O Plano B

9 VIII - Are You True?


Notas iniciais
Eu demorei? Sabe, não achei que foi tanto assim... Mas se foi, gomenasai.>
Escrevi esse capítulo apenas porque virei a madrugada. E cara, madrugadas são tão produtivas. *u*
Eu até gostei do resultado (e do lemon =s), mas a opinião de vocês vale muito pra mim, então...Leitores fantasmas, se estiverem aí, não me deixam abandonada, ok? TOT
E aqueles que comentam, e comentaram no cap. anterior, obrigada por deixar o meu dia mais feliz *---*
Estou sentindo que essa fanfic vai ser longa...Bem longa...kkk
Anyway, beijitos e boa leitura (:
L.B.
OBS: Este "True" do nome do capítulo não se remete à "Verdade" e sim a "Sincero". Bem, na verdade é uma mescla dos dois, então...Vejam qual noção vocês acham que combina mais :3

-Admita para mim, Raito-kun. .

Não era bem um pedido. Mas também não era um comando. Na realidade, parecia-se mais com uma exigência para aceitação de um fato.

-Admitir...?-Argh. Raito odiava que sua voz ainda estivesse soando embargada. E odiava ainda mais o fato de sentir o corpo do detetive se chocando contra o colchão, próximo do seu. Não via, mas sentia os olhos negros fixos em sua expressão entorpecida, assim como a sede de ser enaltecido estampada no rosto dele. –Admitir o quê?

L estava sorrindo.

De alguma forma bizarra, sabia que ele estava sorrindo.

-Admita para mim que os garotos com quem você esteve jamais poderiam alcançar o meu patamar.

-GarotOs?! –Raito abriu os olhos, desesperadamente. E os arregalou num desespero ainda maior pois o trocar de uma só letra fora capaz de arrancar seu torpor mais fácil do que doces de crianças com mínima idade. -O que você quer dizer com garotOs, Ryuuzaki?! – L deu de ombros, como se a resposta estivesse óbvia, parecendo ignorar todas as sensações horríveis e arrepios que a palavra lhe causava . -É garotas! Garotas com A maiúsculo! Eu não sou gay, seu detetive pseudo-alienado!

O açúcar devia estar afetando o hipotálamo de L, se ele de alguma forma estava querendo insinuar que ele, Yagami Raito, o verdadeiro Deus do Novo Mundo, tinha sua preferências sexuais adulteradas. Afetando muito gravemente.

-Ah, é claro. –O sarcasmo já seria palpável, mesmo se L não tivesse lhe rolado os olhos para reforçá-lo. — Então você fez aquelas coisas comigo apenas para reforçar sua masculinidade. Com certeza, Raito-kun...

-Espera aí. Não. –Caralho. Não podia ficar calado, perante aquelas insinuações de blasfêmia sobre sua sexualidade, mas também não podia deixar L pensando que não se sentia atraído por ele. Afinal de contas, de uma maneira estranhamente bizarra... Raito se sentia. -Nós dois é um assunto totalmente diferente em pauta, Ryuuzaki.

-Por quê? Por acaso eu pareço feminino para você?

-Não! –Raito se pegou imaginando L de vestido e maquiagem, e só não riu da bizarrice que isso era em sua mente porque estava nervoso demais, querendo arranjar um argumento favorável. -Não é nada disso, seu babaca, mas... Como eu posso explicar?!!! –Era difícil. Estava mais do que convicto que não sentia nada por homens. Mas então por que diabos L conseguia fazê-lo sentir coisas que não eram apenas... fingimento? -O meu desejo por você não tem nada a ver com o fato de você ser um homem. Ele só existe porque você... É você.

Ele não soube, nem nunca saberia como ou porquê aquelas palavras vieram. Foi apenas a resposta perfeita, no timing perfeito. Um impulso de seus lábios apenas deixou-as pairarem no ar... E elas soaram tão convincentes, que foi mesmo difícil sustentar o olhar indecifrável do detetive, pois era quase como se estivesse se declarando para ele, sem ter premeditado malignamente antes.

-Então você preferiria que eu fosse uma mulher?!

-Não! Você entendeu tudo errado, eu... — Raito se deixou escorrer os dedos pelos cabelos, por um triz não cedendo ao impulso de fechar os olhos de novo. Aquela era uma das primeiras vezes que se sentia em busca por uma resposta válida. Normalmente, os professores o enchiam de perguntas, e para se livrar delas ele apenas consultava sua própria enciclopédia mental. Mas L não era seu professor e aquele jogo tampouco poderia ser solucionado com enciclopédias. L era um detetive. O maior de todos. Seu pior inimigo e... Raito estava tentando seduzi-lo. Não só isso. Queria fazê-lo acreditar em sua paixão, para ele também poder se apaixonar. Mas como podia fazê-lo sentir, se não era mesmo verdadeiro? Como ocultar Kira -e seu desejo doentio de matar L- praticamente subscrito no contorno de sua íris? ... — Eu te prefiro assim. Meu L. Não há só um detalhe que eu gostaria de mudar em você... –Há! Kira queria mudar tudo em L. Principalmente o fato de ele continuar respirando. Mas naquele caso, mentir era perigoso demais. Seu brilhante plano não podia ser confiado apenas aos seus dons cênicos ou a sua capacidade de mentir. Era um excelente ator, sim, e isso poderia servir durante um longo tempo, porém Raito soube, desvendou no instante em que estendia a mão para tocar a face dele, que uma hora ou outra isso não seria o suficiente. -Eu... Eu te amo.

Mais cedo ou mais tarde ele provavelmente teria de sentir...

Sentir isso.

E estava completamente disposto a correr o risco, se isso significasse que Kira venceria L.

Raito estava disposto a correr todos os riscos.

-Ah, mas que bom que você disse isso. –L parecia estar dando o máximo de si para sorrir alegremente, e ele realmente parecia satisfeito com algo, embora Raito não soubesse dizer exatamente o quê, já que não estava tão certo sobre ter sido realmente convincente. -Que bom que você me ama, Raito-kun...

-Sim. Sim, Ryuuzaki, eu te amo. –Disse as palavras mágicas, mais uma vez. Aquela era uma das poucas vezes que sentia L realmente satisfeito, então aproveitou para reforçar a estratégia, pois quem sabe aquilo não pudesse lhe render alguns benefícios adicionais em seus futuros planos. – Eu estou perdidamente apaixonado por você.

Raito sorriu. Esperava não estar soando tão falso quanto seu reflexo na íris de L pareceu indicar...

E bem longe de sarcástico como a expressão que o detetive conjurava, agora.

-Aham. Já disse, acho muito bom. Principalmente porque, já que você me ama, não será nem um pouquinho ruim estar na situação que eu vou lhe submeter. Muito pelo contrário...

-O que você quer dizer com isso, Ryuuzaki? -Raito havia se esquecido de que na brincadeira de minutos atrás, apenas ele mesmo conseguira ficar aliviado, mas quando L se ajoelhou na cama, começando a desabotoar o jeans, a memória ficou clara, pois L ainda estava...visivelmente excitado. –Ei... – O detetive baixou o zíper, e agora o expulsava as calças pelos pés. Logo depois começou a descer sua boxer, ao que Raito subitamente desviou o olhar, por algum motivo de cortesia estúpido, que fazia suas bochechas arderem irritantemente. –O que está fazendo?!

Será que L queria que continuassem? Será que ele queria que pagasse para ele também? “Não será nem um pouquinho ruim estar na situação que eu vou lhe submeter.”

O que ele estava exatamente pretendendo insinuar com isso?

Ele não podia estar achando...Ou melhor, ele não podia estar querendo que...

-Pensou que fosse acabar? Ou que fosse inverter os papéis?! –L, ao que parecia, finalmente notava o pânico que Raito permitiu emoldurar sua face, e bastou um olhar, um único vislumbre do escárnio dele para Raito ter certeza absoluta de que sim, ele exatamente aquilo o que ele queria. -... Não. Agora que você disse que me ama, estou convicto de que não haverá nenhum problema. – A malícia transbordava na voz do detetive, o que fez Raito bruscamente virar-se para o lado, na tentativa de ocultar o ódio que sentia por não restar dúvidas de quais eram as malditas pretensões dele. Deixar L ver a raiva distorcendo sua face seria como presenteá-lo com uma satisfação enterrada de certezas, e não havia nada que gostaria de dar para aquele imbecil. Muito menos...aquilo! — Hoje sou eu quem vai ter você, Raito-kun...

Mal conseguira notar que no que se virou, L o perseguiu. Agora o hálito dele acariciava sua nuca, em mil promessas silenciosas, enquanto uma mão intrusa rodeava sua cintura, puxando-o para mais perto.

Era gélido, mas ao mesmo tempo repleto de calor, como só o toque dele conseguia ser. L começou a beijar seu ombro, e aquela frase categórica começava a soar insignificante, até sentir aquilo roçando entre suas pernas, e despertar para realidade, assustando-se e migrando para o lado para fugir do detetive, grato por estar de costas e não ter que olhá-lo ou revelar seu ódio.

–Você só pode estar brincando. –Entoou, num tom extremamente sério, aproveitando aquele instante para poder respirar fundo. -Isso...É uma brincadeira, não é?

-Por que seria? –Sua fuga fora inútil. L não só o perseguiu desta vez, como o arrastou violentamente para perto, e não permitiu que ficasse mais de costas para ele. Estava sem paciência. Cravou as unhas em sua pele e Raito não tentou lutar quando ele o girou até ficar deitado para cima, e depois se debruçou sobre seu corpo. Tampouco desviou quando o detetive obrigou seus olhares a se entrecruzarem, quase numa batalha. Que ele interpretasse a raiva em sua íris da maneira que entendesse, então. -Eu não sou do tipo que gosta de brincadeiras, Yagami-kun.

-Mas desta vez está brincando. Você simplesmente não pode...

-Fazer exatamente o que você fez comigo ontem? Por que não?! –Ele complementou rindo, como se tivesse todo o direito do mundo. -Foi bem fácil para você fazer seu discursinho platônico de paixão e depois ficar por cima de mim, não foi?

Foi.

-Isso não tem nad...

-Tenho certeza de que alguém que me ama desse jeito iria gostar de me ter dentro de si.

Argh.

Maldito.

Por que é ele sempre parecia escolher os melhores argumentos? Por que é que suas ideias não podiam ser falhas, suas palavras miseráveis, suas escolhas patéticas?

Ah, sim.

Porque ele era L. O predestinado para foder com sua vida.

Raito já havia entendido. A única maneira de comprovar suas palavras era permitindo aquela apavorante invasão. Como se fosse algum tipo de prova amor para L ou algo tão estúpido quanto isso. E agora não podia desmenti-lo.

O detetive precisava acreditar em seu amor, e negar estar com ele seria como negar que o amaldiçoado sentimento existia!

-Eu...

-Vamos medir a intensidade desse seu amor, Raito. –L sorriu, sádico. Sempre que sorria era pra expressar sentimentos desse gênero. Em seguida, fez algo pior do que isto. Estendeu os dedos de sua mão direita. -Lamba-os.

-Ryuuzaki...!

-Faça o que eu falei, Raito-kun. –L aumentou o tom de voz, como se sua paciência estivesse se esgotando. -Ou vai doer mais. Posso afirmar que vai.

-Por favor...-Argh. Humilhante. Humilhante, mas sua última saída. Humilhante, mas quem sabe não pudesse convencer aquele inconsequente a deixar seu “amor” ser comprovado de alguma outra forma –leia-se: comprando um caminhão com centenas de doces ou escrevendo poeminhas como adolescentes apaixonados. Qualquer coisa, menos aquilo.

-Devia ter pensado duas vezes antes de ter dito que amava. Agora eu quero saber se é verdade ou se você é só um garotinho mentiroso. –A raiva que lhe inflamava toda vez que ele fazia aquelas insinuações recheadas de petulância e lógica quase faziam seu autocontrole sucumbir. -Mentir... Algo que Kira com certeza faz com maestria...

-Dá os dedos logo, seu maldito! – A agressividade no tom que Raito usou para falar transformou a frase num grito. L ficou impressionado por alguns segundos, mas depois a exultação inundou seu semblante, e ele não negou o comando, levando os dedos aos lábios de Raito, que sem se dar tempo de pensar duas vezes, fechou os olhos e começou a suga-los de maneira compulsiva, até deixá-los úmidos o bastante. Algo na maneira contrariada com que ele fazia isso- friccionava os lábios e deslizava a língua- com a raiva implícita em cada gesto, conseguia ser surpreendentemente excitante. L sentia seu membro pulsando. Era mágico ver que ele estava compactuando, depois de tanta resistência. E sem dúvidas, só estava acontecendo porque havia dado um jeito de incluir Kira em sua sentença. –Pode começar. –O garoto entreabriu as pernas. -Não quero que haja mais dúvida alguma sua sobre mim.

L sentia o desejo fervendo dentro de si.

Não hesitou em levar os dedos recém-preparados para baixo, e tateou as nádegas dele até encontrar o local. Começou introduzindo o primeiro dedo bem devagar, pois queria saborear o gosto daquela entrega vagarosamente, pedaço por pedaço, mas já foi o suficiente para ele se retesar abaixo de si, visivelmente desconfortável.

Não era como se quisesse vê-lo perturbado, exatamente.

Por alguma razão absurda, queria que Raito conhecesse o quão era doce o sabor de sua vingança. Por isso passou a deslizar a língua no pescoço macio dele, como se as marcas deixadas ainda não fossem suficientes, e com a mão esquerda acariciou seu membro, que de maneira satisfatória, não demorou muito para recuperar o volume recém-perdido do clímax.

É claro que não deixava de se focar na preparação do que era mais crucial para si. Retirava e introduzia o dedo na entrada dele, movimentando-o, e logo tomou a liberdade de introduzir o segundo, já que o garoto não demonstrava estar sofrendo tanto quanto sugeriu que iria, ao recusar displicentemente sua exigência de provas.

-Ahh... –L adorou o som daquele gemido que ele deixou fugir, eroticamente. Era como se um milhão de coisa lhe estivessem sendo ditas num monossilábico idioma desconhecido.

Estranho que mesmo que não estivesse familiarizado com a sensação de ter um corpo quente embaixo do seu, com beijos e peles roçando simultaneamente, conseguisse se sentir autoconfiante e plenamente consciente do que devia fazer. Agia conforme o que o seu desejo –oculto, doentio e semi-compulsivo- lhe ditava, mas a pressa estava querendo corrompê-lo. Queria logo aquele prêmio para si. Era mais que físico. Era mais que orgulho.

Era uma necessidade.

Iniciou movimentos de abre-e-fecha, e quando afastou o rosto para olhá-lo pôde notar que ele comprimia os olhos fechados com toda força, as mãos engolindo os lençóis mais uma vez. Ajudou-o esfregando seu membro, mas L também estava precisando ter sua vez ou não seria mais capaz de suportar.

Afundou um terceiro dedo nele.

-Argh...

Mas o som do grunhido de dor dele era quase bonito, quase divertido.

-Está doendo? –Riu.

A resposta era óbvia, mas Raito abriu os olhos apenas para poder dizê-la. Encarou-o, e L se surpreendeu em ver como ele era capaz de disfarçar suas aflições. Tudo que ele fazia era munir o orgulho na própria expressão, e mesmo que sua íris revelasse ódio, a consignação era onipresente em cada traço seu.

-Não importa se está doendo. –Yagami não sabia de onde havia arranjado a determinação necessária para querer prosseguir. Quer dizer, na verdade até sabia. Foi quando L mencionou Kira. Alguma coisa dentro de si, naquele momento, ardeu e reverberou como a chama de uma vela recém-acesa. Muito provavelmente, a certeza de que um sacrifício físico ou um risco emocional não eram nada se comparados ao Novo Mundo de Kira iria construir, assim que acabasse com aquilo. –Nada importa. -Entoou as palavras, mais para convencer a si próprio do que a L. Afinal, aquele era o único jeito de provar seu amor e ter seus planos convertidos em glória. Era o único jeito de ter o que queria, de uma vez por todas. E talvez –apenas talvez- ser L quem estava ali, não fosse tão ruim assim... -Eu vou provar pra você que te amo, Ryuuzaki. –Fechou os olhos novamente. Às vezes, o olhar de L conseguia ser intenso demais para sustentar. -Eu quero ter você... Dentro de mim.

-Sim.

L não precisou esperar. O auge de seu desejo poderia ser resumido naquelas três palavras. Se aquilo provaria mesmo alguma coisa, era algo que não conseguia dizer ainda. Mas precisava tê-lo naquele instante. Era uma necessidade tão vital quanto respirar, tão inexplicável quanto patética.

Removeu os dedos e posicionou-se da melhor forma entre as pernas de Raito. Na verdade, empurrou-o para si até que não estivessem mais deitados, e sim numa mescla tendendo a sentarem-se, as pernas do menor em torno da magreza de seu corpo e as unhas dele marcando a carne de seus ombros, conforme suas peles e respirações se colidiam em feixes paralelos.

Toda sua convicção de querer ir devagar para apreciar o momento parecia não ter mais nexo algum agora que estavam assim. O cheiro, a pele, os lábios, tudo nele era arrepiante de tão enlouquecedor.

Escorregou nele se sentindo duro como nunca esteve antes, nas poucas vezes em que se permitira se perder naquele paraíso destrutivo que eram as sensações físicas.

Detetives não eram moldados para tais benefícios.

Lawliet era.

Raito se contraia enquanto era invadido. Mordia os lábios com uma força masoquista, somente para reprimir gemidos que queriam ser sussurrados em forma de gritos. Mas L não sentia pena dele, e nem do carmesim que começava a tingir sua boca. Depois de tudo que ele havia feito na noite anterior, havia um preço caro de orgulho a ser pago. E ainda havia muitas questões sobre o que Raito pretendia ou era. Questões que se entrelaçavam e distinguiam entre cada ato físico ou palavra murmurada.

Ainda não estava nem na metade. Por mais que tivesse o deixado pronto ele ainda era extremamente apertado, e isso só amplificava seu desejo de querer chegar ao máximo, satisfazer só seus próprios anseios. Merecia satisfazer só seus próprios anseios.

Mas não o fez.

Voltou a tocá-lo. A satisfazê-lo também. E foi surpreendente o quanto se tornou mais fácil continuar deslizando para dentro dele, quando suas contorções e espasmos não eram apenas de dor, mas também de prazer.

Era delicioso. Sublime. Doce.

Lawliet pôde sentir cada instante em que o invadia. Já se sentia quase gozando apenas por estar completamente dentro dele, mas involuntariamente começou a se mexer, estocando da maneira mais prazerosa possível, com todo e qualquer pensamento lógico sendo dissolvido em um borrão em sua mente, a medida que fechava os olhos e esquecia de tudo que não era Ele.

Os gemidos que ele não conseguia mais refrear. As mordidas que ele começara a dar em seu ombro. A forma com que ele arranhava suas costas, talvez na tentativa de provocar uma dor tão forte quanto a que sentia. Uma tentativa inútil, porque o prazer do detetive era triplamente maior.

Ameaçava sair só para poder voltar e entrar com tudo dentro dele. Estocava com força, e o tocava com força também, mesmo que não fizesse a mínima ideia se aquilo também estava sendo bom para ele.

E daí? Se ele estava fazendo aquilo por amor –algo que L nunca iria acreditar, com suas suspeitas quase no topo- não deveria ser fácil. Também podia ser egoísta em sua vingança. Ser egoísta porque Raito merecia o seu egoísmo.

E era tão bom que podia sentir aquilo a noite inteira, uma semana inteira, uma vida inteira, e nunca iria se cansar.

-Ahh...R-Ryuuzaki.. –Não dava para situar o momento em que ele havia deixado morder seu ombro para gemer seu nome. E como seria bom se fosse o verdadeiro nome naquele timbre...Mas não, L não estava tão perdido ainda. E a estatística não era de 100%. –Ahnn...

Raito começou a corresponder a suas estocadas, se mover de acordo com elas, ter espasmos referentes a elas, e aos poucos se tornou impossível não querer explodir, quase insuportável.

-Raito-kun..Eu vou...E-Eu estou...

-Espere...Espere por mim... !

L não esperou.

Fez algo melhor do que isso.

Masturbou-o na velocidade de suas estocadas finais, as mais longas, o máximo de todo prazer que poderia alcançar, uma satisfação quase suficiente para se deleitar por meia centena de anos...

E então, num instante que poderia ser congelado no tempo para durar o infinito, tudo foi perfeito. Perfeito. L se desfez dentro de Raito, enquanto ele também sujava seu abdômen com o líquido quente e sinônimo de êxtase.

O orgasmo simultâneo era só a consequência de um sincronismo bem maior que os abraçava. As respirações. Os batimentos cardíacos. A lógica. Tudo entre eles era sincronizado, assim como o fazer questão de ignorar esse fato.

Quando saiu de dentro dele, L tinha plena ciência de seus atos.

Não os compreendia, é claro. Tampouco às sensações e pensamentos que tivera. Só tinha ciência deles e de que nada em sua vida jamais conseguiria se igualar àquilo. Se era bom ou se era mau, também não sabia dizer.

Provavelmente a segunda opção.

Mas quando abriu os olhos, girou a cabeça para o lado e encontrou brilhantes olhos amendoados o fitando junto a um sorriso de canto, Lawliet o fez ter certeza de que não.

-Eu te amo, Ryuuzaki. Eu te amo.

Notas finais
E aí? Gostaram? Detestaram?
Falem comigo, eu não mordo (só carinhosamente) :D