O Poder do Amor

13 Capítulo 12


Notas iniciais
demorei mas estou de volta....

Alemanha, Frankfurt, Abril de 1999

http://www.youtube.com/watch?v=L125O2Hhw8M&feature=fvst

Os raios de sol entraram lentamente pelo quarto simples e aconchegante de Edward no subúrbio de Frankfurt, preguiçosamente ele se virou, abraçou o corpo da mulher que aos seus olhos era a mais bela do mundo.

Desde que tiveram o primeiro momento de amor carnal ela sempre que podia dormia na casa dele, a desculpa pronunciada para os outros era perfeita, ficava perto da instituição, ficava perto do hospital, tornando tudo mais fácil, porém o verdadeiro motivo, aquele não pronunciado com palavras, mas sim com os olhos e gestos, era mais que perfeito, porque amar, dormir, acordar.... Olhar para o lado e a primeira coisa que ver ser a criatura que ama, simplesmente torna-se necessário depois que acontece uma primeira vez.

Suspirando de felicidade ela se acomodou nos braços quentes e agradáveis do seu homem, do homem mais doce, divertido e alegre que conheceu, do homem que a cada dia que passava ajudava-a a se encontrar.

- O dia já começou! – ele sussurrou em seu ouvido.

- Hum... Tenho essa leve impressão... Mas a cama, os braços que estão em minha volta me fazem querer ficar aqui mais tempo – disse com um misto de preguiça e diversão o fazendo sorrir abertamente.

- Lamento informar, mas tenho uma reunião em 30 minutos, por isso os braços que estão em sua volta terão que sair junto comigo!

Demorou alguns segundos para ela processar que dia era aquele, então deu um pulo da cama e o olhou empolgada.

- O pessoal da secretaria de Educação e da Universidade? E hoje? – perguntou.

- Sim, é hoje... – se sentou na cama, emoldurou a face de Isabella e lhe deu um beijo rápido – Estou animado, acredito que meu projeto vai ser aceito!

- Sim, eu sei que vai.... Você é incrível... Não tem como eles recusarem!

Jogou-se delicadamente em seus braços e o beijou apaixonada para em seguida se afastar.

-Vá... Se arrume e depois, mais tarde comemoramos!

Ele a olhou por mais alguns segundos, deu um pulo da cama, lhe deu um selinho rápido e seguiu rumo ao banheiro, tomou uma ducha rápida, se vestiu com ajuda dela e seguiu correndo para a reunião.

Ela voltou para cama, deitou-se abraçada ao travesseiro dele, sentindo o cheiro ali impregnado e suspirando sozinha, perdida em seus pensamentos, coisa que nos últimos tempos se tornou normal.

Quando se sentiu disposta o suficiente, tomou um banho demorado, abriu o guarda roupa dele e sorriu ao ver algumas de suas coisas ali, vestiu-se e seguiu para a cozinha, serviu-se de uma xícara de café e apreciou o líquido negro e quente.

Mal tomou um gole do líquido negro quando batidas na porta chamaram sua atenção. Suspirou e seguiu para abrir a porta.

Seus olhos se arregalaram.

- Jasper!

- Preciso de você, precisamos de você... Eu não sei mais o que fazer...

- O que esta dizendo?

- Ela não para de chorar... Ela ta com medo ou sei lá o que... Simplesmente não quer deixar nossa filha nascer... Se recusa a deixá-la nascer

Isabella precisou de alguns segundos para processar o que estava acontecendo.

O que ela poderia fazer?

Desde que deixou Alice em sua casa, desde que deu as costas para o tratamento, metas e planos que ela determinou que elas não se falavam, nenhuma das duas tentou dar um telefone sequer.

- Eu não sou medica, não sei como posso ajudar ou...

- Vocês se entendem como nunca vi antes, sempre foram à família uma da outra... Se olham e sabem o que estão pensando... É como se fossem... Como se fossem almas gêmeas... – Jasper fechou os olhos nervoso, respirou fundo e voltou a encará-la visivelmente derrotado – Ela ta precisando de você agora... Só que ela é muito orgulhosa pra pedir por sua presença em voz alta.

Ela o encarou, pensou, ponderou e decidiu.

- Vou pegar minha bolsa!

Ele suspirou aliviado, esperou por ela e dirigiu como um louco para em menos de 20 minutos estarem no hospital.

Quando Isabella adentrou o quarto de sua amiga viu os pais de Jasper tentando acalmá-la.

Quando eles a viram paralisaram por alguns segundos e atenderam ao pedido silencioso de seu filho se retiraram, deixando as duas sozinhas.

A pequena Alice estava abraçando sua barriga, com a face escondida no travesseiro abafando os soluços de dor.

- Sabe eu ultimamente ando refletindo muito... Chega ser hilário o tanto de coisas que passam por minha cabeça... Hilário...

Alice levou um susto, a última pessoa que pensou que estaria ali era Isabella.

- Revivendo toda a tragédia grega da minha vida eu descobrir que não importa o quanto eu tente, ou você, ou qualquer pessoa na face da terra... Sempre iremos errar, sempre iremos magoar, machucar e às vezes também teremos o nosso momento de vitima e ai vamos querer revidar, porque somos humanos, somos os donos da razão os corretos... Mas nada disso adianta, porque regar certas mágoas só nos dá uma opção... Que talvez quem sabe a gente tenha a sorte de esquecer a cicatriz e a dor um dia.

Alice suspirou, levantou a cabeça e encarou sua amiga, com lágrimas silenciosas escorrendo por sua face, deixando Isabella no limite de suas emoções.

- Eu sei que tivemos nossas diferenças.... E eu sinto muito termos estado esse tempo afastadas... Acredite, eu só estava tentando colocar ordem na minha vida... Na loucura que eu tornei a minha vida... Sei que você ficou com raiva, sei que te magoei com as minhas decisões.... Mas, às vezes, em alguns casos é preciso mudar o caminho para descobrir como finalmente acertar.... Porque mesmo quando necessário errar dói, então de vez enquanto temos que pelo mesmo tentar acertar... – Isabella sorriu triste – Eu errei tanto na minha vida, e tive momentos que cheguei a me torturar por esses erros... Mas hoje eu percebi que as conseqüências dos meus erros me levou a descobrir quem eu sou.... Eu sei quem sou agora.... Sei exatamente o que quero... Eu conquistei o amor da minha vida...

\"\" ...E apesar de não ter muito tempo eu quero viver o que me resta.... E quero que você esteja comigo... Quero compartilhar meus últimos sorrisos e momentos especiais com você... Quero secar suas ultimas lágrimas, te apoiar e compartilhar de seus momentos também.... Porque mesmo eu tento o Edward, mesmo você tento sua nova família.... Você é minha alma gêmea... E almas gêmeas não se separam... Então eu te peço desculpa... Não somente da boca pra fora, eu te peço desculpa de coração!

O choro silencioso se tornou histérico. Isabella ficou em duvida se aproximava-se ou não, então preferiu ir com calma, com cuidado, pisando no terreno frágil de forma sutil.

- Alice... Por favor me deixe te ajudar...

- Eu estou com medo.... Eu estou morrendo de medo...

Alice a encarou com a face retorcida pela dor, cortando o que quer que fosse que Isabella pudesse lhe dizer, falando com tanta intensidade que sua voz cortava buscando por ar.

- Eu sou fraca, você não vai estar aqui e eu não vou conseguir... Eu não vou conseguir ser uma boa mãe... Por isso eu quero que ele ou ela permaneça aqui dentro – Abraçou sua barriga com mais intensidade – A onde eu posso proteger e amar, onde eu possa ser uma boa mãe e não errar... Porque eu errei com você, eu errei com minha alma gêmea, e nem conseguir engolir o meu orgulho e pedir desculpas eu consegui... Então é fácil saber que eu vou errar com meu bebê também... Eu vou errar com meu filho. Isabella apressou-se e se aproximou, sorriu em meio às lágrimas e segurou firme uma das mãos de sua amiga.

- Você é incrível... E agora vai começar o momento mais incrível de sua vida... A aventura mais intensa que uma pessoa pode ter.... Uma aventura que ganha de qualquer filme que já tenha visto... Tudo bem, com mais responsabilidade, o que é uma droga eu concordo, mas esse algo novo, intenso e imprevisível é algo que vale apena deixar acontecer, dar a cara pra bater, errar para descobrir como acertar... É algo que vale apena amar!

- Eu não vou conseguir sem você! – disse gritando devido uma forte contração.

- Eu acredito no inferno e no paraíso, anjos e demônios, serio, eu acredito que tudo isso exista, por isso eu acredito que eu vá para o céu, porque sinceramente eu mereço... E isso quer dizer que mesmo longe eu vou estar com você... Mesmo longe... Porque eu sou sua alma gêmea lembra?

- Minha alma gêmea! – disse Alice com a emoção a flor da pele.

- Sim... E isso quer dizer... Sempre juntas!

Com um sorriso molhado por lágrimas Alice sentiu força e simplesmente teve a coragem de fazer o que tinha que ser feito, empurrou e teve sua linda menina.

Momentos mais tarde, quando ela estava melhor, quando Jasper adormeceu na poltrona enquanto babava por sua filha deitada no berço, ela estava de certa forma sozinha com sua alma gêmea.

As duas se olhavam de forma singela, como se estivessem guardado esse momento para a eternidade. — Eu pensei que você não estaria aqui comigo nesse momento!

- Eu também pensei... Mas o futuro nunca é como esperamos!

As duas ficaram se encarando por alguns segundos.

- Você esta diferente! – disse Alice analisando-a. – Não sei como, mas você mudou muito desde a ultima vez que te vi.... O que é engraçado porque fisicamente você esta bem levando em consideração... – então as palavras morreram.

- Levando em consideração que estou marcada pra morrer?

- Me desculpe eu não deveria ter falado isso... Eu sinto muito.... Eu...

Isabella sorriu ao perceber que sua amiga não encontrava as palavras certas.

- Sabe quando você é criança e acredita em bicho papão... Aquele mostro horripilante que fica escondido debaixo de sua cama ou em seu guarda roupa? – Alice acenou positivamente ainda constrangida – Um dia você está ali morrendo de medo dele e no outro você simplesmente esquece que ele existe.... Simplesmente ele desaparece de sua vida.

- Crescemos! – disse Alice.

- De certa forma... – Isabella fechou os olhos e suspirou – Ele desaparece quando encaramos nossos medos, quando saímos de nossas cobertas determinados a acabar com ele, olhamos debaixo da cama e dentro do guarda roupa e não encontramos nada... Então percebemos que é tudo coisa de nossa mente... Ou seja, o mostro faz parte da gente. Alice se surpreendeu com o comentário de sua amiga.

- O que exatamente quer me dizer?

Isabella sorriu, abriu os olhos e deixou que suas lágrimas caíssem por sua face.

- Com outros nomes, de outras maneiras, até mesmo na luz do dia o bicho papão vai existir... Morte, Câncer, Aids... Ele vai vim, vai atormentar e só vai te deixar em paz quando for encarado ou quando finamente for aceito como parte de você.

Novamente o silencio fez parte do local.

- Você esta mais madura e com uma serenidade em seus traços, voz e gestos que chega a dar inveja... Isso tudo é o tratamento Edward Cullen? – perguntou Alice calmamente.

- Não sei... Eu só sei que um dia com outro qualquer eu acordei me olhei no espelho e me vi diferente, me encontrei... E foi tão bom, foi uma sensação tão boa... De repente eu não era mais a infeliz com HIV, eu era somente eu, uma mulher que sabe exatamente o que quer!

- Hei... Você sempre soube... Lembra que isso era uma das coisas que mais invejava em você... Você traçava uma meta e alcançava o objetivo.

Isabella sorriu tristemente.

- Sim eu tinha metas e objetivos... Mas a vida não é só isso, talvez por encarar a morte a cada segundo que me resta eu tenha descoberto que a vida não é só planos... Vou me formar, vou me casar, vou ser respeitada, vou ser reconhecida, não vou me apegar.... Não se trata somente de fazer um plano e alcançá-lo, é bem mais que isso, é olhar para os lados e aproveitar os pequenos grandes momentos quando se esta trilhando esses planos, é mudar de metas quando necessário e olhar para a pessoa querida e dizer eu te amo, ou você significa muito pra mim... Porque uma hora, uma hora tudo acaba e os planos vazios não vão servir pra nada! {...}

Edward tinha acabado de receber um telefone de Isabella, ele estava mais tranqüilo por saber que ela tinha voltado às boas com Alice, e ainda mais tranqüilo ao saber que tanto ela quanto o bebê estavam bem.

A reunião foi perfeita, ocorreu tudo bem, mas ele preferiu não contar nada para ela por telefone, então quando questionado simplesmente disse que conversariam mais tarde.

Estava organizando os documentos para o contrato quando Nina entrou em sua sala.

- Boa tarde! Já sabe da novidade? O governo e a universidade vão me apoiar em meu mais novo projeto, e eu quero você nele!

Ela lhe sorriu sem muita empolgação, silenciosa e sentou-se na cadeira, olhou pra ele e nada disse, ele tentou ficar calado, tentou se concentrar no trabalho e esperar para o momento em que ela quisesse conversar, mas infelizmente não obteve sucesso.

- O que foi? Desembucha de uma vez. – disse olhando-a.

Ela nada disse, nem mesmo o encarou, simplesmente continuou com a cabeça baixa cutucando a barra de sua blusa.

Edward suspirou resignado, se levantou e sentou-se na cadeira ao lado da dela, puxou uma de suas mãos e segurou firme, passando naquele simples contado força e confiança. Vagarosamente ela inclinou a cabeça e o olhou.

- Oh princesa! – disse levando seus dedos até a face de sua irmã, limpando as lágrimas silenciosas que desciam.

- Só... Me abraça! – pediu com uma dor que o machucou.

Ele cuidadosamente abraçou-a, acolheu sua amiga com tanto amor que se ele pudesse retiraria toda a dor que ela estava sentindo naquele momento.

Minutos mais tarde quando os soluços baixaram, quando a dor estava carregada de analgésico ela conseguiu dizer o que tanto lhe deixava péssima.

- Eu não o amo! – sussurrou tristemente. — Como?

- O Victor, eu não o amo é só sexo e uma boa companhia entende?

Ele respirou fundo e engolindo seu orgulho deixou o assunto ser levado.

- Ok... E isso te machuca de alguma forma? – perguntou desconfortável.

- Houve um acidente... Ele estava de serviço e agora esta deitado numa cama de hospital.

- Oh meu Deus! Nina! – disse Edward assustado – Como? O Victor ta bem?

- Ele esta fora de perigo! – disse sussurrando olhando para o nada. – Só estava fazendo o trabalho dele, salvando uma vida em escombros de um prédio abandonado e então acabou se tornando uma vitima. Foi socorrido a tempo.

Edward suspirou aliviado.

- É por isso que você esta assim? Nina a profissão dele é assim mesmo...

- Sabe a mãe dele estava nervosa, tremia tanto que dava pena... – Disse Nina cortando o que quer que seu amigo fosse dizer – Ela se abraçava a mim como se eu fosse forte o suficiente pra suportar algo assim... E ai quando o medico liberou que ele recebesse algumas visitas ela me pediu para eu ir primeiro... Eu não queria ir, talvez meu sexto sentido soubesse o que iria acontecer... Mas mesmo assim eu fui... — Imagino que você deva estar passando por um choque por ter visto ele machucado e...

- Eu segurei a sua mão e sussurrei palavras de apoio porque é isso que eu tinha que fazer – disse o cortando novamente – Mas na verdade eu não queria dizer nada do que disse, eu nem queria ser a primeira pessoa a entrar naquele quarto, a nossa ligação não é algo mágico e especial, eu não sinto falta dele a cada minuto do meu dia, quando eu vou fazer compras eu nem mesmo lembro dele, a não ser se for pra comprar camisinha – Sorriu irônica – Eu senti como se estivesse roubando o lugar de alguém.

Ela o olhou nos olhos e sua face se contorceu de dor.

- Eu sou tão horrível assim? Nem sequer consigo ser solidaria com o cara que trepa comigo? O que há de errado comigo Edward? Porque eu não posso ser igual a todo mundo e se apaixonar? Porque eu tenho que ser essa doida sem sentimentos?

Ele segurou sua mão novamente e lhe sorriu.

- Quando eu estava mal, quando meus pais me deram as costas e me deixaram sem nada você estava lá, quando a Esme levou minha Rose embora e me deixou em cacos você estava lá, quando eu sonhei com essa instituição e a tornei realidade você também estava e ainda esta presente, quando o que eu sentia pela Bella era confuso e doloroso você também estava lá... E eu sei que em todos os momentos que eu precisar você também vai estar lá... Não venha me dizer que não tem sentimentos ou não é solidaria, porque para mim e para todas essas crianças você foi e ainda é incrível... — Eu tenho certeza que um dia você vai encontrar um homem que vai somar com você... E vocês vão construir uma linda família... E eu vou ficar morrendo de ciúmes porque vou perder minha irmã, mas muito feliz por ganhar sobrinhos pra ensinar a jogar bola e sobrinhas a desenhar... E quando eles crescerem eu vou adorar contar as loucuras da mãe deles, pra eles perceberem o quanto ela deu um trabalho do caramba!

- Isso esta me parecendo mais uma praga do que outra coisa. – murmurou Nina o fazendo sorrir.

- O que é? Só estou dizendo a verdade!

Os dois começaram a rir, para em seguida deixar que o silêncio dominasse a ambos.

- Edward?

Chamou Nina depois de um tempo.

- Diga!

- Enquanto esse homem não aparece, o que eu faço?

- Se diverte com os errados!

Ela levantou a cabeça, e com os olhos arregalados colocou a mão na testa e no pescoço de Edward para ver se ele estava com febre.

- O que deu um você?

- Nada, só não gosto de te ver assim triste.... Mas por favor procure se divertir com cuidado, loucuras tem limites!

- Pode deixar maninho, afinal eu tenho a terrível missão de te dar sobrinhos!

- Pra essa missão Deus só destinou você!

Eles sorriram cúmplices, ela se acomodou em seu ombro novamente e suspirou.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

FIM DO CAPITULO


Notas finais
ahhhhhhhh

volteiiiiiiii

bem gente, peço desculpas pelo sumiço..... tive q viajar.... ainda n estou em ksa..... mas estou voltando essa semana, então os post vão voltar ao normal.....

então...

o q acharam???????

nesse cap o foco foi a amizade dos dois principais..... afinal n somos nd sem amigos..... problemas e tulmutos sempre vão existir em nossa vida, mas com amigos de verdade td se torna suportavel.....por mais doloroso q seja.....

bjocas e comentem