O Poder Do Amor
2 Capítulo 2 - Nova vida
Notas iniciais
- Será melhor pegar um ônibus ou um taxi? Não sei exatamente onde estou indo, e se eu pegar um taxi pode pedi para ir a algum hotel e se pegar um ônibus fica meio difícil até porque não conheço nada aqui – Pronto está resolvido ei vou de taxi – Sorri pra mim mesma.
- Taxi? – Bufei nenhum parou – TAXI? – Caramba nenhum vai parar não?
Dei um assobio alto e agudo foi quando todos os taxis pararam e entrei em um, contente da vida.
- Por favor, motorista me leve para um hotel, mais um bom – Falei pra ele enquanto olhava dentro da bolsa e procurava por dinheiro, notei que não tinha nenhum centavo, também notei que pela expressão dele que acha que eu pensei que ele me considerava estupida porque falei que queria um hotel bom – Arg. Droga.
- O que foi senhorita? – Perguntou o motorista, por certo percebendo que eu não tinha como paga-lo, mais terei que usar magia para aparecer dinheiro – Nada senhor.
Com dedos ágeis movimentei e um maço de dinheiros apareceu dentro da bolsa, céus não podia usar magia, se usasse ia ser alvo fácil para sua localização, mais com esse dinheiro creio que seja o suficiente, e só passarei uns dias até encontrar uma casa onde me instalar, também não poderia ficar na casa dos familiares de mamãe nem sabia se a acolheriam e teria que se precaver.
- Senhorita, chegamos ao bom hotel, localizado na Copacabana de frente a praia, tem espaço para caminhar e lojas de fácil alcance – Explicou ele ironicamente.
- Obrigada senhor, quando devo? – Respondi não me incomodando com as maneiras dele.
- Cento e cinquenta reais senhorita – Disse ele.
Arqueei as sobrancelhas – Nossa que caro! – Exclamei.
- Esse bairro é nobre senhorita, e veja a beleza do lugar, algo assim não poderia ser barato, e por conta da corrida a senhorita estava do outro lado da cidade, ainda fui gentil se fosse outro taxista teria se aproveitado que é turista e cobrado trezentos e eu não.
Sai do taxi e dei o dinheiro, foi quando olhei de relance e vi que no velocímetro marcava cento e dez, aquele cretino viu quando olhei e acelerou sem tempo de me deixar protestar, mais também não ia ficar assim, do jeito que estava com os nervos a flor da pele eu ia me vingar, pelo menos uma pequena vingança, movimentei meus dedos e fiz o pneu estourar.
Prossegui para a entrada do hotel, fiquei impressionada com o luxo, pisei no tapete vermelho, acho que para mim era muito chamativo, mais era o único que se encontrava a disposição já que não sabia onde encontrar outro e estava com receio de pegar um taxi e ser extorquida novamente.
Andei pelo salão e ficava maravilhada com os moveis e a decoração, no mundo dos humanos não era estranho o calendário já estávamos na época do natal e tudo estava nas cores vermelho e branco e detalhes de dourados sem falar da enorme arvore que visualizei assim que entrei no hotel, sim o hotel se chamava Pallace e era cinco estrelas, digno de celebridades, mais só ia passar uma noite e trataria de encontrar um mais barato pela manhã, se possível encontraria uma casa logo.
- Recepcionista, por favor, um quarto – Solicitei a moça.
- Sim, deseja algo incluso ao quarto? – Perguntou ela.
- Não, apenas o quarto será de bom tamanho – Respondi.
- Passará quanto tempo? – Perguntou.
- Apenas uma noite.
- Como queira – Disse ela me dando as chaves.
Logo apareceu o camareiro para levar minhas coisas, antes disso deixei paga a estalagem. Cheguei ao quarto era enorme, saltei para a cama e quando reparei o camareiro esperava algo por certo era a gorjeta, fui timidamente, pensava que estava sozinha e ele viu meus modos nada adequados, dei a gorjeta e ele se foi.
Fui ao banheiro tomei uma ducha e me vesti com um vestido simples e elegante ao mesmo tempo, bem para quem quer saber o que é um vestido simples e elegante, é um vestido que pode ser usado para todas as ocasiões, o meu é um pretinho básico até os joelhos de alça larga, e calcei uma sapatilha de bailarina, penteie os cabelos e deixei solto, era de um tom negro, adorava quando a luz refletia neles, pois dava contraste azulado.
Cheguei ao restaurante, tinha várias mesas para pessoas sozinhas para acompanhadas (como casal) e para quem estavam com suas famílias, solicitei uma unitária. O metre veio com o cardápio e perguntou se ia querer alguma bebida – Não obrigada – Respondi sorrindo educadamente para ele.
Logo que o metre saiu veio o garçom e perguntou qual seria o pedido – Hum... Gostaria de massas com creme de camarão e de sobremesa mousse de abacaxi.
- Assim o desejar senhorita – Disse ele e saiu em direção à cozinha.
Enquanto isso fiquei olhando as demais pessoas ali reunidas, muitas acompanhada como se fosse encontro romântico e tantas outras com família, fiquei um pouco triste pois estava sozinha e pior não conhecia ninguém, sentia uma enorme falta do pai, mais eu não podia fraquejar, tinha que segui em frente.
O jantei veio e após termina-lo retornei para o quarto, amanha seria o dia, e eu tinha que está descansada para o que teria pela frente.
O dia estava lindo pela manhã, me encaminhei para o restaurante para tomar o café da manhã e partir para a “GRANDE JORNADA”, antes de sair eu havia circulado em jornais emprego e casas para alugar, o que foi de grande ajuda, fiz algumas ligações e tinha entrevista para hoje o que tive sorte.
As entrevistas não foram lá grande coisa, pois nunca havia trabalhado na vida e os resultados tinham sido negativos, sua ultima entrevista seria daqui à uma hora, o que sobrava tempo de comer alguma coisa já que se passava da uma da tarde e só estava com o café da manhã.
Ao chegar ao ultimo local onde seria a entrevista, seu semblante se animou, se tratava de um Pet Shop e adorava animais, tinha um dom de conversar com eles, o que sempre adorou depois da morte de sua mãe e seu pai não lhe dava mais atenção os animais eram seus melhores amigos.
- Então Hinata, quais são os seus objetivos para que aceitemos você no Pet Shop & Cia?
- Bem, gosto de animais... – Não sabia mais o que falar.
- Essa é sua única resposta? Quais experiências têm, já trabalhou em outros Pets Shops?
- Não senhor não tenho experiência, esse seria meu primeiro emprego – Falei insegura, mais era melhor falar a verdade, talvez ele aceitasse.
- Senhorita – Ele disse após um longo suspiro – Você viu o anuncio no jornal tenho certeza, e também deve ter visto que queríamos alguém com experiência, sinto-lhe informar mais não posso contrata-la, pois não tem nenhuma experiência, e só aceitamos pessoas que estejam cursando faculdade de veterinária como estágio mais não pessoas inexperientes.
Notas finais
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