O Príncipe Solitário.
2 Capítulo 2- Uma Estranha Ligação.
Notas iniciais
Capítulo 2
Uma Estranha ligação.
Passadas duas semanas desde a volta de Goku e a notícia da invasão dos andróides, Goku e os outros treinavam como nunca, afinal nosso planeta estaria em perigo mais uma vez. E Vegeta não fazia diferente, durante muitas horas por dia ele treinava arduamente na nave gravitacional do meu pai, só parava para comer e dormir, mal falava com alguém a não ser quando queria algo ou a nave estava com algum defeito. Yamcha vinha me ver com freqüência, mas não parava de treinar também.
– Oi Bulma- disse numa manhã quando chegou para uma visita.
– Yamcha! – fiquei surpresa por ele vi com tanta rapidez. – Você não deveria estar treinando?
– Caramba, eu vi ver você e me recebe com essa resposta? – Yamcha se frustrou.
– Desculpe, eu só estou meio surpresa.
– Por quê? Eu sou seu namorado, sempre venho ver você nesse horário – ele estava agora chateado comigo. – O que há com você?
– Nada ora.
– Desde que esse Vegeta chegou, anda distraída e não muito disposta a ficar comigo.
Num salto levantei da cadeira que estava sentada e bati forte na mesa.
– Isso que está falando é uma idiotice sem tamanho! Como ousa falar assim comigo?
– Desculpe Bulma, mas é o que está aparecendo – Yamcha estava nitidamente com ciúmes.
– Você não tem jeito mesmo, sempre com esse ciúme sem sentido!
Ele se aproximou de mim e foi firme:
– Então por que está ajudando esse assassino? Esqueceu que ele matou não só a mim, mas os nossos amigos?
– Porque ele pode nos ajudar contra os andróides! Ora pare com isso, não seja tolo! – virei e fui em direção a porta, pois tinha muito trabalho no laboratório.
– Aonde vai? Ainda não terminamos a nossa conversa!
– Ela fica para outra hora, eu tenho que terminar alguns projetos.
Yamcha estava conseguindo me tirar do sério nos últimos dias com aquelas conversas, como se eu pudesse estar interessando no grosso do Vegeta, eu não já tinha um namorado?! Mesmo sendo um namorado que sempre me traía e que eu sempre perdoava. De alguma forma eu já não estava com tanta paciência com Yamcha, principalmente quando me lembrava das suas traições e seus deslizes. Querer ficar um pouco só era pedir demais?
Uma hora depois, eu já estava exausta de ficar trabalhando no laboratório, então decidi ir comer alguma coisa e quem sabe namorar. Ao chegar à cozinha Yamcha falava ao telefone celular e ria bastante, porém ele não viu que eu me aproximava e também não percebeu que eu ouvia tudo.
– Claro, minha querida, pode deixar nos encontraremos naquele mesmo lugar de sempre, mas é claro que eu vou. Não se preocupe não terá nenhum problema que me impeça de ir – o safado do meu namorado falava suave, de um modo que não falava comigo há anos. – Um beijo demorado e me espere bem bonita heim!
Quando desligou o celular e virou-se, deparou-se comigo e sua expressão foi de pavor.
– Então quer dizer... que basta eu dizer que tenho trabalho você liga para a primeira sirigaita da sua lista?
– Não foi nada disso que você escutou, eu posso explicar! Eu juro!
– Você tem um minuto para uma explicação convincente.
– Sabe o que é Bulma, como você não quis ficar comigo pensei em chamar uma amiga para pegar um cinema, já que você não me deu nenhuma oportunidade para fazer o convite, mas era só um passeio entre amigos, nada demais.
– Cretino!!! – vociferei colérica. – Como ousa supor que eu acreditaria nessa desculpa esfarrapada?
– É verdade, Bulminha... eu queria ver o filme com você e depois poderíamos sair para jantar, mas você mesmo me dispensou.
– Ora seu ... Quer saber, eu cansei de você, Yamcha – naquela hora foi a única coisa que consegui dizer, mas no fundo estava incerta.
– O quê? Como assim, Bulma? – ele pareceu que iria infartar.
– Isso mesmo que você ouviu – virei para Yamcha e o fuzilei com os olhos – eu CANSEI de você!!
– Cansou? Mas por quê? Como? Eu sou um bom namorado, não sou? Ora Bulminha aquilo que falei era uma brincadeirinha de nada, não leve a sério não!
– Sabe Yamcha? Cansei de ser trouxa, de ser a sua trouxa... – de repente meus olhos ficaram cheios de lágrimas e mesmo assim continuei firme – você não vai mais me fazer de otária, por mais nenhum momento se quer... Eu sou uma mulher rica, independente, muito inteligente e com certeza mereço mais que isso, muito mais de um homem além de traições e mentiras esfarrapadas!
Por um minuto Yamcha somente me fitou atônito, minhas palavras pareciam tê-lo mortificado, no entanto não me deixei abalar e engoli toda e qualquer vontade de chorar.
– Por tanto a parti de agora considere-se um homem solteiro, então pode ir ao encontro de sua “amiga”.
– Espere! – agarrou meu braço antes que eu pudesse sair da cozinha. – Você não deve estar falando sério? Isso é uma brincadeira, só pode ser uma brincadeira, diga que é uma brincadeira Bulma?!
Sua voz era de pura súplica, se fosse em outros tempos eu poderia até sentir pena e balançar na minha determinação, mas aquilo já não me atingia.
– Basta, Yamcha! Eu não ficarei aqui tentando me explicar mais uma vez, durante anos você me diz que vai mudar, mas não muda, então eu mudo.
– Bulma querida me dê mais essa chance, eu prometo não decepcioná-la, eu juro que vou me empenhar em ...
– Não, Yamcha!
Segurei seu rosto entre minhas mãos e sorri ternamente, pois eu ainda o amava é claro, porém eu me amava mais.
– Você está liberado de mim, poderá ser feliz com quem quizer.
– Mas é com você que eu quero ser feliz com mais ninguém, Bulma – então ele me beijou e somente por mais aquela vez eu deixei, afinal era o fim.
– Desculpe, tenho que voltar ao trabalho, Yamcha... Até um outro dia.
– Não me deixe Bulma, por favor!
Yamcha continuou segurando minha mão até o último dedo se soltar e eu pude sair sem mais delongas, logo fui direto para meu quarto, aquela conversa não havia me deixado tão bem quanto esperava. Será que no fundo eu tinha tomado a decisão correta? De todo modo já importava mais, eu não voltaria atrás, Bulma Briefs jamais voltava atrás em uma decisão, ou pelo menos era muito difícil voltar.
– A partir de agora mudarei uma pouco de vida, também farei a minha parte para ajudar a Terra, não serei mais um inútil!
A partir daquele dia eu havia tomado a minha decisão, buscaria meios, estudaria novas tecnologias para ajudar a detectar a chegada dos andróides e para as pessoas se protegerem. Sim, eu também faria a minha parte valer à pena.
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