O Preço De Uma Mentira
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Em seus anos de universidade, Gina tinha tido vários namorados, mas nunca um amante. Nem sequer se havia sentido tentada. Agora, embora fosse à inocência personificada, seguiu-o desejosa, disposta a entregar-se por completo.
Gina não percebeu quando Jake a puxou e deitou sobre ela beijando-me com urgência, enlaçou as pernas em seu quadril e ele começou a se mexer em cima dela, levando-a ao delírio. Enquanto ainda se beijavam, percebeu que Jake tateava cegamente o criado mudo procurando por algo, Gina só se deu conta do que ele procurava quando avistei o pacotinho preto.
– Querida eu vou colocar... – ele mostrou o preservativo, então Gina o soltou para que ele pudesse coloca-lo.
– Você quer ajuda? – perguntou por perguntar, já que ela não tinha ideia de como fazer. Percebeu que a sua pergunta retórica, pois lhe lançou um sorriso divertido. Assim que colocou voltou a se deitar em cima dela.
– Querida, eu vou devagar, se machucar você me fala que eu paro ok? – Jake diz olhando em meus olhos, suas palavras me deixam um pouco tensa, mas assinto com a cabeça.
E ele se conecta a ela de uma maneira totalmente nova, ele começou a penetrá-la lentamente, era uma sensação nova, um tanto dolorosa e prazerosa ao mesmo tempo, fechando os olhos tentando pensar somente na parte prazerosa, e que sacia o desejo que tinha dele, mas uma lágrima teimosa escorregou pelo seys olhos. Jake ficou imóvel dentro dela e a olhava preocupado.
– Te machuquei? – Perguntou preocupado, e ela negou com a cabeça, Jake beijou sua testa e ela mexeu o quadril para que ele continuasse. Ele estoca lento e ritmado, mais nossa sede fica cada vez mais insaciável. Seus beijos cada vez mais urgentes, as estocadas cada vez mais rápidas, suas mãos unidas não se soltavam nem por um minuto, seus gemidos sendo abafados pelos beijos. Logo a dorzinha inicial, foi substituída por prazer.
– J-Jake m-mais-s rápido. – gemeu o que o estimulou mais ainda. As estocadas se tornaram mais fortes e ela sentia seu interior se comprimindo, outra sensação que também era totalmente nova para ela.
– Eu acho que vou... – começo.
– E-eu também... – ele falou.
Gina percebeu que com mais algumas estocadas, chegaram ao clímax juntos, como se tivessem combinado. Teve a impressão de que tinha ido ao céu e caído em queda livre. Foi a melhor sensação que ela já teve. Jake desabou ao meu lado ofegante amarrando a camisinha e jogando em um lixinho ao lado da cama. Ele a puxou para os seus braços e ela se aninhou em seu peito ouvindo seu coração acelerado.
Ainda entre seus braços e com a cabeça apoiada em seu ombro, Gina tinha a certeza de que nunca tinha sido tão feliz em toda sua vida.
– Isso foi... – Gina começou a dizer, sem saber ao certo como expressar este momento em palavras.
– Perfeito. – ele conclui, ecoando meus pensamentos. Ele puxou o edredom os cobrindo e não demorou muito para que eles adormecessem.
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Na manhã seguinte, despertou com a mesma sensação de bem-estar e plenitude; quando lhe ofereceu seus braços, entregou-se a eles como se nunca tivesse desejado estar em outro lugar. Ele, por sua parte, fez-lhe amor não só com paixão, mas também com ternura e com uma especial consideração por seus sentimentos de mulher.
Tomaram o café da manhã tarde e com tranquilidade, depois ligaram a televisão para ver um boletim informativo sobre o estado das estradas e um relatório meteorológico que confirmou que tinha deixado de nevar e que o vento tinha diminuído.
— Assim que limpem as estradas, eu também tenho que ir a São Francisco. Tenho uma reunião importante emHaight na segunda-feira... — disse Jake com tom de pena. — Mas duvido que haja muito movimento ainda — acrescentou mais alegre.
Logo ficou claro que tinha razão, não havia nada de movimento, e provavelmente a situação não mudaria em vinte e quatro horas.
— Como temos outro dia de graça, sugiro que o aproveitemos ao máximo — disse ele sorridente. — Já andou alguma vez em ski de neve elétrico?
— Não.
— Acredite, é divertido.
— Acredito em você — assegurou-lhe.
— Quer ir?
— Certamente que sim.
— Então, vamos — convidou ele, com voz jubilosa.
Ao afirmar que era divertido Jake havia simplificado e ela, encantada, desfrutou como peixe na água. Sentada atrás dele, no pequeno, mas potente ski de neve, Gina ria a gargalhadas enquanto atravessavam o bosque ao que parecia uma velocidade vertiginosa.
Na última hora da tarde, depois de um dia de idílio, voltaram e se sentaram no chão diante do fogo. Fizeram torradas de pão, que untaram com manteiga antes de comê-los.
Gina, chupando os dedos gordurosos, afirmou que essa comida simples era mais deliciosa que o salmão defumado ou o caviar e, rindo-se, Jake confirmou sua opinião. Se o dia tinha sido maravilhoso, a noite foi ainda mais; por isso, quando despertou pela manhã ficou desiludida ao descobrir que estava sozinha na cama. Havia um recado na mesinha que leu imediatamente.
Gina. Querida.
Saí na primeira hora para me unir na busca de um esquiador que se perdeu. Quando voltar temos que falar. Jake.
Perguntando-se do que quereria falar com ela, e desejando que fosse o que esperava, tomou banho e se vestiu. Acabava de passar o pente por seus cabelos quando bateram na porta. Era o mesmo jovem que lhe tinha entregado o traje de banho.
— Bom dia, senhorita Augustin. O senhor Wallace me pediu que lhe comunicasse que as estradas principais estão limpas e que estarão preparados para partir em dez minutos.
— Oh... — exclamou ela desconcertada. — Obrigado. Por favor, diga-lhe que me reunirei com eles em seguida.
Para não lhes fazer esperar, encheu a mala de qualquer maneira e escreveu uma nota a Jake para lhe explicar que ia embora:
«... mas estarei de volta ao Condado Pitkin na terça-feira pela tarde». Acrescentou «com carinho, Gina» e seu número de telefone.
Entristeceu-a não despedir-se em pessoa, mas o melhor seria comunicar a verdade a Brady o quanto antes possível. Depois, se o que Jake pretendia era falar de um possível futuro em comum, poderia escutá-lo com a consciência tranquila.
Tinham passado a máquina de limpar neve e, embora perigosa, a rota estava limpa. Só pararam brevemente para comer e teriam chegado a São Francisco na primeira hora da tarde se não fosse porque, nos subúrbios de Wilham, um pequeno povoado, o carro deu um tranco e poucos metros depois parou de todo.
Era domingo e a única garagem do povoado estava fechada. Por sorte, havia um pequeno motel muito perto e, suspirando por sua má sorte, reservaram suítes para a noite. Ali os telefones funcionavam e, enquanto os Wallace chamavam a seu filho, Gina fez o mesmo com Brady.
— Houve uma tormenta de neve, e ficamos isolados.
— É o que tinha imaginado — falou Brady nervoso.
Quando lhe disse que tinham voltado a ter problemas, agitou-se mais ainda.
— Me diga onde está e irei te buscar.
—Não, sério... — rechaçou ela. Tinha tão más notícias para ele, que isso era quão último desejava. — Sairemos assim que o carro esteja arrumado.
— Quando será isso?
— Provavelmente pela manhã, assim que te verei pela tarde — disse. Sem lhe dar tempo a discutir, apressou a despedida e desligou o telefone.
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Na segunda-feira pela manhã o mecânico trocou a bomba da gasolina e iniciaram a viagem antes de comer. Mesmo assim, quando o táxi amarelo deixou Gina à porta de uma bela casa de pedra marrom da rua Lombard ST, começava a anoitecer.
A criada estava ocupando-se da mala e do casaco quando Brady chegou apressadamente ao vestíbulo, seu rosto denotava ansiedade.
— Querida! Tinha começado a pensar que não chegaria nunca mais.

Pegou-a pela mão e a conduziu até a luxuosa sala. Uma elegante mulher de cabelo cinza e traços agradáveis esperava com um sorriso e os braços entreabertos.
— Mamãe, esta é Gina — apresentou Brady com orgulho, enquanto Gina recebia um abraço de boas-vindas. Soava como um menino que estivesse mostrando um troféu recém ganho.
— Como está você, senhora Newman? — saudou Gina, um pouco incômoda..
— Meu primeiro marido se chamava Newman; morreu quando Brady tinha um ano e me casei com Charles quando Brady tinha três... — interrompeu-se. — Mas, estou divagando... O que quero dizer é que não seja formal, por favor. Chame-me de Heather — deu-lhe outro abraço. — Levo tempo desejando conhecer a namorada de Brady; quando se casarem eu gostaria que me chamasse de «mamãe».
Gina se voltou para Brady com um olhar de recriminação.
— Está de viajando desde sexta-feira, deve estar esgotada — disse Brady atropeladamente. — Vou te mostrar seu quarto para que descanse um momento antes do jantar.
— Até quando ficará? — perguntou Heather.
— Tenho que voltar amanhã na primeira hora, trabalho na quarta-feira pela manhã.
— Oh, que lástima! — simpatizou Heather. — Mas tudo será muito mais fácil quando mudar a São Francisco. Brady me disse que estava preocupada em encontrar um trabalho e alojamento, mas estou segura de que meu enteado pode te encontrar algo, embora seja temporário. E se quer viver aqui, será bem-vinda.
— É muito amável — disse Gina com voz abafada. — Mas eu...
— Vamos querida — pediu Brady, dirigindo-a para a porta. — Primeiro se instale e depois falaremos.
— Pedirei a Mary que te leve um chá — disse Heather, tocando uma campainha que havia sobre o suporte da lareira.
— Como pôde fazer uma coisa dessas? — exigiu Gina, assim que a porta do dormitório se fechou atrás deles. — Permitiu que sua mãe acreditasse que tudo está decidido, e não o está absolutamente.
— Mas poderia estar — disse ele com entusiasmo. — Só tem que dizer sim.
— Não posso — replicou claramente. — Sinto muito, não tenho palavras para expressar quanto o sinto, mas não posso me casar com você.
— Não está falando sério. Está zangada comigo por me adiantar aos acontecimentos.
— Sim, estou zangada com você — admitiu. — Complicou as coisas para todo mundo. Mas digo sério. Agora sei que não te quero como se quer a um marido. Gosto de você, mas, como compreenderá isso não é importante.
— Para mim é — discutiu teimoso. — Não desejo uma grande paixão.
— Mas eu sim — interveio Gina.
— Não seja boba, querida — parecia surpreso, quase horrizado. — É muito sensata e equilibrada. Se alguém te oferecesse uma grande paixão, sairia correndo.
Estava claro que acreditava que era sempre tão tranquila e desapaixonada como a imagem que mostrava ante o mundo. Gina mordeu o lábio. Se ele soubesse!
— Tenho razão, não? — insistiu.
— Não importa se tem ou não. O que importa é que tem que aceitar que não posso me casar com você e...
Ouviu-se uma batida na porta.
— Deve ser Mary com o chá — Brady não pôde ocultar seu alívio. — Deixarei para que relaxe... — disse, embora o que queria na realidade era que passasse o aborrecimento. — O jantar é às sete e meia... E, Gina, por favor, não diga nada que possa desgostar a mamãe. Possivelmente tenha mudado de opinião pela manhã.
Sem lhe dar tempo para responder, abriu a porta para a criada e escapuliu.
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