O Poder De Um Feitiço
16 Pesadelos
Notas iniciais
Neste Verõnica se desesperará um pouco. Mas garanto que vão gostar.
De acordo com uma placa na estrada, estávamos perto do litoral sul da cidade. Mitchel pegou uma estrada do lado direito e seguiu reto até parar em um quiosque. Pelo menos se parecia com um quiosque, porque quando entramos, o lugar era lindo. Sentamo-nos em uma mesa na janela, com vista para o mar. Tudo parecia normal, até que nossa garçonete veio nos atender. Seus cabelos negros estavam presos num rabo de cavalo e ela vestia calça jeans e uma blusa preta de cetim. Mesmo cm a maquiagem, eu reconheci minha mãe. Ela piscou para mim. Nossos pedidos chegaram, mas quem os trouxe foi um rapaz moreno. Meio zonza, pedi licença e fui ao banheiro. *** Fechei a torneira. Olhei-me no espelho por um momento. Fechei os olhos por dois segundos e quando os abri novamente, minha mãe estava logo atrás de mim, sorrindo. — Oi, Ronnie. Ela disse. Olhei para trás para poder vê-la direito, mas ela não estava mais lá. Virei-me para a bancada embaixo do espelho, levantei minha bolsa e um papel caiu no chão. O que vai fazer na sexta que vem? -D Gelei. Voltei rapidamente para a mesa. Melissa ficou me encarando quando cheguei. — Você está pálida! Está bem? ela perguntou. Assenti. *** Depois daquele dia, não vi mais minha mãe por quase vinte e oito horas. Era tarde de domingo e estávamos na casa de meu pai, para o dia com a família. — Certo, que filme vamos assistir? Molly perguntou. Ela tinha dois filmes nas mãos. Escolhemos o de comédia. No meio do filme, um vulto passou pela porta da cozinha. Só eu vi. — Já volto. disse Natalie. Ela subiu as escadas. Segundos depois a ouvimos gritar. Todos nós corremos para o andar de cima. No espelho do banheiro havia algo como uma rachadura, como se o vidro tivesse sido cortado. Em vermelho vivo, (que por sorte devia ser apenas batom) estava a assinatura: Mamãe. Claro que todos ficaram apavorados e pensaram em chamar a polícia. Mas eu não deixei. Puxei todos para a sala e decidi explicar tudo, colocar as cartas na mesa. — Mas o que você vai fazer quando chegar sexta-feira? meu pai questionou. A preocupação que eu via em seus olhos, doía em mim. Balancei a cabeça. Eu certamente não sabia o que fazer. Antes de ir embora, meu pai implorou para que eu ficasse em sua casa, mas eu entrei no carro com Johnny. O domingo acabara e eu tinha um dia a menos para aprender a sobreviver. Durante a noite, eu não consegui dormir, me remexi na cama sem parar. Não sei quando e nem como, mas eu peguei no sono. Acordei no meu sonho, descalça na grama de um bosque, com um vestido preto chegando aos joelhos. Não sei bem porque, mas eu estava com medo, e sabia que alguém ou algo estava atrás de mim. Comecei a correr, sentindo o ar gelado passar por mim. Cheguei a uma clareira, que tinha várias velas cercando o lugar. E então, a coisa me achou.
Notas finais
Espero que tenham gostado. Amanhã posto mais.
Um beijo.
Um beijo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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