De longe estava Belinda com seus olhos de pura inveja, mais uma no seu caminho, Arianna ao vê-la foi ao seu encontro, dessa vez tudo será diferente.

— A inveja mata né? — Pergunta Arianna ironizando.

— Sim, por isso sua mãe não está mais aqui. — A moça responde sínica.

— Pois é, mais em compensação você nunca terá paz na sua vida e você sabe disso.

A menina fala olhando em seus olhos de forma penetrante, ela estava disposta a infernizar a vida de quem tirou sua mãe. As duas saíram cada uma para um lado, Arianna estava realmente disposta a vingar a morte de sua mãe.

— Paco, que susto! — Diz ao senti-lo tocar seu braço.

— Desculpa Ari, tudo bem? — Perguntou preocupado.

— Sim. — Disse de maneira simples.

— Não é o que parece. — Disse desconfiado.

— Lembranças meu caro amigo, lembranças. — Ela disse pensativa.

— Já entendi, você está bonita com essa roupa. — Ele elogiou.

— Obrigada. — Respondeu corada.

Othon estava andando para ir em um lugar qualquer quando encontra Paco e Arianna conversando animadamente.

— Não, não faça isso. — Alerta Muniz, ao seu lado.

— Não farei nada. — Disse assustado.

— Vamos, temos compromisso.

O rapaz puxou o amigo para o carro, Othon se surpreendeu ao ver Rúbia ali, não lembrava de que ela estava ali.

— Rúbia?

— Eu. — Respondeu ela

— O que faz aqui? — Perguntou ele.

— Ué, sou sua assistente, esqueceu? — Ela respondeu como se fosse óbvio.

— Não, não esqueci. — Disse ele já sabendo quem mandou Muniz interferir.

Ele entra no carro ao lado da assistente, ambos estavam indo para o aeroporto.

— Que frio na barriga. — Disse a assistente.

— Tem medo de avião? — Perguntou ele se divertindo.

— Não, não, quer dizer não gosto muito. — Ela sai pela tangente com estilo.

Logo estavam no aeroporto entrando no jatinho particular do homem, Rúbia se arrependeu de ter aceito a viagem, era a primeira vez que voltava para a sua cidade, depois de anos.

— Psiu, aconteceu alguma coisa? — Othon mostrou-se preocupado.

— Er... estou com medo. — Ela desviou o olhar para a janela.

— Medo!? — Ele estranhou.

— Estamos indo para a minha cidade. — O rapaz respirou fundo.

— Medo por que? — Perguntou curioso.

— Por que eu saí daqui meio foragida. — Ela abaixou a cabeça.

Falar do passado é doloroso para ela também, lembrar que saiu dali para realizar seus sonhos e sua família considera-la uma estranha, Rúbia não iria ficar ali para viver infeliz como a irmã, a qual aceitou toda uma vida imposta por aqueles que dizem ser seus pais.

— Espera, é sério isso? – Desconfiado.

— Não, eu estou perdendo tempo inventando uma historinha de dormir, por favor né Othon. — Ela revira os olhos

Ele respirou fundo e virou para frente, estava tentando ser educado, mas é isso que recebe em troca. Rúbia estava sensível e era visível, porém geralmente as mulheres choram, só então ele percebeu que essa garota é diferente.

— Desculpa por ter tratado você mal. — Ela o olha arrependida.

— Não tem problema, agora sei como se sentem quando eu desconto meus medos e problemas em vocês. — Ele a olha.

Ambos sorriram um para o outro, talvez essa viagem não seja tão ruim como pensa, aos poucos o sono vai batendo e os olhos fecham dando a vitória ao sono.