O Preço da Volta

14 Capítulo 14 - Mãe e filha...


Notas iniciais
Eu fiquei realmente feliz por cem por cento dos comentários ter sido desejado que Shelby fosse mocinha, porque ela realmente é. =D Boa leitura, desculpem qualquer erro e leiam as notas finais.

Rachel observou como Shelby não tirava os olhos de si enquanto caminhava imponentemente em sua direção. Todavia, antes de alcançar seu destino foi parada bruscamente pela mão de Leroy em seu braço esquerdo.

Todos pararam de conversar quando notaram o clima tenso instalando-se naquela sala. O homem mantinha um semblante banhado de ódio e a veia de seu pescoço estava visível.

— O que você está fazendo aqui? — Rosnou. O rosto próximo ao da mulher.

— Eu vim ver a minha filha. — Shelby puxou bruscamente seu braço da mão do homem.

— Sua filha? — Hiram manifestou-se, rindo em deboche. — Você assinou um contrato para abrir mão dela e depois a sequestrou, largando-a em um orfanato imundo.

— Eu não a larguei. — A morena elevou a voz irada. — E eu irei conversar com a Rachel.

— Só por cima do meu cadáver. — Leroy esbravejou.

— Isso não seria um problema. — Ralhou firme.

A baixinha observava tudo estática. Balançou a cabeça abandonando o estado de torpor e agarrou a mão da namorada, puxando-a em direção aos pais e Shelby.

Assim que a morena mais alta observou a filha, abriu um sorriso amável.

O sorriso que continha na foto há dezesseis anos. Rachel sentiu o calor materno naquele sorriso e de repente pegou-se retribuindo aquele gesto, sorrindo na direção da mãe.

— Rachel. — A voz de Judy adentrou seus ouvidos. — Vá com Lucy para outro lugar e deixe os adultos conversarem, querida. — Aproximou-se vagarosamente.

— Conversar? — A menor olhou para Judy. — Eu estou vendo uma briga e não uma conversa aqui. E eu já tenho idade suficiente para escolher o que devo ou não fazer, não se esqueçam que cresci sem pais e sei como tudo funciona. — Virou o rosto para encarar Shelby. — Vamos conversar. — Determinou.

— Mas Rachel... — Hiram aproximou-se da filha. — Essa mulher sequestrou você de nós.

— E agora ela está aqui. — Rachel retrucou. — E eu quero ouvi-la.

— Vocês podem ir para o escritório. — Frannie pronunciou-se. — Lá tem a privacidade que precisam.

— Obrigada. — Rachel agradeceu. — Vamos. — Apertou a mão da namorada e saiu da sala de estar junto à Shelby e Quinn, deixando os homens Berry irados.

— Você não acha melhor eu esperar lá na sala, Rach? Essa conversa é entre vocês. — Quinn murmurou sem jeito.

— Não precisa, Lucy. — A mulher se pronunciou antes da filha. — Isso também envolve os Fabray de algum modo. — Sorriu.

— E eu iria te contar tudo depois de qualquer jeito. — Rachel completou, fazendo Shelby soltar uma risada.

As três passaram pelo hall e adentraram um pequeno corredor com apenas uma porta no final do mesmo.

O local era enorme e havia dezenas de estantes com livros que cobriam todas as paredes. A mesa vultosa de tonalidade escura possuía a mesma cor da cadeira de couro e era composta por um laptop e papéis organizados.

Rachel sentou-se no sofá de mesmo material nobre da cadeira do escritório com Quinn ao seu lado e Shelby acomodou-se em uma das poltronas em frente às garotas, colocando a bolsa preta que segurava sobre seu colo.

— Bom... — A baixinha suspirou. — Comece. — Pediu.

Shelby respirou fundo e esfregou as mãos uma na outra antes de falar.

— Eu estava no segundo ano do ensino médio quando tive de sair do Texas e vir morar em Ohio. No começo foi difícil e eu me sentia perdida na nova escola. Todos possuíam seu grupo de amigos e eu era a única sozinha. Na segunda semana uma garota que fazia parte do jornal da escola veio falar comigo acompanhada de dois garotos. Judy Harper, Hiram Wright e Leroy Berry. — Suspirou. — Nós nos tornamos grandes amigos e vivíamos juntos. Estávamos sempre ali para o que fosse necessário. Hiram e Leroy namoravam escondidos e assim que nos formamos, eles se assumiram, todavia, foram expulsos de casa pelos pais. Minha falecida mãe os abrigou na nossa casa e nossa amizade fortaleceu ainda mais. — A mulher respirou profundamente enquanto observava as expressões concentradas de Rachel e Quinn. — Judy soube de tudo e logo foi prestar seu apoio para eles, mas seus pais também eram preconceituosos com tudo e afastou-a de nós alegando que não éramos boa influência. Depois de quase um ano Hiram e Leroy conseguiram alugar uma pequena casa para eles e não havíamos falado com Judy nesse tempo todo. Logo saiu a notícia que ela iria se casar com Russel Fabray, herdeiro de um império multimilionário de joalherias. Ela não nos convidou para o casamento, porém, meses após o evento, ela nos procurou alegando que Russel não era má pessoa e pediu perdão por não ter entrado em contato por conta de seus pais. Hiram e Leroy começaram a fazer faculdade de moda juntos e tornaram-se ainda mais amigos de Judy e eu fui me afastando aos poucos por vê-la a cada dia mais soberba e se tornando uma pessoa diferente. Então Frannie nasceu e foi uma alegria para todos, mas em uma das raras conversas que eu tive com Judy, ela contou que os pais de Russel queriam muito um garoto para que assumisse o império junto ao pai. E então nove anos se passaram e Hiram e Leroy já haviam se formado na faculdade, casaram e estavam pensando em criar uma grife só deles, mas antes desejavam ter um filho e me pediram para ser a barriga de aluguel. Na época eu aceitei por ser amiga deles.

— Então por que me sequestrou? — Rachel se pronunciou.

— Deixe ela terminar, Rach. — A namorada beijou-lhe a têmpora. — Pare de apressá-la.

— Tudo bem, desculpe. — Suspirou. — Pode continuar.

Shelby aquiesceu.

— Judy engravidou novamente e meses depois eu fiz a inseminação com meus óvulos e o sêmen dos seus pais misturados após assinar o contrato onde eu abriria mão de você, mas... — Olhou para o rosto da filha. — Quando eu descobri que estava grávida foi uma alegria imensurável e a cada mês que eu via a minha barriga crescendo, sabendo que meu bebê estava ali, eu amava mais e mais aquele serzinho. — Os olhos escuros da mulher estavam marejados, não muito diferente dos de Rachel. — Quando eu soube que era uma menina eu passei o resto da gestação imaginando seu rostinho, seus olhos, lábios, nariz e eu me peguei sem forças para abrir mão de você. — As lágrimas desciam sem controle e a mulher fechou os olhos, sentindo logo após os braços de Rachel apertarem-lhe fortemente.

Quinn também estava emocionada e observava a cena com lágrimas escorrendo no rosto. Shelby apertava Rachel contra si como se a qualquer momento fosse perder a filha novamente. Ansiava tanto por aquele abraço que passou longos minutos sentindo o corpo da menor contra o seu.

Após separarem-se, as mãos delicadas de Rachel passaram em suas bochechas, enxugando-lhe as lágrimas docemente.

Quando o choro de Shelby amenizou Rachel voltou para o seu lugar.

— Foi por isso que fugiu para Londres? — Perguntou com a voz rouca.

— Faltava pouco mais de quatro meses para você nascer quando Judy deu à luz a um menino, mas uma semana depois Ohio toda soube que na verdade o menino era uma menina e era intersexual. Foi um choque para todos pois a maioria são ignorantes e caipiras. Eu estava morando com Hiram e Leroy por insistência deles em querer acompanhar cada segundo da gravidez e duas semanas depois Judy veio nos visitar com Frannie. Quando eu perguntei o motivo de Lucy não ter vindo com ela, foi respondido que... — Olhou para a loira procurando palavras.

— Eu conheço essa expressão. — Quinn suspirou. — Pode falar, eu aguento. — Sorriu triste.

— Ela disse que nunca andaria com uma anormal em público. — Suspirou em seguida.

Rachel sentiu o sangue ferver e fechou as mãos em punhos. A respiração da baixinha tornou-se acelerada.

Quinn observou a reação da namorada e tocou o seu braço delicadamente.

— Rach, calma. — Pediu.

— Como você quer que eu tenha calma? — Olhou para a loira com fúria. — Aquela mulher é um monstro e é inadmissível que ela ainda more nessa casa.

— Vamos falar sobre isso depois com Frannie, tudo bem? — Perguntou suavemente. — Agora se acalme e deixe sua mãe terminar de falar. Eu realmente não me importo com o que ela diz. — Sorriu confortante.

A verdade é que Quinn importava-se. Mesmo que minimamente, ela se importava. Judy era sua mãe. A pessoa que deu-lhe a vida. Que deveria amá-la e olhar para si como Shelby olhava para Rachel. Com amor e proteção. O olhar que toda mãe possui para com seus filhos. Entretanto, a única coisa que habitava nos olhos azuis de Judy era o mais puro gelo e desprezo. E Quinn se importava porque a feria.

A loira gostaria que não a ferisse dessa maneira.

— Pode continuar, senhorita Corcoran. — Sorriu simpática.

Shelby sorriu para Quinn com doçura pelo modo como a loira era gentil e como os olhos verdes brilhavam ao serem direcionados para Rachel.

A mulher mais velha continuou.

— Eu não acreditei no que tinha ouvido e iniciamos uma briga feia, e quando Hiram e Leroy defenderam Judy, eu soube que não poderia deixar você com eles. Meu receio todo foi embora e no meio da discussão eu desferi um tapa em Judy e desde esse momento eu a odiei com toda a minha alma. Então eu tive você meses depois e entreguei para seus pais como se isso não me afetasse. Eu trabalhei e consegui dinheiro para as passagens e fui até a pequena creche onde você ficava e informei que era sua mãe. Foi fácil e eu logo fui para Londres com você.

— E como eu parei naquele orfanato? — A baixinha perguntou com a expressão confusa.

— Eu conheci uma mulher chamada Margareth Johnson duas semanas depois que cheguei em Londres e nos tornamos amigas. Ela sempre me ajudava a cuidar de você enquanto eu trabalhava. Mas um dia quando eu estava voltando do trabalho, sofri um atropelamento e passei anos em coma. — Passou as mãos nos cabelos. — O médico responsável se recusava a desligar os aparelhos e um dia eu finalmente acordei, porém eu estava sem memória. Eu só sabia quem eu era pelos meus documentos e não havia qualquer parente indo me visitar no hospital. Eu era uma mulher sozinha e com a mente em branco. — Suspirou de forma melancólica. — Mas eu também tinha uma foto. Uma foto que foi achada na minha bolsa quando eu fui atropelada. É minha única foto com você. Eu a tirei assim que cheguei em Londres e fui conhecer a cidade. — Abriu a bolsa em seu colo e retirou a fotografia amassada, entregando para Rachel. — Meu celular foi todo danificado e o meu médico me ajudou no processo de recuperação e acabamos nos envolvendo. Casamos e anos depois nos mudamos para Nova York. — Abriu um sorriso nostálgico. — Me formei em artes performáticas e me tornei professora em NYADA. Eu tentava todos os dias, mas não lembrava de nada. Olhava essa foto e também nada me vinha à mente, e então em um dia qualquer depois de dezesseis anos eu tive uma forte dor de cabeça e lembrei de tudo. John e eu voltamos para Londres e fomos até o endereço de Margareth, entretanto, eu soube que ela havia morrido meses depois do meu acidente e alguns vizinhos disseram que você estava no carro quando houve o capotamento e eu fiquei devastada. Voltamos para Nova York e dias depois saiu no New York Times que a herdeira de Russel Fabray e a filha desaparecida de Hiram e Leroy Berry estava viva e voltando para Ohio.

— New York Times? — Quinn perguntou com a expressão surpresa. — A notícia saiu no New York Times?

— Na primeira página. — Shelby assentiu. — A ficha de vocês ainda não caiu, não é?

— Está caindo aos poucos. — A loira coçou a nuca encabulada.

— Eu li a notícia e a sua foto estava nela e eu soube de imediato que era você. Jonh e eu estávamos em processo de divórcio e assim que assinei os papéis, parti para cá atrás de você. — Finalizou respirando fundo.

Rachel observava a fotografia com os olhos marejados. A história fatídica ainda processando em sua cabeça. Deus! Se não fosse o maldito atropelamento ela teria uma mãe, ela teria o amor materno consigo, mas então ela não teria Quinn.

Olhou para o rosto pálido que a observava com preocupação e amor e sentiu o peito apertar dolorosamente em imaginar uma vida sem a loira. Sem os olhos verdes brilhantes e amorosos. Sem a pele macia e sem o toque que fazia suas pernas bambearem mesmo depois de anos juntas. Uma vida sem Quinn seria como existir apenas por ter um coração batendo dentro de si, e não vivendo com o amor fluindo em seu corpo.

E Rachel não viveria sem Quinn! Jamais!

— Eu espero que não esteja me odiando nesse momento. Eu simplesmente não consegui abandonar você. Eu espero que entenda. — Shelby olhava para a filha com os olhos escuros suplicantes e Rachel não a odiou. Não! Longe disso.

A baixinha pegou-se analisando a situação da mãe. Ela nunca conseguiria dar sua filha. Mesmo assinando um contrato. Ela jamais abriria mão de um bebê seu, e faria o que Shelby fez sem hesitar, todavia, também pensou por um momento nos homens Berry e no quanto devem ter sofrido pela filha ter sido sequestrada. E então lembrou-se das palavras de Shelby.

''...quando Hiram e Leroy defenderam Judy...''

Hiram e Leroy. Seus pais defenderam a mulher que quase deixou sua Quinn morrer sendo apenas um bebê. Defenderam uma mãe chamando a filha inocente de anormal. Defenderam a mulher fria e impiedosa que Judy era.

Rachel sentiu o corpo esquentar e sentia a raiva dominar-lhe. Respirou uma, duas, três vezes e encarou a expressão ansiosa de Shelby.

A baixinha levantou-se e a mulher fez o mesmo, largando a bolsa na poltrona. Rachel não esperou um segundo sequer e jogou-se nos braços da mãe, encaixando seu corpo no calor materno dos braços de Shelby.

— Oh, minha filha. — A mais alta apertava Rachel em seus braços como um bebê, enquanto enchia o topo da cabeça da morena de beijos amorosos.

Passaram minutos naquele abraço, trocando o amor de mãe e filha recém-descoberto e quando separaram-se, a mulher estendeu a mão para Quinn, que mantinha-se sentada observando emocionada aquela interação.

A loira franziu o cenho e levantou-se um pouco tímida, segurando a mão da mais velha e sendo surpreendida quando Shelby a puxou para um abraço de urso. Quinn passou alguns segundos sem reação, mas logo depois correspondeu ao afeto, rodeando seus braços na cintura da morena.

Shelby beijou a testa de Quinn demoradamente após separarem-se e sorriu.

— Você também será como uma filha pra mim. — Passou a mão no rosto alvo.

Quinn sorriu abertamente para a mulher, sentindo ali mais um alicerce que poderia apoiar-se quando necessário.

...

Hiram e Leroy estavam quase enlouquecendo tamanha aflição.

— O que aquela mulher deve estar falando para minha filha? — O homem de óculos perguntou.

— Mentiras, provavelmente. — Judy respondeu. — Espero que ela não seja um problema. — Comentou receosa.

O homem ia responder, quando observou a filha adentrar seu campo de visão com a namorada e a mulher mais velha.

— Estrelinha! — Hiram e Leroy caminharam apressadamente até a filha, acompanhados de Judy.

— Lucy! — Frannie apareceu ao lado da irmã. — Eu antecipei a hora do jantar para todos irem rapidamente embora. Eu achei que não teriam cabeça para aguentar mais conversas fúteis depois do acontecido, mas a comida ainda está quente e vocês podem comer quando quiserem. — Falou atenciosa.

— Obrigada, Frannie. Você realmente nos fez um favor. — A caçula agradeceu sorrindo.

— Francine Fabray. — Shelby olhou para a loira sorrindo simpática.

— Shelby, eu não te vejo desde os nove anos. — Aproximou-se e abraçou a mulher, sendo retribuída. — É um prazer reencontrar você.

— O prazer é meu, minha querida. — Respondeu docemente.

— Essa é minha esposa, Cassandra. — Apontou para a mais alta, que aproximou-se segurando Kate em seu colo. — E essa pequenina é Katherine, nossa filha.

— É um prazer, Cassandra. — Sorriu simpática.

— O prazer é todo meu. — Colocou a filha no chão e aproximou-se, abraçando a mulher.

— Eu sou a Kate. Só me chamam de Katherine quando estão bravos. — A pequenina corrigiu, cruzando os pequenos bracinhos.

Shelby riu pela esperteza da menor e Frannie logo pegou a filha no colo, mordendo-lhe a bochecha e recebendo uma reclamação da loirinha.

— É um prazer conhecê-la, então, Kate. — Sorriu.

— Pode nos dizer então o que conversaram? — Hiram questionou impaciente.

— Isso não interessa a vocês. — Shelby respondeu direta.

Santana, que até então estava sentada no sofá ao lado de Brittany e Puck, sorriu, prevendo alguma briga se formar.

— Shelby, esses são nossos melhores amigos. — Quinn cortou parte da tensão, chamando-os com a mão. — Santana Lopez, sua namorada Brittany Pierce e Noah Puckerman. — Apontou para os três respectivamente.

A mais velha abraçou Santana, e logo após trocarem cumprimentos, a latina foi para o lado de Quinn.

— Vai me contar tudo depois, não é? — Sussurrou no ouvido da loira.

— Você sabe que sim. — Respondeu no mesmo tom, enquanto observava Shelby abraçar os outros dois jovens.

— É bom que se conheçam, já que minha mãe irá morar aqui. — Rachel pronunciou-se, sorridente por poder chamar Shelby dessa maneira.

— Morar? — Judy quase gritou, enquanto Hiram e Leroy apenas permaneciam estáticos.

Shelby sorriu. A felicidade explodindo o seu peito ao ser chamada de mãe.

— Sua mãe. — A mais velha sussurrou extasiada, enchendo a bochecha de Rachel com beijos, fazendo a menor soltar uma risada.

— Shelby morará conosco, você se importa? — Quinn olhou para a irmã.

— De maneira nenhuma. — Respondeu rapidamente. — Há dois quartos sobrando e será um prazer ter Shelby conosco. — Sorriu gentil.

— Será um prazer morar com vocês. — Sorriu com amor para Rachel, antes de subir o olhar para Judy e sorrir falsamente.

Notas finais
Sinto cheiro de brigas, hein?! Então, hoje minhas aulas retornaram e eu não poderia estar mais triste pois já estou com duas pesquisas para fazer e isso dificultará os capítulos um pouco, por isso para não demorar demais eu irei postar nos dias de segunda e sexta-feira. Eu realmente odiei ter de tirar as quartas, mas eu não consigo escrever três capítulos semanais. Espero que entendam e não abandonem está fanfic, pois ela só está começando. O que acharam de Shelby? Comentem, favoritem e exponham suas opiniões. twitter.com/yasagron