O Perfil da Evidência

11 Capítulo 11 - Em Família


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Eu quero agradecer aos comentários e visualizações do capítulo 10, fico muito feliz! =) Eu estou correndo com o tempo para finalizar esta fanfic que não deve se estender muito, porque eu vou viajar no final do mês para o encontro do Nyah! em São Paulo. Estão sabendo? Uma das adm do grupo oficial e do site viajou para SP e ela esta organizando um encontro no dia 28, será que terei a chance de conhecer algum leitor? Seria uma honra! Agora sem enrolações, capítulo 11 para vocês. =)

A verdadeira família é aquela
unida pelo espírito e não pelo sangue.

(Luiz Gasparetto)

― Eu pensei em verificar as transações dos cartões de créditos e contas bancárias das vítimas – Garcia começou a explicar enquanto seu chefe verificava as informações no tablet – eu reparei que certa quantia era sempre gasta ou retirada então óbvio eu notei que poderia ter algo em comum e cavei mais fundo, as vítimas tinham um gasto de $200 por semana, nas que tinham esse gasto com os cartões de crédito eu verifiquei nas faturas do que se tratava então cheguei a um endereço de uma casa de apresentações e o gasto delas eram com uma apresentação de hipnose, não todas faziam uso do cartão de crédito, mas eu dei uma de analista de perfis e pensei: se uma vítima saca o valor exato que outra gasta com o cartão de crédito provavelmente seja para o mesmo propósito.

— Alguém anda prestando atenção nas aulas. – elogiou Morgan, ele tinha um carinho imenso pela analista.

— É que eu tenho ótimos professores, e tenho um em particular que é maravilhoso. – Garcia abaixou os óculos que usava para mirar o agente Morgan e lhe deu uma piscadela enquanto ele correspondeu com um sorriso.

— Duas coisas em comum das vítimas – disse a agente Prentiss – serem clientes de Lady Heather e frequentarem apresentações de hipnose.

— Eis o que vamos fazer – propôs o agente Hotchner devolvendo o tablet a Garcia – infelizmente temos que aguardar essa nevasca, já é madrugada então aguardaremos a manhã, eu acredito que a neve não esteja mais intensa assim ao amanhecer, Agatha, a CSI Catherine Willows, o capitão Brass e eu iremos buscar Gil Grissom no hospital.

— Eu quero ir junto. – pediu Sara.

— Não. – o agente Hotchner negou.

— Como assim não?

— Sara Sidle você é uma vítima, precisa ficar protegida então você terá que ficar por aqui e assim será com Gil Grissom.

— Eu não posso ficar presa! – Sara coloca-se de pé.

— É para o seu próprio bem. – garantiu a agente Seaver.

— Isto é um absurdo! – Sara não aceitava – vão me afastar do caso pela segunda vez? Já bastou a primeira.

— Não estamos te afastando do caso, você ainda vai atuar no mesmo só que para a sua segurança ficará aqui. – esclareceu Rossi.

— E Grissom?

— Logo pela manhã eu irei busca-lo e o deixarei a salvo com você. – garantiu Aaron Hotchner.

— Tem certeza que ele está bem?

— Eu posso telefonar de novo. – o agente Hotchner pegou seu celular do bolso e notou que os demais observavam e viu que Sara preferia fazer aquilo em particular então a convidou a sair da sala e ambos foram para um lugar isolado dos corredores.

Grissom.— Grissom atendeu a ligação de Aaron Hotchner.

— Gil Grissom aqui é o agente Hotchner.

Mais alguma informação do caso?

— Sim, na verdade surgiram novas pistas, porém eu as revelarei pela manhã, eu liguei porque uma pessoa precisa garantir de que está bem.

Quem?

— Fique a vontade. – Hotchner entregou o celular a Sara.

— Grissom?

Sara!

— Como você está?

Eu estou bem, não se preocupe Sara logo pela manhã estarei de volta.

— Está bem – para Sara pouco importava o ciúmes dela com Heather o importante era se certificar de que Grissom estava em segurança – eu só quero me certificar se está em segurança.

Eu estou... Aconteceu alguma coisa?

— Não, digo... Amanhã o agente Hotchner explica.

Está bem, fique em segurança.

— Você também, tchau. – Sara encerrou a chamada devolvendo o celular de Hotchner.

— Tranquila?

— Um pouco. – Sara tinha peso na voz.

— Vai ficar tudo bem Sara Sidle, eu sei o que está sentindo.

— Como assim sabe o que estou sentindo? – Sara mirou o agente nos olhos.

— A preocupação, o medo que sentimos quando alguém que amamos está em perigo ou em ameaça.

— Você fala isso por causa da sua esposa? É isso?

— Hotch! – a agente Hotchner surgiu pelo corredor atrás do esposo.

— O que foi? – retrucou o agente.

— O técnico David Hodges chegou com o resultado sobre o material da unha postiça.

— Estamos indo. – o agente seguiu sua esposa e Sara os acompanhou de volta a sala de reuniões.

Assim que eles retornaram o técnico os cumprimentou com seu jeito exibido de ser e Catherine exigiu que ele entregasse os resultados.

David Hodges sempre era um exibicionista, sua diversão era amostrar-se diante das pessoas querendo ser o destaque e ele estava metido mais que o normal por causa do FBI ali presente.

— Aqui estão os resultados – começou ele que em vez de entregar o resultado na mão de algum CSI entregou ao agente Hotchner – a unha postiça é feita das seguintes composições: polimetil-metacrilato, acrilato e álcool.

— Acrigel – confirmou Catherine sem nenhum entusiasmo – eu já imaginava, mas é sempre bom nos certificarmos.

— A suspeita pode desenvolver algum tipo de alergia, por isso ela opta por usar unhas de acrílico com gel. – comentou doutor Reid e David Hodges o mirou curioso.

— Spencer não me diga que entende sobre unhas postiças? – JJ não se conteve.

— Ele não é um gênio? – indagou Greg.

— Quem é um gênio? – indagou Hodges.

— O doutor Reid. – respondeu Nick apontando para Reid, era hilário a ele afirmar a Hodges que havia alguém ali que era muito inteligente.

— O que você falava sobre a alergia? – Catherine quis manter o foco.

— A suspeita pode contrair algum tipo de alergia, por isso ela opta unhas de acrílico com gel, pode parecer ingênuo, mas isso já nos revela alguma coisa para o perfil.

— Unhas deste tipo duram por três meses. – afirmou Seaver.

— O acrílico é um material termoplástico rígido, transparente e incolor; também pode ser considerado um dos polímeros, ou seja, fibra sintética mais modernos e com maior qualidade do mercado, por sua facilidade de adquirir formas, por sua leveza e alta resistência, ele também é chamado vidro acrílico ou simplesmente acrílico – Reid começou a divagar novamente – o gel contém um pó que é o acrilato, já citado e o álcool também já citado e... – Reid reparou que todos o encaravam – Eu estou divagando de novo, não estou?

— É inevitável não é? – indagou Morgan dando um tapinha de leve no ombro do parceiro de trabalho.

— Não se tem muito que fazer agora, então o jeito é aguardar a madrugada passar. – disse Catherine.

— Então pediram que eu analisasse uma evidência sendo que no final o resultado não colaborou muito porque já sabiam o que era – David Hodges sentiu-se inútil.

— Você fez o seu trabalho. – retrucou Warrick.

— Catherine eu quase me esqueci de avisar – disse Hodges – uma repórter veio atrás de Grissom, mas no momento vocês tinham ido à casa de Lady Heather, pelo que eu soube houve uma vítima por lá.

— Uma repórter atrás de Grissom? Ela veio até aqui? – indagou JJ interessada.

— Eu estava passando pela recepção quando me deparei com ela à procura de alguém a frente do caso, então disse que Grissom junto ao FBI foi acudir uma vítima. – Hodges sentiu-se o tal ao ser interrogado por JJ.

— Você disse o que? – Catherine ficou eufórica.

— Como ele consegue ser tão estúpido? – retrucou o capitão Brass saindo da sala.

— Nick e Greg é melhor irmos verificar se aquelas digitais deram algum resultado. – Warrick convidou os amigos para se retirarem dali, pois sabia o que aconteceria.

— Hodges você tem noção do que fez? – questionou Sara nervosa – Grissom é o alvo desta psicopata maluca e você passa informação para a mídia?

— Eu não dei detalhes. – justificou-se Hodges envergonhado por causa do FBI.

— É por isso que a mídia já sabia de vocês na casa de Heather! – esbravejou Ecklie.

— Nenhum tipo de informação sobre um caso, absolutamente nada deve ser informado à mídia sem meu consentimento. – esclareceu JJ.

— Os demais podem nos dar licença. – pediu Hotchner aos seus agentes e Catherine pediu que Sara também se retirasse para se acalmar.

— Conrad Ecklie temos que ter a garantia que ninguém saia passando informações para a mídia. – afirmou JJ.

— A agente Jareau tem razão. – concordou Hotchner.

— Eu peço desculpas – Catherine sentiu-se depreciada ela mal conseguia encarar os agentes – o técnico David Hodges é ciente deste tipo de informação.

— É ciente, mas não coloca as regras em prática – Ecklie estava decepcionado – isto é incrível! Ele tem que se exibir não é mesmo? Sempre se exibindo, sempre querendo ser o sabe tudo!

— Ecklie permita que eu resolva esta situação com Hodges. – pediu Catherine.

— Não! – Ecklie virou-se para os agentes – eu em nome do laboratório e de todo o departamento de polícia de Las Vegas peço desculpas pelo erro do meu técnico e o mesmo será punido.

— Eu não quero problemas entre vocês – pediu JJ – eu só quero que este tipo de situação não ocorra mais, eu acredito que o técnico não fez por mal.

— Eu falei sem pensar na gravidade eu juro. – Hodges estava envergonhado e arrependido.

— Ele não cometera esse erro de novo. – garantiu Catherine que apesar de decepcionada com a mancada do colega de trabalho não desejava que ele fosse castigado.

— Suspensão de três dias. – ordenou Ecklie.

— O que? – Hodges não concordou – Mas eu tenho várias tarefas no laboratório.

— Você não é o único técnico deste lugar, pedirei que outros cubram seus serviços, agora está dispensado e estes dias não serão renumerados. – Ecklie apontou a porta para Hodges.

— Eu peço desculpas e com licença. – Hodges olhou para Catherine com o olhar de piedade depois mirou JJ e de cabeça baixa saiu da sala.

— Na ausência de Grissom você fica responsável por tudo isso Catherine, que isso não ocorra novamente. – Ecklie saiu da sala contrariado.

— Droga. – cochichou Catherine para si.

— Está tudo bem, não estamos zangados – JJ colocou a mão no ombro de Catherine – é só bom evitarmos o máximo de confusão com a mídia.

— Vocês tem razão – afirmou Catherine – eu só quero que isso acabe logo.

— Tenso demais não é? – retrucou Hotchner.

— Vocês sabem como é difícil ver duas pessoas que você ama correndo perigo e ter que manter a postura? – Catherine acomodou-se em uma cadeira.

— E como sabemos – JJ puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Catherine.

— Eu amo o Gil e a Sara, são mais que parceiros de trabalho, amo os dois e eu quero que este pesadelo entre eles termine logo.

— Estamos aqui para isso, para ajudar vocês. – JJ segurou a mão de Catherine carinhosamente.

— Esta difícil manter a conduta, mas é bom ter vocês aqui auxiliando neste caso, já trabalhamos com outros agentes federais, porém não foi a mesma coisa.

— Por quê? – Hotchner cruzou os braços.

— Não nos demos bem houve muita competividade de quem era o melhor, já com vocês é diferente, eu me sinto em...

— Em? – indagou JJ.

— Família. – Catherine sorriu para JJ.

— Que bom, a nossa equipe sempre se considerou assim: uma família. – JJ sorriu de volta.

— Grissom não gosta que misturemos o pessoal com o profissional, mas eu trabalho aqui há tanto tempo eu convivo com eles que sinto que eles são minha família e que sem eles eu não vivo.

— Não se preocupe Catherine, será uma família ajudando a outra. – garantiu JJ.

— Obrigada. – Catherine não suportava segurar aquela tensão e ao abraçar JJ permitiu-se chorar.

Todos temiam por Grissom e Sara e queriam impedir qualquer tragédia e a equipe da UAC do FBI iria fazer de tudo para evitar uma lástima, eles estavam ali dispostos a tudo para resolver aquele caso e trazer a tranquilidade de volta aos CSI.

Um por todos e todos por um.

(Alexandre Dumas)

Notas finais
Sara teve garantia de que Grissom esta a salvo, isso é bom. Tomara que esta nevasca diminua porque ela está atrapalhando bastante o trabalho deles... Hodges não conteve a língua e no final foi punido... Catherine esta aflita, também quem não estaria? Seus amigos são vítimas de uma psicopata... Que eles resolvam isso logo. Eu espero que tenham gostado e até o próximo. =)