O Perfil da Evidência

12 Capítulo 12 - Rejeição


Notas iniciais
Oi gente! Como estão? Eu hoje 'tô mais 'pra lá do que 'pra cá... Uma cólica chata. Pessoas lindas eu preciso fazer algumas observações: eu reparei que cometi pequenos erros em alguns capítulos, são pequenos erros (eu acho), mas que é necessário correção para fazer coerência a fanfic, eu vou consertar os erros nos capítulos já postados, mas já vou esclarecer quais são. 1 - O horário que Heather mencionou a Catherine de que quando foi atacada está errado, ela disse por volta das 22h, mas foi bem depois disso eu vou no capítulo corrigir. 2 - Foi mencionado sobre um caso antigo que Grissom atuou com Brass sobre Amanda Carter, havia sido dito que o caso era de 15 anos atrás, mas na verdade é de 20 anos atras (tem que ser este tempo para fazer mais sentido a cronologia minha da fanfic) eu vou corrigir isso. Eu peço desculpas gente e se caso vocês notarem mais alguma coisa, podem avisar sem problemas. Avisos deste capítulo: para os leitores que acompanham a minha fanfic de CM "Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada" (que vai ser atualizada em breve) eu aviso que haverá um pequeno spoiler referente a personagem Agatha Hotchner. Eu já tinha planos há tempos de escrever esse crossover, os leitores da outra fanfic até sabem porque mencionei uma vez, a minha intenção era finalizar a minha fanfic de CM e dar início a essa, porém como surgiu o desafio de crossover eu quis arriscar e já escrever porque eu não tive nenhuma outra ideia legal para o desafio, mas o spoiler aqui sobre a personagem não interfere no caminhar da leitura da fanfic anterior, é que eu já tinha algumas rascunhos prontos e não quis modificar. Dessa vez falei demais nestas notas, então 'bora ler? Tenham uma boa leitura! =)

Frieza é veneno lento, rejeição é veneno rápido.

(Iara Restini)

Catherine após desabafar sua angústia voltou a manter-se controlada da situação, ela só precisava de alguns minutos para desafogar o que sentia e JJ foi muito companheira naquele momento.

Já era altas horas da madrugada, o jeito era improvisar e descansar por algum lugar do laboratório por causa da nevasca, Greg, Nick e Warrick ansiavam pelos resultados das digitais, mas nem sempre o sistema de busca era rápido como eles queriam e a solução do momento era aguardar.

Quando o dia começou a raiar a nevasca já havia diminuído e todos ficaram aliviados por aquilo, o noticiário da manhã já anunciava que era possível andar pelas ruas de Las Vegas.

O agente Aaron Hotchner reuniu todos para dividir as tarefas: ele, sua esposa, Catherine e Brass iriam buscar Grissom no hospital e providenciar um local seguro a Heather, pois a mesma receberia alta. Os demais agentes ficariam responsáveis pelos interrogatórios e por checar a pista que Garcia obteve sobre a hipnose e Warrick os acompanharia, Greg e Nick teriam que aguardar os resultados das digitais e Sara era obrigada a ficar com eles já que foi inibida de sair do laboratório.

Aaron Hotchner sempre dirigia quando saia para alguma atividade de algum caso, mas ele deixou que o capitão Brass os guiasse, Catherine aproveitou pouco antes de sair para telefonar para sua filha Lindsey que estava com sua avó materna em Nova Iorque a passeio.

Catherine fez a ligação do seu celular enquanto caminhava para o estacionamento e ao chegar deparou-se com Agatha Hotchner também ao telefone:

— Meus amores, mamãe promete que quando voltar vai ajudar vocês a fazer um boneco de neve – falava Agatha ao telefone – mas vocês me garantem que estão obedecendo a tia Jéssica? Isso mesmo sejam legais com ela, agora a mamãe vai desligar, não se esqueçam: mamãe ama vocês.

— Essa é a nossa vida não é mesmo? – comentou Catherine que também havia finalizado sua ligação.

— Pois é. – concordou Agatha.

— Quantos?

— Dois, um de seis e outro de doze.

— Espera – Catherine se admirou – eu já te acho nova para ser agente e agora me diz que tem dois filhos um de seis e outro de doze?

— O de doze foi adotado e o de seis é do primeiro casamento de Hotch.

— Primeiro casamento? Ele já foi casado antes?

— Sim.

— E vocês se simpatizam?

— O nome dela é Haley e ela... – Agatha hesitou em falar – Haley faleceu há dois anos.

— Ó desculpe – Catherine notou o incômodo da agente – eu fui muito evasiva.

— Está tudo bem, é uma longa história.

— Prontas? – o agente Hotchner aproximou-se.

— Sim – respondeu sua esposa – eu falei com os meninos.

— Eu vou ligar para eles assim que voltarmos do hospital, eles estão bem?

— Chateados porque eu prometi fazer um boneco de neve com eles. – Agatha ficou cabisbaixa.

— Querida, não fique assim eles compreendem nosso trabalho e assim que voltarmos vamos fazer este boneco de neve. – Hotchner tocou o ombro da esposa.

— Certo.

— Então vamos?

— Sim. – eles então foram para o carro onde o capitão Brass já se encontrava esperando no volante.

[...]

A estrada estava tranquila pela manhã apesar do trânsito, mas não havia mais excesso de neve empatando os veículos, a prefeitura da cidade colocou funcionários para limparem as estradas e calçadas. O capitão Brass estacionou o carro em um local seguro próximo ao hospital onde Heather estava internada.

Grissom encontrava-se na cantina do hospital tomando um café preto e fazendo palavras cruzadas do jornal da manhã, quando eles o avistaram o casal de agentes riu brevemente eles logo pensaram em doutor Reid que costumava fazer palavras cruzadas como entretenimento e que preferia um jornal de papel a um celular com acesso a Internet para ler as notícias.

— Gil. – chamou Catherine ao aproximar-se.

— Olá Cath, bom dia. – Grissom escreveu a última palavra que faltava na cruzada e deu o último gole em seu café.

— Como está Heather?

— Bem, ela está sendo examinada para receber alta.

— Bom dia Gil Grissom. – cumprimentou Hotchner.

— Bom dia agente Hotchner, novidades?

— Sim.

— Sou todo ouvido. – Grissom mirou para as cadeiras da mesa e todos se acomodaram.

Aaron Hotchner esclareceu as últimas descobertas para Grissom que ainda não aceitava que ele era o alvo daquela situação.

— Gil se recorda da Amanda Carter? – indagou Brass – Foi um dos seus primeiros casos de CSI.

— Apesar de eu ter uma boa memória eu não guardo detalhes mentalmente de tudo, inclusive dos primeiros casos.

— Eu posso não ser um gênio como o tal doutor do FBI, mas minha memória é boa para recordar coisas do trabalho – disse Brass e Grissom franziu o cenho – Amanda Carter foi uma vítima de um estupro, ela era sozinha, a mãe dela não lhe apoiou e sim fez acusações dizendo que ela causou tudo aquilo e a menina tinha quinze anos e acabou apegada a nós.

Para o meu adorado estranho. – disse Grissom que de repente teve um olhar distante.

— Gil, o que está dizendo? – questionou Catherine.

— Parece que recordou algo. – disse Agatha.

Para o meu adorado estranho. – repetiu Grissom.

— Não reparem – avisou Catherine – ele também divaga.

— Essa era a mensagem que eu recebia dos cartões de Natal.

— Cartões de Natal? – indagou Hotchner.

— Eu agora me recordo dos detalhes do caso – explicou Grissom – Amanda Carter, quinze anos, vítima de um estupro, o culpado foi o ex-namorado da mãe, a mãe preferiu ficar ao lado do culpado a apoiar a filha, eu tive que interrogar Amanda várias vezes para descobrir se aquela foi a única vez e nisso ela demonstrou simpatia comigo, ela era uma adolescente inteligente, ela dizia que eu era estranho, mas que eu era simpático.

— Ela passou a enviar cartões de Natal? – Hotchner já deduzia.

— Durante os primeiros anos após o caso sim, ela me enviava um cartão agradecendo o apoio sempre com a mensagem: Para o meu adorado estranho.

— Gil você nunca mencionou isso. – reclamou Catherine.

— Catherine recebemos vários cartões de Natal de vítimas que auxiliamos em diversos casos, você também recebe.

— E você sabe que eu recebo porque eu contei sobre os cartões e que eu os respondo. – retrucou Catherine.

— Gil Grissom você respondeu os cartões? – indagou Agatha.

— Não, eu não tenho tempo para estas coisas, talvez eu tenha respondido o primeiro depois os outros eu devo ter esquecido, eu pego casos até em época natalina.

— Rejeição. – disse Hotchner.

— O que? – Grissom mirou o agente.

— Você a rejeitou. – esclareceu Agatha.

— Eu não rejeitei ninguém.

— Na mente dela você a rejeitou. – afirmou o agente Hotchner.

— Senhor Grissom! – exclamou uma enfermeira que adentrou a cantina.

— Pois não. – Grissom levantou a mão para indica-la que estava ali.

— Que bom que o encontrei – a enfermeira achegou-se a ele – a paciente Heather Kessler está bem e já vai receber alta.

— Está bem. – Grissom igual aos demais levantou-se da mesa.

— E uma mulher veio busca-la, ela está na recepção aguardando.

— Que mulher?

— Alexia Walker.

A rejeição pode levar a qualquer um á beira da loucura.

(Elisa Masselli)

Notas finais
Para tudo! Ela enviava cartões a Grissom? Mas olha só... Será que pelo fato de Gil não ter os respondido ela está cometendo todos estes crimes? Eles ainda não mencionaram sobre Sara quase cair na aramadilha, quando Grissom souber... O que a Alexia foi fazer no hospital? Buscar Heather com qual intuito? Este caso ao mesmo tempo que se desenrola enrola mais... Obrigada pela leitura até o próximo. =)