O Poeta

6 Indecente


Notas iniciais
Não sei, não sei, não sei. Quero acabar com esse Tabu da Sakura virgem, que tem medo de homens, que não sabe como agir e que foge do Sasuke sempre que há uma investida e blá. blá. blá Virgem imaculada que é a vítima da situação. Beijão e aproveitem.

– Sakura, precisam de você na emergência. – Shizune despertou a médica de devaneios que a assombravam desde a noite passada. Ao ver a companheira de equipe, acenou positivamente. – Sakura, tudo bem?

– Eu já vou, já ouvi! – Disse franzindo o cenho. Prendeu o cabelo em um coque bem firme deixando apenas alguns fios soltos que caiam em seu rosto e foi para onde a estavam chamando.

Encontrou um casal. Uma garota de não mais que dezoito anos com os olhos brancos arregalados confortado ou apenas tentando um homem loiro. Era notório um rastro de sangue descendo do alto da cabeça até o ombro. Provavelmente um corte consideravelmente fundo.

– Muito bem Sr Uzumaki... – Ela pegou a ficha do loiro e jurou já tê-lo visto em algum lugar. Balançou a cabeça, tentou concentrar-se no papel. – Certo... um jarro foi quebrado em sua cabeça. Deixe-me ver melhor isso. – Ela deixou a prancheta em cima da cama e levemente inclinou a cabeça do paciente para frente.

Ainda dava para ver alguns pedaços de cacos de vidro sobre a ferida. Não era muito profunda, precisaria apenas de alguns poucos pontos, talvez três ou quatro.

– Eu sinto muito, Naruto. Perdi a cabeça... – Seus olhos marejaram – Eu não queria te machucar, me perdoa? Eu não queria...

Hinata ajoelhou-se, mesmo sendo bem mais baixa que o rapaz fez como se estivesse tentando mostra-se submissa, pegou sua mão e pôs sobre o seu rosto já molhado das lágrimas. Naruto nunca gostou dessas atitudes retrógradas e até tentou recolhê-la.

– Preciso que fique parado. – Sakura tentava ignorar a cena enquanto tirava os cacos com a pinça. Não, não tinha como ignorar uma adolescente se humilhando tanto, ajoelhava-se em lágrimas.

– Hinata, por favor. Levanta, foi só uma discussão. Ai merda! – Mordeu os lábios forte quando o ardor do algodão com álcool lhe atingiu em cheio. Fechou os olhos de dor. – Aqui não é hora nem lugar.

– Desculpe. – Sakura recolheu o braço assustada com o grito do loiro, não estava acostumada à pacientes escandalosos mas logo voltou a pinçar os cacos. – Será preciso aplicar uma anestesia local, o corte não foi tão profundo mas vai ser necessário dar uns quatro pontos.

Ele desprendeu-se da pequena Hinata e balançou a cabeça imperceptivelmente, parecia pensar no que Sakura tinha acabado de falar. Concentrava seu olhar nas gotas de remorso que haviam pingado em sua mão, ainda estava chateado com a pobre menina e isso era evidente em sua faceta.

Coçou o queixo com a ponta dos dedos, deslizando suas unhas impecavelmente alinhadas na barba feita. Sua cabeça trabalhava em milhões de pensamentos mas apenas expôs o necessário:

– Faça o que tiver que fazer.

Sakura confirmou com a cabeça e pegou a bandeja com a pinça. Sentia-se uma estranha, uma intrusa no meio do casal. Antes de sair da ala para buscar o anestesista e todos os outros objetos necessários. Olhou para os dois de butuca e depois para o vaso de flores ao lado da porta.

– Só por precaução sabe... – Ela riu sem graça e levou o vaso junto. Oras! Não podia arriscar de sair mais uma daquelas brigas de casais no meio de hospital. Era feio.

Em passos largos, quase corridos, foi até a sala de estoque. Um ambiente feito apenas para o armazenamento de objetos hospitalares, todos devidamente esterilizados. Seria fácil costurar o corte, nem estava tão profundo.

Sakura estava tão entretida ajeitando uma bandeja no com os utensílios que sequer percebeu dois olhos a observando. Uma sombra alta e perfumada.

Uma sombra conhecida que a atraía e causava calafrios, apenas o cigarro não o estava acompanhando. Ele levantou o olhar para o quadril da mulher. O jaleco não fazia jus as suas generosas pernas.

Desviou o olhar para o chão.

– Enfermeira? – Uma pergunta que de certa forma o deixou ainda mais interessado. Entenda, homens tem fetiches, muitos fetiches.

– Ah! Que susto! Parece que você está me seguindo, eu hein! — Gritou quase derrubando os aparelhos que tinham acabado de sair da centrífuga. O peito da médica subia e descia, não gostava de sustos. – Médica, estamos com falta de funcionários e tamb... E o que você faz aqui? É área restrita! – Apontou para a placa na porta "Apenas pessoal autorizado"

Sasuke levantou a sobrancelha, prendendo um possível riso de deboche. Não iria provocá-la, até porque estava ali por outros motivos mas nem por isso deixou de divertir-se com a face avermelhada da vizinha. Até pensou em dizer "Não sou eu quem fico espiando o corredor pelo olho mágico" ou então "Você é quem deve estar me seguindo"

Respirou fundo e cruzou os braços. Sasuke voltou a ser o Sasuke.

– Quebraram um vaso na cabeça de um amigo. – Ela o analisou dos pés à cabeça. Não confiava muito em homens daquele tipo. Não tinha porque confiar. Ela não deveria confiar.

– Ahh O loirinho... – Ajeitou a bandeja nos braços e caminhou até a porta. Sasuke não moveu um músculo, ficou parado na entrada — Sr Uchiha... Eu preciso voltar ao meu trabalho.

Ele pensou em tirar do bolso um cigarro e acendê-lo mas seria uma total falta de ética, por isso permaneceu com as mãos no bolso. Ele ainda a encarava.

– Sr Uchiha? — Arqueou a sobrancelha e não saiu do lugar. Sakura sentia-se uma adolescente virgem perto daquele homem intimidador e aquilo lhe causava desespero porque ela amava os homens, sabia como agir sempre mas não com ele. Pois a fitava pelo o que parecia uma eternidade. – Não precisamos desse formalismo todo.

Sasuke deu passagem para que ela passasse mas a vizinha continuou olhando para o vazio, se subisse o olhar teria a perdição de encontrar uma blusa salmão e um homem atraente. Muito atraente.

Não demorou muito para que Sakura balançasse a cabeça tentando não sentir-se insegura. O escritor deu uma gargalhada calorosa, era divertido assistir as caretas que a mulher esboçava conforme seguia a linha de pensamentos. E ela se censurou por cada arfar indevido.

Seguiu acanhada, arrastando-se até a emergência do hospital, completamente envergonhada por ter demorado algo similar à meia hora.

– Poxa! Onde você estava? – Hinata perguntou impaciente ainda segurando as mãos de Naruto. – Meu noivo poderia ter morrido aqui de tanto esperar.

Sakura sorriu sem graça e desculpou-se com o casal, tinha plena consciência de que a demora havia sido injustificável. Até o anestesista já batia o pé contra o chão. Impaciente. Queria logo acabar com aquilo.

– Ela estava comigo. – Sasuke apareceu logo atrás. Sério. Mal humorado.

– Estava? Quando é que parou de pagar pra transar ? – Naruto alfinetou olhando para os dois. Sakura ruborizou e praguejou mentalmente por Shizune tê-la chamado para cuidar daquele caso.

– Hm. Estou te esperando lá fora. Precisamos conversar sério.

O anestesista calculou a dosagem e aplicou em Naruto. Aos poucos o corte foi costurado por Sakura que mantinha o olhar atento no que fazia. Dedicada ao extremo. Ela não era nenhuma técnica em enfermagem mas para formar-se em medicina, teve que passar por caminhos semelhantes aos de enfermagem ainda que sua especialidade não fosse socorrer.

Bastou cinco minutos para tudo ter acabado. E Hinata permanecia colada com Naruto, o peso de sua consciência ficava cada vez mais duro de carregar e para ela, quebrar um vaso de flores na cabeça do loiro tinha sido a gota d'água.

"Você veio porque quis, não te obriguei a nada!"

" Ahh Hinata, eu não sou idiota! Sabia muito bem da vida que eu levava quando decidiu fugir comigo, não foi à toa que esperei você fazer dezoito anos!"

A briga ainda ecoava em sua cabeça e finalmente os gritos dela e de Naruto tomavam volume, pessoas saíam dos quartos do hotel para saber o que se passava porque objetos voavam das mãos da pequena Hinata na tentativa de acertar o político. Até que por uma desventura algo o acertou em cheio e os tons aloirados de seu cabelo foram tingidos de vermelho.

– Eu também vou te esperar lá fora. – Ela levantou o olhar desvencilhando-se de qualquer resquício da briga. Ou tentava. – Não demore.

Naruto confirmou balançando a cabeça levemente vendo a noiva sair do seu campo de visão.

– Você está saindo com o Sasuke?

– Não, ele é só meu vizinho. – Disse ajeitando os últimos curativos, sem prestar muita atenção nas intenções do loiro. – Porque?

– Não nada, eu só não costumo vê-lo conversando com mulheres que não sejam prostitutas ou fãs ... – Sorriu triste. Olhando para a porta e depois para o nada. – Ele é um cara muito sozinho e achei que estivessem juntos.

Sakura parou o curativo e ergueu o olhar, com as sobrancelhas levantadas. Analisou a testa franzida do homem e a seriedade com que pronunciava cada palavra. Ele falava sério.

– Ele é interessante mas acabei de conhecê-lo. Não faz nem um mês que me mudei para o andar em que mora e bem... Não é a pessoa mais simpática do mundo. Deveria ser, afinal, é um escritor de renome. – Nada a havia motivado a compartilhar pensamentos com um estranho, nada mesmo, no entanto aquele homem de cabelos dourados passava uma certa confiança. Bastava um olhar para que soltasse todos os segredos que escondia há anos.

***

Trabalho em cima de trabalho. Plantões inacabáveis, ela os amava mas uma folga um fim de semana ou outro era sempre bom, ainda mais porque já estava nessa rotina há três meses. E desde o dia em que Naruto apareceu ferido no hospital os dois mantiveram contato, tornaram-se até bons amigos, inclusive tinham vários gostos em comum.

Sakura sorriu ao lembrar do loiro imitando o jeito amargo de Sasuke, ele era o principal motivo das risadas dos dois novos amigos. E é claro que ela aproveitava-se disso para arrancar algumas informações sobre o vizinho.

Por exemplo: descobrira que a sua cor preferida era azul; que ele não suportava doces e que gostava de caminhar quando não estava escrevendo.

Coitada! Sasuke era um enigma.

– Nem dá para acreditar que eles são amigos, são tão diferentes – Sibilou dobrando as roupas limpas que tinha acabado de tirar da máquina. Dobrando-as uma por uma.

Levantou o olhar para o relógio na parede. Estava atrasada. Fazia quase um mês que preparava o jantar de sábado para Sasuke, não o aguentava ver o quão sozinho ficava. Dia e noite.

Correu para o quarto e colocou o primeiro vestido que vira pela frente, nem se deu conta de que era curto levando em conta as pernas que tinha. Sakura parou em frente a porta do vizinho. E estava silencioso demais.

Respirou fundo logo antes de bater levemente à porta. Ela se preparou para abri-la mas de solavanco Sasuke apareceu, de olhar inchado. Novamente inexpressivo.

– Entra. – Disse com um cigarro aceso pendendo na boca.

Sakura abriu a boca uma,duas, três vezes mas nenhuma palavra foi pronunciada. Seus olhos esverdeados ficaram pendurados no abdômen delineado de onde o homem tinha uma perspectiva do rosto emoldurado da garota, com os cabelos caídos na testa.

– Vai entrar ou não? – Perguntou soprando a fumaça para cima e dando passagem para a garota.

– O que você quer comer? Acho que eu já esgotei toda a minha criatividade nas semanas passadas – Bufou já intima da cozinha do vizinho. Abria as gavetas, a geladeira e até os armários onde ficavam as panelas.

Um silêncio pensativo e demorado se passou entre os dois. Sasuke ergueu a cabeça, lentamente foi soltando uma fumaça cinzenta, segurando o cigarro entre os dedos. Brincando com a fumaça que se esvaia pelos ares.

– Você que sabe.

– Bolinhos fritos de arroz, pode ser? – Ela o observou balançando a cabeça positivamente.

Deu de ombros. Era difícil lidar com aquele homem genioso; Não, mal educado. Isso sim. O pior de tudo é que não tinha ideia do porque apreciava o silêncio de Sasuke.

– Naruto me ligou ontem, disse que quer fazer uma festa e me pediu para tentar te convencer a ir.

– Hm. Quando virou tão amiga dele? – Da cozinha, a garota observava o homem tilintando os dedos no teclado, imerso nas próprias ideias.

Sakura ergueu uma sobrancelha.

– Temos gostos em comum, ele é legal... Um tanto agitado. – Sasuke sorriu minimamente, assentindo com a cabeça.

Ele ficou em silêncio. A mulher perguntou-se se era sempre assim, ele não parecia um homem de muitas palavras, nem o do tipo que puxa assunto mas considerou que o relacionamento vizinho-vizinha deveria ter evoluído, já era a terceira semana que cozinhava para ele e nada de assuntos evoluírem.

Gostava de ouvir sua voz, de tal maneira que tinha necessidade de fechar os olhos a cada palavra pronunciada. Era inebriante a maneira como sua voz desdobrava-se em sussurros, arranhando seus ouvidos.

Sakura franziu a testa e ergueu a cabeça, encarando-o. Ele nem se fazia presente, estava apenas concentrado nas palavras que apareciam na tela do notebook. Engoliu em seco e foi até Sasuke.

– O que foi ? – O escritor ergueu o olhar do notebook.

– Você é tedioso demais. – Ela inclinou-se mais próximo do rosto pálido, arrancando o cigarro de sua boca e o beijando. Tirando o pequeno objeto de trabalho de cima do colo do rapaz e pondo-se em seu lugar.

Aos poucos, as pálpebras do rapaz foram se fechando, suprimindo um sorriso de superioridade. Mordiscando, pressionando os lábios contra os dela, sendo envolvido pela agressividade que a garota demonstrava ao trabalhar sua língua na dele, provocando.

Ela arfou ao senti-lo morder fortemente seus lábios e de maneira inconsciente, suas mãos subiram até a cabeça de Sasuke e agarraram os cabelos. Pouco antes de se separarem, sua boca beijava o canto dos lábios do rapaz.

– Eu tenho que cozinhar. – Ela disse ajeitando os cabelos, ainda com um forte rubor na face. Ele a encarava incrédulo.

Em menos de cinco segundo, já estava fora de seu colo e rumando para a cozinha, sem acreditar no que tinha feito. Não podia encarar o vizinho sem lembrar da maneira como sentou em seu colo e o beijou. Balançou a cabeça, tentando esquecer o que havia acontecido.

Tinha sido uma idiota. Colou o corpo na bancada da cozinha, colocou os bolinhos dentro de uma assadeira e a enfiou no forno, regulando a temperatura.

Sakura ainda tremia da coragem repentina, não ousava olhar para trás, estava tão imersa em pensamentos sobre como desculpar-se, que não faria de novo. Céus! Estava nervosa e tremia inteira. Apenas teve tempo de arregalar os olhos e abrir a boca quando o sentiu pressionar seu corpo contra o dela. Por alguns segundos nenhuma palavra saíra em protesto, apenas ar.

– O seu erro foi ter saído sem me dar uma explicação. – Sasuke sussurrou no ouvido dela, virando-a em sua direção.

De repente, a boca dele devorava a da garota, a língua atrevida brincava com a dela e se fazia presente a cada tentativa de soltar-se dos braços do escritor. Sugava os pequenos lábios sem reserva, escorrendo as mãos fortes até o quadril, sentindo-a tremer em seus braços. Estava excitada.

Sakura o mordeu no lábio inferior, impulsionando o corpo contra o dele, sendo pressionada de encontro à bancada. Porque estava cedendo? Ele não era de confiança nem nada. Os lábios de Sasuke desceram o caminho da boca até o pescoço. O vestido que Sakura usava não seria uma barreira para as mãos do homem que o puxava para cima, até a cintura.

– Porque insiste em usar esse pedaço de pano que você chama de vestido? É tão... – Ela revirou os olhos, mordeu os lábios ao sentir as mãos dele apalpando sua coxa, apertando cada parte da carne exposta.

– Os bolinhos ... Vão queimar... Oh! – Ofegou engolindo seco.

As orbitas do escritor desceram em direção aos lábios carnudos e naturalmente vermelhos dela. Vê-los sendo pressionados pelos dentes o excitava, ela estava tão delirante, tão entregue.

– Eu não ligo – Seus dedos moveram-se para o elástico da calcinha. Brincando. Sendo provocativo;

Sasuke levou seus lábios até o ouvido da garota, entrelaçando as mãos nos longos cabelos de Sakura. Ah Como suas pernas bambearam naquele simples gesto de possessividade.

– Adoro essas suas pernas. – Sussurrou roçando lábios no lóbulo de sua orelha. Ela corou, mordendo os lábios avermelhados.

– Os bolinhos ... Pegá-los... Eu tenho ... – Mas já era tarde. Ele bombeou os dedos violentamente dentro dela. E o forno ainda ligado.

– Não, não, não, não, não – Disse ritmado, tentando abrir ainda mais as pernas da mulher. – Você vem, me beija e acha que vai ficar por isso mesmo?

Ele sorriu minimamente observando o rosto dela, a boca levemente aberta, os olhos vacilantes. Fechando e abrindo num ritmo torpe ou lento, movendo as coxas contras as mãos do rapaz.

Ela gemeu quando, o dedo, antes mantendo um ritmo forte e irregular, passou a ser mais rápido e mais rápido. Violento. Mais um dedo e o movimento mais errante.

Fazia tempo que o homem não deleitava-se de sexo real, sem dinheiro envolvido. Fazia anos para falar verdade e pode-se dizer que ele estava gostando da sensação de ver o pescoço fino com as suas marcas, a bochecha corada pelas suas investidas, o cabelo desgrenhado emoldurando o delicado rosto daquela mulher e as mãos encharcadas por um prazer real; que não era fingido.

Se bem que nem as prostitutas que comia davam-se ao trabalho de fingir que sentiam prazer em sua cama. Quando estava com Sasuke, nenhuma mulher era capaz de fingir gozo.

– Oh! Por favor... Mais rápido. – Ela gemeu empurrando o quadril para frente, na direção dos longos dedos que desde muito cedo eram intermediários para transformar pensamentos em contos picantes.

Aquele prazer consumia sua alma, ela queria e estava adorando tudo que ele fazia com seu corpo. Acabando com toda sua vontade de assar bolinhos.

Bolinhos? Que bolinhos? Tinha alguma coisa no forno.

Sasuke sorria a cada arfar, sombrio cada vez que sua prestativa vizinha abria involuntariamente as pernas, queria senti-lo violando a carne rosada e isso era evidente em seus olhos.

– Diga se está gostando ...-- Ele forçou os dedos dentro dela, golpeando impiedosamente. Enlouquecendo com a respiração falha da garota resfolegando em seu pescoço. – Vamos, diga ...

Ah ele estava amando sentir os dedos encharcando-se com o prazer de Sakura. Aquilo era surreal demais. Ele a estava masturbando em cima da bancada da cozinha, de frente para a janela que dava para o prédio da frente.

Sakura virou o rosto para a janela, ainda temente aos enlaços de Sasuke que afundava o rosto em seu ombro,chupando sua pele alva, saboreando as sensações de arrepios que ele a causava.

Espremeu os olhos. Eles estavam olhando, tinha gente os espiando.

Uma platéia de meia dúzia de moleques os assistia. Não piscavam, não queriam perder uma só cena.

– T.. Tem gente nos vendo... – Ela engoliu seco. Estava ofegante mas se debateu nos braços do homem.

Sasuke levantou o olhar e virou para a janela numa calmaria, ele sabia o tempo todo.

– Então acene. – Sussurrou com um sorriso enlouquecido – Faça-os aproveitar desse espetáculo.

E lambeu o pescoço da garota sem parar de ritmar os dedos. A pobre Sakura só fazia-se gemer, não escutava mais os pivetes gritando e batendo palmas nem os assobios penetravam em seus ouvidos.

– M... Me solta... Por favor...

Ofertava seu quadril sedutoramente em direção à mãos de Sasuke, pendia a cabeça para trás forçando sua garganta a não gemer alto mas foi inútil porque o gemido soou como urro, o gozo inundou a mão de Sasuke.

Sakura tremia inteira, ofegante e tirando os fios de cabelos molhados da testa vendo o escritor afastar-se, indo em direção à janela.

Agradeceu aos aplausos como em um espetáculo de teatro; curvando-se.

– Você é louco. – Ela desceu da pia quase sem aguentar-se em pé. Os bolinhos ainda estavam no forno, não podia desperdiçá-los.

– Tanto quanto você. – Sasuke riu e colocou um cigarro na boca, acendendo-o.

Notas finais
Gente, eu estou meio atrasada pra responder os reviews porque estava viajando mas já tô respondendo um a um com carinho c: