Desembarcar em outro estado é um tanto cansativo, Othon ainda estava preocupado com a assistente que desde que pisara naquele lugar calou-se de uma maneira incomoda.

— Ei, você está bem? — Realmente ele estava preocupado.

— Sim. — Ela respondeu sem olha-lo.

— Não parece.

— Mais estou — Ela rebate rude — Desculpa, eu não estou bem.

Ele pega eu seu queixo com as pontas dos dedos e a faz olhar em seus olhos, que já não estão mais brilhantes como antes.

— Mais e aquela que mora com você?

— Ela é uma amiga.

— Eu quero conhecer seus pais.

— Para que? — Ela o olha assustada.

— Mostrar para eles, a mulher que se tornou, sua independência, a sua felicidade em fazer o que gosta, demonstrada em seus olhos, sorriso etc. Fora que com certeza deve estar mais linda do que já era.

— Eu bonita? — Perguntou ela sem graça.

— Sim. — Ele a olhou ainda mais confiante.

Ele aos poucos se aproxima de seu rosto, ela fecha os olhos para sentir o toque das mãos de Othon acariciando-a de maneira lenta e delicada, por fim o toque dos lábios, encaixando perfeitamente e tornando aquele momento mágico e inesquecível. Segundos depois ali estavam se olhando sem uma palavra ser dita, o diálogo era apenas com olhares.

— Er.... Eu não sei o que dizer. -Disse ela desconcertada.

— Eu vou ser sincero, amei te beijar. — Ele foi sincero e direto.

— Nossa... — Ela ainda estava chocada com tudo que havia passado no caminho até o hotel.

Chegando no imenso prédio, Muniz já os esperava, ele havia ido em outro carro, a pedido de Othon. Rúbia estava embriagada com o gosto do beijo, por isso estava pensativa, nada respondia quando o homem perguntava algo.

— Rúbia... Rúbia.

— Nossa, que susto, oi.

— Está tão pensativa.

— Desculpa.

Ele sorriu e a guiou para a cobertura, era um apartamento com três dormitórios, o local era grande e confortável, tudo a nível Othon Fernandez.

— Uau.... Nunca estive em um lugar tão grande. — Ela olhava para todos os lados.

Ele a olhava divertido, enquanto ela caminhava pelo lugar, sem mais ele a seguiu e puxou-a pelas mãos fazendo com que bata contra seu peito, sem mais delongas beijou novamente os lábios dela.

— Eeeei. Você não pode fazer isso. — Ela reclamou ainda abraçada a ele.

— Por que não? — Ele ria de sua frustração.

— Ué.... Por que eu não deixei. — Ela ainda estava irritada.

— Deixou Sim, eu li seus pensamentos. — Ele logo fala se divertido.

— Mais nem te olhei. — Já mais calma ela rebate.

— Não precisa me olhar para eu saber, eu sinto o que você quer. — Ele diz olhando para seus olhos.

Ela não podia negar, realmente estava sentindo uma coisa diferente, borboletas talvez, era como se tivesse revivendo um romance adolescente.

— Ainda quero conhecer seus pais. — Ele provoca.

— ai eu vou chegar lá e falar "Mãe, Pai esse é meu chefe", eles vão pensar o que? – ela ironiza, fazendo-o rir.

— Mais você não me apresentará como seu chefe.

— Que?

— Isso mesmo que ouviu, você me apresentará como seu namorado.

— Por que eu te apresentaria como seu namorado ?

— Por que no evento de hoje, você será a minha acompanhante.

Ela engasga e acaba passando mal, sua pressão abaixa e seus lábios ficam branco, por essa ela não esperava, morada de Othon ? Isso era novo, como assim, ele não a consultou, simplesmente disse e pronto, era isso, assim que voltou ao normal, permaneceu em seu quarto e com a porta trancada, não estava preparada para vê-lo.

— Rúbia... Rúbia... Abre aqui, estou preocupado com você, me deixa explicar, por favor me ouve, só isso que te peço.

Ela respirou vencida pelo cansaço e abriu a porta, ele ia se aproximando dela, porém a mulher esticou as mãos, para impor uma distância entre os dois.

— O que foi isso ?

— Eu não sou uma qualquer aí que você arranja pra te acompanhar nas festas, esqueça isso, sou sua assistente, sua funcionária, exijo respeito, você me beijou duas vezes e acha que é meu namorado, meu dono, as coisas não são assim, meses de trabalho juntos e você não aprendeu a lidar comigo. — Ela estava chateada com a atitude de Othon.

— Desculpa, me desculpa, se te fiz pensar errado, eu não soube falar, não sei mais como se fala coisas bonitas para uma mulher, me apaixonar estava fora de questão, mais isso mudou quando entrou no meu escritório e me enfrentou, seus olhos brilhando me fizeram refletir e sentir que você era a pessoa para mim, depois minha filha me disse algumas coisas e então eu vi o quão perdido estava.

Ela olhava de boca aberta, realmente ele falava sério, não era armação e muito menos amor falso, tudo parecia verdadeiro.