O Poeta

21 Loucura


Notas iniciais
Fiquei tão animada com aquele olhar 43 do nosso casal que nossa! Quase dancei ragatanga no meio do ponto de ônibus hahaha Minha mãe ficou me olhando como se eu fosse doida e as coisas pioraram quando o celular da garota do meu lado começou a tocar Galaxy Supernova, sério gente. Baixou a hyoyeon em mim naquele dia. To chorosa até agora.

Vinte e quatro horas após a internação

– Não acha que tem escândalo em cima de escândalo? Isso ainda vai prejudicar sua eleição. – Madara dizia enquanto tirava a chaleira de cima do fogão e jorrava a água quente na pequena xícara branca para depois colocar o sachê de ervas no recipiente.

Itachi abaixou o jornal e o dobrou em exatos quatro pedaços, colocando-o no espaço do sofá ao seu lado. Não deixava de encarar a fumaça que saía da xícara até perdê-la de vista quando o outro Uchiha a pegou, levando-a à boca.

– A eleição é amanhã e tudo que passou nas últimas duas semanas na televisão foi a suspeita de você ter engravidado uma professora de primário, suas briguinhas infantis com aquele loirinho atrevido e agora essa do Sasuke ser internado na clínica de reabilitação. – Ele levou a xícara aos lábios, dando uma longa golada no chá. Parecia estar se divertindo com cada descuido do jovem. – É muita coisa acontecendo nas vésperas das eleições.

O político deu de ombros e concentrou sua atenção nas imagens de um telejornal que passava em um canal qualquer, mesmo com o som da televisão no mudo, não era difícil adivinhar que o centro das notícias era o fato do escritor queridinho da mídia ter sido internado por dependência em heroína.

Era estranho o fato de Sasuke não ser uma pessoa carismática e mesmo assim conseguir uma legião de fãs, ser o centro das atenções escrevendo contos proibidos para menores de idade e mesmo assim ser requisitados para eventos literários onde até crianças de seus doze anos pediam para tirar fotos com ele.

Qual era seu segredo para tanto sucesso?

– Vai dar tudo certo. – Pegou a moeda no bolso da calça e começou o movimento compulsivo passando-a por entre os dedos. – O Uzumaki não está lá essas coisas... Quer coisa pior do que aquele relacionamento com a Lolita?

– Se você diz... Bem, eu vou sair, as ações da família não vão subir sozinha.

Céus! Como ele odiava aquele ar encrenqueiro que Madara fazia quando se referia aos bens dos Uchiha, tudo que aquele velho babão queria era meter as mãos em cada centavo conquistados com muito suor ao longos dos anos.

Mas por sorte, Itachi era bem mais esperto do que parecia.

Ele franziu a testa e procurou pela empregadinha mas não demorou muito para se dar conta de que não estava em casa e sim em um quarto de hotel que mais se parecia com um apartamento de tão grande que era.

Se tinha uma coisa que ele lamentava, era não ter trazido a empregada consigo, não porque ela limpava cada cantinho e era perfeccionista em suas arrumações, mostrava sua competência quando ao invés de passar um pano úmido no piso, levantava os móveis e jogava água mas sim porque mesmo jovenzinha, ela lhe dava conselhos sábios sem meter o bedelho na vida do político.

Podia não parecer mas Itachi gostava de conselhos, eles enriqueciam sua decisões e o faziam pensar muito antes de tomar qualquer atitude.

– Vai dar tudo certo.

Ele olhou fixamente para a moeda que transitava por entre seus dedos e a guardou novamente no bolso da calça. Nem sua querida terapia com o objeto estava conseguindo fazê-lo ficar mais calmo ou quem sabe pensar em alguma saída para tudo que estava acontecendo. Foi apenas questão de minutos para que se retirasse do quarto e entrasse em seu carro, dispensando motorista ou qualquer outro luxo por qual estava acostumado.

Relaxar.

Relaxar.

Itachi precisava ficar mais calmo ou surtaria, porque a cada quadra da cidade, ele afundava ainda mais o pé no acelerador, costurava o trânsito como um adolescente apostando corrida. Os semáforos apontando para o vermelho não o paravam, por sorte não atropelou um casal que atravessava pela faixa de pedestre.

Virou uma esquina qualquer e freou bruscamente ao avistar um pequeno boteco com pessoas mal encaradas que o olharam fixamente como se aquilo fosse algum tipo de miragem. Veja bem, um político tão rico e importante aparecendo com expressão de perdedor em um buraco que serve saquês aos baldes era um acontecimento um tanto estranho.

Ainda mais se tratando de Itachi Uchiha.

– Um daiginjo-shu, por favor. – Pediu ao sentar no em uma das cadeiras altas do balcão;

Aquele pedido soou como uma piada para os presentes, ainda mais para o barbudo que servia as bebidas e limpava o copo com um pano de aspecto amarelado. Ele levantou a sobrancelha grossa parecendo reconhecer o granfino que olhava o tempo todo para baixo.

– Oras...Oras, onde o ilustríssimo acha que está? – Debochou – Não servimos daiginjo-shu aqui.

– Ginjo-shu? – Mas o homem do outro lado balcão balançou a cabeça.

A risada gutural do homem de cabelos negros e espetados proporcionou um leve desconforto em Itachi. Um maldito desconforto na verdade. Tudo ficou ainda mais estranho quando ele largou o copo e deu uma gargalhada ainda mais alta que a anterior.

O Uchiha engoliu em seco.

– Isso daqui não é restaurante de gente fresca, só o que tem aqui é o saquê básico para descer queimando. – Ele aproximou-se do político, apoiando os cotovelos no balcão e fazendo o gesto e quem parecia querer cochichar, não estava para brincadeira. – Olha só, suma daqui se não quiser ser esfaqueado por alguém daqui, não estou falando isso porque gosto do seu governo, falo mesmo porque não estou afim de barraco no meu bar... Traria...Hm... Uma imagem não muito boa.

– …

O homem que atendia pelo nome de Kidōmaru afastou-se, poupando Itachi do hálito de bebida que exalava de sua boca.

– Vá enquanto ainda não te reconheceram ou então... – Uma risada debochada mostrou seus dentes impecavelmente brancos apesar da aparência de quem bebia quase que o dia inteiro. – … Não vai querer saber.

***

Já era a quarta vez que Sasuke revirava na cama, tanto de dor quanto de tédio. As câimbras vinham especialmente pela noite e parecia que esmagariam cada pedaço de músculo do seu corpo mas graças ao processo de desintoxicação, não podia tomar um remédio, era apenas água em cima de água.

Os vômitos eram constantes, tinham até uma coloração um pouco mais escura que o normal. Nenhum rastro de comida no líquido nojento, era apenas uma aguaceira fedida e escura que inundava o chão do seu quarto.

Outra enfermeira abriu a porta para que a faxineira pudesse limpar o chão, entretanto aquilo ali não adiantaria, visto que em meia hora ou menos, o escritor vomitaria de novo.

Mais um tremedeira seguida de vômito. O gosto amargo na boca de Sasuke.

— Não se preocupe senhor Uchiha, tudo vai melhorar dentro de alguns dias. — A enfermeira tentou ajudá-lo,segurando sua cabeça para que as dores não o fizessem cair da cama.

Ele vomitou sobre os sapatos brancos da mulher.

— Ahhh... — Estava sem fôlego pelos intensos tremores involuntários.

E Sasuke começou a gritar.

Gritou mais alto.

Gritou de agonia. Gritou de dor. Gritou de raiva. Gritou de solidão.

Tudo estava ficando embaçado, sumindo de seu alcance visual. As dores aumentavam e o suor o deixava escorregadio, parecia que algum líquido viscoso corria pelas suas veias à julgar pelas dores que sentia.

Sasuke estava agonizando, entretanto, tudo que a enfermeira podia fazer, era segurar sua cabeça para que não engasgasse com o vômito.

— Me tirem daqui, porra! — Urrou. — Me tirem daqui! Itachi! Eu vou te matar!

Quanto mais o escritor tentava falar, mais dores sentia. Isso se dava tanto pela abstinência da heroína quanto pela recente saída de uma mesa de cirurgia.

E o cigarro... O que falar do seu querido cigarro?

— Me tirem daqui...

— Senhor Uchiha, por favor, preciso que fique parado. — Ele tremia nas mãos da enfermeira que mal podia com a força relativamente grande do homem.

A mulher de meia idade passou a segurá-lo pelo tronco para que não perdesse o equilíbrio. Mesmo ela que já estava acostumada a lidar com casos assim e tinha que agir com profissionalismo, sentia uma certa pena daqueles internados, especialmente na primeira semana.

Os primeiros sete dias eram horríveis.

Lê-se: Os piores

— Senhor Uchiha, com licença. Eu já volto. — Disse ao ouvir uma gritaria no lado de fora do quarto.

Quando abriu a porta, deu cara com uma garota de longos cabelos vermelhos discutindo com uma enfermeira no corredor. Ela tinha um poster do paciente Uchiha nas mãos e gritava histericamente exigindo saber o quarto em que ele estava.

— Você por acaso é surda? Eu sou a fundadora do fã clube do Sasuke Uchiha e tenho o direito de vê-lo. — Gritou apontando o dedo no rosto da mulher mas fora interceptada pelo segurança robusto.

— Garota, isso daqui é uma clínica, um hospital. Não pode gritar.

A ruiva franziu a testa mas recuou os braços, era possível notar que estava ficando com a face vermelha e que uma fagulha de vergonha estava surgindo em si.

Olhou ao seu redor e algumas pessoas que passavam por ali, pararam para apreciar a cena. Apesar de tudo, era raro ver gritarias vindo de pessoas que não estavam internadas.

Ela respirou fundo. Mordeu os lábios.

— Desculpe... eu só queria ver o Sasuke, sou a fundadora e presidente do fã clube dele. — Karin ajeitou os óculos. — Soube que ele estava internado aqui e decidi fazer uma visita.

— Digo para ele que esteve aqui. — A enfermeira sorriu simpática, sem se importar com os sapatos sujos e impregnando o lugar com o cheiro azedo. — Aposto que o senhor Uchiha vai ficar muito feliz quando souber da preocupação das fãs.

— Pode me dizer quando ele vai sair daqui? É muito importante... — Declarou ao mesmo tempo em que engolia o choro.

Podia até parecer que Karin era fã histérica, que se comportava de maneira infantil quando o assunto tinha relação com seu ídolo e por muitas vezes era exatamente dessa maneira que agia, no entanto, seu carinho por aquele Sasuke que ela idealizava era verdadeiro mas totalmente platônico.

Para ela, ele era intocável, um ser superior livre de qualquer erro, de qualquer defeito. Sua mente era tão alienada com relação à Sasuke, que ao ouvir em primeira mão de Naruto que seu escritor favorito estava internado numa clínica de reabilitação, seu mundo ruiu.

Como assim Sasuke internado?

Como assim Sasuke era um viciado em heroína?

Como assim?

— Sinto muito, isso é informação confidencial.

A garota ruiva balançou a cabeça sem perceber que ao fundo daquele silêncio todo, era possivel escutar aquele barulho de outra pessoa vomitando, gritando de dor.

— Entendo. — Fazia tanto tempo desde que tivera a chance de escutar a voz do escritor que já lhe falhava até a memória de como ela era.

Não tinha ideia de que o dono daqueles gritos era o seu amado Sasuke.

Visivelmente insatisfeita em não poder vê-lo, foi embora.

— Eu quero sair daqui, porra! — Sasuke gritou, cambaleando, tentando ficar de pé mas o chão se tornara escorregadio com o recente vômito.

Dizem que as drogas levam o ser humano para o pior caminho, definitivamente para o fundo do poço. Sasuke estava nele, nadando nas próprias alucinações, sozinho com as próprias dores enquanto que as lágrimas desciam pelo rosto e misturavam-se às gotículas de suor.

Ele estava ficando cada vez mais louco. Alucinado.

"Sasuke"

"Sasuke"

"Venha com a mamãe"

— Me deixa, caralho! — O som da voz feminina ficava cada vez mais alto e parecia estar dentro de sua cabeça.

"Sasuke"

Tudo que era branco passou a ficar enegrecido. As paredes. O teto. A cama. Tudo.

"Sasuke, quantas vezes eu já falei para ficar longe do seu pai enquanto ele estiver assim?"

Shhh... shhh....

O lençol que cobria os pés do escritor caiu no chão, arrastando consigo o caderno de anotações, o baque fez com que Sasuke se assustasse e seu estado insano transformou um simples caderno em um pedaço de braço e o sangue espirrando em seu rosto.

— Como ousa arrancar um pedaço de mim? — A mulher de seus pesadelos abriu um sorriso, em pé sobre uma poça de sangue, sem um dos braços. Aquilo só podia ser alucinação, não podia ser real.

Não era real.

Tão louco quanto a mulher que se agachava para ficar na mesma altura, o rosto pálido. Ela lhe sorriu uma outra vez, dessa vez mostrando os dentes avermelhados de sangue.

O líquido viscoso escorria pelo peito da criatura, jorrava pelo chão formando uma grande poça, algumas vezes espirrava nas roupas brancas de Sasuke.

Era loucura de sua cabeça. Pura loucura. Sasuke devia estar em um estado tão avançado de dor que já começava a imaginar coisas.

"Covarde"

"Covarde" ecoava em sua cabeça.

"Covarde"

— Covarde... — Ela acariciou o rosto do escritor.

O estômago de Sasuke embrulhou de tal forma que vomitar foi um movimento inevitável. As câimbras tinham voltado ainda mais fortes, esmigalhavam os músculos, contorciam a carne.

Parecia que seus músculos eram feitos de puro ácido láctico.

— Senhor Uchiha, por Kami! — A primeira imagem que a enfermeira vira foi a de Sasuke jogado no chão, tendo convulsões sobre o próprio vômito.

Rapidamente ela correu para acudi-lo ou o paciente poderia morrer engasgado. Com certa dificuldade, a mulher o levantou e o arrastou para cama. Primeiro jogou seu tronco e depois as pernas.

Recuperar o fôlego não seria fácil.

— Por favor, tenha piedade dessa pobre alma.

***

Sakura empilhou em cima da mesa, os papéis que Sasuke usava como rascunho mas deixava tudo espalhado pelo apartamento, tornando assim, quase impossível numerar em páginas.

Ela aproveitava o tempo livre para limpar a bagunça que seu vizinho fazia e também para jogar fora a heroína guardada. O mais incrível é que também tinha encontrado um pequeno pacote de maconha.

— Hm... É um idiota. — Disse balançando o pacote.

A médica tinha jogado pelo menos uma sacola inteira só de maços de cigarros vazios. Logo em seguida, guardou as revistas pornôs na estante do quarto, achou até graça pelo fato de um homem tão atraente precisar de revistas para se excitar.

A agenda eletrônica do escritor estava em cima da cama, embrulhada nos lençóis que provavelmente tinham sido arrumados no mal humor.

— Agenda eletrônica, hein... — Um sorriso apareceu em seu rosto quando descobriu que Sasuke não era adepto de senhas, assim, desbloqueou a tela e a primeira imagem que viu foi uma foto que tinha tirado com ele em um restaurante chinês.

Sakura demorou um pouco para se acostumar com a interface do aparelho, clicou várias vezes em lugares estranhos que a faziam trocar de papel de parede, mudar o brilho da tela. Por um descuido, mudou até o idioma da agenda mas depois de tanto mexer, acabou colocando tudo como era antes.

Na realidade, tudo que queria era saber se naquela agenda tinha números de telefone de outras mulheres, no entanto, só o que conseguiu encontrar foram diversos números de livrarias, empresários do ramo da literatura, outros escritores e até do traficante de drogas, com quem Sasuke comprava as heroínas, ela encontrou. Fez questão de excluir esse número.

— Como será que Sasuke está? — Perguntou para si mesma um pouco antes de abaixar e vasculhar debaixo da cama.

Ali não tinha nada demais senão mais anotações, mais revistas pornôs e por fim uma foto em particular. Uma mulher de longos cabelos negros, com traços parecidos com o de Itachi, apenas com o comprimento do cabelo um pouco menor. Ele tinha no colo um bebê, que Sakura julgou ser seu vizinho já que o menino um pouco mais crescidinho, agarrado na barra do vestido da mãe era idêntico a Itachi.

— Quem o vê hoje em dia nem imagina que ele um dia já foi uma criança fofinha. — Mas tapou a boca rapidamente ao sentir uma presença no quarto.

Os olhos cor de escarlate a observavam enquanto ria da própria piada de mal gosto, ela deu um pulo e quase gritou quando esbarrou as costas no Uchiha mais velho. Atrás dela, Itachi deu dois passos para trás, visivelmente incomodado com alguma coisa, tanto que parecia nem ter percebido a foto nas mãos da médica.

Ele olhava para ela.

— Eu vim levar algumas coisas para Sasuke se distrair por lá.

Casualmente, Itachi estalou o pescoço e saiu do caminho de Sakura.

Tirou o paletó e foi em direção ao banheiro, do quarto pôde escutar o barulho da torneira da pia para não muito depois, vê-lo sair de lá com o rosto molhada e alguns fios de cabelo soltos, grudados na parte molhada.

— Eu também... Pensei em levar alguns livr...

— Esquece, ele vai querer escrever e como lá os internados não podem ter contato com eletrônicos, é melhor levar algumas resmas e... — Itachi piscou. — Não sei também como vai ser com relação à isso porque também não podem ter contato com objetos pontiagudos.

Sakura deu de ombros, sentia-se desconfortável perto do irmão de Sasuke, muito desconfortável. Parecia que a loucura que o escritor transmitia estava passando para o político, os mesmos olhos perseguidos, a mesma tensão no maxilar.

Qualquer coisa era só gritar.

— O que é isso em suas mãos? — Itachi olhou de relance para uma foto que ele conhecia tão bem.

Sakura revirou os olhos e lhe entregou o que tinha inutilmente tentado esconder dos olhar atento do homem. Estava suando frio.

— Eu achei debaixo da cama.

Silêncio.

Ele fincou o olhar nas figuras que ali apareciam, estava entorpecido, encarando inexpressivelmente cada rosto marcado naquela captura de momento. Lembrava muito bem daquele dia, Fugaku os tinha levado para o parque aquático, que dia feliz aquele.

Muita água. Muita criança. Muito barulho. Muita comida.

Que dia feliz.

Ele continuava estático encarando as feições sorridentes de Mikoto e Sasuke, eram tão apegados um ao outro mas graças à um ato de covardia, eles nunca mais se veriam, bem... Pelo menos não nessa vida.

Ahhh quão amargo Itachi se sentia …

— Acredita que as eleições são amanhã e nem vontade de viver eu tenho? — Perguntou mais para si do que para a médica. — Minha vida está de cabeça para baixo, eu quase fui esfaqueado em um bar, um Uchiha...Sangue do meu sangue tentando me roubar, minha cara estampada em todos os jornais por um filho que eu não fiz e mesmo com o exame comprovando tudo, ninguém acredita em mim e agora essa... Meu único irmão é um drogado. Queria saber se isso tudo aconteceria se os meus pais estivessem vivos.

— Talvez.

Notas finais
Gente, choveu MP para mim perguntando da atualização de TKOS, então... Meu celular deu bug e eu perdi o capítulo, por isso estou reescrevendo e tentando buscar na minha mente tudo o que tinha colocado. Não se preocupem, atualizarei o mais rápido possível. Beijão