O Poder Das Gémeas
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Boa leitura e viva os Gryffindor (CR)
No dia seguinte, as aulas começaram. Havia um estranho ambiente no ar. Os alunos apercebiam-se de que aquele não seria um ano escolar normal. Se noutros tempos, notara-se uma diferença entre Hogwarts e o ambiente vivido fora dela, naquele tempo a diferença era mínima.
Ao observarem os seus horários, Elle e Irina repararam que iam ter três disciplinas juntas: Poções, Magia Negra e Cuidados com as Criaturas Mágicas. A primeira aula seria Magia Negra. O professor dessa disciplina era Amycus Carrow, um Devorador da Morte. Nessa aula, o professor falou de magia negra.
- A magia negra é uma área muito preciosa e quem a usa é certo que vencerá sempre. – Elle, pelo canto do olho observou os seus companheiros de equipa e repetiu a sua expressão. – Não é qualquer um que tem o poder suficiente para a conseguir usar. – "Poder pois! Não é qualquer um que não se importa com a dor das outras pessoas, isso no seu dicionário deve ser poder." pensou Irina. Aquilo era um terror. – Ao longo dos tempos temos visto tentativas idiotas de usar magia negra mas agora tudo é diferente. E ainda mais idiota foi a tentativa de alguns imbecis de pararem com o uso de tal utensílio. Essas pessoas não sabem é que a magia negra tem uma força secreta, uma força que não permite que a deixem ficar adormecida. E é nesta disciplina que se vai descobrir quem tem poder suficiente para usar este ramo. – Amycus começou a andar por entre os alunos. – Muitos de vocês ainda não sabem se têm tamanho poder. E muitos de vocês sabem que não têm esse poder e outros sabem que o têm. – Todos olhavam para Amycus que continuava a caminhar ao lado das carteiras dos alunos. – A magia negra tem que ser usada por quem gosta dela, por quem a idolatra. Mas a magia negra só pode ser poderosa quando está na posse de um feiticeiro poderoso. E é por causa disso que nós a podemos usar, apenas porque ela é forte mas não tem corpo. O corpo da magia negra é o corpo que a usa, é o corpo que a domina. Assim que os feiticeiros surgiram também surgiu a magia negra implantada nos recantos mais profundos do nosso ser e só quem tem a força para a fazer despertar é que consegue vencer todos os seus inimigos e tornar-se num ser mais supremo que os meros feiticeiros que apenas usam a magia para tentar iludir as pessoas que a magia negra não presta. Mas essa magia está cada vez mais fraca, os feiticeiros dominadores da magia negra são cada vez mais e é só esperar para vermos um mundo de apenas seres supremos.
- Ao dizer supremo, quer dizer pateta, não é? – Disse Lidio Huferius, aluno dos gryffindor. Ao ouvir tamanha resposta, Amycus virou-se para o aluno e gritou:
- Crucius. – Lidio caiu ao chão e contorceu-se de dor. – É isto que vocês vão aprender nesta disciplina. – Elle olhou para Lidio que ainda se contorcia de dor. Aquilo era… Como faziam aquilo numa escola? Irina olhava preocupada para o seu colega vendo que tudo aquilo era uma besteira despegada. – Não se preocupem com o alvo onde treinarão. Tenho a certeza que, ao longo do ano, alguns alunos se voluntariarão, assim como fez aqui o Huferius, para ser o alvo de treinos. Avançando. – Amycus começou a andar por entre os alunos de novo. – Ah!, mais alguém tem algum comentário para fazer?
No tempo restante da aula, Amycus continuou o seu discurso sobre a magia "suprema" negra enquanto que mais nenhum aluno se intrometeu ainda muito chocado pelo momento de tortura a que o seu colega tinha sido sujeito.
Elle, ao sair da sala de aula, observou a reacção dos vários alunos ao que tinha contecido na aula. Os gryffindor encontravam-se todos em volta de Lidio a tecerem comentários.
- Nós temos que nos vingar disto. – Disse Neville.
- E nós vamos. Ele tem que ver que não é ninguém para nos fazer aquilo. – Disse outro.
- Eu vou falar com a Ginny e eu tenho a certeza que nós vamos tomar uma medida. – Disse Neville de novo.
- Por medida, queres dizer…? – Lidio acabou a pregunta com o olhar e Elle não conseguiu perceber do que falavam tão secretamente.
Enquanto os gryffindor teciam os seus comentários, os slytherin também conversavam.
- Viram a cara dos gryffindor? – Perguntou Goyle. – Pareciam umas crianças amedrontadas.
- Eu vou adorar treinar uns quantos crucius neles. – Disse Parkinson.
Se a acção do professor a deixou mal-disposta, então a atitude dos slytherin enojava-a. Mas tinha que se manter fria se queria que deixassem de desconfiar tanto dela. Por isso nem sequer pestanejou quando seguiu em frente como se nada de grave tivesse acontecido.
Algumas semanas se passaram até que elas combinaram um encontro depois do jantar para poderem falar.
Por volta das oito da noite, Irina chegou a uma sala do quarto andar e ainda esperou cinco minutos até que Elle chegasse.
- Olá! – Cumprimentou Elle assim que fechou a porta.
- Olá! – Respondeu Irina com um olhar ansioso. – Então, como correram os teus primeiros dias aqui?
- Acho que normal. – A voz de Elle era casual. – Para os dias em que estamos a viver. – Completou ela.
- Eu acho que não vou conseguir safar-me em Hogwarts. Os Gryffindor não confiam em mim, olham-me como se eu fosse sua inimiga. Eu bem queria saber o que é que eles planeiam fazer por causa de tudo que acontece nas aulas dos Carrow, mas eles não me dizem nada. – Irina bufou impacientemente. – Eu percebo que eles sejam desconfiados, mas é claro que me sinto mal. Nunca ninguém desconfiou de mim, eu tenho cara de gente em quem se pode confiar.
- Devias ficar orgulhosa da tua equipa. Se eles desconfiam de ti e tu tens uma cara de uma pessoa em quem se pode confiar, eles já aprenderam que as aparências iludem. – Elle fitava-a seriamente, mostrando que aquilo não era uma brincadeira. – E, quanto ao facto da confiança, acho que, para eles virem a confiar em ti, tu tens que fazer uma espécie de prova de entrada. Só assim eles te contarão o que planeiam fazer. E tu vais safar-te em Hogwarts, apenas precisas de ser mais paciente, e fica tudo resolvido. – Elle respondeu aos receios da amiga.
- Então e como tem corrido contigo? – Perguntou Irina, temendo a resposta. – Segundo a minha observação, a tua equipa parece ser pior que a minha.
- Bom, as aparências iludem, mas neste caso… Mas podia estar a correr pior. Eu podia já não estar aqui a falar contigo. – Disse ela optimista. – Bom, a minha equipa é muito desconfiada, é como se fosse uma sociedade secreta. Parece que todos me observam à espera de um erro. Mas, para além disso, é só a escola inteira que desconfia de mim. – A última observação foi dita com ironia.
- E achas que eles podem vir a confiar em ti?
- Não! – Respondeu Elle sem nenhuma dúvida. – Esta sociedade secreta só aceita membros que sejam recomendados por outros.
- Estou a perceber. Eu vou ser objectiva: a tua situação é muito pior que a minha. – Irina admitiu.
- Acho que não se deve comparar, porque se eles desconfiam de mim, os teus colegas também o fazem. Portanto, estamos quase na mesma situação. O que é que tu andas a observar nos Gryffindor? – Perguntou Elle interessadamente.
- Eu acho que eles querem fazer frente a esta ditadura. Não sei de que maneira, mas querem, e por isso estão a preparar alguma coisa. O Neville Longbottom e a Ginny Weasley estão a chefiar algum tipo de contra-ataque. Eu acho que eles estão a organizar-se para aulas, por assim dizer, de Defesa Contra a Magia Negra. Eu também já ouvi muitas vezes o nome da Luna Lovegood, dos Ravenclaw, por isso suponho que ela também faça parte da cabecilha. – Irina relatou tudo o que tinha achado suspeito.
- Tens sorte! Se alguns dos meus colegas Slytherin pudessem, até teriam mais aulas de Magia Negra. – Comentou Elle. – Então o que te leva a pensar isso?
- Não sei. É esquisito! Eu acho que eu e eles temos personalidades parecidas e acho que consigo sentir isso. E tu sabes, eu sempre fui boa observadora, sempre fomos. E tu lembras-te do que ouvíamos sobre Hogwarts, certo? Deves recordar-te que, no 5º ano, se ouviu muito sobre o E.D., também conhecido por Exército de Dumbledore, porque a Umbridge não ensinava Defesa em condições. Agora nem se ensina, por isso é um pensamento com lógica. – Irina encolheu os ombros.
- Acredito em ti. Realmente, tu sempre foste muito boa observadora e a mim também me parece que alguma coisa se passa. Se calhar, sim, eles estão a organizar outro grupo de Defesa, ou a dar continuidade ao antigo. É provável. – Concordou Elle.
- Então e tu? O que é que tens observado nos Slytherin?
- Pode-se dizer que eu sou como um calmante. Quando chego a um sítio, as pessoas calam-se todas e, ainda mais importante, é que conseguem ficar vazias, sem expressão. Mas ando a observar que os miúdos do 1º ano estão amedrontados com tudo isto, mas a equipa está a moldá-los, a equipa e não só: as circunstâncias também. Pode-se dizer que, para eles se defenderem, cedem ao jogo. Então tornam-se no que os outros querem. – Elle respondeu.
- Oh, isso é horrível, eles ainda são umas crianças. Tens que fazer alguma coisa quanto a isso. – Pediu ela desesperadamente.
- Eu não posso fazer grande coisa. Se tu reparares, isso é horrível, mas é inteligente. As crianças estão numa melhor fase para lhes serem incutidos princípios e valores. É uma manobra muito inteligente do V, arranjar seguidores desde muito cedo. – V era como elas chamavam Voldemort, uma vez que o nome se tornara tabu. – Posso tentar fazer com que eles abram os olhos, mas vai ser um pouco difícil, visto que eu sou alvo de mirones a toda a hora. Eu vou observá-los ainda mais profundamente para saber quais os melhores para lhes mostrar que há outros princípios e valores, para além daqueles que lhes dizem. E, claro, vou observar os dos outros anos também, porque nem todos são uns monstros.
- Sim, faz isso, assim podemos controlar melhor os Slytherin. – Irina poisou os braços em cima da mesa. – Nós temos que fazer de tudo para evitar que esta guerra faça estragos desnecessários. E eu acho que também posso fazer com que os Gryffindor confiem em mim. – Revelou a morena.
- Como é que vais conseguir?
- Digamos que eu ouvi uma conversa no dormitório dos rapazes do 7º ano. – Irina começou. – Eu estava à procura do Gandalf, o meu lindo gatinho branco, quando ouvi o Neville e a Ginny a falar. Eles estão a planear roubar uma coisa muito importante. – Elle fez uma cara de confusão, os Gryffindor tinham-se tornado ladrões? – É a espada de Gryffindor. Pertenceu ao fundador da equipa e, pelos vistos, o Dumbledore tinha-a deixado ao Harry no seu testamento. Mas, como a espada é propriedade da escola, o Harry ficou sem ela e eles querem dar-lha. Eu entrei e disse que eles não deviam fazê-lo, porque era perigoso, mas acho que eles não ficaram convencidos.
- Se tu não os conseguires dissuadir, então ajuda-os no plano. Tu és inteligente, deves saber como assaltar o gabinete do Snape sem se ser apanhado, mas não te metas em confusões. – Ordenou Elle.
- Claro. Até porque se o Dumbledore deixou a espada ao Harry, então é porque é importante ele tê-la. E eu gostaria de ajudar. Mas tu sabes que eu não gosto de me meter em confusões. – Disse Irina um pouco atrapalhada.
- Pois, pois! Claro que não gostas de te meter em confusões. Tu só foste expulsa da tua antiga escola, porque fugiste para ir a uma festa, nada de confusões. – O tom de Elle era irónico.
- Bom, agora é melhor irmos antes que alguém nos veja juntas. – Escapou-se Irina. – Eu vou primeiro. Tchau!
- Tchau! — Respondeu Elle, vendo a amiga sair da sala. Alguns minutos depois, ela fez o mesmo.
Notas finais
Malditos sejam os Carrow e tudo aquilo que eles representam (brunadanih)
Ganda Neville (CR)
Kiss and go,
CR e brunadanih
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