O Poeta
11 Encantador
Notas iniciais
– Sasuke...
A pele dele estava quente, reluzente do suor cheiroso e um arrepio a cruzou pela espinha quando a tocou curva dos seios. Naquelas curvas que ele tanto apreciava.
Os olhos dela observaram caminho que suas mãos tomavam, subiam e desciam pela lateral de seu corpo. Não a tocavam diretamente mas passeavam rente aos finos pelos que aos poucos iam se levantando eriçados.
O sorriso malicioso cresceu discretamente quando a viu estremecer sob suas mãos, tão graciosa ao toque. Ele puxou seus cabelos para trás, enrolando a mão numa quantidade significativa de fios sedosos, Sasuke queria ver seus olhos, queria que o encarasse.
– Sas... Ah! – Mas ele já havia tomado um dos seios, massageando com a palma, vendo-a fechar lentamente os olhos, abrir a boca para que o gemido fluísse.
Os mamilos rosados endureceram, o corpo estava de fato correspondendo as carícias ligeiramente maldosas.
Sasuke mordeu os lábios quando a viu arqueando as costas, seguindo seu toque, desesperada por algo mais profundo.
O cheiro dele era tão masculino... Tão afrodisíaco...
– Shh... – Ele inclinou-se em direção ao pescoço branco, lambendo, beijando, sugando cada odor feminino. Mordendo e depois lambendo outra vez.
Beijando. Os dentes beliscando a pele alva.
A garota o deitou completamente na cama e passou a analisar seu corpo, seus músculos bem definidos, duas ou três cicatrizes de corte bem perto da área do peito e descendo os olhos... O início de ralos pelos que aos poucos sumiam dentro de sua cueca, desciam do umbigo, até o pano feito de algodão.
Sasuke se inclinou para ela e forçou sua boca contra a dela, a pegando pela nuca, beijando-a com força, sendo exigente a cada saciar de sua língua
Ela aceitou.
A menina gemeu contra sua boca, sentindo o corpo do Uchiha posicionar-se entre suas pernas. Quente. O calor dele. O beijo dele.
Tudo.
Tudo.
Ele.
Ela levantou as pernas, se enroscando em torno do quadril dele, sendo espremida por uma ereção intensa sob a cueca. Ela o prendia, o beijava com fervor.
– Sasuke... Eu... Ahh! – Um gemido estridente veio diretamente da garganta dela com a sensação daquela fricção do pano contra o seu sexo nu. – Você faz com que eu me sinta uma virgem...
– Hm. – Ele observou como o rosto da pequena ficava vermelho aos seus toque, como os olhos semi serravam, a cabeça inclinava, os cabelos ficavam espalhados no travesseiro branco, alguns até grudavam no rosto da jovem.
– ... E isso é embaraçoso porque eu odeio bancar a passiva.
Os lábios do Uchiha curvaram-se em um pequeno sorriso e ele levou sua mão esquerda ao rostinho miúdo, desgrudando os fios finos mas foi pego de surpresa quando as mãos da garota escorregaram para dentro de sua cueca, acariciando, apertando, friccionando vagarosamente.
As mãos dela dela moviam-se para cima e para baixo. Devagar, rápido, forte.
Devagar.
Rápido
Forte.
– Merda... – Gemeu quando a sentiu apertar seu membro, as mãos dela moviam-se de maneira lenta, cuidadosa. Ela apenas queria ver sua reação.
Sasuke estava duro, enorme e...
Ele urrou como como um animal logo antes de reivindicar a boca dela, sugando a língua, chupando os lábios levemente avermelhados e o desejo por ele correndo por seu corpo quase tão rápido quanto heroína se entranhado nas sinapses. — Hero–
O Uchiha suspirou sentindo que a garota abaixo de si não havia desenroscado as mãos de seu membro grosso, na verdade ela o apertava inconscientemente, ainda de olhos fechados e um gemido desesperado saiu de seus lábios.
– Está toda suada e eu ainda nem te fodi. – Sasuke retirou as mãos dela rapidamente. Com um sorriso malicioso a golpeou para dentro e para fora. – Agora, faça aquele biquinho...
Então ele a beijou de novo, oprimindo um gemido delicado enquanto empurrava o quadril com força contra ela.
– Ahh... – A garota agarrou seu ombro, travando as pernas em bolsa dele ainda com ainda mais força. A velocidade aumentando.
Os golpes para frente e para trás ainda mais bruscos, enquanto que a boca seca dele era espremida contra a pele do seu pescoço.
Ele estava tão magnífico curvando-se, lambendo o suor de seu ombro.
Aquilo não podia ser verdade.
Ele.
Tudo.
Sexo, aquele sexo que a fazia inclinar a cabeça para trás, permitindo à mais acesso ao pescoço, onde sem reservas, Sasuke lambia, sugava, cheirava, mordia, beijava.
– Você... – E ele se empurrou ainda mais para dentro dela. As unhas finas arranhando a carne do ombro e do bíceps. – Você...
Mais. Ela precisava de mais.
Muito mais.
Mais e mais.
– Mais! – Ela gritou com os olhos fechados com força no mesmo momento em que Sasuke a levantou pelas costas sem parar de golpeá-la, desejosa de cabelos grudados na testa e na boca. – Porra! Mais! Mais... Maaa... ais...
Sorria maliciosamente ao ver os olhos dela cobertos de uma luxúria atípica que o incentivavam a fodê-la ainda mais rápido, com ainda mais força, segurando-a pela cintura, ajoelhado na cama.
Ele rosnou gutural, mordendo o lábio. Estava quase no ápice de seu prazer, o grito foi ainda mais alto quando a puxou pela bunda para mais perto de si.
A boca dela continuava aberta pedindo por mais, as mãos trêmulas quase rasgavam os lençóis. A cada impulsionada que era dada de encontro à ela, sentia que estava completa, que não precisava de mais nada. Os gemidos dela ficaram mais altos, mais eminentes naquele quarto espaçoso.
– Diga o meu nome... – Sasuke se moveu para trás, enfiando e depois retirando de novo, de maneira que a cabeceira da cama se chocou com a parede. – Vamos, Sakura... Grite o meu nome!
Mais uma vez a golpeou com força. Centrado. Com mais força.
Com mais força
Com mais fo
Com ma
C...
O toque de mensagem fez com que a medica se assustasse, soou tão alto que teve receio de que os outros acordassem, se bem que a bebedeira não os faria despertar facilmente, ainda mais com um simples estalar de toque de celular.
– Merda! – Ela tapou o rosto com as mãos ao lembrar-se de certas cenas, algumas bem vagas, já outras, não saíam de sua cabeça.
A visão demorou um pouco para ajustar-se ao ambiente escuro do quarto. Uma cômoda escura. Um espelho com detalhes dourados. A mala largada no chão. As cortinas azuis e... Um dos livretos de Sasuke em seu colo marcado na página trinta. Estava aberto.
O primeiro conto do livro.
– Pelo menos só foi um sonho. – Ela o colocou ao lado, em meio à lençóis desarrumados e sentou, fixou os pés no chão e passou a encará-los ainda com a cabeça desajustada. – Só um sonho.
Não deveria ser apenas um sonho.
"Eu não queria que fosse apenas um sonho"
Ela desviou o olhar dos dedos dos pés para a contracapa do livro, com a foto de Sasuke e um breve apanhado sobre o tema dos contos, por ali ficou um tempo.
– Eu acho que estou ficando doida, não pode ser! – Lamentou ainda fixada no homem da foto, ele era lindo demais, charmoso demais. Tudo nele era em excesso. – Você não vai me deixar desmiolada!
E cobriu o livro com o travesseiro mais próximo, assim não teria aquele par de olhos a observando, nem aquele fino sorriso que a fazia delirar. Era uma verdadeira luta interna para não perder a consciência e cair na lábia daquele escritor.
Daquele poeta. Porque era exatamente isso que ele era, um verdadeiro poeta... Usava tão bem as palavras que parecia que as cenas retratadas até tinham sido vivenciadas pelo próprio. Bem, talvez fossem.
– Ele é um poeta... O mais repugnante e encantador que eu já conheci... – Sakura sorriu deixando que seus pensamentos tomassem vontade própria e vazassem pela boca. Soou mais como um sussurro, no entanto, a clareza em suas palavras era algo nítido, dito com firmeza.
Ela levantou da cama e de relance no relógio, constatou que não passavam das quatro da manhã e espreitando pelo corredor, na ponta dos pés, foi até a cozinha remexer no cesto grande de pães que havia visto logo depois de subir para ver se conseguia dormir.
– Parece que eu não sou o único sem sono. – Sakura quase tombou para trás quando uma voz a surpreendeu, não gostava de ser pega fuxicando a cozinha alheia. Era feio e ela sabia disso.
– Eu sinto muito... Não quis invadir a sua cozinha e...
– Ei! Esquece isso, comida é o que não falta aqui. – Naruto a cortou abanando as mãos, talvez fosse um sinal para que falassem mais baixo. – Pode comer o que quiser, também gosto de me empanturrar de madrugada.
A médica relaxou os ombros quando o observou passar por ela e abrir a geladeira e pegar uma tigelinha de rámen todo coberto para não desidratar. Ele colocou o objeto no micro-ondas.
– Mas então, o que fez você perder o sono? Ressaca? – Naruto riu da própria pergunta e pegou a tigela de dentro do micro-ondas. Jamais passaria pela sua cabeça que Sakura fosse do tipo que não se intimida com a presença de álcool, era até engraçado.
Sakura ajeitou-se desconfortavelmente na cadeira, tentou não deixar transparecer que o real motivo da sua perda de sono tinha nome e sobrenome. Vagarosamente, virou o rosto para o lado, quem sabe poderia encarar algum objeto aleatório... Mas Naruto levantou a sobrancelha e levou os hashis à boca junto com o rámen.
– Tem a ver com o Sasuke? – Ele perguntou debochado, sem a vergonha de falar de boca cheia nem de mastigar direito antes de engolir. – Porque olha, ele não se interessa muito pelo seu tipo.
– Não, não... Eu só qu
– Tem a ver. — Respondeu rapidamente sem perder o ar sarcástico nem o traquejo de como empunhar os hashis, parecia um animal na maneira como debruçava-se sobre a tigela.
Sakura remexeu-se desconfortável e sempre que ficava assim, enrolava a ponta dos cabelos no fino dedo. Claro que estava desconcertada! Se Naruto ficasse apenas naquela opinião de que só estava interessada em Sasuke, ela não teria trabalho em lhe explicar que sonhara com as palavras do livro, que ela e o escritor eram os protagonistas.
Nem teria que explicar a situação dos dois personagens: Professor e aluna.
Um tema bem batido de certa forma mas analise bem, de acordo com as notas, aquele fora um conto escrito quando Sasuke tinha dezesseis anos. Ele era louco pela professora de geografia.
E também, seu sonho nem ao menos tinha chegado na melhor parte em que o livro conta.
– Meu tipo? — Desconfiada, jogou seu corpo para frente e apoiou os cotovelos na mesa, por mais que tentasse, não conseguia esconder a sua velha expressão de curiosidade. – E qual seria esse meu tipo? Também quero saber a razão que me faz não entrar na lista negra do Uchiha.
Naruto não aguentou quando a viu quase subir pela mesa, até quase engasgou, no entanto tentou segurar a gargalhada. Ela realmente estava afim de seu amigo.
Bastou jogar verde para ela entregar-se.
– Sakura, olha para você. O idiota do Sasuke só se envolve com putas, profissionais, dançarinas de strip, ele gosta de mulher que roda bolsinha na esquina, transa em becos ou no banco detrás de carro. Não sei, parece que tem prazer em pagar para ter sexo. – Declarou tirando os Chinelos e cruzando as pernas em cima da mesa, folgado.
– Mas eu sempre o vejo com duas, três mulheres no apartamento. Não é possível que um homem lindo daqueles só consiga mulher se pagar.
– São prostitutas, todas elas. – A cada declaração de Naruto, parecia que Sakura ficava ainda mais confusa, era visível em seus olhos verdes, no debruçar de braços sobre a mesa. – Não sei se você só quer dormir com ele ou se está mesmo interessada mas se servir de conselho, em trinta anos, Sasuke nunca namorou nem se envolveu com alguém a ponto de ficar apaixonado.
Sakura fechou os olhos lentamente, lembrando das vezes que o vira na companhia de mulheres de aparência duvidosa, não que elas fosses esquisitas nem nada do tipo mas pensando bem, levando em conta o que Naruto dissera, eram sempre mulheres com trajes extremamente provocantes que passavam pelo corredor do prédio em que morava com os braços de Sasuke em volto de suas cinturas finas.
Pelo olho mágico, observava um tom de intimidade entre ele e todas aquelas estranhas.
Ela levantou o olhar para Naruto que a encarava desleixado, esperando que a lembranças sumissem da cabeça da garota.
Iriam sumir. Tinham que sumir.
– Eu gostaria de tentar, realmente estou ficando interessada nele. – Declarou apenas, seus olhos tão vidrados nos do loiro que parecia um robô. – Eu... Eu até comprei os livros dele e logo no primeiro conto fiquei extasiada com a escrita dele, sabe? Tudo flui de uma maneira tão branda que parece que cada cena acontece ali, na minha frente
– O que vai fazer? – Perguntou intrigado ao vê-la levantar-se e caminhar até a geladeira.
A garota sorriu e pegou alguns frios, coloco-os na bancada e depois foi caçar o pão. Sim, o pão! O que seria de um belo café da manhã sem o pão?
– Acho que depois da noite de ontem, Sasuke merece um café da manhã na cama. – Sakura virou-se para a cafeteira, ficou parada por alguns minutos comum dedo no queixo, pensativa e de cenho franzido. – Como eu faço café nessa coisa?
***
O homem trajava um terno escuro, sapatos de couro em mantinha o cabelo preso em um rabo de cavalo bem baixo. Caminhou até a casa de vidro lentamente, sem pressa de chegar e assim que pisou no tapete de boas vindas, abriu a porta e deixou a maleta que sempre levava para seu escritório em qualquer canto.
A porta do escritório na casa se abriu e de lá, saiu um homem de aparência bem mais velha mas com um vigor e imponência típica de um Uchiha, seus longos cabelos espetados caíam sobre o ombro e a franja revolta tampava um lado de seus olhos.
Ele gostava daquele estilo.
– Chegou tarde, dormiu no escritório? – Madara sorriu minimamente com um jornal em mãos. Aquele Uchiha caminhou em direção ao outro e jogou o pedaço de papel na mesa de vidro.
Quase tudo naquela casa era de vidro. Mesa. Cadeiras. Portas. Divisórias e até a estante onde a televisão ficava.
– Algo do tipo... O que é isso? – Ele ergueu as sobrancelhas, curioso, no entanto não pegou o jornal da mesa, nem sequer o tocou. Apenas caminhou até o sofá e jogou-se ali, tirando os sapatos com a ponta dos dedos, afrouxando a gravata apertada. – Alguma matéria difamatória sobre a minha campanha?
Madara manteve-se quieto por minutos, não se movia, não falava, parecia até não respirar mas em um movimento lento, jogou-lhe novamente o jornal que caiu sobre seu peito.
– Leia.
Itachi esfregou as mãos nos olhos sonolentos, não queria ler porra nenhuma, queria dormir. Passara a noite inteira escrevendo seu discurso para que não fizesse feio no grande dia, também merecia um pouco de descanso.
O homem revirou os olhos e assentiu impaciente, iria logo acabar com aquilo e tirar seu tão merecido cochilo. Em movimentos preguiçosos ajeitou seu corpo até sentar-se e pegou o maldito jornal, abrindo na primeira página, seus olhos correram pelas palavras de maneira rápida e teve que conter o riso com o título da matéria:
“Professora de primário afirma estar grávida do deputado e magnata Itachi Uchiha”
– Só pelo título já deveria saber. – Jogou o jornal longe voltou a deitar largado no sofá. – Esse filho não é meu. É mais fácil falarem que é do Sasuke.
O mais velho cruzou os braços e lhe lançou um olhar assassino. Não gostava daquele tipo de atitude desfiadora vindo de um fedelho que mal conseguia administrar sua carreira e o tanto de dinheiro que roubava descaradamente.
– E se for? Isso pode destruir a sua carreira! – Berrou na tentativa de fazê-lo acordar e ver que aquela notícia abalaria ainda mais sua vida conturbada.
– Eu já disse que não é meu, se quiser, entre em contato com essa mulher e eu farei os exames. Tudo por minha conta. – Ele bocejou virando-se de lado, encolhendo as pernas e abraçando a almofada fofa,de veludo vermelha como se fosse algum tipo de pelúcia. – Agora por favor, Madara. Me deixe dormir.
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