Notas iniciais
Ronnie descobre coisas importantes neste capítulo... Eu espero que gostem!
Virei de lado na cama. De novo. Não conseguia dormir.

Como aquela bruxa era minha mãe?! Por que ela está morta e por que procurou-me agora?! Por que minha mãe nunca me contou que eu havia sido adotada.

Não ia adiantar. Eu passaria a noite em claro e jamais descobriria.

Tirei as cobertas ao caminho e levantei-me. Peguei a primeira roupa que vi e troquei-me silenciosamente. Desci as escadas descalça, carregando os tênis nas mãos para não acordar Natalie e Johnny. Saí escondida do apartamento.

Agora que estava dirigindo, tentei colocar minha mente organizada. Não tive sucesso com isso. Quando finalmente cheguei onde queria, pulei do carro e bati insistentemente na porta. Atenderam a porta.

— Verônica, você sabe que horas são?!

— Mãe, precisamos conversar. eu disse, e passei por ela na porta.

Sentamos em seu sofá branco e minha mãe fez um chá.

— Eu sou adotada?! indaguei. Minha mãe desviou o olhar. É, o chão parecia mesmo mais importante.

— Ronnie, eu ia te contar, mas...

— Mas não contou! interrompi.

— Como você soube? ela respondeu.

Hesitei. Eu havia planejado vir aqui confrontar minha mãe, mas não contar à ela. Não às quatro e meia da manhã.

— Longa história. Não é importante. Quero saber sobre minha mãe biológica.

— Bem... ela começou. Nós éramos amigas no colégio. Ela sempre teve um jeito meio maluco sabe...

Eu achava que era seu jeito e acreditava que era até meigo. Ela viria anotando aquelas coisas estranhas em seu caderninho.

Assim que completou dezessete anos, ela ficou grávida de você. Ela estava feliz, sempre cantarolava uma música para você. Até que uma tia dela chegou, vinda de outra cidade. De repente, ela andava assustada e quando estava com você, te abraçava.

Enfim nos formamos e eu perdi contato com ela por dois anos. Foi quando ela bateu na minha porta pedindo ajuda. A essa altura, eu estava casada com seu pai. Ela estava dizendo que a tia queria machucar você e então a entregou a mim, junto com o caderninho e uma corrente com um medalhão pesado.

Fiquei ali sentada, pensando.

— Sinceramente querida, nunca acreditei nessa história. minha mãe passou a mão em meus cabelos e ofereceu-me eu quarto. Eu aceitei.

***

Acordei cercada de velhas bonecas e um edredom branco fofo. Ainda estava confusa com as poucas horas de sono.

Nada demais. Só a minha mãe que era uma bruxa com dupla personalidade.

Criei coragem e levantei-me. Ainda estava vestida de jeans e camiseta. Descalça, caminhei até a cozinha. Johnny e Natalie estavam lá.

— Por que fez isso?! Johnny gritou.

— Eu precisei vir! respondi.

— Sabe como fiquei preocupado?!

— Menos Johnny. Ela teve uma razão para vir. minha mãe interrompeu.

A tensão na casa diminuiu e eu pude tomar o café da manhã.

Voltei para o apartamento junto de Johnny e Natalie, que estava calada.

Chegamos a casa e eu corri para o quarto e joguei-me na cama. Algo me incomodou. Eu estava deitada em cima do caderno de feitiços de minha verdadeira mãe. Eu o abri e segui para as páginas com os rabiscos. Os símbolos começaram a se movimentar e se transformaram em palavras.

Folheei as páginas. Havia tantos feitiços ali. Havia um para retirar energia de outros seres vivos; outro que matava as pessoas... Cheguei aquele de que o Sr. Thomas havia falado : o da imortalidade.

Este dizia que para tornar uma bruxa imortal, era preciso haver um sacrifício, à meia noite de uma sexta feira de lua nova. Olhei o calendário pendurado na porta. Havia uma semana antes da primeira lua nova do mês. Hoje era quinta.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Comentem e deixem suas opiniões. Criticas, elogios, sugestões... Todas são bem-vindas.
Um beijo.