O Poder do Amor

14 Capítulo 13 (1ª PARTE)


Alemanha, Frankfurt, Maio de 1999

Isabella estava nervosa, estalava os dedos das mãos apreensiva, afinal, ela nunca imaginou que pudesse agir dessa maneira, se tudo desse errado ela estaria encrencada.

Talvez Edward jamais a perdoasse.

Só em ter esse pensamento, seu coração acelerou de medo.

Estava dentro de seu carro, olhando para os lados, esperando Nina aparecer.

“Porque aceitei essa loucura?” era o que se perguntava silenciosamente.

Quando de repente a porta de seu carro abriu.

- Muito bem, Rose diga bom dia para tia Bella! – falou Nina animada.

A pequena Rose, meio desengonçada se aproximou de Isabella sorrindo, se colocou no pequeno espaço entre os bancos e com seus miúdos braços, envolveu a namorada de seu pai carinhosamente.

- Tia Bella, pelo menos tem que ter bolo! – disse Rose com os olhos brilhando de animação.

- Hum.... Acho que isso posso providenciar... – respondeu timidamente.

- Bem, já que estão familiarizadas eu já vou! – disse Nina apoiada na porta do passageiro.

- Tia Nina, você não vem? – perguntou Rose um pouco desanimada.

- Não meu anjo, seu pai merece um aniversario especial esse ano... A filha mais incrível do mundo e a namorada mais apaixonada que já vi!

- Acredito que a irmã mais alegre também não seria nada ruim! – disse Isabella sorrindo timidamente.

- Hummm.... seria legal se a irmã alegre não tivesse um compromisso urgentíssimo! – falou Nina dramática.

- Seria tão legal se você pudesse ir... – disse Rose.

- Eu sei.... Fazer o que, sou incrível mesmo... Mas mesmo não sendo a mesma coisa, tenho certeza que será muitoooooo legal.

Ainda falaram mais algumas bobagens até que Isabella seguiu com Rose para o orfanato, prontas para fazerem uma surpresa para Edward.

Desde que ele renegou voltar com Esme que ela começou a barrar o encontro pai e filha, apoiando somente quando ele iria sozinho até sua casa, fazendo visitas vigiadas.

Por mais que Edward tentasse esconder, a falta da presença de sua filha estava o deixando triste, o que acabava deixando Isabella se roendo de culpa.

Conseqüentemente para fechar o ciclo Nina ficou revoltada, cansada de esperar que Esme tomasse uma atitude descente, resolveu acabar com essa história maluca e sem sentido.

Foi na escola de Rose, conversou com a coordenadora, ligou para Carlisle que como ela desconfiava não sabia das loucuras da esposa e conseguiu tirar a menina da escola. Entretanto ela sabia que logo, logo Esme iria acabar sabendo, e como ela prometeu a Bella que não haveria problemas, não poderia adiar seu encontro.

Pegou o ônibus e seguiu até a casa de Esme, não demorou muito, em 20 minutos estava parada na porta da casa respirando fundo e rezando para que seu plano não saísse do trilho imaginário.

Assim que tocou a campainha não demorou muito para que a própria Esme atendesse a porta. Visivelmente surpresa com a visita inesperada ela tentou ser o mais cortes possível.

- Nina querida, há quanto tempo! – exclamou com um sorriso tímido – Como tem passado?

- Vou muito bem.... Sabe como é, a vida até que tem sido generosa comigo.

- Quem bom... Hum.... Quer entrar? Posso te dizer diante mão que a Rose esta na escola. – disse Esme claramente curiosa. Nina nunca foi de visitá-la, só esteve presente em sua casa nos aniversários de Rose.

- Seria bom entrar.... Eu sei que Rose não esta em casa, eu vim mesmo para falar com você.

Afastando-se da porta, Esme gesticulou com as mãos para que Nina adentrasse em sua casa.

- Esta diferente desde a última vez que vim – Comentou Nina.

- É... Fizemos algumas mudanças – respondeu se acomodando em uma das cadeiras de metal muito bem trabalhada em seu terraço – Sente-se Nina.

Atendendo seu pedido a garota se sentou e a encarou.

- Eu soube do Victor...

- Ele já esta melhor, saiu do hospital e esta se recuperando em casa.

- Que bom... Vocês formam um belo casal.

- Interessante – Nina sorriu debochada.

- O que foi? Você não acha isso?

Nina a olhou bem por alguns segundos e então decidiu por responder.

- O Victor é legal e quente, mas só isso.

Esme sorriu abertamente.

- Talvez essa seja a chave...

- Então finalmente você tem certeza, essa é realmente a chave? – perguntou Nina.

As duas se olharam nos olhos e a lembrança de quatro anos atrás invadiram as duas.

{...}

Era manhã, alguns raios de sol conseguiam atravessar as nuvens, entretanto não conseguiam amenizar o maldito frio, que faziam com que todos quisessem ficar em casa muito bem aquecidos.

Ou pelo menos quase todos, pois Nina tinha uma coisa muito melhor pra fazer, tinha uma linda bebe pra visitar.

Como fazia em todas as manhã que matava aula, fugiu para a casa de seu irmão de coração, e apesar de esperar o maldito mal humor de Esme, ela foi surpreendida com algo que achava impossível de acontecer.

Assim que bateu na porta do quitinete e viu uma Esme visivelmente atordoada, ela sentiu que algo não muito bom estava pra acontecer.

- Esme, o que foi? A Rose, o Edward.... Estão bem? – perguntou Nina vagando seu olhar pelo pequeno espaço.

Esme sorriu debochada e voltou a se ocupar guardando suas roupas em uma mala.

Nina ficou observando a cena por alguns segundos até tomar coragem e questionar sua “cunhada”.

- Vai viajar?

Esme gargalhou e voltou a arrumar suas coisas, Nina se aproximou e segurou seu braço.

- Hei, o que esta acontecendo?

Puxando seu braço com força Esme nada disse, colocou o resto de suas coisas na mala e a fechou, pegou sua filha que dormia acomodando-a em seu braço direito e com o esquerdo pegou a mala, entretanto quanto estava pronta para ir embora Nina se colocou na porta.

- Ou você me diz o que esta acontecendo, ou não sai daqui!

Esme bufou.

- Você é uma criança Nina, não queira que problemas adultos chegue a você, são mais cruéis do que se pode imaginar.

- Quem disse que quero seus problemas, eu simplesmente não vou deixar que atravesse essa porta sem uma explicação descente, até porque a criatura que tem nos braços é minha afilhada, é a filha do meu irmão.

Esme pensou em milhares que possibilidades, mas então decidiu ser honesta.

- Eu o amo, amo tanto que chega a doer, e eu pensei que pudesse agüentar a barra, mas eu não posso... Passar fome é uma coisa, ver a nossa filha passando fome é outra... É demais pra mim... Eu pensei que a chave da felicidade fosse o amor, mas agora eu vejo que nem sempre o amor trás felicidade.

- Você esta deixando o Edward!

- Sabe, eu não quero que ele se lembre de mim com ódio ou algo do tipo, eu o amo demais pra transformar nosso amor em algo deprimente... Eu preciso sofrer e guardar belas lembranças do que destruir até isso.

- Ele vai ficar louco... Ele ama tanto você... E a Rose... Oh meu Deus!

- É tudo a questão de encontrar a chave... Pra mim a chave do amor não é a resposta, talvez seja a chave da segurança...

- E a Rose? Ela vai sofrer quando crescer...

- Não, ela vai ficar bem, porque não vai viver num mundo onde os pais se odeiam... Eu jamais irei tirá-lo dela.

Nina não soube o que dizer, simplesmente se afastou quando Esme atravessou a porta.

{...}

- É... Essa é a chave. – respondeu Esme.

- Então porque você quis a chave do amor novamente quando sabe que ela te faz mal?

Esme sorriu.

- Ele te contou... Na realidade não sei por que não imaginei isso antes, é claro que você veio falar sobre o que aconteceu na casa dele...

- Não... Eu não tenho nada haver com suas atitudes, pelo menos não quando ela envolve a felicidade do meu amigo...

- Nina...

- Escute... há anos atrás você me disse que estava se afastando por amor a ele, quando você me disse isso eu não acreditei, mas hoje eu consigo enxergar isso, você fez o certo, você preservou o carinho, o respeito e até mesmo o amor de vocês, evitou que as coisas se tornassem repugnantes, e cumpriu o que me prometeu, ou pelo menos estava cumprindo... Porque agora, porque querer jogar o conforto fora e afastar a Rose do pai?

- Você é muito nova...

- Caralho, pare de ficar falando isso, sou muito nova pra entender, tudo bem, se isso me faz melhor do que você...

- Eu o amo e não posso deixar que ele estrague a vida dele...

- Mentira, você não esta sendo honesta, seja honesta Esme, por favor seja honesta.

- Eu estou sendo, eu o amo, ele esta estragando a chance de encontrar alguém que lhe dê conforto pra se arriscar com alguém.... Alguém... Suja...

- Suja? – Nina ficou pensando que sinônimo poderia ter essa palavra até que a ficha caiu – Oh Deus, se ela não tivesse Aids tudo estaria bem? Oh Deus, você é preconceituosa!

- Não...

- Sim você é... Mas tudo bem, fique sabendo que você não esta sozinha no mundo, tem milhões como você.

- Não, eu só estou preocupada com o fato dele pegar a doença e a possibilidade da minha filha pegar também....

- Você é casada com um medico talvez devesse conversar com ele...

- Não, eu não vou falar nada com o Carlisle sobre isso.

Nina arqueou as sobrancelhas questionando-a silenciosamente.

- Ele poderia interpretar errado... Eu não posso deixar que ele descubra... Seria péssimo pra ele... E.... E...

- E você sofreria!

Esme a encarou e tentou segurar as lagrimas em vão.

- Você o ama – disse Nina sorrindo – Sabe, você amou o Edward, eu vi, eu sei que sim, mas sinceramente não chegou nem perto disso que você sente pelo Carlisle, eu vejo isso em você... O medo de perdê-lo é tão grande que deixa transparecer em seu rosto... E não é só o medo de perder o conforto como você tenta afirmar falsamente, é o medo de perder o homem que a faz feliz... Ele a conquistou, ele entrou no seu coração de tal maneira que a faz temer.

Esme fechou os olhos e deixou que as lágrimas caíssem silenciosas.

- Mas você jogaria tudo isso fora por um preconceito.

- Não, eu amo minha menina, essa história vai terminar mal, eu sinto isso, e eu tenho medo de que alguma forma isso respingue em minha Rose.... Eu amo o Carlisle, mas o que eu sinto pela minha menina é maior do que qualquer outro amor que possa existir.

- Ou seja, seu preconceito é tanto que você teme por sua filha.

- Nina...

- Eu a peguei na escola hoje, antes de vim aqui.

- O que?

- Você pode ter esquecido, mas hoje é aniversario do meu amigo... Então falei com o Carlisle, disse que não consegui falar com você e que precisava de uma autorização rápida, ele falou com a coordenadora e eu peguei a Rose, a entreguei a Bella e as duas uma hora dessas devem estar com Edward... Tornando o dia dele feliz.

Esme ficou paralisada.

- Você não fez isso...

- Fiz e posso fazer mais, como falar com o Carlisle, contar tudo a ele, duvido que ele consiga olhar pra sua cara novamente....

- Nina...

- Então com você divorciada e sem renda alguma, vai ficar fácil para um juiz dar causa vencida ao Edward.

- Isso é uma ameaça?

- Não – Nina disse sorrindo – De modo algum, até porque amanha pela manha quando você for pegar a Rose na casa do Edward, sim, porque ela vai dormir lá hoje, você será educada, e nem você nem eu lembraremos dessa conversa!

CONTINUA....

Notas finais
oláaaaaaaaaaa

bem dividi esse cap n só pq ele é um pouco grande, mas pq eu pc foi para o espaço.... minha irmã encheu de virus....

tive q procurar nos meus varios pen drive onde tinha guardado o cap.... achei a metade.... durante a semana com mais calma procuro o restante.....

domingo teremos mais

como vcs merecem, vou da um pequeno spoiler.....

teremos uma lemons no proximo cap.... muito fofa e quente tbm....hummmm.....DELICIA

e mais um dos momentos fofos bella e edward....

bjocas

comentem e deixem essa autora feliz.....