tecnicamente o quarto é delas porque em momento nenhum vocês duas foram convidadas para retornarem. — A mais velha sorriu marota.
— Isso é só uma questão de tempo. Britt já me deixou tomar banho lá e não me expulsou pela manhã. — Santana sorriu convencida.
— Rach também. — Quinn suspirou. — Eu quero muito que ela termine com esse castigo.
— Já está sentindo falta de enfiar o seu amiguinho nela? — Santana soltou uma risada, fazendo as bochechas de Quinn corarem.
— Não é isso. — Coçou a nuca. — Eu só estou com saudade dela. De sentir ela.
— Kate vai me ajudar a fazer Cassie me perdoar. — Frannie mudou de assunto.
— E como ela vai fazer isso? — A latina indagou confusa.
— Simples: sempre pedindo para Cassie me incluir nas coisas e hoje irei buscá-la na escola no mesmo horário que ela for também. — Sorriu convicta.
— Boa sorte, então. — Quinn soltou uma risadinha. — Espero que consiga.
— Eu também. — Assentiu.
...
— Então a Q também fez isso com você? — Brittany indagou surpresa.
— Sim, ela fez. — Rachel assentiu. — Eu tive de me segurar para não ceder ali mesmo.
— Nem me fale. — A loirinha suspirou. — Vamos esperar apenas um pouco. Não se passou nem uma semana que inciamos isso.
— Tudo bem. — Sorriu.
As portas duplas da sala dos homens Berry foram abertas e logo todos os olhares voltaram para as duas garotas. E um olhar incomodou Rachel assim que observou quem estava ao lado de Kurt.
Finn analisou a morena dos pés à cabeça, reparando em como o vestido cor de creme possuía um decote charmoso e moldava perfeitamente as curvas da baixinha.
Os olhos castanhos do rapaz estavam encantados com tanta beleza e acompanharam o balançar de quadris hipnotizado enquanto Rachel dirigia-se até os pais.
— Será que você pode parar de olhar assim para Rachel? — Kurt praticamente rosnou ao lado do mais velho.
— Como não irei olhar, Kurt? É impossível! Rach é magnífica. — Suspirou.
— Espero que não a chame de Rach na frente dela. A não ser que queira levar outro fora. — Proferiu firme.
— Não se preocupe. Logo logo ela irá se sentir balançada por mim. — Piscou para o mais novo.
Kurt quis rir, mas apenas revirou os olhos, disfarçando o descontentamento com toda aquela situação e levantou-se, caminhando até a irmã e os pais.
— Olhe, Kurt. — Hiram sorria animado. — Não estão divinos? — Entregou-lhe alguns papéis.
Os olhos azuis analisaram o objeto e Kurt surpreendeu-se com os traços fortes e cheios de riquezas de Rachel e as curvas delicadas e detalhadas dos desenhos de Brittany.
— São lindos. — Respondeu sincero.
— Ainda precisam de alguns acabamentos. — Rachel sorriu agradecida. — Britt e eu estamos bastante empenhadas com tudo isso e estudamos bastante.
— O resultado final será incrível. — Leroy sorriu orgulhoso. — Vocês podem pedir para alguém trazer os tecidos do terceiro andar assim que desejarem para que possam sentir a textura e determinarem qual será o escolhido dos desenhos.
— Certo. — Rachel assentiu animada.
— Já está quase na hora do almoço. — Hiram comentou após checar em seu relógio de pulso. — Seu pai e eu iremos comer em um restaurante aqui perto, que ir conosco? — Indagou atencioso.
— Dessa vez não. — Maneou a cabeça. — Britt e eu iremos finalizar esses desenhos. — Sorriu.
— Tudo bem. — Assentiu, beijando a testa da filha logo em seguida.
— Eu irei com vocês. — Kurt manifestou-se. — Estou morrendo de fome.
— Então vamos. — Leroy sorriu, repetindo o gesto do marido e logo saindo da sala com o mesmo e Kurt.
— Achei que quisesse ir com eles. — Brittany comentou, olhando para o rapaz sentado no sofá de couro.
— Estou sem fome. — Levantou-se. — Pensei em ficar e ajudar vocês se precisarem de algo.
— Não será necessário. — Rachel sorriu forçadamente. — Iremos ficar bem aqui.
— Eu insisto. — Sorriu de lado. — Eu desejo muito ser amigo de vocês e quero ajudar no que for preciso.
Rachel suspirou cansada, assentindo relutantemente.
— Você pode ir até o terceiro andar e pedir para que tragam os tecidos? Queremos muito vê-los. Ajudará a concluir os desenhos. — A morena pediu.
— Será um prazer. — Finn sorriu. — Volto já. — Retirou-se da sala.
— Eu não gosto dele. — Brittany murmurou.
— Muito menos eu. — A morena sentou-se.
...
Finn caminhava enquanto observava os dois funcionários carregando dois carrinhos com diversos rolos de tecido, quando fora parado pela secretária de meia-idade.
— Com licença, a senhorita Berry ainda está na sala presidencial? — Indagou.
— Sim, ela está. — O rapaz assentiu. — Por que a pergunta, Edith?
— A senhorita Lucy Fabray telefonou e perguntou se a senhorita Berry estaria na empresa e eu respondi que sim. Ela está subindo. — Comunicou sorrindo.
— Tudo bem. Você fez bem. — Finn assentiu, vendo a mulher voltar para o seu lugar.
O rapaz passou as mãos pela gravata e sorriu consigo mesmo, antes de adentrar as portas duplas.
Rachel agradeceu aos dois rapazes e logo ambos saíram da sala. Os tecidos eram maravilhosos. Diversas texturas e tonalidades. A morena sentia-se confusa e ao mesmo tempo animada.
— Brittany, Edith me pediu para avisar que Santana ligou para a recepção pedindo para você descer, ela está esperando na entrada da empresa. — Comunicou.
A loirinha franziu o cenho confusa e olhou para a amiga.
— Eu volto já. Não entendo porque ela não ligou para o meu celular ou porque não subiu. — Deu de ombros, agradecendo ao rapaz e retirando-se da sala.
Rachel apenas virou-se, encarando os tecidos espalhados sobre a mesa, totalmente concentrada.
— Precisa de mais alguma coisa? — Finn aproximou-se. — Posso fazer qualquer coisa.
— Não, obrigada. — Rachel maneou a cabeça, sem se virar.
— Você está linda com esse vestido. — Sorriu.
A morena franziu o cenho e finalmente girou seus calcanhares, dando de cara com o rapaz próximo de si.
— Sabe, eu não gosto de você e é melhor se afastar agora antes que eu chute onde o sol não bate. — Proferiu.
— Você é bem teimosa, mas eu adoro isso. E eu acho você linda, Rach. — Segurou a cintura fina firmemente, pegando a morena de surpresa.
O rapaz aproximou os rostos rapidamente e colou seus lábios nos dela, ao tempo em que a porta fora aberta por Quinn, atraindo a atenção de ambos e fazendo o rapaz separar as bocas.
— Rachel? — A loira murmurou totalmente em choque.
A morena aproveitou a distração de Finn e chutou-lhe entre as pernas, fazendo-o largá-la imediatamente e curvar-se de joelhos no chão com as mãos na frente da calça.
— Quinnie, eu não fiz nada, eu juro. — Rachel aproximou-se nervosa.
A loira tomou uma respiração ofegante e o rosto pálido ganhou uma coloração vermelha. As imagens de segundos atrás assimilaram-se na mente de Quinn e logo as mãos fecharam-se em punhos com uma força tão grande que os nós de seus dedos tornaram-se brancos.
— Quinnie... — Rachel chegou mais perto. — Fale comigo.
— Eu vou matar esse babaca! — A loira afastou-se da namorada, indo em direção ao rapaz e segurando-o pelos cabelos da nuca, erguendo a cabeça do mesmo e acertando-lhe um soco no maxilar.
A morena pôs a mão sobre a boca e logo correu em direção à loira.
— Quinn, pare com isso! — Pediu, tentando segurar no braço da maior.
A loira puxou o braço com força e logo acertou outro soco no rosto de Finn, que gemeu de dor.
Rachel observou os olhos verde-escuros de ódio da namorada e desesperou-se, saindo da sala em seguida para buscar ajuda.
O rapaz levantou-se cambaleando e empurrou a loira, que bateu as costas fortemente contra a mesa e dirigiu-se até as portas duplas, trancando-a em seguida e sorrindo friamente com o filete de sangue escorrendo de sua boca.
— Edith! — Rachel chegou até a mesa da secretária. — Chame os seguranças. Agora!
A mulher apenas assentiu assustada e a morena deu meia-volta para entrar novamente na sala presidencial, todavia, a mesma estava trancada. O pânico tomou conta de todo o seu corpo.
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