O Perfil da Evidência

6 Capítulo 6 - Ele é Ela


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Mil perdões pelo atraso em postar eu estive doente por esses dias, problemas físicos e psicológicos juntos então eu não conseguia escrever nada, mas estou melhor e hoje vim postar o capítulo 6 e eu espero que não se sintam perdidos (as) na leitura. Obrigada pela paciência e agradecimentos as visualizações e comentários do capítulo 5. Boa leitura =)

A obsessão por uma única pessoa, é corrosiva, e se duradoura, leva-nos diretamente ao suicídio indireto.

(M.M Belluci)

Sara teve dificuldade para dirigir por causa do excesso de neve pela estrada, a nevasca aquela noite se tornava mais intensa e os jornais noticiaram que aquela seria uma das noites mais fria do ano em Las Vegas, apesar da dificuldade Sara na companhia de Agatha conseguiu retornar ao laboratório.

Fora de si Sara saiu do carro que deixou no estacionamento e correu para o elevador ela ansiava em falar com Grissom o mais rápido possível, Agatha tentava conter a ansiedade dela.

A equipe do FBI se encontrava na copa na companhia dos CSI, exceto Grissom, pois ele se localizava em sua sala isolado o mesmo dedicava atenção a um livro que abordava sobre entomologia.

― Onde está o Grissom? – indagou Sara aflita ao adentrar a copa.

― Na sala dele – respondeu Catherine – o que houve?

― Eu preciso falar com ele! – Sara saiu desesperada.

― Agatha o que aconteceu? – perguntou Aaron Hotchner a sua esposa e ela então narrou como foi o diálogo com Lady Heather e depois explicou sua teoria.

Sara invadiu a sala de Grissom e ele espantou-se com o comportamento dela, Grissom retirou seus óculos de leitura e a mirou no olhar:

― O que foi?

― Grissom, não sou eu que tenho que tomar cuidado e sim você.

― Do que está falando? – Grissom fechou seu livro e levantou-se – Você não tinha ido acompanhar a agente Hotchner? O que aconteceu?

― Você é o alvo! – exclamou Sara fora de si.

― Sara, eu preciso de explicações. – exigiu Grissom.

― E você as terá – Aaron Hotchner surgiu à porta – Gil Grissom nós precisamos conversar.

― Aguarde um pouco agente Hotchner eu preciso conversar com ela.

― O meu assunto é o mesmo que o de Sara Sidle – o agente mirou Sara – poderia nos dar licença? Agatha já me explicou tudo e é melhor eu falar com ele pelo visto você está muito nervosa.

― Ele é o alvo! – repetia Sara.

― E nós vamos cuidar disso, nos dê licença.

― Por favor, agente Aaron Hotchner faça algo que impeça qualquer tragédia. – implorou Sara retirando-se da sala.

― O que eu não estou sabendo? – questionou Grissom desentendido.

― Eu irei explicar. – Aaron Hotchner adentrou a sala fechando a porta e pediu educadamente que Grissom se sentasse e acomodando-se diante da mesa dele, o agente explicou sobre a teoria de sua esposa após analisar alguns fatos do caso.

Grissom ouviu o agente atentamente, porém não concordava com aquela hipótese, ele não acreditava que ele poderia ser um alvo.

― São evidências que levam a você – afirmou Aaron Hotchner – pode ser coincidência, mas também não todo o cuidado é pouco.

― Não é porque o elo das vítimas seja Lady Heather que eu seja o alvo.

― Tem certeza? Vamos analisar então... Todas as vítimas são morenas e tem uma que tem a semelhança de sua CSI Sara Sidle, você pode não querer admitir, mas é óbvio que tem ou teve algo com ela e o elo das vítimas é Lady Heather e sua casa de BDSM e você já se envolveu com a mesma.

― Você não pode provar nada e não deve sair falando o que não sabe. – repreendeu Grissom.

― Por favor, Gil Grissom você sabe que é verdade, já se envolveu com Lady Heather e tem envolvimento com Sara Sidle.

― Isso não tem envolvimento com o caso.

― Claro que tem, analise os fatos, não pode ser coincidência.

― Só porque as vítimas eram clientes da casa de BDSM de Lady Heather você acha que eu sou um alvo?

― Duas mulheres que você se envolveu são evidências ou quem sabe são vítimas.

― Como assim? – Grissom ficou preocupado.

― Uma das vítimas tem semelhança com Sara Sidle e esta vítima como as outras tem algo em comum que era frequentar a casa de BDSM de Lady Heather, agora Gil Grissom presta atenção: você pode achar que analisar o comportamento não ajuda muito em um caso, encontrar uma pista física é mais garantido porque podemos analisa-la através de um microscópio, porém eu garanto a você que casos como este não é o primeiro que eu investigo já lhe dei com vários psicopatas que por causa de uma obsessão são capazes de fazer qualquer coisa.

― Você acha que o criminoso tem uma fixação por Sara ou Heather?

― Pode ser e pessoas assim fazem qualquer coisa para atingir seu alvo principal.

― Foi isso que aconteceu com sua esposa?

― Como?

― Eu não sou um perfilador, mas o cuidado que você tem com ela é evidente.

― Tem razão e eu não vou mentir a você, minha esposa já foi vítima de um maníaco.

― Ele a machucou?

― Até hoje tentamos curar essas feridas.

― Você já era casado com ela? – Grissom ficou curioso e começou a se simpatizar com o agente.

― Não, a primeira vez tínhamos um caso escondido do departamento na segunda estávamos noivos.

― Segunda vez?

― Sim, o infeliz tinha uma enorme obsessão por ela.

― E como você o capturou? – Grissom ficou mexido com o relato do agente Aaron Hotchner, porém a conversa foi interrompida por Warrick Brown batendo e abrindo a porta pedindo licença.

― Grissom o doutor Robbins deseja falar com você e com o agente Hotchner disse que é importante. – disse Warrick.

― Ele já concluiu a autópsia da última vítima? – Grissom já se levantou de imediato e o agente Hotchner fez o mesmo.

― Ele pediu para chama-los dizendo que era importante e ele aparenta preocupação.

― Estamos indo. – garantiu o agente Hotchner.

Os dois saíram e pegaram o elevador que dava acesso ao necrotério, ambos curiosos pelo chamado do médico legista. Ao chegarem depararam-se com o doutor Robbins em pé lendo alguns arquivos, o seu rádio estava ligado em um volume baixo e entoava uma música instrumental, o corpo da última vítima se encontrava sobre a maca de autópsia coberto por um lençol branco.

― Recebemos o seu recado. – afirmou Grissom para anunciar a sua chegada na companhia do agente.

― Que rapidez. – elogiou o doutor que não esboçou nenhum sorriso e a seriedade extrema dele encabulou ambos.

― O que te aflige doutor? – questionou Aaron Hotchner.

― Este caso é uma prioridade para mim, portanto, dediquei-me somente a última vítima hoje e claro fiz pedido de alguns exames e fiz a autópsia.

― E o que temos? – perguntou Grissom ao olhar brevemente para a vítima coberta.

― Não é novidade que eu preciso examinar cada detalhe do corpo antes de abri-lo e eis que eu encontrei isso. – o doutor pegou uma embalagem plástica de evidência que estava sobre uma mesa e entregou a Grissom.

― Isto é... – Grissom ficou pasmo ao pegar a embalagem.

― Uma unha postiça? – Aaron Hotchner concluiu o questionamento de Grissom.

― Isso mesmo. – confirmou o doutor.

― Pertence à vítima? – perguntou Grissom.

― Não – doutor Robbins colocou os arquivos que lia sobre a mesa e aproximou-se do corpo e o descobriu para que Grissom e Hotchner o observasse – olhem as unhas dela.

― Bem feitas, porém não são postiças. – disse Grissom.

― Em que parte do corpo encontrou a unha postiça? – indagou Aaron Hotchner.

― Agora vocês vão se espantar – o doutor focou seu olhar em Grissom e Hotchner – a unha postiça se encontrava na vagina.

― O que? – Grissom e Hotchner exclamaram juntos.

― Isso mesmo que ouviram.

― Como esta unha foi parar lá? – Grissom ficou boquiaberto.

― A unha postiça foi parar lá porque esta vítima foi abusada sexualmente de outra maneira.

― Isso então quer dizer que... – Grissom encarou Aaron Hotchner.

― Que ele é ela. – confirmou Aaron Hotchner.

Na terra da liberdade, obsessão é crime!

(João Vitor Rocha)

Notas finais
Como assim ele é ela? Então o criminoso é uma mulher! Se for quem será a mulher que comete estes crimes e será que é por causa de Grissom? Danou-se! Eu espero que tenham gostado e sobre o trailer que mencionei eu ainda pretendo edita-lo, vou começar essa semana. Obrigada pela leitura e até o próximo. =)