O Príncipe E A Plebeia.
15 Sentimentos escondidos.
Notas iniciais
Se alguém um dia contasse para Diana que ela estaria vivendo em um sonho como aquele, ela provavelmente não acreditaria. Bruce era o mais perfeito dos homens, sempre disposto a ver a felicidade estampada no rosto bonito da morena. Mesmo depois que ela havia contado seus segredos mais horripilantes, mesmo quando ela dizia para si mesmo que ela não era uma mulher para si amar, Bruce mostrou que ela estava errada. As horas ao seu lado era seus momentos favoritos, poder abraçar Bruce, compartilhar segredos, poder estar pero de tudo o que fazia ele ser quem ele era. Ela amava tudo aquilo. E ela não conseguia deixar de sentir cada vez mais falta de Bruce durante o dia, esses os quais ela passava na clínica e ele nas indústrias.
Alex era um bebê tão maravilhoso e a cada dia ela se sentia mais mãe do pequeno, que agora já estava com quase sete meses. Tudo estava indo bem, Bruce havia pedido para Diana esquecer esse acordo estupido em que ambos haviam se metido e ela, prontamente atendeu, pois também era o maior sonho de Diana, esquecer que eles haviam assinado aqueles papeis, esquecer que dali a poucos dias tudo se transformaria em cinzas e o seu sonho acabaria. Ela havia se esquecido de toda a dor, todo o sofrimento que ela passou no momento em que os braços quentes e fortes de Bruce a abraçaram e a protegeram e então ela se esqueceu de Charlie, se esqueceu do medo, se esqueceu do sofrimento e tudo o que ela pode sentir foi amor... Um amor tão grande e tão intenso e correspondido que ela se sentia preenchida de todas as formas que uma pessoa pode se sentir.
– Não é possível. – Disse Shayera entrando com Alex que não parava de chorar. – Diana, não é possível, eu não consigo fazer ele parar de chorar, ele parece um anjinho, mas não é, eu acho que fiquei até surda com esses gritos dele. – Disse a ruiva entregando o pequenino que não parava de agitar os bracinhos querendo o colo da mamãe.
– Que exagero Shay. – Disse a morena colocando o bebê confortável em seus braços, ele já havia cessado o choro e agora só olhava fixamente para a morena. – Ele é um anjinho sim, não é, meu filho? – Ela disse pra ele, limpando com um paninho os olhinhos cheios de lágrimas do bebê e o entregando seu macaquinho marrom de pelúcia e sua chupeta colocando na boquinha dele.
– Ora, ora... – Disse Wally. – Quem te viu e quem te vê. – Disse o ruivo se sentando no sofá de frente para a morena.
Shayera não pode não rir. – Você viu, Shay, Diana agora virou mamãe. – Disse o irmão mais velho de Diana.
– Me amem menos vocês dois, se não o Alex vai voltar a chorar se olhar para essas caras feias de vocês.
Shayera e Wally mostraram a língua para a caçula.
Os três estavam desfrutando de um sábado maravilhoso no apartamento de Wally. Shayera que já havia voltado de sua viagem com John sorria feliz e não parava de mostrar sua aliança de noivado, Wally estava muito feliz pelas duas irmãs mais novas, pois sempre lutou muito pela felicidade de ambas, especialmente de Diana que sempre fora uma moça muito fechada em relação a homens e nunca havia deixado se envolver.
Mas ele sempre quis que as duas pudessem vivenciar o que ele vivenciava com Clark, seu marido e então elas haviam conseguido encontrar essa felicidade.
O noivado de Shayera estava marcado para o domingo, em um almoço em família na mansão de Bruce Wayne e tudo estava indo conforme os irmãos haviam planejado.
– Diana você vai ser minha madrinha, certo? – Disse a ruiva. – Posso contar com você e com o Bruce?
– Uau, mais é claro minha irmã! – Disse a morena emocionada.
– Eu estou tão tão tão feliz! – A ruiva não parava um segundo, estava a mil.
– Jura? – Disse Wally. – Por que se você não tivesse me falado eu não teria acreditado. – O irmão mais velho pentelhou um pouco a ruiva.
– Relaxa Shay, Wally esta agindo assim só porque não foi convidado para ser seu padrinho, assim como eu. – Disse Diana agora zuando um pouco com a cara do seu irmão mais velho, mais rindo, pois já sabia o que Shay havia planejado para o ruivo.
– Claro que ele não vai ser o meu padrinho. – Disse Shayera e Wally abaixou seus olhos para olhar seus pés, ele estaria chorando dali a alguns segundos se Diana não tivesse alertado a ruiva. – Por que ele entrará comigo na igreja, obvio! – Disse a ruiva e Wally já começou a pular de felicidade, abraçando a irmã, soltando gritinhos de histeria.
Elas não puderam não rir e aquela algazarra toda, só fez o pequeno Alex também começar a gritar e rir alto. Aquele som era tão gostoso, aquele gargalhada macia do seu bebê. E então ela abraçou seu filho um pouco mais forte fazendo o bebê rir mais ainda e segurar com seus dedinhos gordos os cabelos negros da mãe que caiam em cascata para todos os lados.
A tarde estava maravilhosa, o almoço com seus irmãos havia sido muito bom, ela amava passar esse tempo com eles, ser eles mesmos, voltar a ser adolescentes e um começar a implicar um com o outro. Clark ainda estava no jornal preparando alguma matéria para a segunda, John e Bruce haviam ido pescar pela manhã logo cedo e havia deixado Diana e Alex nas mãos de Alfred para ele preparar tudo para que ela pudesse visitar o irmão do outro lado da cidade.
Pensar em Bruce, a fez pensar na saudade que estava sentindo dele e o quanto ela estava feliz em poder se entregar a ele, se entregar ao amor, se entregar a vida, como ela havia feito há algumas semanas atrás, tudo estava perfeito.
– Terra chamando Diana, alô! – Shayera a tirou de seus devaneios. – Olha Wally, Bruce realmente pegou Diana de jeito.
– O que? – Ela pode sentir suas bochechas corarem.
– Calminha ai irmãzinha, estou dizendo no sentido figurado, não é? – E começou a rir. – Por que no outro sentido, tenho certeza. – Wally não parou de rir também.
– Você em, Di, nem para colocou uma outra blusa, uma que não mostrasse tanto o seu pescoço marcado, cheinho de chupões. – Disse wally rindo desesperadamente.
Diana se levantou no ato e correu para o banheiro a fim de olhar as marcas em seu pescoço, voltou alguns minutos depois para a sala, um pouco raivosa demais.
– Vocês são tão engraçados. – Disse ela se sentando no sofá e aumentando um pouco o volume da televisão em um filme qualquer que passava. – Por isso que eu amo vocês. – Disse ela dando uma espiadinha em Shayera que cismou que queria dar a papinha para o Alex e que mais se sujava do que conseguia fazer ele comer alguma coisa.
– Querida, estávamos só brincando, mas, caramba, as coisas entre vocês devem ser muito quentes, bombásticas. – Disse Wally fazendo Diana revirar os olhos.
Diana não conseguiu segurar o riso, pois afinal, nas últimas semanas eles não se desgrudavam um só minuto e Bruce se mostrou não sou o seu amante, mas também seu melhor amigo. Eles conversavam sobre tudo, ela já não guardava nenhum segredo, tudo estava maravilhoso, aquelas cinco semanas estavam sendo melhores de sua vida.
–
– Shayera disse que eu estou maravilhosa. – Disse Diana sorrindo.
– Ela disse que você está maravilhosa ou que você é maravilhosa? – Disse Bruce se abraçando ainda mais a morena.
O dia na casa de Wally havia sido maravilhoso, apesar das brigas entre eles, ela amava poder se sentir como se pertencesse a algum lugar quando aquele lugar não era nos braços de Bruce.
Os dois estavam deitados na enorme cama king size de Bruce, a noite estava quente e as janelas estavam abertas e eles usavam apenas um lençol em cima de seus corpos suados de mais uma noite selvagem de amor.
Alex começa a chorar.
– Pode deixar amor, eu cuido dele. – Disse Bruce se levantando e vestindo sua boxer preta enquanto Diana vestia sua calcinha e a camisa que ele estava usando antes dela arrancar de seu corpo.
Então o choro do pequeno cessou e ela sorriu consigo mesma. Bruce se mostrava cada dia mais atencioso e prestativo, não que ele não fosse, mas à medida que Diana conhecia ele melhor, conhecia seus segredos, o modo como ele pensava e também seus medos, a única coisa que ela pode querer era ter mais espaço em seu coração para ama-lo ainda mais. Como se isso fosse possível.
–
–Você não quer dormir, filho? – Perguntou Bruce para Alex que estava em seus braços. A criança é realmente perfeita e ele não poderia se sentir mais feliz por poder dividir as alegrias e preocupações sobre Alex com Diana... Diana, seu pensamento voou longe, eles haviam conseguido tanto em tão pouco tempo. Diana havia se abrido tanto com ele. Ele podia ver que ela não tinha mais medo do mundo ao seu redor e quando eles faziam amor... Ah, amor...
Ele se permitiu pensar, enquanto ninava o filho que continuava com os olhinhos azuis bem atentos a tudo. Diana, sem dúvidas era a mulher de sua vida, então porque ele simplesmente não conseguia expressar aquele amor em palavras?
Talvez, nem ele mesmo acreditasse que tudo aquilo era real, e como um homem precavido que ele é, ele esperasse que tudo acontecesse que Diana se cansasse dele e fosse embora, que aquela maldita, aquela vagabunda, mãe de Alexander viesse e tirasse seus filhos de suas mãos. Então ele faria o que sua cabeça mandasse e não o seu coração. Sendo assim, ele continuaria quieto em relação aos seus sentimentos, em relação ao amor que ele sentia tão desesperadamente por Diana.
Olhou para o filho novamente, ele era tão parecido com Diana, mesmo ela não sendo quem o tivesse trazido do mundo. Seus olhos azuis eram os mesmo tons dos da morena, o gênio também, pois mesmo tão pequeno, já sabia o que queria e agora mesmo agitava os bracinho querendo o colo da mamãe.
– Você quer a mamãe, filho? – Só na palavra mamãe, Bruce percebeu que Alex queria ser colocado de outra forma em seus braços e o levantou enquanto olhinhos azuis brilhantes procurava a figura materna no quarto. – Vamos até ela então.
Ele sorri e da um beijo no topo da cabecinha rala do bebê. Pega alguns ursinhos do filho, deixando sobre a cômoda a mamadeira que havia preparado para ele e que agora já está fazia e sai do quarto, apagando as luzes.
– Oi meus dois amoreeeeees – Diz Diana assim que Bruce entra no quarto carregando o pequeno Alex que agora não para de balançar os bracinhos enquanto solta alguns gritinhos de felicidade de poder ver sua mamãe.
Ela se levanta da cama prontamente e o pega do colo de Bruce.
– Que nenê mais cheiroso esse meu filho. – Eles nunca haviam falado sobre isso, nunca haviam falado sobre essa enorme devoção que um tinha pelo outro, Alex e Diana. Para eles foram mágico o momento em que puderam ver seu filho e Diana soube antes mesmo de Bruce que Alex só trazia alegria e esperança para aquele coração sombrio e frio dele.
Pois agora ele via, as mudanças, no começo um pouco sutis nele mesmo, a ânsia para estar em casa sempre, com Diana e o pequeno Alex, a alegria que sentia toda vez que o seu filho chorava, os momentos em que dava banho no bebê e Diana prontamente ajudava, como em tudo o que envolvesse a criança. O medo que ela sentiu quando contou sua história para Bruce, medo dele querer afastar o bebê dela. Mas ele nunca faria isso, e ele jurou para si mesmo, que no que dependesse dele, Diana e Alex estariam seguros para sempre. Ela era a mãe do seu bebê. Só ela poderia ser.
– Troquei sua frauda e já dei de mamar. – Diz Bruce para Diana que esta com o bebê no colo fazendo cocegas em sua barriguinha o fazendo gargalhar.
– Você é maravilhoso Bruce – Disse Diana se aproximando dele e lhe dando um beijo terno nos lábios. Alex que estava agora quieto começou a protestar quando sentiu que não estava recebendo atenção suficiente.
– Igualzinho o papai – Disse Diana fazendo Bruce rir. E já começando a fazer Alex ninar.
Em silêncio, ambos vão até a sacada do quarto de Bruce e apreciam a vista, a noite está maravilhosa, em algum lugar a uma cigarra cantando, no céu, a lua é cheia e as estrelas estão todas brilhantes na noite negra.
Alex está quase dormindo e Bruce abraça Diana por trás, colocando seus braços nas costas do pequeno que descansa sua cabecinha no ombro da mãe. Tudo está maravilhoso. Ambos não precisam falar, seus olhos dizem por si só, o mundo para ambos está ali, presente na presença dos três, naquela pequena família.
***
– Vai aproveitando mesmo sua cadela, aproveita bastante esse tempo que você ainda tem com eles. – Dizia Charlie escondido olhando para sua filha na janela, sendo abraçada por um homem e segurando um bebê nos braços. – Você será minha de volta, filha, minha! – Dizia ele para si mesmo enquanto com as mãos passeavma sobre o seu pênis, o esfregando a simples lembrança de Diana.
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