O Poeta
13 Rosa
Notas iniciais
Sasuke passou cerca de dois minutos olhando para a porta do apartamento vizinho, dois longos minutos decidindo se havia mesmo agido certo ao convidá-la para a exposição. Normalmente, gostava de apreciar aqueles quadros sozinho, com sua autoconsciência voltada para a arte mas com Sakura ali, sua atenção viria a cair nela.
Dois longos minutos deixando que o cigarro em seus dedos se consumisse aos poucos mas logo o prendeu nos lábios e apertou a companhia quatro vezes seguidas. De lá ouviu uma voz feminina gritar algo parecido com "Já vai" ou " Já atendo".
– Sasuke? – Metade do rostinho delicado apareceu na fresta da porta, a luz do corredor iluminou ainda mais os olhos verdes que o encaravam espantados.
– Posso entrar? – Ele perguntou tirando o cigarro da boca e jogando a fumaça para cima, um movimento tão comum e tão sexy que a garota só se fazia suspirar.
Mas espera... Aquilo em seus lábios era um meio sorriso? Era mesmo um sorriso? Sem sarcasmo, nem nada? Ah como aquele homem ficava lindo com os cantos dos lábios levantados, seria até um pecado não admirar aquela perfeição.
Sim, sim. Aquele Uchiha era um ser humano fora do comum.
Ela abaixou o olhar para o chão e abriu um pouco mais a porta para que Sasuke pudesse entrar e foi exatamente o que ele fez. Com suas passadas lentas, adentrou no apartamento que apenas tinha sido visitado no dia da mudança, quando ainda estava vazio de móveis e repleto de caixas. Mas agora... Tudo parecia tão arrumado e organizado. Cada livro enfileirado na estante, o tapete felpudo bem no centro da sala — entre o sofá e a televisão bem básica. — tudo cheirando à Sakura.
– Você vai de pijama? – Perguntou sem tirar os olhos dos botões da parte de cima. Os seios medianos escondidos pelo casaco larguinho mas as pernas expostas pelo short curto.
E que pernas...
– Não achei que estivesse falando sério.
– Tudo que falo é sério, inclusive queria te mostrar o panfleto da exposição, é no centro, acho que uns vinte minutos de moto. – Sasuke estendeu o braço com o papel em mãos nas Sakura preferiu caminhar até ele e ler o que lhe era ofertado bem perto do vizinho, quase colada com ele. – Ela funciona vinte e quatro horas, e mostra...
A diferença de quase trinta centímetros de altura entre os dois dava à Sasuke uma importante visão do decote formado pelo botão fora do lugar mas sem perceber, a médica continuava a ler o panfleto concentrada e por fim, levantou o rosto para o homem.
– Eu adoraria ir. – Os olhos verdes brilhavam de uma maneira vívida, ansiosa mas que talvez beirasse à infantilidade.
Os cabelos cor de rosa balançaram com vento frio que passou por eles e Sakura tirou alguns fios que grudaram em sua boca, atrapalhada, porque quanto mais tentava, mais embolava-se.
– Vou trocar de roupa e já volto. – Ela disse logo antes de perder-se pelo corredor. Foi assim que Sasuke ouviu o bater de uma porta.
Por um momento, ficou estático no meio daquela sala toda arrumadinha, até que correu os olhos pelos móveis que deixavam o apartamento ainda menor. Sasuke molhou a ponta dos dedos e apagou o toco de cigarro que sobrara, estava quase no filtro.
E não demorou muito para que sua atenção se voltasse para um porta retrato em cima da televisão, caminhou até ele, com certeza não teria problema em pesquisar o ambiente um pouco, até porque o escritor queria saber onde exatamente estava pisando. Ou com quem estava mexendo. Mas tudo que conseguiu captar foi uma família feliz.
Uma menina de cabelos róseos no centro, com aquele sorriso banguelo. Um casal ao lado dela. Um casal feliz. Um casal se divertindo.
Uma família feliz.
Gente sendo feliz
Feliz.
– Demorei? – Sakura perguntou ainda sem olhar direita para Sasuke, estava ajeitando a carteira, os cartões de crédito. Tudo.
– Pra que a bolsa? – Sua voz dobrou-se à sussurros, talvez devesse pigarrear ou simplesmente tossir. O cigarro já estava afetando suas cordas vocais.
– Para levar... – Aquela pergunta, para Sakura, foi dita de maneira tão óbvia que não pôde deixar de rir. — Onde acha que vou colocar dinheiro, cartões de crédito, debi
– Eu pago, não precisa de nada dessas porcarias. – O escritor deu dois passos na direção da garota e de maneira brusca, um pouco desajeitada, tirou a bolsa dos braços alvos dela e jogos em qualquer canto. — Eu não sou tão filho da puta à ponto de te deixar pagar alguma coisa.
Sakura arqueou a sobrancelha, inclinando a cabeça para o lado. Analisava minuciosamente a testa franzida de Sasuke, estava querendo mesmo descobrir se falava sério ou se era mais um de seus deboches.
Não, não era.
– Nossa... Então tudo bem, não precisa ficar nervosinho. – Ela olhou mais uma vez para a bolsa e depois para Sasuke que estava com as mãos no bolso da blusa preta, quase a despindo com os olhos.
– Hm.
Ele a deixou seguir pouco passos à sua frente, assim teria uma privilegiada visão do quadril ressaltado pelo jeans claro. Era ótimo vê-la caminhando, os glúteos em movimento.
E de novo a ideia de comê-la por trás invadia sua cabeça. "Pervertido."
Assim que subiram na moto, a médica recebeu um capacete um pouco grande para sua cabeça e uma jaqueta que lhe serviria como um vestido mas ela não ligou, não mesmo! Veja bem, subir na mesma moto que Sasuke Uchiha, agarrar seu corpo e sentir o cheiro de perfume da sua blusa não é algo que deva-se reclamar.
(...)
Branco no preto. Amarelo no violeta. Uma cor indecifrável que ao entrar em contato com o rosa, ficavam em um tom marrom... Aquilo ela pôde decifrar: Era um galho de uma árvore. Um galho torto.
Sem conseguir absorver a arte que lhe era exposta, olhou para o lado e viu uma mulher vestida dos pés à cabeça com roupa de grife, ignorava as informações que o guia dizia gentilmente. Olhou para o outro lado e viu duas crianças correndo em círculo.
Riu porque em sua mente fértil, as crianças davam lugar à cachorros correndo atrás do próprio rabo.
– Porque ainda não foi atacado por suas fãs? – Nem Sakura soube de onde tirou essa pergunta mas resolveu soltar ao ver uma mulher insinuando-se para Sasuke. Insinuando-se descaradamente.
Sasuke não respondeu, apenas olhou para ela. Os lábios vermelhos, crispados em uma fina linha e ele lhe lançou um pequeno sorriso de canto, extremamente malicioso.
A mulher estremeceu.
– Você é mesmo irritante. – Ele continuou com o sorriso arrogante para ela.
Não demorou muito para que duas garotas corressem até Sasuke, apenas com canetas. Elas queriam autógrafos e por isso quase voaram no pescoço do escritor que parecia agir normalmente, inclusive tirara fotos com aquelas duas meninas que mal beiravam os quinze anos.
Literatura de adultos sendo lida por adolescentes. Bem, são os hormônios.
– É verdade que leu meus livros? – Sasuke sussurrou atrás da orelha dela. As meninas já tinham ido embora. — Hm... É verdade?
– Sas... — Ela olhou à volta mas os dois estavam novamente sozinhos na pequena sala da galeria.
Apenas a mulher com um bebê no colo, pintada em cubismo, observava em olhos curiosos aqueles dois...
... Sasuke envolvendo os musculosos braços em volta da cintura de Sakura, brincando com o tecido da blusa.
– Eu sei que você gostou daquele – Então fechou os olhos com força aos toques dele, forçando sua cabeça para trás, no peito do homem – Em que o professor fodeu com a aluna no vestiário masculino.
Seu corpo enrijeceu instantaneamente quando os lábios do escritor tocaram a nuca da garota. Com a ponta da língua, brincou com os arrepios de Sakura.
Ninguém estava lá para flagrá-los. Sasuke com os braços contornados na cintura da médica, beijando a nuca, escorregando para a curva do pescoço, mordendo a carne, sugando.
– Ele adorava uma ninfetinha com roupa de colegial, traseiro redondinho, que vai para a escola sem calcinha. — A mão dele deslizou por baixo da blusa. – Principalmente as de cabelo rosa.
Cabelo rosa?
Cor de rosa.
Cor de Sakura.
Sakura começou a movimentar-se no ritmo do escritor, como se os dois estivessem dançando bem devagar, distribuindo o peso em uma perna e depois na outra. Ela estava adorando aquele contato, a respiração quente bem acima de sua orelha.
– E las são as mais fogosas... Gostam de foder em cima das próprias provas, na mesa do professor. Gostam de uma boa lambida. – A língua fez-se presente ao percorrer a extensão da orelha, prendeu os lábios de maneira tão sutil que Sakura deixou escapar um arfar. – Gostam de uma boa chupada.
A médica tentou controlar-se à meio aquele atentado, por isso, soltou-se dos braços de Sasuke e virou cara a cara com aquele galanteador disfarçado de escritor.
– Você não tem esse conto... Acabou de inventar.
Sasuke concordou levemente, não tirou o sorriso do canto do rosto. A iluminação deixava sua pele ainda mais clara, com as veias finas aparecendo no decote em V da camisa branca. Quase como um fantasma, os cílios grossos brilhantes com a luz.
– Você leu... – murmurou passeando com as mãos pelos cabelos compridos de Sakura, entranhando os dedos por entre os fios sedosos.
Os lábios levemente abertos, os olhos fechados, deliciando-se em cada toque quente e quando um leve sorriso apareceu em seus lábios, condenou-se porque... Porque... Aquilo era tão bom.
Chegava a aninhar-se nas mãos de Sasuke, que a escorregou para o queixo da mulher macia e isso fez com que obrigatoriamente seus olhos fossem de encontro aos negros, pareciam duas órbitas que sugavam.
Dois buracos negros. Ela riu. Era bem provável mesmo, que um dia tenham sido estrelas lindas, brilhantes e vivas que com o tempo, implodiram
E estava sendo invadida por eles.
– Sasuke... – Ela piscou duas ou três vezes seguidas. – ... Porque você é assim? Eu gostaria muito de saber.
Assim que ouviu a pergunta, virou-se para a tela da mulher retratada em cubismo.
"Ela" era o nome do quadro, um título esquisito mas que de alguma maneira caíra tão bem para aquele rosto quadrado. Rosa fraco. Rosa claro.
– Você quer saber de muitas coisas... Sakura. – A voz dele era assustadoramente calma. Vibrando com todas as cordas vocais, um pouco rouca talvez mas os simples pronunciar do seu nome, a fez estremecer.
– Na verdade, seria ótimo se me dissesse algo sobre você. Sei lá, o que costuma fazer quando não está escrevendo... O que odeia, porque age como age.
Ele deu uma risada leve, divertida. Uma coisa inesperada vindo de Sasuke Uchiha. Se não estivessem em um lugar fechado, juraria de pés juntos que um cigarro seria aceso mas ao invés desse gesto, o que saiu do bolso da calça , foi uma embalagem de chiclete.
Ele ofereceu mas Sakura recusou ainda esperando uma resposta, teve que esperar mesmo! Levou algum tempo até que o escritor colocasse a goma na boca.
– Eu transo, às vezes me alivio sozinho mas é muito raro. Eu odeio quando na hora H, não consigo ficar duro...
– Por Kami! Será que você só fala em sexo? – A mulher ralhou, quase berrando e até algumas pessoas que entravam na galeria, pararam para encarar os dois.
Mas quem disse que Sasuke ligou?
– Quer café? A galeria tem uma cafeteria no fim do corredor. – Sua voz continuava baixa, bastante até centrada para o que havia acontecido há poucos minutos.
Sakura virou o rosto para onde o escritor apontou a cabeça. Realmente ficava bem no fim do corredor e o barulho das unhas de Sasuke coçando a barba por fazer tirou sua atenção das mesinhas.
– Está mesmo tentando ser legal comigo?
Ele deu de ombros como uma verdadeira criança birrenta, até Sakura sorrir e agarrar suas mãos, levando-o em direção à tal cafeteria.
A realidade é que a felicidade estava transbordando pelos olhos da médica, nem em um milhão de anos imaginaria que aquilo poderia estar acontecendo. Não, não... Como a pobre poderia imaginar?
– Eu quero café com menta e será que vendem aqueles biscoitos com pingos de chocolate e ... E...
E ela parecia mesmo mais bonita, bem mais encantadora.
– Dois cafés com menta e uma desses aqui. — Pediu apontando para o biscoito que media mais ou menos o tamanho de sua mão aberta.
A conversa foi fluindo, pelo menos da parte de Sakura que fazia questão de contá-lo sobre a rotina do hospital, sobre como seus pais tinham conseguido aquele apartamento por um desconto, ela contava um pouco sobre sua vida e tudo que Sasuke fazia era acompanhar a maneira como sua boca abria e fechava mas também prestava atenção em suas palavras.
Aquela mulher falava demais. Onde clicava para deixá-la no modo mute?
– Sasuke? Está me ouvindo?
Ele queria aquela boca para si. Ela sentiu uma mão no seu rosto, acariciando-lhe a bochecha e descendo para o queixo. Sua pele arrepiou-se quando sentiu os dedos em seu cabelo longo, reluzente.
Os lábios arroxeados pelo cigarro agarraram os dela num beijo fraco. Ela fechou os olhos, abrindo a boca e inclinando-se sobre a mesa, mais perto do Uchiha, a língua dele invadindo aquela boquinha e explorando de uma maneira que as bochechas ficaram quentes e avermelhadas. E um gemido suave foi abafado quando a tocou no ombro, forçando sua boca na dela, a língua abrindo espaço.
Café? Que café?
Sakura arfou e inclinou o corpo mais perto.
– Você me beijou...
***
Hinata molhou os lábios e levantou a calcinha, depois a saia que usava. Olhou por um tempo para o objeto branco com uma pequena fita rosa. Estava rosa.
Rosa.
– Gravida... – Ela jogou o objeto na lixeira, talvez Naruto não o visse, nem sequer notasse.
Poderia esconder a barriga por mais alguns meses até encontrar uma clínica decente. Naruto não precisava saber, não podia saber.
A garota sentou no chão gelado de mármore e passou a encarar o retrato da família que deixara para trás, todos eles devem tê-la amaldiçoado por largar Neji no altar mas veja bem, que garota casa-se aos dezessete anos e... Obrigada?
Ele era seu primo!
– O Senhor está faltando com a verdade, o que essas pessoas precisam é de hospitais que funcionem, escolas com um ensino decente e não de parques arborizados! Não temos espaço! – Aquela voz que aos poucos perdia a compostura fez Hinata levantar a cabeça e os cílios pesados abaixarem.
Uma cabeleira loira já mostrava os primeiros sinais de irritação e aquele debate já começava a ir para um lado não muito seguro.
O Uchiha.
Aquele Uchiha. E a menina jogou qualquer objeto na televisão mas nenhum estrago fora feito, seus braços tão fraquinhos já não tinham mais a mesma força de antes.
Um sorriso maléfico e um ajeitar de gravata.
– Agora eu que sou o mentiroso? Por favor, Senhor Uzumaki! Eu sei muito bem que tem dedo seu na história da professora que diz ter tido um filho comigo, eu sei que tem dedo seu!
– Dedo meu? Pelo amor! Eu não estava transando com ela, porque não para de fugir às suas responsabilidades e assume logo esse filho? – Naruto gritou enquanto tirava o paletó e arregaçava as mangas da blusa branca de botões. Estava chamando o rival para a briga.
Mas espera! Os dois estavam rede nacional...
Logo a plateia animou-se, ouvia-se gritos incentivando e o apresentador do debate ficou em estado de choque, com um microfone na mão e os cartões com as falas caídas no chão, sobre o seu impecável sapato de marca.
– Quem é você para me julgar, seu pedófilo?! Arrumar menininhas de dezoito anos, você sabe, não é? – Itachi também jogou o paletó no chão e partiu para cima do outro.
A transmissão quase fora cortada quando Naruto acertou o primeiro soco, o que fez com que sangue jorrasse do nariz do Uchiha.
Sangue.
De nariz quebrado.
Sangue.
As têmporas dilatadas e outro soco desferido. A visão turva oscilava ainda mais sua loucura.
Outro soco e até a tela do monitor do câmera Man ficou com as listras coloridas. Sem sinal.
Hinata ficou olhando para a tela por algum tempo, até arrasta-se pelo cômodo e desligar a televisão. Ela deitou de bruços e passou a encarar os milhares de retratos dos dois juntos.
Lembrou do primeiro beijos dos dois. A primeira transa. O conhecido, fazer amor. Suas amigas mentiram, elas disseram que não doía.
Pedófilo. Ela tapou os ouvidos mas...
Pedófilo. Pedófilo. Pedófilo. Pedófilo. Pedófilo.
– Para! Para de gritar!
– Senhora! Senhora! – A empregada loirinha gritava ao ver a patroa em desespero, vociferando como uma louca, chorando rios e tapando os ouvidos como se estivessem dentro de sua cabeça — Alguém! Alguém!
Pedófilo. Pedófilo. Pedófilo. Ela ainda tinha quinze anos quando os dois... Pedófilo!
P e d ó f i l o. P e d ó f i l o.
A loira, vendo que não teria como acordá-la daquele surto, a pegou no colo, forçando sua coluna com aquela mulher que pesava mais ou menos o mesmo que ela.
– Alguém! A patroa está surtando... – Respirou fundo e a ajeitou em seus braços, entanto equilibrar-se em meio às escadas. – De novo! Socorro!
***
Os lábios dele desceram o caminho até o pescoço, com a ajuda da língua que percorria estupefato cada centímetro de pele cheirosa.
Sakura estava em seu colo, quase sem roupa. Os dois no quarto escuro, a não ser por uma fresta de luz de neon do novo shopping. Sasuke lambia o queixo da mulher.
– Você é maravilhosa... — Ele disse cautelosamente em seu ouvido e beijou seu rosto. – ... Seu cheiro...
Ela tremeu, sentindo a mão pesada apalpando sua coxa, mordeu os lábios quando os dedos moveram-se para perto dos seios, na curvinha lateral, onde ficou por alguns instantes, apertando-os.
Brincava de fazer massagem. Sakura fechou os olhos de vergonha mas não pode deixar de inclinar a cabeça para trás.
O sorriso maquiavélico surgiu ao vê-la reprimir os gemidos enquanto massageava a carne macia dos seios daquela mulher e a beijou com força, excitando-se ao senti-la remexer em seu colo.
Merda... O sangue já subia, martelava em seu membro.
– Merda... Merda. – Ele a jogou contra a cama, fazendo o pequeno corpo quicar rapidamente e os cabelos cor de rosa espalhar no lençol azul marinho.
Os seios expostos, suculentos e todinhos para ele. Seus olhos negros caíram nos verdes, por alguns segundos ficaram se encarando. Os mamilos convidativos para uma ceia.
Sakura virou o rosto para o lado, para a parede e esperou que ele viesse até ela, sobrepondo o peso daquele corpo definido no dela.
– Sasuke...
– Com vergonha? – ele sussurrou contra a pele do pescoço dela e afastou as pernas torneadas para encaixar-se no meio.
Aquilo não podia estar acontecendo! Sasuke Uchiha chupando os lábios da vizinha, sendo voraz ao beijá-la. Ahh seu membro roçando endurecido roçando na fina camada da calcinha de algodão.
A boca dela era deliciosa, cremosa a cada toque, podia viciar-se naquele gostinho tão rápido quanto foi com Hero.
Mais um vício descoberto e o melhor... Nem estava acreditando que iria fodê-la de verdade.
– Vamos ver o que você tem aqui... Hm. – Ele sussurrou escorregando o dedo pela lateral das pernas, até chegar no tecido, o qual fez questão de afastar para o lado, tocando levemente a abertura úmida.
Um gemido saiu da boca dela, talvez um suspiro excitado, os lábios contraíram-se e fez força para não tremer mas assim que fechou os olhos, sentiu uma respiração quente de encontro à sua pele: Era Sasuke chocando sua boca contra a dela, forçando sua língua para dentro de um jeito que só a fazia devolver aquele prazer.
Ele mordeu seu queixo e isso machucou sua pele, provavelmente deixaria uma marca vermelha mas logo a massageou com a língua. Havia prazer naquela mordida, era uma carícia que apenas ele conseguia fazer.
Outro gemido escapou dela. Ele suspirou em seu ouvido e abaixou o rosto até a altura dos seios, onde abocanhou o direito, subindo com os dedos para o outro mamilo, brincando com o polegar e o indicador em volta dele. Do pequeno botão endurecido.
– Aaah... – De olhos fechados, arqueou as costas sem poupar o gemido que escapuliu da garganta.
A língua e os dedos trabalhavam juntos, de um lado o prazer de poder tocas, apalpar e beliscar o mamilo e do outro, os dentes roçavam avidamente sem nenhuma piedade. Aquele homem... Aquele homem... Ele conseguia fazê-la ferver em desejo, também não conseguia controlar a umidade de seu sexo.
A calcinha ficava ainda mais encharcada. Sasuke percebeu quando voltou-se para o rosto de Sakura, o simples movimento de levantar a cabeça, o fez roçar o sexo rijo naquele pedaço de pano pegajoso.
– Está molhada... Sakura. Completamente excitada...
Os olhos verdes lentamente fecharam-se com o hálito de nicotina batendo nos pelos do rosto. Sem pensar no que estava fazendo, balançou a cabeça positivamente, sua pele brilhava em excitação diante daquele que frequentemente a encurralava pelos corredores ou soltava piadinhas sobre suas pernas, que a fodeu com o dedo, com três dedos, para ser sincera.
Ela gostou.
Sasuke pressionou o corpo para mais junto dela e afundou o rosto no pescoço saliente, marcando a pele com seus beijos quentes, com a sua língua ferina.
– Sasuke... Vai ficar marcado... – Ofegou, expondo ainda mais o pescoço, acariciando inconscientemente as mechas negras que desalinhadas na cabeça do escritor. – Pare... Sas.. Aaah
Ele arranhou o pescoço com o roçar do dente e lambeu o suor que ali se formava.
– Relaxe... Só relaxe – Um sussurro arrepiando os pelos do pescoço. Sakura não iria aguentar, não com a mão áspera escorregando pelo seu abdômen e pousando entre suas pernas.
Não aguentou mesmo! Quando a boca de Sasuke pousou na sua, abafou o gemido causado pelo rasgar da calcinha e os longos dedos brincando com sua abertura sem penetrá-la, brincando com os ralos pelos emoldurando seu sexo.
Ele não iria fodê-la com os dedos, não naquele momento. Sakura jogou todo seu peso para cima de Sasuke e finalmente conseguiu virá-lo, ficando sobre seu corpo, olhando de cima o peitoral cheio de definições e a barriga trincada... Um pouco mais magra do que a última vez, mas não menos excitante.
Um sorriso sacana apareceu no belo rosto ao vê-la inverter de posições. Sentada no abdômen dele, com os seios expostos e as belas pernas servindo de tranca para seus movimentos, não pôde evitar de acariciá-la com as costas das mãos. Indo e vindo em um toque sensual, muito mais excitado por seu membro estar entrando em contato com aquela pele.
Com a pele de uma mulher.
O olhar escuro caiu para o sexo de Sakura, ali, aberto em sobre seu abdômen, podia sentir aquela carne lhe atiçando sem nenhum movimento, apenas pelo simples fato de estar molhada e entrando em contato com ele.
– Continue com o que planejava – O homem sibilou, levantando os braços para atrás da cabeça, apoiando-se neles.
E Sakura sorriu. Sorriu tímida, sem querer, expondo as marcas arroxeadas que já estavam visíveis, não era cabível uma coisa dessas... Uma mulher que o provocara por quase quatro meses, todo santo dia... Com vergonha de cavalgar mas antes que pudesse levantar e mostrar como se fazia, a viu encaixar-se em seu membro.
– Porra! – Um alívio ao finalmente senti-la preencher-se.
Ela empurrou o quadril de encontro ao dele mas para Sasuke, aquilo não era o suficiente que se viu desesperado ao não ver a mulher mexer-se, rindo e brincando com a expressão de ódio que ele tinha estampado no rosto.
– Porra, Sakura! Não brinca comigo! – Vociferou, tirando-a de seu colo e pondo-se sobre aquele corpo nú.
Ela encarou seu rosto empalidecido, podendo captar a raiva em sua expressão por ter brincado com os sentidos dele. Sasuke deu um golpe para dentro e um grito escandaloso saiu de dos pequenos lábios de carmim.
Não. Ela não sentiu dor. Estava completamente molhada, ainda mais com o escritor escorregando dentro de si, mordendo seu pescoço e a velocidade aumentando. Alguns golpes a fizeram gemer como uma louca.
Sasuke grunhiu quando Sakura cravou as unhas em suas costas. Eram pequenas mas que rasgavam sua pele cada vez que investia rápido e depois devagar. As vozes vibrando pelo apartamento escuro. A sensação do peso todo sobre ela.
O membro deslizou para fora dela e em um protesto, a médica estapeou o braço másculo.
– Sasuke!
– Está com pressa? Eu não estou nem no começo. – Sussurrou lambendo a bochecha. Os olhos brilharam de uma forma que ela nunca tinha visto e um grito agudo saiu de sua boca quando novamente ele a golpeou.
E continuou sem vacilar, ritmando os movimentos à medida que ficava mais enfurecido por ter cedido. Concentrado no próprio prazer, como sempre fizera. Ele aumentou a velocidade, também urrou quando Sakura puxou seu cabelo, arrancando alguns poucos fios pretos.
Não parou. Continuou estocando e seu rosto tornou-se vermelho por isso. A mão áspera tirando os fios rosa da face suada mas ele não segurou-se quando a viu fechar os olhos e ofertar ainda mais o quadril, quando a viu envolver as pernas em seu tronco, gritando:
– Oh Sas... Oh Sas.. Merda! Mais rápido... Sasuke.. Sasuke...
O lábio inferior sendo massacrado pelos dentes. O quadril sacudindo-se ao ritmo que a cabeceira da cama batia na parede, o barulho dos sexos chocando-se estava alto mas não tanto quanto o baque que estavam fazendo na parede fina do quarto ou o ranger da cama que também estava presente no ambiente.
Ele gritava como um animal, golpeando para dentro e para fora, impetuosamente, deleitando-se dos gemidos que Sakura tentava reprimir mas não conseguia.
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