Notas iniciais
Como vão vocês? Sei que está um pouquinho tarde para postar mas eu não queria adiar mais a postagem. O atraso de quinze minutos ocorreu porque a linda Karen aqui escreve pelo ipad e deu M, por isso só consegui postar agora. Maaaas já tenho postado no meu serviço de nuvem, o próximo capítulo que virá na data certa. Um beijão!

Com pequenos fios rosa grudados na testa, Sakura tinha os seios espremidos contra o vidro da mesa em que Sasuke espalhava seus rascunhos. O cheiro da nicotina fazendo sua garganta fumegar e o nariz arder.

A mão dele desceu pelas costas brancas da mulher e seus dedos aos poucos entrelaçando os longos cabelos cor de rosa, puxando-os para trás a cada movimento que fazia, a cada choque de sexos. Ela deixou escapar um grito quando o puxão de cabelo foi forte demais mas logo o que fora um resmungo, transformou-se em gemido.

Sasuke sorriu satisfeito, gostava de admirar seu membro sendo introduzido na cavidade que o envolvia firmemente. O escritor quase deixou o cigarro cair de sua boca, mas pressionou os lábios com certa força, o descuido causou uma onda de prazer em Sakura.

Ela foi ainda mais empurrada para o centro da mesa.

O rosto suado sendo enfeitado por uma boca tensionada pelos dentes cerrados, rangendo.

Gostosa... — Ele sussurrou atento ao cigarro nos lábios.

Um gemido rouco escapou da garota enquanto ainda era fodida debruçada sobre os papéis de rascunho de Sasuke. Ela não conseguia respirar direito, seu couro cabeludo doía mas a cada tapa que levava na polpa da bunda ou a cada vez que ele saía completamente e a estocava com toda a força, a médica esquecia das dores na cabeça e entrava em êxtase, rosnando copiosamente.

Dedos compulsivos seguravam sua fina cintura escorregadia pelo suor que brotava da pele. De sua boca apenas saíam murmúrios incompreensíveis.

Mas ele não parou. O ferro que sustentava o vidro começava a balançar e arranhar o piso caro.

Porra... — Ele ofegou cedendo ao rebolar de quadril contra o dele enquanto a puxava para mais perto de si. — Porra, Sakura...

Sasuke gemia entredentes, completamente impossibilitado de soltar o cigarro, escorregando para dentro da mulher cada vez mais rápido, ás vezes forte, ás vezes fraco mas sempre de maneira intensa e com um ritmo gostoso.

Novamente a mão dele agarrou seus cabelos e a puxou brutalmente para cima, encostando as costas nuas dela em seu peito avermelhado dos apertões sofridos da última posição. A respiração quente em seu pescoço e a leve fumaça expelida.

Tá cansada? — Perguntou tirando o toco de cigarro da boca e o apagando com os dedos. Menos um trabalho, agora sua concentração seria apenas em foder aquela boceta molhada. — Não me diga que está cansada... Sa-ku-ra...

O corpo magro tremeu diante da forma como seu nome fora pronunciado. Com tanto desejo. Com tanta luxúria. Maldito ego.

Me come logo... — Ela sorriu maliciosamente.

Aos poucos a médica foi se virando e ficando cara a cara com seu vizinho, não fugiu das duas esferas negras que a encaravam deslumbrado.

Kami! Ela era tão... Fogosa.

Você é muito safada, sabia? — As mãos grandes dele a empurraram para o sofá. Os olhos examinaram a intimidade inchada de tanta foda, melada de tanto gozo, os seios com marcas de pequenos chupões, as coxas avermelhadas.

Sasuke mordeu os lábios e colocou-se por cima da garota, beijando sua boca com intensidade sem se importar que doesse ou que fizesse algum corte. Ele queria mais. Sakura deixou escapar um gemido com a força com que tinha sido penetrada.

Ela gritou com o ritmo crescente e até enroscou uma de seus pernas no corpo dele, quase sem forças diante aos golpes que sentia em seu sexo, podia ver que seu físico não aguentava mais um dia inteiro de transa, entretanto, sussurrava no ouvido de Sasuke coisas totalmente contrárias.

Dizia todas aquelas frases de olhos fechados, com medo de que ao abri-los, tivesse que encarar um sorriso divertido do escritor.

Ah …

Ele beijava seu pescoço, com um risinho satisfeito no canto da boca, sentindo prazer a cada estocada, vendo-a afundar as unhas na carne de suas costas, saborear os movimentos lentos e gritar com os mais rápidos.

Sakura...

Sakura franziu um pouco a testa, observando Sasuke contorcer-se na cama.

A coceira no braço era insistente, aquela coceirinha irritante que atiçava seu mau humor. A mão esquerda do homem subiu na altura do rosto, praguejou por seus membros não estarem respondendo aos movimentos que o cérebro mandava. Daria tudo para estar em seu apartamento, fumando seu cigarro e escrevendo altas sacanagens.

Céus! Como queria fumar um cigarro!

Uma tragada e ele teria um orgasmo.

Sasuke balançou os pés e os viu envoltos à um lençol branco que doía os olhos e tão fino que mal aparava o vento gelado que vinha do ar condicionado. Ele até teve uma crise de tosse mas a cada vez que ousava inspirar forte demais para tossir, parecia que todos os órgãos iriam explodir, que as costelas se partiriam ao meio.

— Ow merda!

— Vai doer por algumas semanas, vai doer até para se mexer mas depois melhora. Os ossos ainda estarão se colando, completamente normal. — A mulher dizia analisando o cair das gotas no soro, o jaleco cobria boa parte do corpo esbelto da médica mas deixava o tímido busto à mostra e os olhos de Sasuke não puderam deixar de admirar mais bela imagem — Você nos deus um susto, Sasuke. Você me deu um susto.

Ele desviou o olhar do decote discreto e subiu para os incríveis olhos verdes. Os mesmos que sempre o contemplavam quando sua dona, ajoelhada no tapete da sala, despejava sua boca em seu membro.

Tarado.

— Eu só lembro do cruzamento Shibuya, da dor e depois do escuro. — Sasuke empalideceu ao se dar conta de sua bolsa. A bolsa. — Onde....

— Você está muito encrencado. — Ela respirou fundo, olhando o gracioso jardim que se exibia pela janela. — Muito fodido seria a expressão certa.

— Sakura... Cadê a minha bolsa? — A moça encostou o rosto tão próximo do dele que podia até sentir sua respiração, o bafo matinal contra os pelos do rosto. — Cadê a porra da minha bolsa?

Os lábios rachando. Os olhos avermelhados. A tremedeira nas mãos. A pele tão eriçada quanto a de um peixe doente. As dores musculares que o fizeram gemer durante a madrugada. O suor mal cheiroso.

Sasuke estava com abstinência. A irritabilidade em sua fala acusava isso.

Ela afundou a palma da mão no rosto pálido dele, estava tão decepcionada com seu vizinho que poderia socá-lo com toda a sua força e bem no lugar onde estavam as costelas quebradas. poderia jogá-lo de um precipício por tê-la colocado em perigo usando tantas drogas, por ter transado sem camisinha com metade das prostitutas de Tókio — Ela também tinha culpa — Mas odiava a si mesma por nunca ter reparado que Sasuke nunca usava blusa sem manga ou nunca ter notado as marcas de agulhadas que ele tinha nos braços e nas coxas.

As veias do braço deviam ter ficado completamente fodidas.

Sasuke não reagiu ao tapa, sequer a olhou. Em seguida vieram outros dois tapas tão bem dados que logo deixou a pele avermelhada e ardida mas ainda assim, ele continuou olhando para baixo.

No quarto tapa, o escritor segurou os pulsos de Sakura. Por mais que o movimento brusco fizesse todo seu corpo doer de forma descomunal, ele ainda a segurava de maneira firme, olhando em seus olhos, transmitindo o vazio de sua alma para a garota com quem transava diariamente. Querendo ou não, os dois dividiam a mesma cama a maior parte do tempo.

— Chega. Você já me bateu, satisfeita? Agora me deixa sozinho.

Sakura engoliu em seco, engoliu algo amargo. Óbvio que ela não estaca satisfeita, ela queria mais, queria deixar sua pele em carne viva com tanto tapa, entretanto, Sasuke permanecia olhando o vazio, concentrado nas terríveis dores que estava sendo somadas às câimbras musculares, a ansiedade por um cigarro.

Ele estava no fundo do poço.

— Há quanto tempo usa essas merdas? — A médica ajeitou o amassado do jaleco.

— Muito.

— Muito quanto? — Insistiu mas sem sucesso, a teimosia de Sasuke ficava ainda pior quando estava doente.

Sem paciência, ela começou a andar pelo quarto. De um lado para o outro. De um lado para o outro. Passadas rápidas. Passadas lentas.

E a medida que fazia isso, ficava ainda mais frustrada por nunca ter percebido nada e principalmente por ao invés de estar fazendo alguma coisa naquele momento, estar andando como uma barata tonta pelo quarto do hospital. Ela estava exausta.

— E Itachi?

***

A demora da médica em sair do quarto era totalmente desconfortante para Naruto, pois tinha que esperar nas cadeiras que ficavam do lado de fora de onde Sasuke estava e pense bem, ficar ao lado do seu maior inimigo sem poder dizer uma palavra era algo que o deixava agoniado.

Para aliviar o estresse, o loiro ia de cinco em cinco minutos beber água no bebedouro que ficava no fim do corredor, enchia quase dois copos seguidos e voltava para o seu lugar na cadeira, não demorava muito e lá já estava ele consumindo a quantidade de dois copos de água. Tudo isso para não voar no pescoço do cínico do Uchiha.

Não seria novidade alguma Naruto fazer aquilo.

Mas foi Itachi, com seu sorriso enrustido, quem começou a conversa:

— E a sua Lolita? Porque a deixou em casa?

Não era difícil entender o sentido da palavra Lolita no contexto em que seu rival insinuava. Estava claro que ele se referia à Hinata como a personagem Dolores Haze, uma menina que se envolve romanticamente com seu padrasto – O professor de meia idade, Humbert Humbert – da obra do escrito russo Vladimir Nabokov.

Seu rosto ficou vermelho de raiva, pensou até em socá-lo ali mesmo, entretanto, seria desrespeito com o lugar e até com as pessoas que ali estavam presentes. Ser manchete nos jornais por brigar com seu rival em um hospital seria a gota d' água, ainda mais tão perto das eleições.

— Ponha-se no seu lugar antes de falar da minha noiva. — Retrucou de braços cruzados, bicudo e olhando para o lado oposto de onde o outro político estava.

Itachi molhou os lábios quase rachando.

— Eu me referia ao modo como ela se veste, como uma boneca da idade média mas se interpretou errado, peço minhas sinceras desculpas. — Ele debochou da maneira mais aberta que pôde, adorava instigar o jeito explosivo que Naruto apresentava, principalmente quando estavam em público. — A carapuça deve ter servido muito bem.

— Você é um filh...

Mas Sakura apareceu diante dos dois, não fazia ideia do que estava acontecendo mas não se surpreenderia se os vissem se alfinetando, era o que sempre faziam e sinceramente, ela odiava isso mesmo antes de conhecê-los pessoalmente.

Aqueles dois apareciam em escândalos quase toda semana. Quando Sakura ainda morava com os pais, sempre via os telejornais logo pela manhã e basicamente toda a manchete era sobre brigas e discussões envolvendo aqueles dois, o engraçado é que ela apesar de ser muito bem informada através dos veículos de comunicação, nunca ouviu uma citação sequer dizendo que Itachi tinha um irmão mais novo e que este escrevia contos eróticos. Ao contrário, sempre o vira sozinho ou acompanhado de um velho que tentava escandalosamente parecer mais novo.

Qual era seu nome mesmo? M...

M...

Madara.

Sim. Era Madara Uchiha.

A médica balançou a cabeça, espantando quaisquer pensamentos que não tivessem relação com o estado de saúde de Sasuke e cutucou o ombro de Itachi.

— Ele já acordou e quer falar com você. — O Uchiha balançou a cabeça e entrou no quarto.

A primeira cena que veio aos olhos foi a de seu irmão deitado em posição fetal, ignorando o soro em sua mão, visto que as veias do braço devia estar todas ferradas com tanta heroína consumida. Suas mãos tremiam por entre o lençol e o travesseiro fofo mas sua cabeça continuava escondida, seu rosto também não aparecia.

Fios da franja cobriam os olhos apáticos. A boca estava seca.

O homem engoliu em seco ao ver seu irmão entregue ao que ele considerava apenas um frustrante vício de Sasuke mas seus olhos encheram de lágrimas quando em uma parada de respiração, pôde escutar os murmúrios de dor do escritor.

Ele soltou o ar novamente.

Poderia ter coragem e chegar mais perto do enfermo mas suas pernas travaram de tal forma que nem passos para se afastar do irmão, ele conseguiu dar. Estava completamente paralisado, assistindo Sasuke revirar de dores musculares, dores por todo o corpo e ele ao menos consegui se mexer.

Exatamente como naquele dia.

Naquele dia.

Naquele dia.

" Se esconda..."

Corra.

Se esconda...”

Corra

Por trás da faceta de pura ironia com uma dose de sarcasmo, Itachi escondia uma personalidade covarde, que era incapaz de lidar com situações complicadas. Isso vinha à tona quando ficava sob pressão da própria consciência.

Corra. Covarde.

Covarde. Corra.

— Eu não vou deixá-lo nem mais um segundo nessa merda de hospital, ele vai para a clínica agora! — Saiu berrando do quarto, empurrando Sakura de sua frente e fazendo com que a mulher caísse sentada no chão.

Itachi sumiu pelos corredores do hospital, provavelmente procuraria Tsunade e apontaria o dedo em seu rosto, gritaria e exigiria que ela o acatasse, pois sua frase preferia era:

“Você sabe com quem está falando?”

Se não fosse a dor provocada pelo impacto da queda, a médica perseguiria o deputado pelo hospital. Não importaria mais a sua permanência no cargo mas o faria engolir todo aquele maldito ego goela abaixo.

Notas finais
Os Uchiha são meio paranoicos mas tem a ver com o passado, ficará um pouco esclarecido capítulo que vem. Qualquer erro, peço que me avisem. Obrigada pelo carinho. c: