O Príncipe E A Plebeia.
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Notas iniciais
Bruce ainda não conseguia acreditar em todo o sofrimento pelo qual Diana havia passado na vida, uma moça tão jovem com uma carga emocional e física tão grande. Ele queria poder tirar aquelas lembranças do coração daquela menina, sim, menina. Apenas uma criança, tão sozinha no mundo.
Como alguém poderia machucar aquela menina, aquela flor maravilhosa que nunca havia feito mal para ninguém, ele não sabia o que havia desencadeado todo aquele ódio em Charles, mas sabia que se ele se aproximasse de Diana ou de seu filho novamente, ele não ficaria vivo.
Disso ele poderia apostar, ninguém estragaria sua felicidade, ninguém tiraria de seus braços aquela moça vulnerável, a mulher de sua vida.
Diana ainda repousava em seu braço, era madrugada e Bruce sorriu ao ver que ela estava tranquila agora. Sua respiração era calma e ela estava conectada a Bruce.
Bruce suspirou e fechou os olhos.
Passados alguns minutos, ou muitos ele ouviu a doce voz de sua princesa.
- Bruce? – Ela chamou por ele, seus olhos estavam fechados, mas sua respiração havia mudado, ela estava acordada, ele soubera disso.
- Oi?
- Você está bravo comigo? – Ela estava sofrendo com o silêncio dele.
- Claro que não Diana! – Disse ele se virando para ficar de frente com ela, e agora ela abria os olhos, aquelas duas esferas azuis, tão brilhantes, tão verdadeiras, mas ele via medo, muito medo. – Eu vou te proteger, você esta entendendo, você agora faz parte de mim, você é minha vida!
Bastou aquilo para que o coração de Diana finalmente se acendesse, Bruce era dela, ela nunca havia conseguido se abrir com ninguém, nem mesmo com seus irmão Shayera e Wally, Bruce lhe transmitia paz, serenidade, ele era o seu destino. E então ela agiu.
Ela abraçou Bruce enquanto algumas lágrimas escapavam do seu rosto, lágrimas de felicidade, por finalmente conseguir fechar uma porta que estava aberta em seu coração, esquecer o seu passado tão triste e finalmente poder focar em um futuro, um futuro que ela queria ao lado de Bruce.
Eles não souberam dizer por quanto tempo ficaram abraçados, Bruce carinhosamente passando a mãos pelos cabelos e pelas costas macias de Diana, ouvindo sua respiração ficando cada vez mais leve. Bruce não queria arriscar olhar para aqueles olhos azuis, ou para aquele rosto perfeito, pois sabia que se fizesse isso, não iria aguentar. A madrugada passava vagarosamente, ambos ainda estavam abraçados e então ela se moveu. Lentamente, suavemente, e inspirou. Aquele pequeno movimento, a tranquilidade agora em sua respiração fez tudo mudar, como num passe de mágica, o corpo de Bruce se arrepiou.
Bruce tomou coragem e encarou o rosto de Diana, e para sua surpresa, ela também estava olhando para ele, olhos brilhantes, lábios entreabertos, ela estava mais acordada que nunca.
*BRUCE:
‘’Eu não poderia fazer nada naquele momento, Diana havia acabado de contar que sofrera inúmeros estupros na infância, eu não queria que ela pensasse que eu estava apenas usando-a, mas eu, droga! Eu a amava, queria fazer dela minha, única.
Queria ser o ultimo homem na vida dela, queria poder dormir e acordar ao seu lado todas as noites, dizer que aquele corpo, assim como aquela alma, tão bondosa e linda, eram minhas! Então porque eu não tinha coragem de falar algo?’’
- Pare de pensar tanto Bruce. – Disse Diana numa voz tranquila. – Eu quero você. – Disse ela apenas antes de me beijar.
* FIM
Bruce sentiu seu coração saltar do peito, a mão pequena e delicada de Diana segurou seu rosto, e o beijo se aprofundou.
Bruce não conseguia raciocinar, deveria se afastar de Diana, dizer não, dar um basta naquilo que estava acontecendo, mas não conseguia, Diana, ali, em sua cama, era mais que um sonho se realizando.
Bruce sentia a maciez da pele da morena e não pode esconder um gemido quando ela deu uma mordidinha em seu lábio. Foi um misto de sensações que se seguiram... O beijo de ambos se tornou mais forte, mais intenso, suas mãos buscaram mais ao outro.
Bruce atacou seu pescoço e Diana não conseguia parar de gemer, aquelas sensações eram maravilhosas, nunca ninguém a tocou daquela maneira, apaixonado. Quando os lábios dele se afastaram de sua pele por mais de dez segundos ela resolveu abrir os olhos novamente. E encontrou-o olhando para ela, com aquele olhar escuro de profundo deleite. E mais do que isso: desejo.
Ele fechou os olhos e Diana pode, por décimos de segundos apreciar aquele rosto perfeito, aquela barba por fazer, aqueles lábios carnudos e sexy. Diana ergueu a mão e tocou o rosto dele. Bruce não abriu os olhos, mas virou levemente a face até que sua boca beijasse a palma da mão dela, sentindo a pele e a barba por fazer. Passou as pontas dos dedos pelo nariz e pelos lábios de Bruce, e sentiu-o prender a respiração.
— Bruce... – Disse ela num sussurro. – Me faça sua.
E quando ele abriu os olhos e colocou o indicador no queixo dela, fazendo-a olhar para ele, Diana viu o brilho mais fantástico e mais escuro possível nos olhos dele. Havia desejo. Um desejo puro, quase primal. E uma sombra ainda mais intensa, que ela não pôde identificar o que era.
Ela sentia seu corpo tremer apenas com o olhar dele. E havia a antecipação, de um próximo gesto, uma próxima palavra. Qualquer coisa. E quando ela não conseguiu mais esperar por isso, ela passou os braços pelo pescoço dele e colou seus lábios nos de Bruce.
Ela queria saber mais. Queria tocá-lo mais. Queria sentir a pele dele sob os seus dedos. Ela não sabia o que estava fazendo, somente que era bom se sentir daquele modo, amada, desejada. Sentia aquele friozinho peculiar no estômago, como se houvesse milhares de borboletas voando, suas pernas tremiam, seu coração acelerava mais a cada segundo.
Diana passou os dedos na barriga dele, sentindo os músculos se retraírem e ele rir e suspirar baixinho contra os seus lábios, enquanto as mãos dele agarravam-se à cintura e ao pescoço dela, trazendo-a para mais perto dele.
E então ele a beijou novamente, As línguas se engalfinhavam mais ligeiramente agora. Buscavam-se. Tocavam-se. Retraíam-se. Para tocarem-se novamente. Ele podia sentir o corpo dela tremer, mesmo sem tocá-la. Seria aquilo medo? Não, não podia ser, Diana estava entregue, segurando seus cabelos e o beijando com voracidade.
Ela deslizou os lábios docemente em meu queixo, numa carícia que lembrava muito um beijo... E em seguida se transformou em dentes raspando e uma língua quente e suave percorrendo meu pescoço e abaixo.
Diana gemeu. Bruce gemeu, mordiscando o pescoço da morena, a abraçando-a com mais vontade.Suas pernas se entrelaçaram, e a sensação fez ambos gemerem, mesmo com as peças de roupas no caminho.
- Diana... – Bruce sussurrou, os olhos cerrados enquanto minhas aguardava o consentimento dela. "Princesa...
Diana olhou para Bruce com aqueles olhos maravilhosos, e não havia medo ali, mas sim desejo.
E então ela fez a última coisa que Bruce pensaria que faria, ela levantou as duas mãos num gesto de consentimento para que ele tirasse seu baby doll. Seus olhares não se desviaram quando Bruce puxou o baby doll rosa que a cobria. Buscando no olhar dela ou em sua expressão algo que me indicasse que era hora de parar, ele não detectou nada. E finalizou a tarefa, puxando a roupa. Diana separou momentaneamente o corpo do dele para que a roupa saísse mais facilmente do seu corpo.
Ele beijou a curva do pescoço dela, a mão dele tocou-a novamente. A pele dela era macia. Ela contraiu a barriga ao primeiro toque, mas deixou que ele subisse os dedos e tocasse o limite de seu sutiã. E antes que subisse um pouco mais, ele desviou e foi até o fecho do tecido, abrindo-o com agilidade. E então a beijou.
Ele parou de beijá-la e olhou-a. Ela estava com os olhos fechados. A expressão relaxada e expectativa como ele nunca tinha visto antes. E quando ela abriu os olhos ele viu o brilho que precisava ver para poder seguir em frente. Ele sorriu o sorriso charmoso.
Sem tirar os olhos dos dela, ele levou sua mão até que tocasse o seio de Diana. Com a palma inteira, mas com gentileza. Um toque que poderia ser suave, se não estivesse tão carregado de desejo.
Diana fechou os olhos quase que imediatamente e respirou profundamente diante do toque tão intenso e repentino. E não pôde evitar gemer. E quando ela olhou nos olhos de Bruce novamente, ela viu o brilho de triunfo que havia neles. Triunfo, deleite e prazer. E algo que ela não pôde identificar, como da primeira vez que vira.
Ele tocou os lábios dela, num beijo simples e rápido. Beijou o canto da boca de Diana e desceu pelo pescoço, pelo colo, até encontrarem o seio direito. A língua dele era quente, e fez com que ambos os mamilos ficassem enrijecidos. Ela gemeu, novamente. Ele estava extasiado pelo som que ela fazia, pelos pequenos gestos involuntários do corpo dela diante de suas carícias. A parte superior dos corpos de ambos estavam livres, e quando Bruce sentiu o calor do abdômen de Diana contra o seu, foi como lava incandescente... E num abraço, os seios fartos se comprimiram contra o peito musculoso de Bruce, arrancando gemidos baixos e repetidos de ambos.
Ele beijou delicadamente a orelha dela, inspirando o perfume natural da pele macia. Seus lábios desceram pelo pescoço esguio, percorrendo um ombro perfeito, enquanto as mãos dela envolviam suas costas, o puxando, o levando para uma nova posição... Virando-os, de modo que ela ficou abaixo dele. E foi como entrar no céu... Ou em um sonho perfeito.
O calor, pele... O simples toque do corpo de um no outro era incrível o bastante para os fazer delirar, murmurando coisas sem nexo. Mas nem um nem outro queria entender. Naquele instante, apenas de olhar para o brilho profundo dos olhos dela, ele soube que queriam absolutamente o mesmo – sentir.
Ele sentiu Diana, tentar puxar sua calça de moletom, e então ele a tirou junto com a cueca.
Ele estava com medo da reação de Diana, mas tudo o que ela pode fazer foi sorrir, e dar um beijo terno na boca de Bruce, como em gesto para que ambos continuassem de onde haviam parado.
Bruce a beijou, e começou a trilhar beijos por sobre seus olhos, seu nariz – Fazendo Diana rir – seu pescoço, seu colo.
Em momento algum ele quebrou o contato visual entre eles. Ele posicionou-se sob ela e, em algum momento, sentiu como se não soubesse o que fazer ou como fazer, e sentiu-se um pouco estúpido e com medo por causa disso. Mas então, olhando profundamente nos olhos dela, ele viu que ela confiava dele, estava ali, se entregando sem reservas. E então o medo a abandonou.
- Diana...?
- Bruce, eu esperei tanto por esse momento. Eu quero muito isso... Por favor. – Foi o que ela disse. Ele correu as mãos pelo corpo perfeito de Diana parando em sua calcinha, a única peça que separava ambos os corpos de se encontrarem e a tirou, seguido de beijos pelo corpo macio de Diana, fazendo ela gemer e suspirar a cada toque dele.
Lentamente ele uniu-se a ela, atento a cada gesto de seu rosto, a cada gemido. E quando estava completamente dentro dela e parou por um momento, percebeu que uma lágrima escorria de seu rosto. Acompanhado de um sorriso que o fez pensar que era aquele sorriso que ela tinha especialmente para ele. Aquele sorriso que ele buscava. Aquele sorriso especial que ele esperara que ela desse só para ele.
- Eu te machuquei? – Perguntou ele num sussurro.
E então ela sorriu mais uma vez.
- Eu estou tão feliz. – Ela sussurrou. Aquela lágrima em seu rosto era de felicidade, que foi acompanhada por uma dele também.
Aquela sensação de preenchimento. Havia sido incomodo, sim, mas havia muito tempo passado, ela nunca se sentira daquela forma, tão especial, ela estava ali, naquele momento e então decidiu, aquilo estava sendo maravilhoso, a melhor sensação do mundo, nada poderia se comparar aquilo. Aquele homem que a olhava com tanta paixão, aquelas mãos grandes que a deixava louca, aquele sentimento de luxuria.
Ele alcançou os lábios dela e beijou-a profundamente enquanto movia-se dentro dela. Até o momento em que parou e olhou nos olhos dela. E, com um movimento mais lento, passou a um ritmo tortuoso, que fazia o corpo dela arfar e pedir que ele fosse mais rápido, ao mesmo tempo em que a conduzia ao clímax. Ele não se moveu mais rápido. A boca dele beijou levemente os lábios dela. E uma das mãos desceu até encontrar o clitóris dela. Um toque leve e único. Que fez seu corpo tremer violentamente, deixando-a com a sensação de que estava caindo de uma altura muito grande. Ela aprofundou o beijo e abafou os gemidos nos lábios dele, fincou as unhas nas costas de Bruce e o fez juntar-se a ela naquela queda. Era prazeroso, vibrante e intenso.
Diana acalmou o beijo e deixou que suas mãos apenas passeassem pelas costas de Bruce. Seu corpo se acalmou, sua respiração desacelerou e acomodou-se ao ritmo da respiração dele.
Ficaram assim, apenas deitados um ao lado do outro por alguns minutos, apenas o som de suas respirações tomavam conta do quarto e então Diana foi a primeira a dizer, se virando para ele, e o encarando pela primeira vez depois de sua nova primeira vez.
- Isso foi tão...
Ele estava ansioso.
- Esplêndido! Eu nunca pensei que pudesse sentir isso. – Ela estava vermelha, e então Bruce a beijou. – Eu quero de novo! – Ela disse na forma mais natural possível, como se dissesse que queria algum doce.
Bruce não pode evitar rir e Diana o acompanhou.
- Você é tão linda e maravilhosa, eu... – Os olhos de Diana dobraram de tamanho. – Eu... Gosto muito de você.
Ela o beijou novamente, terna, carinhosa, e nua, agora sem pudores.
***
A madrugada transcorria agora, calma, serena Bruce e Diana faziam novamente amor, um amor sem reservas, pudores ou medos.
Ambos gemeram, cerrando os olhos por alguns segundos, provando a sensação de estarem um no outro novamente.
Quando Bruce tornou a abrir as pálpebras pesadas, ela respirava, ofegante. Um pequeno brilho de suor molhava a franja escura de Diana. Bruce se inclinou, afastando com os lábios o cabelo na testa dela, deixando um pequeno beijo no caminho.
As mãos dela seguraram seus braços com força. Ele sorriu, olhando dentro dos olhos dela.
"Eu quis isso por tanto tempo..." ela soltou, num murmúrio quase rouco. – Mas eu tinha tanto medo.
— Eu também meu amor, mas nada mais ira atrapalhar nossos planos, eu sou louco por você! – Disse Bruce rouco.
Mas então, ela ergueu os quadris, tomando a excitação de Bruce ainda mais fundo, e todo o pensamento que não fossem suas anatomias estreitamente conectadas lhes escapou...
Ele a queria com ânsia e intensidade. Todas às vezes, sempre. Cada vez mais. Diana Prince pertencia a Bruce Wayne de todas as maneiras que uma mulher pudesse pertencer a um homem.
Eles se completavam, eles formavam um só. Foram ambos se movendo e traçando um ritmo de ambos, mágico, excitante e único, uma parceria perfeita. Foi quase um êxtase observar, maravilhado, Diana jogar a cabeça para trás, expondo o pescoço branco perfeito, gemendo o nome de Bruce.
Extase, paixão... Aquilo era pura mágica.
Ela então virou a cabeça de lado, os olhos ainda cerrados, apoiando-a no travesseiro. E ele a apreciei... admirou os traços bonitos, cansados e satisfeitos.
Ela se sentia relaxada demais, dormente, quase anestesiada. Era a melhor sensação que ela tinha em toda a sua vida. Era a sensação mais real e verdadeira que achou ser capaz de sentir.
E Bruce viu-a quase adormecer. Viu-a lutar consigo mesma para não fechar os olhos. Ela não queria fechar os olhos. E ele sabia que na cabeça dela, fechar os olhos significava perder o que ela estava sentindo agora.
Ela não queria perder o homem que estava com ela na cama. E a cabeça dela dizia que ela ia perdê-lo se ela fechasse os olhos. Ela sequer conhecia aquele homem que estava na cama com ela. Como homem.
"Durma Diana." – ele sussurrou, enquanto acomodava-se do lado dela e a colocava em seus braços – "Durma. Eu não vou sair daqui. Ok?”.
Ela moveu-se ligeiramente, ficando ainda mais próxima do corpo de Bruce, sorrindo enquanto caía no sono. Entrelaçou as pernas nas dele.
"Eu não quero dormir." – ela teimou.
"Você quer sim." – ele sorriu – "E seus pés estão gelados."
Ela riu.
Virando o rosto devagar, com cuidado, Bruce a observo. O rosto tão calmo repousa contra o seu peito, uma das mãos delicadas no seu abdômen... Os olhos fechados enquanto ela dorme tranquila.
- Eu te amo tanto Diana... Sempre vou te amar. Bruce sente seu coração acelerar uma batida.
Se ajeitando melhor na cama, cobriu o corpo de ambos e se deixa levar para o mundo dos sonhos onde mais uma vez se encontraria com Diana.
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