O Poeta

28 Cofre


Notas iniciais
Boa tarde/noite. Queria primeiramente pedir desculpas a todos vocês por tooooda essa demora e também queria dar a notícia que os rumos da fanfic já já serão tomados. E que esse capítulo se passa cerca de uma semana ou duas depois dos acontecimentos do capítulo anterior.

― Com licença, aqui estão os documentos que o senhor solicitou. ― A secretária entregou-lhe uma pequena pilha de papéis.

A mulher observava a vista da janela do escritório, que dava direto para uma ilha de prédios iluminado; fazia isso para aquietar seus pensamentos de preocupação.

― Você está esperando alguma coisa? ― Perguntou analisando minuciosamente cada parágrafo das folhas entregues, virando para a página seguinte e retornando para a anterior.

Ela apenas balançou a cabeça negativamente, mas continuou estática no mesmo lugar, talvez não soubesse exatamente o que fazer. O problema é que Itachi já estava começando a perder a paciência com a secretária porque naquele dia em especial parecia completamente perdida.

Inaceitável.

Vendo-a agir como uma idiota o fazia crer que o currículo impecável que a garota apresentara no dia da entrevista poderia ser meramente ilustrativo ou que talvez ela fosse a alusão perfeita daquelas secretárias clichês de filme de comédia. Sabe qual? Aquelas que se mostram atrapalhadas e em algum momento destroem a carreira e a dignidade do chefe.

Itachi fechou os olhos e os abriu lentamente.

― Tire o resto do dia de folga, você está trabalhando demais.

― Mas... ― A secretária arregalou os olhos de surpresa ao escutar a frase mais desejada que qualquer empregado poderia escutar de seu patrão, claro que na cabeça de outra pessoa aquilo poderia ser um mal sinal entretanto, Itachi não acharia alguém mais qualificada para administrar a sua agenda pessoal.

Não acharia alguém em que pudesse confiar mais.

― Vá antes que eu me arrependa. ― Itachi murmurou por entre os dentes.

E antes que a jovem fechasse a porta, ainda conseguiu escutar sua respiração de alívio. Itachi tinha os seus momentos de humanidade apesar de maioria das vezes, seus atos bondosos terem um fundamento totalmente voltado ao dinheiro ou apenas publicidade.

Naquele momento ele simplesmente a dispensou porque tinha escutado um burburinho sobre a saúde do pai da moça e por isso tudo que fizesse naquele dia sairia mal feito, melhor seria se tirasse o resto da tarde para resolver o assunto. Não que fosse do seu feitio escutar conversas de corredor, era apenas a recepcionista que não conseguia calar a boca e fez o favor de espalhar cada detalhe sobre o caso.

Itachi não conseguiu segurar o riso ao se lembrar das palavras da moça:

― Pois é, o senhor sabe que eu não suporto fofoca, mas a coitadinha não fará nada direito hoje, imagina se por distração toda a sua agenda é prejudicada? Ela merece um dia de descanso.

Mas a faceta risonha logo se desmanchou ao remexer mais afundo os papéis, podia interpretar com facilidade os gráficos que acusavam uma diminuição nas ações da empresa. Parecia que grande parte dos acionistas estava deixando de investir o capital em uma das mais sólidas empresas.

De repente um gosto amargo apareceu em sua boca e a preocupação de que não poderia dar a volta por cima o afligia intensamente; Aqueles gráficos detalhados, a margem de lucros caindo e uma música de pop chiclete tocando do lado de fora do prédio, não era como se tudo estivesse sob o controle e logo Madara perceberia.

Aquele homezinho maquiavélico perceberia tudo.

― Merda, Sasuke... Isso foi um tiro no próprio pé. ― Bufou ao lembrar-se do vexame em rede nacional sobre a tão inesperada publicação do irmão mais novo, ele não só tinha prejudicado a imagem pública de Itachi, mas também tinha decepado grande parte das ações da empresa herdada do pai. As pessoas não confiaram mais seu dinheiro nas mãos dos Uchiha.

***

Dois ou três casebres foram construídos na rua da boate em que freqüentava e por isso as vielas pareciam bem mais estreitas do que as suas lembranças mostravam, até o chão que antes exibia paralelepípedos irregulares estava asfaltado com maestria.

Quanto tempo se passou desde a última vez que estivera por ali? Definitivamente não se lembrava da boate ter um segundo andar... Ou será que em todas as vezes que viera estava tão drogado que mal conseguia distinguir um sobrado de um prédio de vinte andares?

Sasuke parou na entrada principal e observou o letreiro que deveria chamar muita atenção durante a noite, não lhe restava dúvidas de que aquele lugar tinha evoluído consideravelmente. Ele não demonstrou hesitação ao retirar a luva da mão direita para que pudesse acender um cigarro do maço lacrado.

A satisfação apenas cresceu em si quando o fogo do isqueiro encostou-se à ponta do cigarro e a primeira quantidade de fumaça pôde entrar livre até os pulmões, a partir disso os músculos que normalmente permaneciam tensos já mostravam os sinais de que estavam se relaxando.

Maravilhoso.

Com o cigarro preso entre os dedos médio e indicador, a mão quase congelando de frio, esmurrou a porta umas duas vezes.

― A música está alta, elas não vão te ouvir. ― Kurenai estava parada atrás de Sasuke e carregava sacolas de papel pressionadas em seu corpo. A sua voz parecia um pouco mais durona do que o usual e apesar dessa personalidade não combinar exatamente com seu corpo frágil, ela procurava inspirar-se em suas heroínas favoritas.

― Achei que só trabalhassem a noite. ― Disse prendendo o cigarro nos lábios.

A mulher de meia idade retirou do bolso um objeto metálico que mais se assemelhava a uma chave e o enfiou na fechadura da porta. Estava surpresa por Sasuke ter aparecido depois de tanto tempo, não era comum um cliente assíduo sumir da noite para o dia e reaparecer quase um ano depois como se nunca tivesse sumido, normalmente eles não apareciam mais.

Não era o caso de Sasuke.

Assim que entraram no lugar, o escritor notou que tudo de que se lembrava já não estava mais por lá. As mesas e cadeiras de ferro tinham sido substituídas por mobílias mais requintadas enquanto que o pequeno bar que era lotado dos mais variados tipos de bebidas apenas estocava alguns uísques de marcas famosas e vinhos importados. Sentiu falta dos saquês baratos.

Sasuke sentou-se em um dos bancos e com o cigarro pendurado na boca passou a observar um grupo de mulheres que pareciam estar ensaiando arduamente para algum tipo de apresentação.

― A clientela aumentou desde que abrimos espaço para que as meninas demonstrem o que sabem. ― Disse vasculhando a prateleira à procura de alguma marca com sabor marcante, por assim dizer. ―A intenção é fazê-los se divertir e nem tudo é na base do sexo.

A ponta do cigarro queimava-se aos poucos, deixando o toco cada vez menor, entretanto, a velocidade com que isso estava acontecendo mostrava que o intervalo entre uma tragada e outra era quase nula. Aquela atitude não passou despercebida aos olhos de Kurenai que o analisavam através do reflexo da prateleira de fundo espelhado.

― Entendo.

― Acho que não tenho nada que agrade o seu paladar, mas fiz o meu melhor. ― Bastaram apenas alguns segundos para que a mulher agilmente alcançasse o copo bem acima de sua altura e o enchesse de uísque.

Não... Ela definitivamente não deveria ter exagerado na dose, mas faz parte do aprendizado acostumar-se a bebidas de pessoas frescas, no entanto, o escritor não estava preocupado com as regras de etiqueta que a mulher deveria demonstrar tampouco com seu celular vibrando no bolso lateral da calça. Talvez Kurenai já tivesse percebido seus dedos tamborilando no apoio do balcão ou então o fato do cigarro estar se consumindo sem uma tragada sequer após longos minutos.

Sasuke flexionou o corpo para frente, deixando escapar uma pequena quantidade de fumaça pelo canto da boca. Pequenos detalhes das atitudes do escritor chamaram atenção da mulher, até porque era um evento muito raro vê-lo demonstrar alguma coisa além de excitação ou tédio e por isso também flexionou o corpo para frente, de maneira que seus cotovelos ficassem apoiados na superfície e sua cabeça levemente inclinada para o lado, como se esperasse por algum segredo, até porque podia contar nos dedos de apenas uma mão as vezes em que o viu nervoso.

O escritor pareceu refletir um pouco, retirou o cigarro da boca e o amassou no cinzeiro.

― Você lembra o que meu pai guardava no cofre do escritório?

― Cofre? ― Naquele momento Kurenai afastou seu corpo da bancada, estava surpresa pela pergunta inesperada. Em sua cabeça, desenterrar o passado não era exatamente uma boa ideia.

Ele concordou.

― Que cofre? ― O movimento que a garganta fez de engolir em seco foi quase perceptível, seu olhar pareceu perdido.

A verdade era que Kurenai não tinha muitas lembranças daquele cofre, apenas sabia que somente era aberto em casos de extrema necessidade, porém seu conteúdo ainda era um segredo. As poucas vezes que entrava no escritório de Fugaku eram para procurar por alguma caneta e assim poder sair da casa com um cheque assinado.

Lembrava sim de um objeto metálico que ficava ao lado da escrivaninha e virado diretamente para a porta, sempre achou estupidez da parte de Fugaku deixar um cofre virado exatamente para onde qualquer pessoa poderia vislumbrar, mas como questionar nunca foi o seu forte, até porque não poderia correr o risco de perder aquela quantidade de dinheiro por culpa de uma curiosidade boba, decidiu não dar ideia sobre como o dono da casa deveria ajeitar os móveis.

― O que eu quero saber é se meu pai já o abriu na sua frente. ― Os orbes negros a encaravam com atenção enquanto o copo era levado até os lábios, qualquer traço de nervosismo já tinha ido embora e só o que restava era novamente sua antiga expressão gélida.

A mulher vasculhou em suas memórias qualquer lembrança sobre aquele cofre ter sido aberto em sua presença, porém em todas elas só conseguia visualizar o objeto fechado e com uma escultura feita de origami em cima.

Nada dele aberto.

― Não me vem nada na cabeça, poucas foram as vezes em que entrei naquele escritório. Você sabe... ― Virou o líquido dentro do copo goela abaixo, ignorando todas as regras de etiqueta que estava aprendendo pela internet. ― Por quê?

― Hm. Só uma coisa que está me incomodando profundamente. ― Sasuke disse estalando dois de deus dedos pouco antes de olhar em direção ao relógio do pulso de Kurenai e levantou abruptamente.

― O que foi?

― Eu tenho que ir a um lugar, qualquer coisa que se lembrar sobre o cofre ou relacionado a ele, não hesite em me ligar. É importante. ― Bebeu o último gole e saiu em passos apressados.

[...]

Durante todo o trajeto da boate até a porta do hospital em que Sakura trabalhava o escritor não conseguia tirar de sua cabeça a lembrança do pai fechando o cofre às pressas ao ver o menino correndo em sua direção e o repreendendo por entrar no escritório sem bater na porta.

Um acontecimento recém escavado do fundo de sua memória e que talvez passasse despercebido pelo resto de sua vida se não fosse pela curiosidade da médica. Qualquer idiota saberia quando estava sendo analisado, ainda mais se a pessoa que o fizesse não fosse tão cuidadosa ao o ambiente da investigação limpo, afinal de contas, Sasuke era uma dessas pessoas que sabia exatamente como deixava as suas coisas, saberia dizer de imediato se alguém havia mexido nos livros de sua estante ou nas folhas de rascunho espalhadas pela mesa.

E Sakura era uma péssima mentirosa.

― Pode me deixar aqui mesmo. ― Disse ao taxista que parecia estar tendo problemas com o aquecedor, porque os vidros ora ficavam embaçados ora aparentavam congelar. Desceu do veículo e o observou afastar-se lentamente.

É.

Era o preço a se pagar por ter deixado o motor de sua moto congelar.

― Achei que não fosse chegar nunca. ― As bochechas de Sakura estavam tão avermelhadas que era impossível dizer se estavam daquele jeito pelo frio ou pela vergonha de estar sendo observada por uma dúzia de mulheres que gritavam frases de apoio que chamavam atenção de qualquer um que estivesse na sala de espera. Com certeza eram colegas de trabalho da médica.

― Mas cheguei.

Sasuke estava tenso, sim, no entanto não demonstrava ser totalmente inexperiente em tentar agradar uma mulher. Passara quase que metade de sua vida pagando por experiências sexuais e gabando-se por ser um conhecedor do prazer feminino, que quando um encontro de verdade surgiu, era como se ainda fosse um adolescente.

Sakura piscou vagarosamente ao sentir um floco isolado de neve cair em seus cílios e o escritor pareceu hipnotizado com a visão. Aos poucos a quantidade de pequenos flocos aumentou e o casal não teve escolha senão seguir seu caminho.

Ele sorria discretamente enquanto seu braço era praticamente esmagado pelos de Sakura.

― Está cheirando a cigarro, estranho... Jurava que o tinha lavado bem. ― Disse singularmente, aproximando o nariz do casaco térmico do escritor.

― Não prestei atenção quando o vesti. ― Mentiu tomado por uma expressão séria.

― Não se preocupe com isso. ― Os flocos batiam em seu rosto dando-lhe uma sensação de que a roupa não estava sendo quente o suficiente, sua leve tremedeira espantava qualquer pensamento suspeito que pudesse ter quanto a veracidade das palavras de Sasuke.

Os passos cuidadosos em direção ao restaurante em que Sasuke fizera uma reserva para dois. A fumaça escapava de seus lábios; fria

O trajeto para o local fora feito em silencio, não aquele silêncio constrangedor, mas aquele que casais fazem para apenas apreciar a companhia um do outro enquanto passeiam rumo a um piquenique ou ao cinema.

Aquele momento de reflexão não demorou muito mais do que cinco minutos e os dois logo entraram no restaurante em que Sasuke havia feito uma reserva.

O lugar era aconchegante e totalmente diferente daquilo que a médica esperava. A decoração inteira remetia ao período Edo, os leques enfeitavam as paredes cor de creme, os funcionários vestiam-se à caráter.

Era como se estivessem em um palácio.

Um luxo só.

Naquele momento, Sakura sentiu-se deslocada por estar vestindo apenas uma roupa simples. Em sua cabeça, o escritor jamais a levaria a um lugar rodeado de pessoas da alta sociedade, até porque ele odiava ter que manter as aparências e manter uma conversa vazia com aquele tipo de pessoas.

― Mas Sasuke... Por que não me disse que esse era o restaurante? ― Questionou sentindo-se uma intrusa em meio aquele lugar exalando a perfumes caros.

― Eu gosto daqui. ― Era realmente nostálgico voltar àquele restaurante, parecia exatamente o mesmo desde a época em que seus pais comemoravam o aniversário de cada integrante da família naquelas saletas particulares.

Foi inevitável a sensação de insegurança diante aqueles adereços que tanto fizeram parte de sua infância, até as pinturas nas paredes pareciam ser as mesmas da época em que comemorou seu último aniversário antes de seus pais morrerem e antes que Sakura pudesse perceber a aura de saudades que rodeava a cabeça do escritor, uma funcionária toda caracterizada como uma princesa do período feudal os conduziu para uma sala particular.

Um sorriso de contentamento surgiu no rosto de Sakura e o mais inusitado para Sasuke é que ela não cobriu a sua boca com a mão como sempre fazia, deixou a mostra seu sorriso incrivelmente branco revelando sem vergonha aquela falha nos dentes da frente que sempre escondia ou será que ele nunca tinha reparado? Repassando cuidadosamente todos os acontecimentos desde que conhecera Sakura, percebeu que na maioria das vezes, seus olhos apenas focavam nas curvas exuberantes de seu corpo e não em detalhes quase imperceptíveis como aquela leve falha que de tão pequena quase não existia.

Aos olhos do escritor: Era mais uma prova viva de que o perfeccionismo que o dominava já não fazia muito efeito quando o assunto era a sua vizinha. Se Sakura tinha uma beleza exótica antes, com seus fios cor de rosa, agora passara a ser seu ideal de beleza.

― Esse lugar é muito bonito. ― Ela disse, inclinando-se em direção a ele. Suas pequenas mãos brincando com fios de cabelo dele, soltos e rebeldes.

Surpreso, ele se pegou gostando do carinho que a médica lhe fazia nos cabelos. Mãos frágeis que seguiam ritmadas tentando cachear os fios negros com a ponta dos dedos e logo soltava.

Aquele era um dos contatos mais íntimo que os dois tiveram durante aquela semana por culpa de vários fatores, incluindo a agenda cheia de Sasuke e o conflito interior que sofria desde que parara para refletir sobre o mistério envolvendo a morte de seus pais.

Sakura instigara a sua curiosidade sobre o passado.

― É bonito sim. ― Ele abaixou o olhar e encontrou os verdes que o encaravam, mas que logo se desviaram timidamente.

― Vamos comer logo, não podemos desperdiçar essa comida toda. ― Cada centímetro quadrado do corpo da jovem demonstrava felicidade, seu sorriso estava mais aberto, os olhos brilhavam com intensidade, a pele estava mais radiante.

À medida que comiam e conversavam sobre assuntos aleatórios o som das pessoas do lado de fora diminuía, o tempo estava passando rápido, no entanto não se davam conta disso. Era Sakura quem falava a maior parte do tempo, na verdade era ela quem mais parecia entusiasmada com o encontro.

Uma funcionária entrou e trocou os pratos já vazios.

― Obrigada por hoje, eu gostei muito... Precisava de um pouco de descanso.

― É, eu também. ― Fechou os olhos lentamente e os abriu tendo a exata visão do rosto iluminado de Sakura.

***

Ele nem ao menos se mexia enquanto a água escorria por seu corpo dolorido. Tinha treinado seus golpes até os músculos não aguentarem mais, até a estafa ocupar cada célula de cada lugar do corpo.

Claro que esse exagero resultou em luxações e algumas feridas nas dobras dos dedos, mas Naruto não ligou para isso, estava com a cabeça longe demais para se importar com pequenos machucados. Pode-se dizer que a sua vida estava ficando tão confusa que se comparasse ao dia a dia de um perdedor qualquer, a diferença seria apenas a conta bancária com alguns milhes de ienes a mais.

Em primeiro lugar sua credibilidade perante aos eleitores tinha sido destruída pela campanha suja de seu rival, Itachi Uchiha. Em segundo lugar, a mulher de sua vida tinha sumido no mundo de forma tão eficaz que nem o melhor dos detetives do país conseguia encontrar.

A ducha quente caía amortecendo o couro cabeludo de Naruto; Os olhos abriam e fechavam a medida que a água escorria pelo rosto.

Naruto Uzumaki era a mais nova piada do meio político.

― Seus filhos da puta! ― Gritou socando a parede de azulejo.