O Perfil da Evidência

2 Capítulo 2 - O Retorno de Sara Sidle


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Eu já estou muito feliz pelos acompanhamentos e pelo comentário que esta fanfic recebeu de ontem para hoje, fiquei admirada e quero agradecer por acompanharem esta minha escrita. Vou fazer o meu máximo para postar os capítulos sem demora até porque o desafio do grupo oficial do Nyah! do Facebook vai até dia 31 de Julho, portanto, não posso demorar muito. Amanha (17/06) escreverei e postarei o terceiro capítulo no período da noite, pois amanhã é o primeiro jogo do Brasil da Copa e eu gosto de assistir. Neste capítulo 2 temos a aparição de uma personagem muito querida, aliás, o título já nos diz isso tentei pensar em outro título, mas não consegui. Um abraço e obrigada por acompanhar e uma ótima leitura. =) Obs: Atualizei a capa da Fanfic e quero agradecer a Debby Winchester leitora desta e de outra fanfic minha que fez com todo o amor, muito obrigada e eu espero recompensa-la com a minha escrita. =)

Quem é você?

Quem, quem, quem, quem?

Quem é você?

(Who Are You — The Who)

Guiados por Gil Grissom e Catherine Willows o casal Hotchner foi ao necrotério do laboratório criminal conversar com o médico legista Albert Robbins que se encontrava finalizando uma autópsia ao som de um rock clássico, o mesmo estava de costas quando os demais se achegaram. Catherine bateu a porta umas cinco vezes anunciando que entrava, mas o som era alto que o doutor não notou.

Catherine mirou o casal do FBI e pediu desculpa com o olhar, mas Agatha sorriu indicando que não precisava daquilo.

Who are you? Who, who, who, who? Who are you? Who, who, who, who?— cantarolou Agatha e isso fez com que o doutor virasse assustado para verificar quem adentrava.

― Eu posso ajuda-los? – indagou o doutor abaixando o volume da música.

― Eu sou Aaron Hotchner, agente do FBI – o agente apresentou sua credencial e sua esposa fez o mesmo.

― Prazer – doutor Robbins já havia finalizado sua autópsia, ele guardava o cadáver em uma gaveta – eu já estou sabendo que vieram trabalhar no caso do “Senhor Sem Pistas”.

― Como soube? – perguntou Grissom o encarando.

― As notícias correm – o doutor deu de ombros – eu suponho que vieram questionar sobre as vítimas.

― Sim – respondeu Agatha Hotchner – o senhor Grissom já nos informou que tem os resultados das autópsias, mas creio eu que menos das últimas até porque a equipe dele estava fora quando ocorreu os crimes.

― Grissom, eu já iria lhe entregar os resultados... – desculpou-se o doutor.

― As últimas também foram estupradas? – indagou Aaron Hotchner.

― Eis que algumas dúvidas vem me perturbar eu ia expor isso a Grissom e os demais – começou o doutor caminhando até sua mesa segurando sua bengala e Grissom o mirou curioso – é óbvio que este assassino estupra suas vítimas, os exames comprovam, mas me intriga não ter um sinal de luta das mesmas.

― Elas devem ser coagidas com ameaças o medo às domina e mesmo que não lutem com o suspeito elas se deixam passar por isso. – explicou Agatha Hotchner.

― Desculpe a minha ignorância, mas então essas mulheres deitam na cama e se deixam ser estupradas?

― Infelizmente doutor, elas “concedem”, mas ainda assim é uma violação com o corpo delas.

― Até mesmo mulheres casadas passam por isso! – reclamou Catherine e seu chefe a mirou – Acha que não? Quantas mulheres não se obrigam a fazer sexo com o marido? Isto para mim é um estupro!

― Sobre as últimas vítimas – continuou o doutor Robbins – é aí que eu fico mais intrigado: no exame não indica que elas foram violentadas.

― Elas consentiram? – Gil Grissom e Aaron Hotchner questionaram ao mesmo tempo.

― Aqui está os exames – o doutor vasculhou pelos seus arquivos sobre a mesa – mas se o FBI quiser que eu faça outro...

― Tranquilize-se doutor Robbins – disse Agatha Hotchner pegando os exames da mão dele – eu tenho certeza que faz um ótimo trabalho assim como tem um bom gosto musical.

― Fico lisonjeado de ouvir isso de uma agente do FBI. – o doutor sorriu.

― Algo a mais a nos revelar? – perguntou Grissom.

― Não, o restante não mudou... Morreram sufocadas.

― O conteúdo estomacal é sempre o mesmo? – indagou Aaron Hotchner.

― Sim, outro fator em comum – o doutor procurou por mais arquivos – aqui estão os resultados dos exames das outras vítimas, podem verificar.

― Massa a bolonhesa, vinho tinto e mousse de morango. – leu Agatha Hotchner.

― Nossa! – Catherine ficou com o semblante enojado ao balançar a cabeça.

― O que foi? – perguntou Grissom.

― Toda vez que Eddie queria me agradar ou desculpar-se com algo ele cozinhava massa com bolonhesa, minha refeição que antes era a minha favorita.

― Divorciada há bastante tempo? – indagou Agatha Hotchner.

― Já tem alguns anos.

― Esta informação é muito importante – disse Aaron Hotchner lendo os arquivos dos exames – algum comentário a mais doutor?

― Não – o doutor levantou-se de sua mesa – apenas peço e desejo que este infeliz seja encontrado e capturado logo, não aguento ver essas mulheres na minha mesa de autópsia.

― Ele vai ser capturado. – retrucou Grissom – Terminamos por aqui?

― Sim. – respondeu Aaron Hotchner que agradeceu a atenção do médico legista e retirou-se do necrotério acompanhado dos demais.

***

Não era somente Las Vegas que registrava o Inverno mais intenso, a cidade de São Francisco do estado de Califórnia também registrava temperaturas muitos baixas, apesar da friagem crianças e adolescentes não deixavam de curtir a estação se divertindo com brincadeiras na neve e a Guerra de Bola de Neve era a mais famosa entre todas.

Sara Sidle alegrava-se ao admirar algumas crianças brincando com a neve através do vidro de seu carro, ela aguardava o sinal abrir enquanto ouvia e cantarolava uma música dos Beatles que tocava no aparelho de som do veículo através de um pendrive, a canção que tocava naquele momento era a intitulada “I’ll Be Back”.

Quando o sinal abriu o celular que estava perdido no interior da mochila que estava no banco do passageiro começou a tocar infinitamente, mas Sara não o atendeu e decidiu aguardar quando chegasse ao seu destino. Um dos destinos de Sara naquele final de tarde era ir a sua cafeteria preferida e fazer pedido do seu cappuccino favorito, desde que retornou a São Francisco e teve conhecimento daquela cafeteria que era novidade na cidade tornou-se tradição parar ali e saborear o maravilhoso cappuccino deles que já estava sendo declarado o melhor da cidade.

Sara Sidle estacionou o carro e carregando sua mochila adentrou a cafeteria e sorrindo para a atendente já deixou claro qual era o seu pedido. Acomodando-se no seu lugar de sempre procurou pelo celular na mochila.

Muitas mensagens de seus amigos e parceiros de trabalho, Nicholas Stokes e Catherine Willows foram os que enviaram mais mensagens. Sara sentia-se lisonjeada por ter amigos como aqueles, porém não sabia o que responder, ela sabia que depois que respondesse “Eu estou bem, obrigada” eles fariam perguntas infinitas e logo questionariam sobre ela e Gil Grissom.

Das mensagens ela checou as chamadas não atendidas e quando seu celular voltou a tocar foi servida pela atendente que trouxe o seu cappuccino.

― O que quer Conrad Ecklie? – já atendeu impaciente.

Eu peço desculpas se a incomodo.

― Eu fui muito estúpida, deveria ter trocado o meu número.

Você sabe que eu não te ligaria a toa.

― Sem rodeios. – ela assoprou o vapor de sua bebida e bebericou um pouco.

Eu vou ser direto: o “Senhor Sem Pistas” voltou.

― O que? Quantas vítimas?

Cinco em uma semana.

― Alguma evidência desta vez?

Como sempre: nenhuma.

― Como está a equipe? O que Grissom está fazendo para investigar?

O governo de Las Vegas não aguenta mais este caso que fica na estaca zero, portanto, foi decidido que o FBI intervisse.

― O FBI vai trabalhar no caso?

Já começou, mas desta vez é a equipe de Análise Comportamental do FBI que tomou a frente.

― Análise Comportamental?

Escuta Sara: nenhuma pista física é encontrada é necessário então outros meios de investigação, esta equipe é declarada a melhor, eles já prenderam muitos criminosos através de análises de perfis.

― Eu acredito. – Sara deu mais um gole em sua bebida.

Porém é uma equipe grande e sinto que estamos desfalcados fora que eu não senti um bom clima de Grissom com o chefe da equipe do FBI.

― Como assim?

Grissom não revela, mas é óbvio que o que mais ele quer é qualquer evidência física para investigar e irrita muito que o assassino não nos deixe nada, Grissom insistia em continuar a procurar por pistas, mas não podemos perder tempo, a polícia de Las Vegas é cada vez mais difamada na mídia porque tem mais de um ano que não pegamos o infeliz, foi preciso fazer alguma coisa.

― Eu compreendo.

Sara, eu preciso que volte.

― Para que? O FBI já não tomou a frente?

Sim e das outras vezes que precisamos trabalhar com o FBI as relações não foram muito boa, apesar de ser uma equipe que investiga analisando o comportamento humano fica aquele clima chato.

― Eu garanto que eles darão conta e Grissom é inteligente o suficiente para não desafiar o FBI caso discorde de alguma coisa.

Sara o melhor que tem a fazer é retornar, por favor, pelo menos a este caso depois eu explico ao xerife e libero você novamente para uma pausa.

― Ecklie...

Sara...

― Quando quer que eu volte? – Sara respirou fundo.

O mais rápido possível.

― Eu preciso me organizar assim que eu garantir algum voô até Las Vegas eu comunico.

Obrigado Sara, muito obrigado!— Ecklie finalizou a chamada.

Sara forçou-se a beber seu cappuccino o mesmo não estava mais saboroso porque a ansiedade já a pertubava. Sara ansiava muito que aquele criminoso fosse pego aquele era um caso o qual mexeu muito com o ela e com Grissom e ambos acabaram discutindo por conta do mesmo, era uma questão de honra finalizar aquele caso e dar fim aquele tormento.

Terminando sua bebida foi ao caixa paga-la e se despediu da atendente dizendo que demoraria retornar aquele lugar.

***

Quando já era noite em Las Vegas, todos retornaram de suas tarefas e se reuniram na sala de reuniões do laboratório criminal, Aaron Hotchner ansiava em ouvir o que a equipe tinha a dizer e o agente David Rossi deu início:

― Como pedido fui aos primeiros locais do crime junto a Blake e o perito Nicholas Stokes e bom todos os lugares são hotéis baratos.

― Alguns mudaram de dono outros não – continuou Blake, mas reparamos que o ambiente em volta a estes hotéis são tranquilos.

― São bairros onde quase não tem chamada policial e mal passam carros ali. – explicou Stokes a eles – E, por favor, podem me chamar de Nick.

― Já os últimos que fomos são hotéis muito chiques – prosseguiu Prentiss.

― Tem que ter dinheiro para se hospedar ali e provavelmente gostar de uma jogatina. – disse Morgan.

― São hotéis pertencentes a cassinos, as maiores atrações de Vegas. – comentou Warrick Brown.

― Seaver e eu na companhia do capitão Jim Brass e do perito Greg Sanders entrevistamos os familiares – anunciou Alvez – e ainda bem que o capitão foi conosco porque de início alguns familiares não queriam nos ouvir.

― São pais que estão decepcionados com o andar da investigação eles perderam a esperança – justificou Jim Brass – a sorte é que eu consegui convencer alguns.

― Alguns dos familiares revelaram que as vítimas tinham compromisso com alguém – continuou Seaver – algumas tinham namorados, outras eram mesmo até noivas e que não tinha o porquê delas quererem marcar encontro com alguém e as solteiras eram muito dedicadas ao trabalho.

― Uma coisa que notamos foi – prosseguiu Alvez – é que as primeiras vítimas eram de classe média baixa digamos, trabalhavam como garçonetes, empregadas domésticas, babás, tem duas mesmo que eram garotas de programa, nada contra e nem estou me desfazendo já às últimas são mulheres de classe média alta algumas advogadas, outras engenheiras, gerentes de lojas e assim vai.

― Isso eu percebi quando analisei o perfil geográfico – o agente e doutor Spencer Reid estirou o mapa da cidade sobre a mesa de vidro – eu já notei que os primeiros crimes ocorreram em hotéis baratos e bairros desconhecidos depois ele mudou para hotéis caros em lugares famosos da cidade.

― Nenhuma ligação entre as vítimas a não ser a aparência – disse a analista Penélope Garcia.

― A mídia detona muito a imagem da polícia de Las Vegas – disse JJ – que a polícia é incompetente ou que esteja acobertando alguém conhecido.

― Isso é um absurdo! – protestou Stokes – Como podem dizer isso?

― A mídia é assim ou pior, eu trabalho com isso há anos e me deparo sempre com isso, eles só querem ibope.

― Nós conversamos com o médico legista – Aaron Hotchner mostrou a todos os resultados das autópsias e toda a equipe do FBI concentrou-se em uma coisa: o conteúdo estomacal.

Agatha Hotchner mencionou o comentário de Catherine Willows sobre seu ex-marido e depois se desculpou se julgando evasiva, mas Catherine mal se incomodou, porém todos captaram o pensamento de Agatha.

― Ele fantasia um encontro. – comentou Morgan.

― Mas ele faz as refeições e leva para os hotéis? – indagou Prentiss.

― Nestes hotéis baratos provavelmente sim já nos mais caros com certeza fez pedido da refeição. – disse Rossi.

― Desculpe perguntar – disse Greg Sanders – como assim ele fantasia um encontro?

― É sempre a mesma refeição, ele as leva para um hotel e sempre são mulheres uma parecida com a outra – respondeu Morgan – com certeza ele quer reviver ou fantasiar um encontro com alguém que faz ou fez parte da vida dele.

― E porque ele as mata? – questionou Catherine Willows.

― Porque a fantasia dele acaba. – replicou Aaron Hotchner.

― E disso podemos concluir o que? – retrucou Grissom.

― Que procuramos alguém de coração partido. – assim que Aaron Hotchner respondeu Grissom mirou Catherine e depois conduziu seu olhar a entrada da sala e achou por alguns segundos que delirava: Sara Sidle se encontrava a porta com uma mochila nas costas e uma bagagem na mão.

Nicholas Stokes foi o primeiro a ter uma reação e apressou-se em abraçar a amiga, logo depois os demais amigos a cumprimentaram exceto Grissom que ficou paralisado não crendo que aquela cena era real.

― Você voltou? – perguntou Catherine assim que a abraçou.

― Momentaneamente – respondeu Sara colocando a bagagem ao chão – suponho que estes são os agentes do FBI.

― Já sabe que o FBI está aqui? – perguntou Grissom perplexo.

― “Oi Sara, você voltou que bom”. – retorquiu Catherine repreendendo Grissom pela maneira que ele recebeu Sara.

― Eu já estou sabendo de muita coisa – respondeu Sara que se apresentou aos agentes do FBI.

Um silêncio pairou no ar por alguns minutos, Grissom encarava Sara sem piscar nenhuma vez enquanto ela um pouco constrangida evitava olha-lo e eis que Agatha Hotchner quebrou o silêncio:

― Querem uma pausa?

― O que? – Grissom virou-se para a agente.

― Querem uma pausa da reunião? Podemos parar um pouco, não é mesmo? – Agatha fitou a todos de sua equipe e obteve sim como resposta.

― Podemos prosseguir. – pediu Grissom.

― Vamos tirar pausa para um café. – interviu Aaron Hotchner e Catherine junto aos seus parceiros de trabalho guiou o FBI até a copa do laboratório apenas Grissom e Sara permaneceram.

Gil Grissom estava a estudar quais palavras diria a Sara Sidle enquanto ela tentava adivinhar o que ele falaria.

Você sabe

Se você partir o meu coração, eu vou embora

Mas eu voltarei

Porque eu

Já lhe disse adeus antes

Mas eu voltei

(I'll Be Back — The Beatles)

Notas finais
E Sara Sidle retorna mesmo... Pelo visto ela e Grissom estão com problemas e por conta do caso já chegaram a discutir... Como será que este caso interviu entre eles? Grissom irá comentar algo ou por enquanto fingira que não tem problemas com isso? Eu espero que tenham gostado e até o próximo. =)