O Perfil da Evidência

13 Capítulo 13 - Quem é Alexia? (Parte Um)


Notas iniciais
Hello people! Eu estou correndo com o tempo para concluir esta fanfic antes do dia 31 e eu espero conseguir. Obrigada pelos comentários do capítulo 12, eu fico feliz que a fanfic venha agradar vocês e também agradeço as visualizações. ♥ Boa leitura! =)

Compaixão envolve ação e não apenas empatia pelo sofrimento de outra pessoa, é preciso ir além e ter atitude!

(Autor Desconhecido)

Aaron Hotchner pediu que a enfermeira segurasse Alexia na recepção e a mesma saiu acatando a exigência.

— Alexia é uma suspeita – explicou Catherine a Grissom – ela foi à última pessoa com quem Heather teve contato antes de ser atacada com a tesoura.

— Heather confia muito nela. – afirmou Grissom.

— Grissom nós temos outra coisa a revelar – disse o agente, pois eles não haviam mencionado sobre Sara – é sobre a Sara Sidle.

— O que aconteceu a Sara? – Grissom já ficou alerta.

— Ela quase caiu em uma cilada – prosseguiu a agente – Sara ontem recebeu uma chamada em seu celular, uma mulher afirmava que você a aguardava em um hotel e insistia que Sara fosse ao seu encontro.

— Mas eu estava aqui e ontem eu falei com Sara ao telefone, o agente Hotchner fez a ligação.

— Isto foi depois.

— E porque não me informaram logo? Onde está Sara? Ela está bem?

— Acalma-se Gil – intercedeu Catherine – ela está em segurança, por sorte a impedimos de sair.

— Rastrearam a chamada? Descobriram da onde ligaram? – Grissom ficou aflito.

— Minha analista está trabalhando nisso. – retorquiu o agente Hotchner.

— E ainda não desvendou nada? Ela não é uma excelente analista? Da onde é a chamada? – Grissom ficou impaciente.

— Gil, tenha paciência. – pediu Brass.

— Paciência? Sara quase se tornou uma vítima... Eu sabia! Eu pedi para ela se afastar do caso, ficar longe eu já imaginava, o alvo é ela e não eu!

— Gil Grissom, contenha-se! – exigiu a agente – Estamos fazendo de tudo para manter Sara em segurança assim como faremos com você.

— Eu não posso ter calma! Alexia é uma suspeita? Eu vou interroga-la. – Grissom saiu em disparada da cantina e os demais o seguiram.

— Gil, espere. – apelava Catherine.

— Gil Grissom, nos espere. – ordenava Hotchner em vão.

— Grissom! – exclamou Agatha que apressou os passos e ultrapassou Grissom.

— Senhora Hotchner, é melhor que saia da minha frente eu preciso interrogar a suspeita. – Grissom estava fora de si por completo.

— Agora acordou para a gravidade do problema? – retrucou Agatha.

— Agatha, pare! – repreendeu seu esposo.

— Acha que eu não sei a gravidade do problema? – começou Grissom – Eu estou ciente da gravidade do caso há tempos e já que sabem de tudo que fique claro que Sara sempre foi minha maior preocupação.

— E eu sei o que está vivendo, mas ir desorientado interrogar uma suspeita em um hospital não é uma atitude coerente. – afirmou Agatha.

— Eu sou um CSI nível quatro, acha que eu não sei fazer o meu trabalho? E você não sabe o que eu estou vivendo.

— Sei sim – insistiu Agatha o mirando no olhar – senhor Grissom eu sei perfeitamente o que sente.

— Não venha analisar o meu comportamento, isso não é momento. – Grissom tentou desviar-se da agente.

— Não. – Agatha impediu Grissom de ir até Alexia o segurando pelo braço – Eu não estou analisando o seu comportamento, eu estou tendo empatia consigo, o que você está sentindo eu também já senti.

— O que? – Grissom a encarou.

— Medo.

— Medo? – ele arregalou os olhos.

— Isto mesmo, medo – Agatha respirou fundo – eu tive essa mesma sensação quando uma pessoa que eu amo muito foi colocada em perigo por minha causa.

— Agatha... – o agente Hotchner pensou em falar, mas desistiu.

— Eu já fui o motivo da obsessão doentia de alguém, este alguém colocou em risco a vida desta pessoa que amo, eu temia por mim é óbvio o infeliz era um doente, mas eu temia mais por medo de perder a pessoa que amo, senhor Grissom chegou um momento em que me descontrolei e quase cometi erros porque tudo o que eu queria era impedir o infeliz e salvar esta pessoa que amo, mas sabe o que me fez voltar a ter o controle?

— Não. – Grissom estava tocado com o relato da agente.

— A pessoa que eu amo – Agatha soltou o braço de Grissom e mirou seu esposo – ele foi meu alicerce.

— E você foi o meu. – disse o agente Hotchner.

— Agora senhor Grissom – prosseguiu Agatha – mantenha o controle, por Sara. – Grissom não pronunciou uma palavra após aquela narração, Catherine e Brass testemunharam calados.

— Grissom você vá verificar como está sua amiga e nós vamos conversar com Alexia na recepção. – ordenou Hotchner.

Grissom acatou ao ordem e foi ao quarto onde estava Heather e Agatha se recompôs após o seu desabafo repentino.

— Longe de mim ser evasiva, porém vocês dois passaram maus bocados. – disse Catherine.

— Desculpa Hotch – pediu Agatha ao esposo – é que é inevitável não se apegar e recordar...

— Está tudo bem, mas mantenha a postura, a situação é delicada, entretanto precisamos ser profissionais não deixe o pessoal interferir.

— Pareceu o Grissom falando agora. – cochichou Brass ao ouvido de Catherine.

— Vamos até Alexia. – Hotchner fez o foco retornar-se ao caso.

Eles foram até a recepção e encontraram Alexia Walker sentada a um banco foliando uma revista, ela tinha consigo uma sacola que continha vestimentas para Heather.

— Alexia Walker. – chamou Hotchner.

— Vocês por aqui? – Alexia logo os reconheceu.

— Surpresa? – perguntou Brass.

— Eu acho que não – Alexia largou a revista em qualquer canto – vieram interrogar Heather? A propósito, como ela está?

— Para alguém que ela confia tanto é estranho que não tenha vindo passar a noite com ela. – comentou Agatha.

— Eu fiquei sabendo pelo noticiário sobre o ocorrido, eu estava com minha irmã que se encontra doente e a nevasca impediu que eu saísse, eu liguei para o hospital e informaram que o amado dela estava aqui. – justificou Alexia.

— Amado? – Catherine intrigou-se.

— Oras, não é novidade que aquele policial forense ame a minha Heather, ele sempre está atrás dela.

— “Minha Heather”? – indagou Hotchner.

— Eu tenho muito estima por ela, Lady Heather é mais que uma patroa, ela é uma amiga, companheira, salvou-me de situações ruins desta vida.

— Que fofo. – comentou Brass com um pouco de deboche.

— Você veio busca-la? – perguntou Hotchner.

— Sim.

— Não se preocupe querida – disse Agatha – Heather agora é nossa responsabilidade, você queira nos acompanhar.

— Eu? – Alexia ficou surpreendida.

— Um dos meus agentes te deixou um recado para que a senhorita comparecesse ao departamento de polícia de Las Vegas esta manhã – confirmou Hotchner – não o recebeu?

— Eu não os ouvi ainda, a minha preocupação era minha Heather.

— Mas já que está aqui – Catherine gentilmente pegou a sacola das mãos de Alexia – você irá nos acompanhar.

— Heather recebeu alta, ela precisa de cuidados. – Alexia não concordava.

— E ela terá – Brass foi se achegando a Alexia e com seu jeito a fez que o acompanhasse até o carro.

— Vamos providenciar um local seguro a Heather e logo em seguida interrogar Alexia Walker. – propôs Hotchner.

— O agente Alvez é ótimo em encontrar locais seguros – Agatha pegou seu celular – vou solicitar a ele.

— Eu vou levar as roupas de Heather. – disse Catherine.

Pouco antes de chegar ao leito de Heather, Catherine recebeu uma chamada, era Warrick:

— Diga Warrick.

Cath foi você que trouxe uma amostra de sangue de Lady Heather para o laboratório?

— Sim, a pedido de Grissom.

A amostra foi analisada.

— E o que continha?

Cinquenta miligramas de dimenidrinato, dez miligramas de cloridrato de piridoxina.

— Estas são combinações de...

Remédio para enjoo.

— Medicamentos como este causam... Sonolência.

Ela pode ter ingerido um comprimido antes de dormir, ou alguém a fez ingerir.

— Obrigada Warrick, em breve estarei de volta.

Tchau.— Warrick finalizou a ligação.

Catherine colocou a sacola ao chão e procurou por seu bloco de anotações pela jaqueta, quando o achou foi logo nas últimas anotações que era o relato de Heather, nas notas estava que Heather tomou uma xícara de chá preparada por Alexia momentos antes de dormir.

A esperança é um alimento da nossa alma, ao qual se mistura sempre o veneno do medo.

(Voltaire)

Notas finais
Por mais que Gil mantenha a seriedade quando o assunto é Sara aquela postura séria desaparecesse... Compreensível a reação dele ao saber que Sara quase tornou-se vítima, mas ele conta com ajuda de pessoas que já viveram o mesmo que ele... Hotch e Agatha são tão lindos! ♥ Sobre Heather e Alexia... Esta Alexia é bem apegada a patroa não é mesmo? E continha remédio que causa sonolência no sangue de Heather... Bem suspeito! Obrigada pela leitura, até mais. =)